Reitor e a vice-reitora de Universidade Federal são levados pela PF por desvio de verbas

Jaime Arturo Ramirez e Sandra Goulart Almeida, foram conduzidos coercitivamente pela PF

O aparelhamento ideológico das universidades brasileiras produz mais um triste episódio de corrupção. O reitor e a vice-reitora da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Jaime Arturo Ramirez e Sandra Goulart Almeida, foram conduzidos coercitivamente, na manhã desta quarta-feira (6), para a sede da Polícia Federal (PF) em Belo Horizonte, Minas Gerais. Os dois foram levados no âmbito da operação Esperança Equilibrista, que investiga desvios da ordem de R$ 4 milhões nas obras do Museu de Anistia Política.

Além do reitor e da vice-reitora da UFMG, outras seis pessoas foram alvo de condução coercitiva, entre elas o presidente da Fundação de Desenvolvimento e Pesquisa (Fundep), Alfredo Gontijo de Oliveira e o ex-presidente da fundação José Nagib Cotrim. Também foram alvos Ronaldo Pena (ex-reitor), Clélio Campolina (ex-reitor), Rocksane de Carvalho Norton (ex-vice reitora) e Heloisa Gurgel Starling (ex-vice reitora).

Ao todo participam da ação 84 policiais federais, 15 Auditores da Controladoria Geral da União (CGU) e dois do Tribunal de Contas da União (TCU). Desde o início das investigações, a ação conta com o apoio da CGU e do TCU.

Segundo PF apurou no inquérito até o momento, teriam sido gastos mais de R$ 19 milhões na construção e pesquisas de conteúdo para a exposição. Porém, o único produto aparente da obra é um dos prédios anexos, ainda inacabado. O projeto do Memorial tem como objetivo a preservação e a difusão da memória política durante o regime militar.

A Polícia Federal informa que o montante desviado pelo esquema fraudulento deve aumentar até a conclusão do inquérito, após as análises dos materiais apreendidos e interrogatórios dos envolvidos.

CUT repudia ação da Policia Federal

A presidente da Central Única dos Trabalhadores de Minas Gerais (CUT-MG), Beatriz Cerqueira, avaliou que a ação da PF na

UFMG teve um caráter político contra a instituição. Ao lado de representantes do Sindicato dos Servidores da UFMG e de professores da universidade, a sindicalista concedeu entrevista coletiva na tarde desta quinta-feira na Assembleia Legislativa de Minas Gerais. “Em meio a um show midiático as pessoas foram conduzidas sem ao menos informar o motivo da condução. Eles não puderam nem chamar advogados para acompanhar tudo”, disse Beatriz.

Os envolvidos no esquema já haviam sido convidados a prestar esclarecimentos à Polícia Federal, mas se recusaram a atender o convite.

 

Com informação do Jornal Hoje em Dia/Ilustração Imprensaviva

 

Governador comunista Flávio Dino deve explicações aos maranhenses

A nova estratégia do governo Flávio Dino (PCdoB) é tentar confundir a opinião pública ao utilizar blogs alinhados do Palácio dos Leões para divulgarem, em partes, a famosa relação dos funcionários fantasmas apreendida pela Polícia Federal na Operação Pegadores, desmembramento da Operação Sermão dos Peixes.

O Blog marrapá, editado por Leandro Miranda – que é pago pela Assembléia Legislativa do Maranhão – postou de forma irônica que o INMETRO CTA INVESTIDOR faz parte da lista dos funcionários fantasmas da secretaria de saúde. Ora, quem garante que a nomenclatura posta na relação não é um código para alguma pessoa indicada por algum comunista do INMETRO? Vale lembrar que situação semelhante aconteceu recentemente num seletivo do estado, quando uma Igreja evangélica foi aprovada para trabalhar como técnico penitenciário administrativo.

Seria mais proveitoso para a população do Maranhão se o governador Flávio Dino explicasse os desvios na Secretaria de Estado da Saúde e pagamento de funcionários fantasmas “lotados” naquela secretaria, ao invés de tentar desqualificar o trabalho da Polícia Federal e pôr em descrédito a Operação Pegadores.

