Vídeo – Gleisi Hoffmann “denuncia” prisão de Lula a aliados muçulmanos

A senadora Gleisi Hoffmann, presidente nacional do PT, postou um vídeo na sua página pessoal do Facebook, no qual se dirige ao povo árabe e o convoca à luta em defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Em apenas 16 horas de veiculação, o vídeo teve mais de 7 mil compartilhamentos.

Gleisi diz que Lula sempre defendeu o Estado Palestino, que é inocente e sua prisão faz parte do golpe que cassou a ex-presidente Dilma Rousseff. Afirma também que a prisão é um meio de impedir o ex-presidente de retornar à presidência do Brasil e que “ele tem o apoio do povo brasileiro”.

O deputado federal Jerônimo Goergen avisou que enviará ainda hoje um ofício à Polícia Federal pedindo que a corporação verifique a veracidade do vídeo de Gleisi Hoffmann gravado para a Al Jazeera.

“Há riscos nesta incitação ao mundo árabe. Há riscos para o Brasil e para a nossa democracia”, disse.

A assessoria de imprensa da senadora disse na manhã desta quarta-feira (18/4) que o vídeo é de uma entrevista que a senadora deu para a TV Al Jazeera.  Veja o vídeo que também está circulando por meio de aplicativos de celular e levando as pessoas a se perguntarem sobre a possibilidade da ocorrências de atos terroristas no Brasil.

A Constituição comunista vendida aos radicais de fralda

Está na moda tentar descontextualizar coisas do passado com base em mudanças ocorridas na sociedade ao longo das últimas 4 décadas. Manipulados por formadores de opinião, gerações mais jovens passaram a problematizar fatos ocorridos antes mesmo deles nascerem.

Na época em que a série “Friends” foi ao ar pela primeira vez, de 1994 a 2004, Eliza Franco era uma criança. Só agora, aos 19 anos, ela descobriu a icônica série sobre seis amigos que vivem em Nova York. E ficou bastante incomodada.

Quando um sujeito faz graça de um homem que trabalha como babá, ela identificou “homofobia”. Ao ver uma personagem sendo alvo de bullying por estar com uns quilos a mais, decretou: “gordofobia”. Eliza também não gostou do fato de uma mulher loura aparecer representada como “a burra do grupo”. E estranhou a falta de negros.

O problema é que jovens com menos de 30 anos estão tentando problematizar eventos, comportamentos e hábitos considerados normais há algumas décadas. A tentativa de desconstruir as gerações passadas vai bem além das tentativas de demonizar ou ridicularizar a cultura de seus pais e avós. Nesta nova onda de mi mi mi, nem mesmo o desenho do  “Pica-Pau” escapa.

O Brasil da Rogéria, do Clodovil, dos tempos em que Otávio Mesquita fazia a cobertura dos bailes no Gala Gay dos anos 80 ao vivo para a TV, virou o país da problematização da sexualidade. Ser gay, gordo ou negro virou um ato político explorado por defensores e críticos com a mesma falta de dignidade. O ser humano, dependendo de sua cor, raça, opção sexual ou até mesmo sua forma física, acabou se tornando um problema para muitos. O que antes era tudo gente, agora virou uma sopa de nomenclaturas difícil de ser assimilada. O estímulo à criação de uma ‘consciência’ por parte de grupos nada mais é do que um processo de recrudescimento da seletividade e do preconceito. Neste cenário, oportunistas se apropriam de bandeiras e até inventam algumas inexistentes para faturar em cima dos radicais de fralda.

O problema é que esta geração está perdendo completamente a noção das coisas e está se tornando cada vez mais comum manifestações de ódio nas redes sociais, onde pessoas dizem abertamente que odeiam brancos em resposta a insinuações maldosas contra negros, gays, gordos, etc. Ninguém se dá conta sobre a necessidade de se respeitar qualquer ser vivo composto por células. Este não é definitivamente o caminho mais indicado para um processo civilizatório. A sensibilidade está na consciência. A sensibilidade propriamente dita dos cinco sentidos. Uma consciência, comum a todos, recebe estímulos sensoriais hostis como qualquer outa, independente da raça, riqueza, beleza estética ou condição social. Ofender um ser humano é espetar uma lança na consciência. Qualquer pessoa sente. É feio ridicularizar um ser humano. Quem faz isso com base em critérios como cor, religião, opção sexual ou padrão social é um ser humano ridículo.

