Coroatá – humilhação para marcação de consulta continua na rede estadual de saúde do Maranhão

Corredores lotados para marcação de apenas uma especialização em saúde do Macrorregional de Coroatá

Referência regional em consultas e cirurgias oftalmológica de média e alta complexidade, o Hospital Macrorregional de Coroatá, amanheceu com uma enorme fila nesta segunda-feira. Era o primeiro dia de marcação de consultas para o mês de setembro. Sem querer contar com a sorte de vagas remanescentes, centenas de pacientes, muitos com dificuldade de locomoção e alguns usando muletas, enfrentaram horas de espera para conseguir um agendamento na unidade inaugurada em 2012, pela ex-governadora Roseana Sarney.

A fila começou a se formar ainda na madrugada, tanto por pessoas que desejavam marcar sua primeira consulta quanto por aquelas que já se tratam no local, mas queriam garantir atendimento ainda neste ano. Ou seja, mesmo pacientes antigos, que já poderiam ter agendado seu retorno, enfrentaram a aglomeração que seguia pelos corredores daquela casa de saúde.

A previsão inicial era marcar 100 consultas oftalmológica por mês, sendo conferida mais de 300 pessoas na fila, entre idosos e crianças já sem esperança de ter suas consultas agendadas. Antes das 7 horas, horário previsto para início das marcações, já havia tumulto. Em menos de 20 minutos, as 100 senhas reservadas se esgotaram. Esse último grupo, no entanto, terá de retornar à unidade sem data ainda prevista.

Macrorregional no dia de sua inauguração pelo ex-secretário de saúde Ricardo Murad e pela ex-governadora Roseana Sarney

Vale lembrar que o Macrorregional foi idealizado pelo ex-secretário de estado da saúde, Ricardo Murad, e que atenderia uma população de aproximadamente 70 mil pessoas, só da cidade de Coroatá. Entretanto, com a desativação de vários hospitais de 20 leitos de pequenas cidades pelo governador Flávio Dino, o Macrorregional absorveu a região de cobertura que pode chegar a mais de 200 mil pessoas, mas a estrutura física e de profissionais da saúde não acompanharam o crescimento nesses cinco anos, o que motiva a demora em atendimentos especializados como o oftalmológico e ortopédico.

Segundo informações, a direção do hospital admitiu que o Macrorregional errou e não estava preparado para a intensa procura desta segunda (31). “Há alguns meses, fizemos este mesmo modelo de marcação e não houve este tamanho de fila. Tínhamos entendido que esta seria a maneira mais correta de organizar as senhas. No entanto, acabamos nos surpreendendo com tamanha demanda. Só quero deixar bem claro para a população que este tipo de coisa não vai se repetir”, explicou uma funcionária da unidade de saúde.

Pelo visto, o governador Flávio Dino ainda não aprendeu a tratar com respeito à população que o escolheu para comandar o estado, mesmo após a “catracada” levada ontem (31) pelo prefeito da Trizidela do Vale, Fred Maia, durante um encontro de prefeitos com o Ministro da Saúde, no auditório da FIEMA em São Luís.

 

Recursos do SUS usados na compra de medicamentos serão auditados no Maranhão

Além de fiscalizar e apresentar projetos em benefício da população maranhense também tenho buscado recursos federais para os municípios e também para o nosso Estado – Hildo Rocha

Por cota de requerimentos protocolados pelo deputado federal Hildo Rocha, os recursos do SUS que foram usados pelo governo do Maranhão para compra de medicamentos serão auditados. Os requerimentos tiveram como base denúncias formuladas pela deputada estadual Andréa Murad junto ao Ministério Público Estadual.

Superfaturamento de 500%

De acordo com o parlamentar, foi detectado superfaturamento de 500%.  “Como exemplo, eu vou citar a compra do medicamento temozolamida, cujo preço apresentado pela empresa vencedora da licitação, no começo do ano passado, foi de R$ 13,40. Entretanto, inexplicavelmente, o Governador Flávio Dino mandou comprar por R$ 77,33, totalizando mais de 500% de superfaturamento”, destacou Hildo Rocha.

O deputado foi taxativo ao afirmar que tal procedimento configura roubo. “É inadmissível que um remédio que custa R$ 13,40 tenha sido comprado por R$ 77,33. Então, eu quero deixar registrado que nós estamos tomando providências”, declarou.

Atuação abrangente

O parlamentar ressaltou que fiscalizar a aplicação de recursos públicos federais é uma das atribuições inerentes ao cargo de deputado. “Além de fiscalizar, e apresentar projetos em benefício da população maranhense também tenho buscado recursos federais para os municípios e também para o nosso Estado. No ano passado, por exemplo, conseguimos R$ 80 milhões de reais para atendimentos de Média e Alta Complexidade (MAC) na saúde pública. Portanto, estou cumprindo com os meus deveres de deputado federal”, afirmou Hildo Rocha.

 

Inoperância no governo Flávio Dino – orla de São Luís sofre com nova “língua negra” na ponta d’areia

Esgoto desemboca em frente ao condomínio mais luxuoso da capital. Manchas deixam as praias poluídas e menos atraentes.

Dejetos fétidos se acumulam na areia das praias ao entorno da Ponta d’areia/Península, levados através das tubulações clandestinas e manchando um dos cartões postais de São Luís, que nesta alta temporada recebe milhares de turistas.

As chamadas “línguas negras” são manchas de esgoto no encontro com as águas do mar. O esgoto está à vista e alguns locais têm sinalizações mostrando que a área está apta para banhos. A situação é encontrada principalmente em frente ao luxuoso condomínio Île Saint Louis.