Em vez de atacar o trabalho da Polícia Federal, Dino deveria cuidar melhor do seu governo, que sonega medicamentos para crianças, adultos e idosos e deixou dezenas de hospitais fecharem as portas por falta de repasse do governo do estado às prefeituras para manter as unidades de saúde.

O governo do Maranhão está envolvido num esquema milionário de desvios de recursos da saúde para o financiamento de campanha eleitoral do PCdoB e partidos puxadinhos, além do aparelhamento do governo com contratações irregulares dos seus “camaradas”.

Um dos nomes envolvidos no esquema é o da ex-secretária adjunta da SES, Rosângela Curado (PDT), acusada por funcionários das Cooperativas de receber 10% de propina a cada contrato celebrado entre as entidades e o setor público, além de articular as colocações dos “camaradas fantasmas”.

A máfia, que envolve várias cooperativas de saúde atua em diversas cidades maranhenses, de acordo com documentos da Operação Pegadores. Em depoimento, um dos presos e principal responsável por uma das cooperativas, confirmou a formação de cartel para ganhar as licitações no governo do estado.

Desde que foi deflagrada a operação, vários auxiliares próximos de Flávio Dino já foram citados em depoimentos oficiais, como o do secretário de Articulação Política e Comunicação, Márcio Jerry Saraiva (PCdoB).

 

 

Operação pegadores mais próximo do núcleo de comando

Uma interceptação telefônica feita pela Polícia Federal com autorização da Justiça trouxe o homem forte do governo Flávio Dino (PCdoB), secretário de Comunicação e Articulação Política, Márcio Jerry, para o olho do furação do desvio de verba pública da Saúde do Maranhão.

O diálogo entre os investigados Equitéria Gonçalves e Benedito Silva mostra que Jerry e o então secretário estadual de Saúde, Marcos Pacheco, sabiam da existência de fantasmas na SES. O diálogo revela situação pior, na verdade. Segundo disse Equitéria, ela estava na lista de fantasmas após Pacheco e Jerry acordarem sobre isso. Ou seja, o homem forte de Flávio Dino não apenas sabia como consentia, articulando e viabilizando junto ao titular da SES esse tipo de prática.

Não, mas se tiver não tem problema não, nem se preocupe porque isso aí o Pacheco sabia, na época foi acordado com ele com o Jerry… tudo, entendeu?”, disse Equitéria a Benedito Silva ao falarem sobre a lista de fantasmas. Esse é mais um ponto desse esquema, que segundo relata a Polícia Federal, tirou da Saúde do Maranhão R$ 18 milhões. Até o momento, a reação mais contundente de Márcio Jerry e Flávio Dino sobre os desvios revelados no bojo da Operação Pegadores são faniquitos nas redes sociais acusando terceiros.

Destaque

No relatório da PF foi feito um destaque dos nomes de Marcos Pacheco e Márcio Jerry na parte que transcreve o diálogo dos investigados Equitéria Gonçalves e
Benedito Silva. Isso porque no diálogo é citado somente o sobrenome do então titular da SES e o segundo nome do homem forte de Flávio Dino.

Para não restar dúvidas de quem se tratava, a PF destacou com letras em caixa alta os nomes dos auxiliares de primeiro escalão do governo comunista.

Corruptos

O governador Flávio Dino insiste em dizer que seu governo só tem honesto. Mas a amplitude com que o comunista tratava o assunto vem diminuindo.

Primeiro, ele afirma não haver escândalos em sua gestão. Não demorou um ano, surgiram casos que vão de pedido de propina a desvios de dinheiro. Depois, Dino disse que ninguém de sua equipe tinha sido preso. Agora não pode mais dizer. E agora, com a citação do seu braço direito, o comunista terá trabalho para
conseguir classificar sua equipe.

 

De o Estado/Coluna Estado Maior

Enquanto a Polícia Federal age de forma discreta, a PGR quer holofotes

Há poucos meses, no auge das bandalheiras do ex-procurador-geral da República, Rodrigo Janot, a Polícia Federal desligou os procuradores da República da força-tarefa da Operação Lava Jato. A medida visava conter os vazamentos atribuídos aos pupilos de Janot no MPF e evitar a autopromoção midiática que estava em curso.