Mas o bullying dos radicais de fralda não está restrito aos padrões culturais de gerações anteriores, aos ‘diferentes’ deles ou aos que fazem de suas vidas o que bem entendem. Manipulados por oportunistas de plantão, buscam agora problematizar soluções adotadas no passado político do país, como a Constituição de 1988, fingindo ignorar a realidade do Brasil naquele espaço e tempo. Há exatos 33 anos chegava ao fim o regime militar que perdurou no país por 21 anos. No dia 15 de janeiro de 1985, Tancredo Neves foi eleito presidente, dando início à retomada da Democracia do Brasil. Um ano depois, o país passou por eleições gerais, nas quais foram eleitos 49 senadores e 487 deputados federais. Estes parlamentares foram eleitos pelos ventos que sopravam o país naqueles tempos, que ainda vivia sob o fantasma da censura. Três anos mais tarde, foram estes mesmos parlamentares escolhidos pelo povo os responsáveis pela derrubada da censura, a retomada na liberdade de expressão, de reunião e a proibição da tortura.

Ignorar que tais fatos estejam totalmente relacionados com o espírito político daqueles tempos e tentar problematizar decisões tomadas por toda uma nação há tanto tempo não apenas parece uma estupidez enorme como é de fato uma estupidez enorme, pois tudo fez parte do processo político do país como um todo. É a história do Brasil, gostem ou não. Embora os radicais de fraldas discordem do postulado no qual “Ninguém será submetido a tortura ou a tratamento desumano ou degradante”, esta tomada de decisão representa um marco no processo civilizatório do Brasil, assim como ocorreu em praticamente todas as democracias do mundo. ~

Um mês após estas conquistas da sociedade brasileira, foi aprovada pela Assembleia Nacional Constituinte em 22 de setembro de 1988 e promulgada em 5 de outubro de 1988, a Constituição da República Federativa do Brasil. Coube aos 49 senadores e 487 deputados federais eleitos democraticamente pela maioria dos brasileiros aprovarem a Carta com a lei fundamental e suprema do Brasil, que serve até os dias de hoje como parâmetro de validade a todas as demais regras normativas, ocupando o topo do ordenamento jurídico. Desde a primeira Constituição, datada de 1891, o Brasil adotou o sistema de governo presidencialista. O regime foi mantido na Constituição de 1988 e ainda confirmado por plebiscito em 1993. O impeachment também foi revisto na Constituição de 1988. A Carta Magna também reestruturou os Poderes da República e fortaleceu o Ministério Público, transformando-o em um órgão independente, autônomo e detentor da prerrogativa da ação civil pública

Criticar um retrato da sociedade de décadas atrás, tentado problematizá-lo com base nos desafios dos dias de hoje, além de improdutivo, é insensato. Duas condutas que denotam falta de inteligência. É pena que oportunistas tenham conseguido vender tão bem seu ‘inconformismo’ providencial aos radicais de fralda estridentes das Redes Sociais. O mais curioso é que aqueles mesmos que exploram idiotas politicamente, que não abrem mão de seus foros privilegiados nem de seus auxílios-moradia, jamais chegaram a propor um Plebiscito Popular por uma nova Constituinte, a única solução prática e viável para aqueles que se sentem realmente incomodados.

Em alguns aspectos, a Constituição precisa passar por alterações. A maioria deles decorrentes de desafios da modernidade, como a evolução dos mercados, a inovação tecnológica e outros gargalos que podem ser perfeitamente ajustados por meio de Proposta de Emenda Constitucional (PEC), como a PEC 241, que limitou o teto dos gastos da União, obrigando governos a cumprirem com mais rigor a Lei de Responsabilidade Fiscal pelos próximos 20 anos. A Constituição de 1988 também estabeleceu os monopólios da exploração do subsolo, do minério, do petróleo, dos recursos hídricos, do gás canalizado, das comunicações e do transporte marítimo. A quebra do monopólio da exploração de petróleo ocorreu menos de dez anos depois, estipulada pela lei 9.478, de 6 de agosto de 1997, que criou um ambiente propício aos investimentos em exploração e produção de petróleo no país.