A situação deixa uma má impressão nos turistas. O capixaba Jessé Gomes, de 49 anos, está de férias em São Luís e disse que o esgoto que desemboca na praia estraga o cartão postal da cidade. “É a mesma coisa que ter uma visita na sua casa e jogar um balde de água suja no chão”, observou.

Desde o ano de 2015, o governo do Estado, que é responsável pelo saneamento e esgotamento sanitário da capital, propaga que todas as praias da cidade de São Luís estão com excelente índice de balneabilidade e quase zero de coliformes, o que não é verdade, após vários blogs, jornais e telejornais denunciarem gigantescas “Línguas Negras” em diversos pontos da orla de São Luís.

Língua Negra divulgada pela imprensa no ano passado não adiantou nada. Nenhuma atitude definitiva foi tomada pelo governo Flávio Dino.

Ligações clandestinas

Um morador de um condomínio que preferiu o anonimato, explicou que as galerias são feitas para escoar a água das chuvas, mas, devido às ligações clandestinas de residências, condomínios e empreendimentos, essa água fica contaminada. “Durante fiscalizações são detectadas ligações clandestinas interligando o esgoto dos imóveis e hotéis às redes pluviais, que desembocam nas praias, mas continuam os mesmos problemas após a fiscalização. Até parece que há certa conivência entre fiscalização e empreendimentos”, afirmou o morador.

 

 

Carreta da saúde NOVARTIS de combate a hanseníase em Matões do Norte e São Mateus

Iniciativa em parceria com o Ministério da Saúde percorre o Maranhão, terceiro estado com mais casos da doença que atinge cerca de 30 mil pessoas no país em um ano.

Nesta quinta-feira, 6 de julho, a Carreta da Saúde Novartis estará na cidade de Matões do Norte (MA). Ao longo do dia, a população poderá realizar gratuitamente consultas, exames e tirar dúvidas sobre métodos de prevenção e controle da hanseníase, na Av. Dr. Antônio Sampaio – Centro, em frente ao Centro de Saúde José Araújo, das 8h30 às 16h30.

Na sexta-feira, 7 de julho, a carreta estará na cidade de São Mateus do Maranhão em local a ser anunciado.

O Brasil está em segundo lugar no ranking de países com novos casos de hanseníase, segundo dados da Organização Mundial da Saúde. A doença, que deveria estar erradicada, registrou cerca de 30 mil novos casos em um ano no país. De acordo com o Ministério da Saúde, o Maranhão é o terceiro estado do país com mais casos de hanseníase e o primeiro do Nordeste.

Desde 2009, a Novartis possui a Carreta de Saúde, um caminhão itinerante, com cinco consultórios e um laboratório, que percorre todo o Brasil no combate à hanseníase. Atua em parceria com o Ministério da Saúde, com apoio do CONASS (Conselho Nacional de Secretários de Saúde) e do CONASEMS (Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde), buscando a erradicação da doença até 2020. Os tratamentos medicamentosos para a hanseníase também são doados pela Novartis à Organização Mundial da Saúde.

Sobre a Novartis

A Novartis oferece soluções inovadoras em saúde que atendem às crescentes necessidades dos pacientes e sociedades. Com sede em Basel, Suíça, a Novartis oferece um portfólio diversificado para melhor atender essas necessidades: medicamentos inovadores, produtos farmacêuticos mais acessíveis, genéricos, biossimilares e uma linha oftalmológica. A Novartis tem posições de liderança global em cada uma dessas áreas.

Em 2016, o Grupo obteve vendas líquidas de USD 48,5 bilhões, enquanto investimentos em P&D para o Grupo totalizou aproximadamente US $ 9,0 bilhões. As empresas do Grupo Novartis empregam aproximadamente118.000 associados em tempo integral. Os produtos Novartis são vendidos em aproximadamente 155 países ao redor do mundo.

Para obter mais informações, visite http://www.novartis.com.

Ministério da Saúde anuncia ampliação da Farmácia Popular

O Ministério da Saúde anunciou hoje (6) mudanças no Programa de Atenção Básica do Sistema Único de Saúde, entre elas a forma de repasse de recursos para a compra de remédios e a ampliação da rede Farmácia Popular. As medidas devem ser implantadas até agosto.

Para o ministro da Saúde, Ricardo Barros, a medida deverá aumentar em 80% a compra de medicamentos. ”O programa tem uma verba de R$ 100 milhões por ano. Desse total, 80% eram destinados ao pagamento de aluguéis e salários”, afirmou.

O novo modelo foi aprovado pela Comissão Intergestores Tripartite (CIT), formada por representantes dos estados, municípios e do governo federal. De acordo com Ricardo Barros, os estados e municípios receberão aumento no repasse anual da verba para a compra de remédios. “O valor passará de R$ 5,10 para R$ 5,58 na média por habitante”, disse.

Atualmente, 4.481 municípios dispõem do serviço da Farmácia Popular. Com a nova medida, a expectativa é que mais 1.000 cidades sejam incluídas.

O programa Aqui Tem Farmácia Popular, parceria do governo federal com farmácias privadas, continua funcionando normalmente. Em média, o programa beneficias 9,8 milhões de pessoas. Medicamentos contra a hipertensão, o diabetes e a asma representam cerca de 90% da demanda.

Dados do Ministério da Saúde mostram que o programa cobre 80% do país. São 34.910 farmácias cadastradas e, ao todo, 42 produtos oferecidos, 26 disponibilizados gratuitamente. Os demais têm descontos de até 90%.