Quem diria – tucanos participarão de evento com PT, PSB, PPS e PV para “esquerdar pra valer”

Lideranças do PSDB, PT, PSB, PSD, PPS e PV vão se reunir amanhã (02/12), em São Paulo, para buscar pontos em comum “em defesa da democracia e dos direitos humanos”.

O evento, chamado “Manifesto de Convergências pela Democracia e Direitos Humanos”, foi convocado pelo grupo “PSDB Esquerda Pra Valer” em parceria com o Instituto Teotônio Vilela (ITV) e deve reunir os tucanos José Serra e José Gregori, o presidente do ITV, José Anibal, e o presidente interino do PSDB, Alberto Goldman, além do vereador Eduardo Suplicy (PT), Aldo Rebelo (PSB), Eduardo Jorge (PV), Andrea Matarazzo (PSD) e Arnaldo Jardim (PPS).

O objetivo, segundo organizadores, é buscar pontos de convergência apesar das diferenças ideológicas e disputas eleitorais. Integrantes do PSOL e Rede também foram convidados mas não estarão presentes porque seus partidos realizam congressos nacionais no mesmo dia. A idéia é que o evento gere um manifesto suprapartidário que será apresentado a movimentos sociais ligados à esquerda.

O governador de São Paulo e pré-candidato à Presidência da República pelo PSDB, Geraldo Alckmin, não tem presença confirmada no evento. Entretanto, o tucano participou de outro evento do mesmo grupo em outubro onde afirmou que “o liberalismo completo é a incivilização porque é o grande comendo o pequeno”.

Base comunista rachada no Maranhão

Diversos partidos tradicionais da política maranhense vivem este ano pré-eleitoral em clima de racha interno por causa da relação que algum de seus membros insiste em manter com o PCdoB, ora ocupante do Palácio dos Leões.

O caso mais notório é o do PSDB, cujo vice-governador Carlos Brandão teve a autoridade cassada pela cúpula nacional, que pretende se afastar de Flávio Dino em 2018. Mas há outras várias legendas neste mesmo clima de divisão pré-eleitoral.

Na lista, pode-se incluir PTB, PP, PR e PSD cujas lideranças históricas não nutrem simpatia pelo governador comunista, mas estão fora do comando partidário, hoje em mãos de jovens lideranças alçadas ao poder exatamente pela força dos atuais ocupantes do Palácio dos Leões.

Na semana passada, o ex-presidente da Câmara Municipal e da Assembleia Legislativa Manoel Ribeiro decidiu romper o silêncio e anunciou sua saída do PTB, que tem hoje na figura do vereador Pedro Lucas Fernandes – filho do deputado federal Pedro Fernandes – o principal interlocutor do PCdoB dinista.

No PP, o deputado federal Waldir Maranhão insiste na relação com Flávio Dino, mas o seu colega André Fufuca, hoje no comando da legenda, prefere aguardar 2018 para uma tomada de posição.

O mesmo ocorre com PR e PSD, que tem jovens lideranças no comando, obrigadas a conviver com lideranças tradicionais. E é nesse clima de racha que essas legendas devem chegar às eleições.

 

De O Estado do Maranhão/Coluna Estado Maior

Flávio Dino pode desistir de sua candidatura a reeleição ao governo do Estado

O governador do Estado, Flávio Dino (PCdoB), pode desistir de sua candidatura a reeleição. Um dos motivos da desistência, que ainda não foi confirmado oficialmente, teria sido por uma provável debandada do PT, PSDB e do PSB da coligação majoritária com o PCdoB em 2018.

Isso cai como uma bomba, principalmente para os comunistas que estão secretários de estado, que já estariam articulados para as próximas eleições e com pré-candidatura nas ruas. Pelas informações repassadas, Flávio Dino deixaria de contar com o PSB, que optou pelo senador Roberto Rocha como candidato ao governo do Estado pelo partido.

O PSDB também sairá no próximo ano com candidatura própria ao governo do estado, tendo como opções o prefeito de São José de Ribamar, Luis Fernando, ou o ex-prefeito de Imperatriz, Sebastião Madeira.

O PT ainda é uma incógnita, como sempre divido e cada ala interna do partido pensando no seu próprio umbigo.

Informações dão conta que o governador Flávio Dino, teria mantido contato com a direção nacional do PSB e PSDB para tentar reforçar uma possível coligação. A conversa dos cardeais do PSB foi bastante objetiva pela preferência do senador Roberto Rocha, da mesma forma finalizou a conversa com os tucanos, também sem sucesso.

Entre as negociações feitas entre o governador Flávio Dino com o PSB e o PSDB estaria uma das vagas de senador, entretanto, mesmo com a oferta das benesses, as negociações fracassaram.