A História está em curso e a trajetória da sociedade pode ser alterada a qualquer momento com base autodeterminação dos povos, que é justamente o princípio que garante a todo povo de um país o direito de se autogovernar, realizar suas escolhas sem intervenção externa, exercendo soberanamente o direito de determinar o próprio estatuto político. O que não é compreensível é o excesso de mi mi mi dos radicais de fraldas em relação ao passado, que não pode ser mudado. Não é o mesmo que desligar o Netflix na hora do “Pica-Pau”.

Imprensaviva

Carnavalesco da Tuiuti admite: “Antes éramos parceiros do poder, hoje somos oposição”

Carnavalesco Jack Vasconcelos, petista de carteirinha

O autor do enredo para a escola de samba Paraíso do Tuiuti, carnavalesco Jack Vasconcelos, assumiu claramente em entrevista para o site Carnavalesco que agiu por interesse político.

No desfile deste ano, a Paraíso do Tuiuti protestou contra as reformas do governo Temer, inclusive fazendo alusões absurdas à escravidão, o que de certo até banaliza o tema. Contudo, ele disse na entrevista o que o motivou a escolher esta abordagem. Quando questionado sobre o carnaval trazer mais enredos críticos, Vasconcelos respondeu:

“Eu acho que é positivo a gente poder se posicionar. Muito disso tem relação com a troca de governo. Hoje somos oposição e antes éramos parceiros do poder e não podíamos arranhar a relação. Enredo mais críticos não eram incentivados. Agora com uma guerra declarada tem essa abertura maior. Os dirigentes nos deixam livres, e temos mais é que fazer”.

 

Basicamente, o carnavalesco admitiu que a atuação da escola de samba foi totalmente política e que teve por trás disso a boa relação que o grupo mantém com o PT. Agora tudo faz sentido.

Site comunista ensina receita com base em fezes e urina

O site ultra petista Catraca Livre publicou uma receita que “reaproveita” fezes e urina. Não é exatamente uma novidade, aliás. O mesmo site já ensinou e publicou diversas porcarias ao longo de sua existência, quase sempre coisas tão nojentas quanto esta.

O dono do Catraca Livre, Gilberto Dimenstein, possui um boteco na Vila Madalena que é frequentado especialmente por esquerdistas radicais. No boteco servem comida, e é de se imaginar que o estrume faça mesmo parte do cardápio porque, afinal, é isso que esta gente deve comer.

Porém, como o boteco não é exclusivo para a elite paulistana de extrema-esquerda, há de se questionar as atividades do local perante a sociedade. Será que a vigilância sanitária já sabe disso? As pessoas que não são esquerdistas e não querem comer fezes não podem ser vítimas deste senhor, então é preciso ter cautela.

Senador vai ao Conselho de Ética contra Lindbergh e Gleisi Hoffmann

O senador José Medeiros (Podemos-MT) vai protocolar, no Conselho de Ética do Senado, uma representação por quebra de decoro parlamentar contra o senador Lindbergh Farias (PT-RJ), líder do PT no Senado, e a senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR), atual presidente da sigla. De acordo com o parlamentar, ambos se equivocaram ao defender a candidatura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para o pleito de 2018.

Após a condenação unânime de Lula pela 8ª Turma do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4), representantes de movimentos sociais e líderes petistas pregaram, em evento realizado em São Paulo no último dia 25, “desobediência” a decisões judiciais como caminho para garantir a candidatura do ex-presidente.

“Como é que você incita a desobediência civil? Como é que você começa a falar mal das leis do país? O jogo político é normal, você pode fazer qualquer coisa. O congressista tem imunidade parlamentar, tem liberdade de expressão, mas tudo dentro dos limites da lei” ponderou o senador ao GLOBO.

No evento, Lindbergh Farias chegou a dizer que não acredita em uma possível reversão da condenação de Lula no caso do tríplex. Entretanto, afirmou que para prender Lula terão que “prender milhões de pessoas antes”.

Em relação à conduta da senadora Gleisi, José Medeiros questiona a fala da parlamentar aos apoiadores do ex-presidente no momento em que o relator do caso no TRF-4, desembargador João Pedro Gebran, concluiu o seu voto a favor do aumento da pena do ex-presidente para 12 anos e um mês. Gleisi afirmou que o voto já era esperado e que, agora, seria hora de “radicalizar”.