Os procuradores estavam exagerando no número de entrevistas e postagens nas redes sociais, com as velhas frases de porta de banheiro, do tipo “A corrupção destrói o pais”, blá, blá, blá, enquanto investigadores da Polícia Federal enfrentavam dificuldades em combater os crimes no mundo real.

Enquanto ficaram de fora da Lava Jato, que não quis se contaminar com o acordo criminoso firmado por Janot com os criminosos da JBS, os procuradores passara dias a fio no facebook se lamentando e tentando preencher o vazio de suas vidas com postagens em apoio a Janot e com ataques ao governo Temer.

Após um longo período de castigo e o fim do mandato de Janot na PGR, a Polícia Federal resolveu reintegrar a equipe do Ministério Público Federal do Paraná à força tarefa da Operação Lava Jato. Mas desde então, as coisas mudaram muito na maior investigação sobre corrupção do país. Os critérios de sigilos sobre as Operações foram redobrados e a contenção de vazamentos passou a contar com um serviço de inteligência interno.

Pelo visto, a nova Lava Jato não está agradando os meninos de Janot. Os procuradores da República foram procurar a Folha para reclamar da falta de “estratégia de comunicação” da Lava Jato, e afirma que a investigação caiu no esquecimento popular. Quem afirma são os procuradores da força-tarefa de Curitiba Deltan Dallagnol e Carlos Fernando dos Santos Lima.

Folha – De que forma a Lava Jato revolucionou o que se entendia como investigação?

Deltan Dallagnol – A investigação permitiu alcançar resultados inovadores em razão de um grande apoio da sociedade, de uma série de lances de sorte e de um novo modelo de investigação. Dentro desse novo modelo, tem quatro pilares. O primeiro é o de colaborações premiadas, o segundo de cooperação interna e internacional, o terceiro de estratégia de fases e, em quarto lugar, exatamente o da comunicação. Dentro da comunicação, esse caso inovou porque é impossível avançar contra interesses tão poderosos sem o apoio da sociedade. Além disso, quando se tornam investigados políticos relevantes, muitos deles dominando máquinas de comunicação em seus Estados, que estão acostumados a se defender, acusando e buscando tirar a credibilidade de quem os investiga. Existem muitas notícias falsas que começam a circular. Dentro desse ambiente é essencial uma maior transparência e ampliar e fortalecer os canais de comunicação, defende Dallagnol.

O procurador Carlos Fernando é outro que se queixa do novo formato da Lava Jato, mais mortal e silenciosa: A partir do momento que você permite a publicidade, dá a oportunidade para concordarem ou não com o que foi feito. É claro que vai gerar críticas por ter optado por uma política de comunicação, mas os criminalistas usam e abusam de uma política de comunicação de seus interesses. Nós ficaríamos muito indefesos se também não tivéssemos uma política ativa, afirmou Carlos Fernando.

Folha – Como seria o cenário da Lava Jato se não houvesse uma política de comunicação tão forte?

Carlos Fernando: Pergunto normalmente em palestras quais foram os fatos da Operação Castelo de Areia a ser derrubada? As pessoas não sabem. O não saber é muito perigoso porque oculta manobras muito graves. O que acontece se não tivesse o e-proc, baixa de sigilo, entrevistas? Tudo teria sido eventualmente morto num habeas corpus qualquer, como tantas operações no passado.

Folha – Os senhores pretendem atuar junto à sociedade civil em campanhas para 2018?

Carlos Fernando: Estou me encaminhando para me retirar da Lava Jato e me aposentar assim que possível. Existem essas medidas novas, analisadas pela Fundação Getúlio Vargas, e todos estamos dispostos a lutar pessoalmente por mudanças, afirmou o procurador, dando a entender que ele e seus colegas podem se candidatar nas próximas eleições.

Com informações da Folha

Operação Pegadores – Lista santa

O governador Flávio Dino (PCdoB) resolveu fazer uma cruzada pela divulgação da lista de funcionários fantasmas que levaram, em dois anos, nada menos que R$ 18 milhões em recursos da Saúde. A quadrilha, chefiada por aliados de Dino, operava desde 2015, e infiltrou cerca de 400 fantasmas na folha de pagamento da SES, segundo revelou a Polícia Federal.