Conforme foi amplamente divulgado pelos blogs “chapa branca”, cabe agora ao governador Flávio Dino aceitar o convite do PT nacional como plano B e concorrer ao cargo de presidente da republica, caso o ex-presidente Lula não consiga se candidatar.

 

Flávio Dino – o discurso continua o mesmo de 2014

Revendo um texto do ex-deputado, escritor e cineasta Joaquim Haickel, no qual é referenciado o Modus operandi do então candidato ao governo do Estado, o comunista Flávio Dino. Após ganhar uma eleição praticamente plebiscitária contra o Lobão Filho, incrivelmente nada mudou, nem mesmo o discurso. Analisemos hoje a bandeira e o discurso da campanha Dinista, ainda em 2014, e que se utiliza a exaustão até hoje pelos comunistas.

Flávio Dino – só mais um projeto de poder

1 – A bandeira anti-Sarney. Para eles, Sarney representa tudo o que não presta. Dizem que desde 1966, quando assumiu o governo do Maranhão, Sarney e seu grupo político só prejudicou o nosso Estado e nosso povo. Demonizaram Sarney.

Essa ladainha vem sendo rezada de forma sistemática faz muito tempo, enquanto o nosso grupo político nunca conseguiu desmistificar tais versões. O governo, ligado a nós, sempre se preocupou em fazer propaganda e não em fazer comunicação. Nunca mantivemos um diálogo direto, aberto e franco com a população. Esse setor sempre esteve voltado para mostrar as ações do GOVERNO, não para fortalecer a imagem do ESTADO. Espertamente nossos adversários resolveram destruir a imagem de nosso Estado para com isso nos atingir. Assim provaram que a propaganda é muito menos eficaz que a comunicação.

2 – O discurso da mudança. Os Dinistas se dizem os únicos capazes de realizar a mudança de rumos que o Maranhão precisa. São os únicos honestos, competentes e confiáveis. Dizem ser sempre injustiçados e perseguidos. São as vítimas, isso quando eles não se endeusam…

Repetiram esse discurso por tempo suficiente para solidificá-lo e fazê-lo forte, enquanto o governo ao qual somos ligados realizou grandes ações, mas só se preocupou em fazer propaganda delas, em listá-las, relacioná-las. Não se preocupou em bem se comunicar com o nosso povo, em fazer com que ele se sentisse copartícipe. Isso tudo somado ao fato de que, nossos adversários, de maneira perversa, minaram e destruíram parte da autoestima da nossa população.

A bandeira de “abaixo a oligarquia” associada ao discurso de “mudança” são os mantras que compõem o missal Dinista. Ao juntarem a bandeira gasta do anti-sarneismo ao discurso gago da falsa mudança, o que eles fazem, na verdade, é tentar resgatar o discurso vibrante e a bandeira nobre do sarneismo original, aquele de 1966, instrumentos que levaram ao fim do período vitorinista. Querem repetir a historia e nós os temos ajudado.

Faz alguns anos escrevi um artigo onde dizia que se não reformulássemos a nossa forma de fazer política, FD acabaria por ficar em relação a JS na mesma posição em que este um dia esteve em relação a VF. Boa parte do que acontece hoje é culpa nossa, mas acredito que ainda haja chance de mudar esse roteiro.

Explico: quando Sarney assumiu o governo em 1966, o nosso Estado encontrava-se em termos de desenvolvimento e progresso, ainda em meados do século XIX, com uns 80 anos de defasagem. Acredito que se formos fazer essa mesma conta hoje, descobriremos que ainda estamos defasados, mas essa diferença agora deve ser de uns oito anos.

Sarney construiu em seus quatro anos de governo, 48 anos atrás, algumas das mais importantes obras estruturantes do Maranhão. Não comentarei outra, só citarei o Porto do Itaqui. Equipamento que torna o Maranhão o mais convidativo e viável Estado do Norte e Nordeste do Brasil. Nosso porto nos coloca não apenas no próximo século, ele nos garante a eternidade.

Nossos adversários debitam a Sarney todas as coisas erradas e ruins feitas nos governos do Maranhão nos últimos 48 anos. Façam isso, mas creditem também a ele as coisas certas e boas feitas nesse período, caso contrário, estaremos usando dois pesos e duas medidas, forma reconhecidamente incorreta e injusta de julgar.

Se fizermos uma simples contabilidade descobriremos que na verdade o grupo Sarney é responsável por apenas 26 anos desse tempo, enquanto aos apoiadores de Dino cabe a responsabilidade dos outros 22 anos.