O parlamentar destacou ainda que o fato de “incitar a violência” durante os discursos não corresponde ao trabalho de um representante da população.

“Você não pode incitar a violência, a prática de crime, a população contra juízes ou qualquer autoridade. Por exemplo, eu tenho minha liberdade de expressão, mas se eu vou para a rua e digo que tem que matar o Lula, eu tenho que ser enquadrado de alguma forma, porque eu não posso fazer isso. Porque eu sou oposição ao Lula, eu posso falar esse tipo de coisa? Não posso” enfatizou.

A expectativa do senador José Medeiros é protocolar a representação no Conselho de Ética ainda nesta segunda-feira.

 

A informação é do jornal O Globo.

 

Gleisi Hoffmann fala como se fosse líder do crime organizado e ameaça país com mortes se Lula for preso. Entenda por quê

Gleisi Hoffmann e a cara que faz quando pensa. Sua capacidade de dizer bobagem parece mesmo inesgotável.

A senadora-ré Gleisi Hoffmann (PR), que preside o PT, é uma irresponsável. E não é de hoje. Já quando ministra da Casa Civil no governo Dilma, entre 8 de junho de 2011 e 2 de fevereiro de 2014, isso ficou patente no ambiente do próprio governo, em especial no relacionamento com setores da oposição. Bem, não custa lembrar que a pasta era uma das responsáveis pela articulação política e por gerenciar as obras de infraestrutura. As duas coisas entraram em colapso. Não por culpa exclusiva de Gleisi, porque ela foi um tanto irrelevante até como elemento negativo. Mas a ela cumpria perceber primeiro os sinais da deterioração que levaram a sua então chefe à lona. Não é, pois, apenas irresponsável. É também incompetente.

Já censurei aqui a gritaria de juízes, que saem alardeando por aí o risco de caos no dia 24, quando o TRF 4 julga o recurso de Lula contra a condenação imposta por Sérgio Moro no caso do tríplex do Guarujá. Sim, já deixei claro aqui que o juiz não ancorou a sua decisão em provas, mas numa leitura derivada da chamada “teoria do domínio do fato”, que jamais poderia ser aplicada à área penal. Espremendo-se todos os argumentos de Moro, chega-se à conclusão de que o petista foi condenado no caso do apartamento de Guarujá porque, com efeito, havia um grupo atuando de forma criminosa na Petrobras. Tal grupo tinha conexões com o PT — entre eles, havia os escolhidos pelo partido. Lula sempre mandou no PT, e sua família deixou pistas de vínculos com o apartamento. Logo, ele é culpado.

Qualquer pessoa razoável sabe que isso é exercício, digamos, precário do direito. Estamos diante de uma Justiça que tem a ambição de corrigir os vícios da sociedade corrigindo o que considera os vícios de alguns homens. Pune-se um símbolo com o intuito de ser exemplar. É o que se tem no caso, numa análise desapaixonada. Esse tipo de comportamento, ao contrário do que pensam os tolos, faz mal ao Brasil, não bem. Ademais, note-se: o fato de o MPF não ter apresentado as provas não quer dizer que o crime não tenha sido cometido. Acontece que ao estado de direito interessa o que está nos autos, não o que está na convicção pessoal dos juízes. Ou juízes não teríamos. Em seu lugar, haveria 18 mil ditadores. Dito o necessário, ponto, parágrafo.

Isso não dá à senhora Gleisei Hoffmann, ela também uma ré, o direito de pôr a faca no pescoço da Justiça. Até porque está fazendo um falso alarde. A menos que o PT tenha organizado uma milícia armada, cuja existência desconhecemos, pergunta-se: quem vai se apresentar para:

  1. a) o sacrifício, candidatando-se à condição de cadáver?;
  2. b) para o trabalho sujo, candidatando-se à condição de homicida?