Mas a pressão de Dino pela divulgação da lista nada tem de nobre ou de presunção de inocência do comunista. Até porque, se quisesse, ele teria acesso desde 2015 à relação de fantasmas, já que, segundo as investigações, ela foi entregue ainda naquele ano ao comando da Secretaria de Saúde.

O que Flávio Dino quer é expor os fantasmas e seus padrinhos, a fim de se autoproteger. Há suspeitas de que a lista de fantasmas na Secretaria de Saúde tenha desde jornalistas, parentes de jornalistas e blogueiros até parentes de membros da Assembleia Legislativa, Câmara Municipal, Ministério Público e até do Poder Judiciário.

Entende o comunista, cujo governo foi exposto em mais um escândalo de corrupção, que a exposição pública desses padrinhos fará com que eles próprios comecem a atuar pela inibição das investigações. Assim, o governador garantiria a proteção ao seu governo por parte de gente que deveria estar pronta a fiscalizá-lo.

Estado Maior / O Estado

Operação Pegadores – o incomodo silêncio do fiscal da Lei (MPMA)

O assunto mais comentado dos últimos dias, no Maranhão, é a tal “Operação Pegadores”, desencadeada pela Polícia Federal para apurar mau uso de recursos públicos na área da saúde.

Segundo as investigações empreendidas pela Polícia Federal, Ministério Público Federal e Controladoria Geral da União, tais recursos estavam tendo uso diverso dos fins a que se destinavam, servindo, dentre outras coisas para o pagamento de inúmeros apaniguados, inclusive de pessoas bem próximas aos donos do poder, quando não sendo desviados, pura e simplesmente, através de algumas empresas de fachada.

As imputações são sérias, se apenas metade do que está dito se confirmar, muitos terão que se explicar com a Justiça, correndo o risco de virarem hóspedes do Estado. Em meio a tudo isso, a tantos debates acalorados na esteira da operação policial e das investigações em si, emerge um estranho silêncio.

Passados todos estes dias, não vi uma manifestação do Ministério Público Estadual. Procurei nos jornais, na mídia digital e até no sítio do órgão e não encontrei uma linha sobre o assunto. Parece, até, que os fatos não ocorrem no Maranhão ou que o MPE não é daqui ou, mesmo, que não tem nada a ver com os supostos desvios dos recursos da saúde no estado. Mesmo que não tenham uma participação mais efetiva por conta da investigação ocorrer na esfera federal, não faz sentido que, sequer, uma nota protocolar cobrando rigorosa apuração o MPE tenha lançado.

Ainda mais absurdo considerando que o MPE conquistou o primeiro lugar no prêmio CNMP 2017 – na categoria redução de corrupção. Essa informação, aliás, é o destaque no site do MPE e banners louvando o feito que estão espalhados Maranhão a fora. Não soa estranho que o órgão, com um escândalo desta magnitude nas barbas de suas excelências, se mantenha silente?

Por onde passo, tenho ouvido os colegas advogados, sobretudo, os que atuam no interior, testemunhando sobre a incisiva atuação dos promotores em relação às administrações municipais.  São requisições, pedidos de ajustes e recomendações sobre tudo. Muitos destes colegas, mesmos os mais experientes e cordados, se ressentem com o excesso de atuação dos membros do MPE. Não que estes estejam errados, não se trata disso, é que por vezes as solicitações representam verdadeiras intromissões no que consideram o mérito administrativo.

Não sem razão, embora com certo exagero, muitos gestores, dizem, aqui e ali, que entregarão as chaves das prefeituras aos promotores. Outro dia, enquanto aguardava o início da sessão, no TRE,  alguns jovens colegas me cercavam com tais histórias – que até reputo exageradas, repito –, um, por exemplo, disse-me: – Mestre, pediram o afastamento do gestor por que, em determinado procedimento licitatório, não tinha, no edital, um tal de QR Code (nem sabia de tal necessidade, nem sei direito que é isso); outro: — Dr., entraram com uma Ação Civil Pública de Improbidade, contra o prefeito porque uma secretária do município tem a tia nomeada diretora de uma escola em determinado povoado, ou seja incorria em nepotismo; um outro: — Dr., recomendaram que fossem demitidos todos os parentes, até terceiro grau, de prefeito, vice-prefeito, secretários municipais, vereadores ou de qualquer ocupante de cargo comissionado. Como o município é pequeno e todo mundo é parente, está difícil achar quem não se enquadre na vedação. Mesmo os cargos, antes tidos por de agentes políticos, como secretários, entraram na restrição.  E muitas outras histórias assim ou semelhantes. Um até disse – acho que com pilhéria –, que Procuradoria de Justiça impusera metas a serem atingidas pelos promotores nestes quesitos: nepotismo, concurso, transparência, etc.