Por outro lado, o Maranhão de 2014 tem pouca semelhança com o de 1966. O Dino de hoje pouco se assemelha ao Sarney de 1966. Sarney hoje pouco lembra o Victorino daquela época. Os papéis parecem ser os mesmos, o cenário, em que pese ser o mesmo, tem outra ambientação e circunstâncias totalmente diferentes. Os personagens estão nas mesmas marcações, suas falas são parecidas, mas os atores que os interpretam não são capazes de imprimir no palco o mesmo espetáculo.

Há ainda o elenco coadjuvante de antes e o de agora. Nesse quesito essa nova montagem teatral prenuncia um fracasso total. Quem é ligado a Flávio pode ser comparado a Tribuzi? Haroldo Tavares tem um similar no grupo Dinista? Quem se igualaria a Cesar Cals ou Vicente Fialho, que foram depois ministros de Estado? Nem mesmo o Zé Reinaldo e o Castelo de hoje podem ser comparados aos de antes.

Muita coisa ainda pode ser dita, mas encerrarei lembrando que os Dinistas dizem que, no governo, realizarão mudanças para viabilizar o desenvolvimento e o progresso, mas se dependesse deles, nenhum dos projetos desenvolvimentistas do Maranhão teriam sido implantados, eles se opuseram a todos. Cito: Alumar, Vale, Suzano, Hidroelétrica de Estreito, Termoelétricas, o gás do sertão, a Refinaria da Petrobras, o cultivo de cana e soja, o plantio de eucalipto, e não nos esqueçamos da siderúrgica que viria se implantar no Maranhão e foi rechaçada por eles.

Para discordar deles, que vociferam palavras de “mudança”, basta analisar um pouco suas propostas, todas frágeis, alicerçadas em sofismas e discursos midiáticos bonitos, mas vazios.

Tirem deles a bandeira anti-Sarney que eles ficarão sem o que vestir. Ficarão nus, vestidos apenas com o velho e “fadigoso” discurso da mudança, uma mudança apenas de nomes, não de métodos. Ficarão vestidos apenas em seus projetos pessoais de poder.

Acredito que sem estas ferramentas eles não teriam nenhuma campanha, pois não possuem nenhum projeto de administração para o nosso Estado. Sem essa indumentária, tecida com esmero e persistência, em uma trama de fios longos, seu rei estaria nu.

Acredito que aquilo que eu chamo de bandeira e de discurso, para eles sejam meras espertezas midiáticas, ou simplesmente o motivo de existirem. Seu projeto de poder.

O Luis Fernando de ontem; o Luis Fernando de hoje…

Por Marco D’Eça

Quase unanimidade por causa da gestão de seis anos em São José de Ribamar, prefeito retomou o comando da cidade, encontrou uma realidade totalmente diferente e paga um preço alto pelos próprios erros do passado.

O atual prefeito de São José de Ribamar, Luis Fernando Silva (PSDB) era uma unanimidade política até 2014, quando chegou a ser cogitado para o Governo do Estado.

Se não tinha lastro eleitoral suficiente, tinha, ao menos, uma história de gestão exitosa em sua passagem pela prefeitura, entre 2005 e 2010, quando teve forte acesso aos recursos do Governo Federal e boas relações na seara estadual, mesmo na oposição.

Luis Fernando voltou ao comando do município neste 2017, após vitória quase unânime nas eleições do ano passado.

Mas a realidade que encontrou em Ribamar é totalmente diferente da que deixou em 2010, quando fez do então vice, Gil Cutrim (PDT), seu sucessor e herdeiro político.

E este foi um dos grandes erros do prefeito tucano.

 

O prefeito com seu ex-vice e ex-futuro herdeiro: o preço a pagar é alto hoje pelos erros de ontem

Inapto para o posto Cutrim conseguiu descaracterizar a São José de Ribamar deixada por Luis Fernando nos seis anos em que geriu o município. Culpa do próprio Luis Fernando que deixou a cidade em nome da ambição de ser governador, o que se mostrou frustrante pelo recuo de última hora, mostrando a insegurança que líderes políticos nunca devem ter.

Afastado de aliados históricos – na política, nos setores econômicos e também na mídia – o tucano, hoje, se vê isolado na luta contra uma oposição organizada, barulhenta e agressiva.

Sem a unanimidade que tinha até refugar em seu projeto governamental, o prefeito enfrenta agora a herança maldita deixada pelo ex-herdeiro sem ter como responder aos anseios de uma população que ele mesmo acostumou a exigir sempre a excelência.

As dificuldades de gestão enfrentadas neste novo mandato em Ribamar podem criar em torno de Luis Fernando Silva a impressão de que sua qualificação técnica era apenas uma ilusão midiática.

Mas isso também é culpa dele mesmo…