Eu não entendi, senadora Gleisi Hoffmann! A senhora está dizendo que o PT está disposto a morrer, a matar ou às duas coisas? No primeiro caso, o partido teria um estoque de mártires, não é? Quem sabe a legenda tenha treinado, nesse tempo, uma milícia suicida, que estará disposta a atear fogo às próprias vestes. No segundo caso, a legenda teria organizado um bando de sicários, dispostos a sair por aí a eliminar aqueles que não concordam com seus postulados. No terceiro, tratar-se-ia de um anúncio de rompimento com a legalidade e de adesão à luta armada.

Já censurei aqui o alarde de juízes, que estão superestimando as possibilidades de conflito. Querem saber o que acho que vai acontecer no dia 24? Nada! Uma escaramuça ou outra dos mais exaltados e pronto! Não vai além disso. Ao elevar a tensão retórica e o risco de confronto, os senhores juízes abrem caminho para o triste proselitismo da senhora Gleisi Hoffmann.

Ao dizer o que diz, na prática, a senadora está desafiando a Justiça a prender Lula, uma possibilidade que existe, é claro!, embora me pareça remota no momento. Gleisi quer uma de duas coisas:

a: por motivos técnicos, a Justiça não prende Lula, e os petistas saem alardeando vitória entre os seus, mesmo com Lula condenado, como deve ser. Assim, mantém-se a fantasia de uma legenda que atua na resistência e que logrou uma “vitória” contra o sistema. A próxima é vencer a eleição;

b: a Justiça decide prender Lula: os petistas vão organizar protestos e vão forçar o limite da contenção policial, buscando alguns confrontos, e Lula se torna, então, o líder encarcerado.

Em qualquer dos casos, estamos diante de politicagem mixuruca, que responde com irresponsabilidade à irresponsabilidade daqueles que viram um clima de conflagração armada onde se tem nada além de uma pressão que deve ser considerada normal numa democracia. No mundo inteiro, grupos organizados tentam interferir em decisões da Justiça.

Mas não é corriqueiro que o comandante de um partido político ameace o país com cadáveres caso a Justiça não decida segundo o gosto do grupo que lidera. Isso não é conversa de presidente de partido, mas de líder de milícia ou de bando dedicado ao crime organizado.

Gleisi Hoffmann é o quê?

Reinaldo Azevedo

PT se prepara juridicamente para consequências de vandalismo que deve ocorrer em Porto Alegre

Segundo a Folha de S. Paulo, a cúpula do PT avisou que “o clima de revolta pode tornar a massa incontrolável”. O partido também já destacou uma equipe de advogados para “oferecer suporte jurídico em caso de confrontos ou prisões” de militantes.

Há pouco mais de uma semana, entretanto, foram os próprios petistas que endossaram a possibilidade de violência perante a mesma Folha de S. Paulo.  De acordo com eles, “sedes do Poder Judiciário e de meios de comunicação são vistos como potenciais alvos de ataques” dos militantes de esquerda.

Fato é que o PT incentiva a violência em sua militância, mas também é fato que ele está se preparando para esquivar da responsabilidade juridicamente.

PT, de partido político a descascador de abacaxi em 2018

A possibilidade de ver o encolhimento do número de candidatos eleitos nas eleições de 2018 não chega a ser a maior preocupação dos dirigentes do PT em relação ao futuro.

Com dezenas de ocupantes de cargos nas assembleias legislativas, no senado e em governos estaduais investigados, a certeza de que a maioria deles não conseguirá se eleger nas próximas eleições leva a uma conclusão bastante sombria: todos vão perder a prerrogativa do foro privilegiado.

A situação da maioria dos políticos eleitos pelo PT é mesmo dramática e muitos podem ir parar atrás das grades logo que perderem seus mandatos. Com 9 senadores, número inferior a 2015, quando contava com 13. Do total, 7 parlamentares têm seus mandatos encerrados no ano que vem. Quase todos são réus.

Se a situação não é boa para os senadores petistas, a situação dos governadores eleitos pelo partido também não é lá um mar de rosa. Estão sendo investigados Tião Viana (PT), governador do Acre e Fernando Pimentel (PT), governador de Minas Gerais. Rui Costa (PT) governador da Bahia, Camilo Santana (PT) governador do Ceará e Wellington Dias (PT), governador do Piauí.