Em que pese alguns exageros, por vezes, até açodamentos, não tenho dúvidas que suas excelências, os promotores,  o Ministério Público Estadual, como um todo, estão corretos ao cobrar o cumprimento dos princípios constitucionais da probidade, moralidade, impessoalidade, publicidade, e tantos outros no âmbito das administrações.  Essa é a boa prática ao redor do mundo.

Em muitos países não se cogita, sequer, parentes trabalhando com gestores eleitos ou nomeados; outros não permitem assessores pessoais ou que os cargos públicos sejam remunerados – a função pública é remunerada com o salário do cidadão, quando muito uma ajuda de custo sob o escrutínio dos cidadãos que têm acesso a nota fiscal, uma ministra de um destes países perdeu o cargo por conta de uma barra de chocolate numa nota de despesa.

Muitos são os exemplos, entretanto, soa incompreensível que ao passo em que sejam feitas essas recomendações e se adotem medidas contra os gestores municipais, no âmbito do governo estadual, sobretudo na capital, onde a estrutura do MPE é infinitamente maior, não hajam as mesmas cobranças ou medidas. As investigações em curso revelam desvios nas contratações através de entidades de gestão de mão de obra, OCIPS, OS, etc., enquanto nos municípios são cobrados e exigidos concursos públicos. Há anos que o Estado faz uso de contratação através de tais entidades, sem ser devidamente molestado, sem que os responsáveis respondam por improbidade administrativa.

Muitos servidores, médicos, enfermeiros, odontólogos, e tantos outros, muitas das vezes, nem têm contratos assinados, muitos, sequer, sabem quem lhes pagam, só sabem que o dinheiro caiu na conta, isso quando não atrasam, dois, três ou quatro meses.

Enquanto os municípios são exigidos para que demitam todos os servidores não efetivos e que sejam parentes até terceiro grau, de prefeito, vice-prefeito, secretários municipais, vereadores ou de qualquer ocupante de cargo comissionado, no estado, o que mais tem são parentes de deputados, secretários, magistrados, e tudo que é autoridade pública comissionada, famílias inteiras vivem de cargos em comissão, sem serem molestados pelo Ministério Público Estadual.

Sem fazer ilação, não duvido que tenha,  na estrutura administrativa Estadual, parentes de integrantes do órgão ministerial. Não seria nepotismo? Ou essa regra só vale para os municípios?

Só para lembrar, logo no início do atual governo quando inúmeros casos de nepotismo foram denunciados, o governador encerrou a discussão sobre o tema com uma frase singela de que não seria correto punir o amor.  Não se sabe – pelo menos nunca foi divulgada – qualquer medida do MPE para apurar e coibir tanto  amor às custas dos contribuintes.  Tanto que as investigações atuais revelam que parentes de autoridades, estavam, inclusive, recebendo, indevidamente, recursos da saúde. Nem se fale nas esposas, irmãos, tios, de uns e de outros lotados nas mais diversas secretarias, autarquias e órgãos da administração direta e indireta.  Não seria nepotismo tais parentes de secretários e demais autoridades estarem aboletados nos diversos órgãos e secretarias estaduais?

Não tem um dia que  abramos os jornais e não nos deparamos com uma notícia, muitas da assessoria do MPE,  dando conta de ações contra gestores municipais e ex-gestores, mesmo quando os tribunais e câmeras municipais aprovam contas surgem ações dizendo que aqui ou ali, numa licitação ou processo foram feridos os princípios da administração pública, com multas altíssimas, devoluções nas alturas, inelegibilidade, proibição de contratar com o poder público e até ser contratado pessoalmente para algum trabalho – muitos gestores e ex-gestores saem infinitamente mais pobres e sem sossego das administrações que participaram –, entretanto, não se tem muitas notícias deste tipo de coisa contra governadores ou secretários estaduais (quando ocorre é como exceção).