A lista de deputados federais do partido investigados também é extensa. Arlindo Chinaglia (PT-SP), Andres Sanchez (PT-SP), Carlos Zarattini (PT-SP), Décio Lima (PT-SC), José Mentor (PT-SP), Maria do Rosário (PT-RS), Nelson Pellegrino (PTBA), Vander Loubet (PT-MS),Vicente “Vicentinho” Paulo da Silva (PT-SP), Vicente Cândido (PT-SP), Zeca Dirceu (PT-SP) e Zeca do PT (PT-MS) são apenas alguns dos nomes que podem enfrentar sérios problemas com a Justiça a partir de 2019, caso não consigam se reeleger.

Como se não bastasse, o líder máximo do PT, o ex-presidente Lula, é o que está mais próximo da prisão. Como não possui foro privilegiado, os processos que pesam contra o petista correm normalmente em várias instâncias do país. No dia 24 de janeiro, o petista terá um recurso julgado por um colegiado de segunda instância. Ao que tudo indica, 2018 será mesmo o ano da extinção do PT.

 

Senador do PT promete baderna e desobediência civil no julgamento de Lula – VÍDEO

O senador Lindbergh Farias (PT-RJ), voltou a pregar a violência e a desobediência civil como a melhor tática de confronto contra o julgamento do ex-presidente Lula no dia 24 de janeiro em Porto Alegre. O senador foi um dos incentivadores das cenas de violência e depredação do patrimônio público, como as vistas na Esplanada dos Ministérios em Brasília durante o mês de maio, quando defendeu que a desobediência civil e a violência eram as únicas formas de derrubar o presidente Michel Temer.

Assim como os demais petistas e simpatizantes da esquerda, Lindbergh Farias é uma contradição ambulante. O senador defendia que Temer deveria ser julgado no caso das denúncias feitas pelo ex-procurador-geral da República com base em um controverso acordo de delação com os criminosos da JBS. A situação agora é outra e Lindbergh Farias e os ativistas de esquerda querem que Lula não seja julgado. O Tribunal Regional Federal da 4ª Região, o TRF-4, irá julgar em janeiro o recurso do ex-presidente Lula, condenado na Primeira Instância a 9 anos e 6 meses de prisão pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro.

O TRF-4 é um colegiado de Segunda Instância. Caso os desembargadores confirmem a sentença de Lula no caso do triplex do Guarujá, o petista cai na Lei da Ficha Limpa, se torna inelegível e pode se tornar alvo de um mandado de prisão, que pode ser expedido tanto pelo TRF-4 quanto pelo juiz federal Sérgio Moro, responsável pela 13ª Vara Federal do Paraná.

 

Imprensaviva / Foto:Dida Sampaio-Estadão

Ida de Lula à África durante seu julgamento – PT teme que a viagem seja confundida com fuga

A viagem do ex-presidente Lula à África durante seu julgamento pelo TRF-4 (Tribunal Regional Federal da 4ª Região), marcado para o dia 24 de janeiro, tem sido motivo de preocupação para os petistas.

Segundo os aliados do ex-presidente, a viagem poder ser mal interpretada pela população, que pode considerar a possibilidade do petista estar na verdade empreendendo uma fuga ao se afastar do país num momento tão decisivo sobre seu futuro e o futuro do PT. Na verdade, os próprios petistas estão inseguros em prosseguir defendendo o ex-presidente, chamando-o de corajoso, e depois ficarem numa situação delicada com uma eventual fuga.

Lula confirmou sua presença em um debate na cidade de Adis Abeba, na Etiópia, sobre ações de combate à fome, justamente após o anúncio da data do julgamento no TRF-4. O evento é uma iniciativa da FAO, uma organização presidida pelo petista José Graziano, ex-ministro de Lula.

O petista deve deixar o Brasil em meio ao julgamento que pode torná-lo inelegível e vulnerável a um pedido de prisão. O evento na África ocorrerá entre os dias 26 e 27 de janeiro. Lula terá que se ausentar do Brasil dias antes e de lá mesmo saberá o resultado do julgamento de seu recurso.

Segundo a Folha, alguns petistas têm recomendado que o ex-presidente cancele a viagem para se poupar de desgastes. Mas, segundo colaboradores, o compromisso está mantido. Aliados de Lula alertam que a insistência na viagem poderá provocar constrangimentos, como o risco de retenção de passaporte a pedido da Justiça.

Com informações da Folha