Quantas vezes os veículos de comunicação não denunciaram os excessos de aluguéis promovidos pelo governo estadual, apelidado jocosamente de “aluguéis camaradas” quase sempre envolvendo apaniguados, aliados políticos ou mesmo parentes de autoridades? Quantas investigações estão em curso para apurar tais fatos? Se existem, correm no rigoroso sigilo.

Agora mesmo estamos diante de algo que confirma o que se acaba de dizer: o inusitado silêncio do Ministério Público Estadual diante das investigações e revelações feitas nesta operação policial dos “Pegadores” que é um desdobramento da Operação “Sermão dos Peixes”, ocorrida lá atrás.

O que foi feito pelas autoridades estaduais, e aqui, não só o MPE, em relação àquelas revelações? Será que se tivessem feito algo teríamos chegado a “Operação Pegadores”?

Por vezes fico imaginando se, em algum momento, os diligentes promotores perdidos nos rincões do Maranhão, não ficam constrangidos ao constatarem, tal como agora, o tratamento diferenciado existente entre os gestores municipais e os gestores estaduais em relação ao órgão. Um erro, mesmo mínimo ou formal, pode impactar a vida dos primeiros para sempre enquanto os segundos parecem inatingíveis.
Haverá Justiça nisso?

Por Abdon Marinho (Advogado)

Governo comunista desafia a Polícia Federal

Governador Flávio Dino e secretário Marcio Jerry detonam a Polícia Federal

Os membros graduados do governo Flávio Dino (PCdoB), sobretudo o chefe da Articulação Política, Márcio Jerry, insistem em tentar desqualificar o trabalho da Polícia Federal na Operação Pegadores, que levou para a cadeia 17 pessoas, incluindo auxiliares e ex-auxiliares do próprio governo comunista.

Primeiramente, Jerry, o próprio Flávio Dino e seus aliados na imprensa tentaram desqualificar a operação atribuindo a ela caráter político. A reação comunista foi vista como insulto a uma das instituições mais respeitáveis da República, o que levou Marcio Jerry e companhia a recuar nas agressões.

Mas de ontem para hoje as provocações à Polícia Federal continuaram, dessa vez nos braços comunistas na imprensa. Eles agora tentam negar a existência do super salário de R$ 13 mil pagos a Keilane Silva, uma das amigas de Márcio Jerry envolvidas no escândalo dos salários fantasmas. A história do salário camarada pago à amiga de Jerry surgiu na imprensa em 2015. E foi essa informação que serviu de base para a investigação da PF, que resultou na Operação Pegadores.

Se existiu ou não este salário de Keilane foi esse fato que serviu de inspiração para a investigação. E a PF descobriu mais de 400 fantasmas recebendo salário na estrutura das empresas e institutos que prestam serviços para a Secretaria de Saúde.

O fato é que, inconformados com o desbaratamento da quadrilha que desviou R$ 18 milhões, a partir do contracheque da amiga de Márcio Jerry, os comunistas tentam atacar a Polícia Federal. E a Polícia Federal, sem importar-se com os ataques, já está na fase de conclusão do inquérito, que deve levar pelo menos uma dezena dos  envolvidos para a cadeia. Sejam eles ou não ligado aos poderosos do PCdoB.

Olho do furacão

O envolvimento, direto ou indireto, de gente muito próxima do governador Flávio Dino na Operação Pegadores deixa o Palácio dos Leões em sinal de alerta.

Principal auxiliar do comunista, Márcio Jerry tem duas pessoas diretamente próximas a ele envolvidas no caso. A enfermeira Keilane Silva foi o pivô das investigações; já a cunhada do secretário, Jane Rodrigues, teve R$ 50 mil bloqueados durante a operação.

Na fita

Entre 2015 e 2017, todos os principais casos de corrupção no governo Flávio Dino tiveram auxiliares de Márcio Jerry envolvidos. Desde os casos de agiotagem, passando por desvio de recursos e agora os casos de funcionários fantasmas tem dedo de gente próxima a Jerry.

Curiosamente, a maioria das operações que mostraram os envolvidos teve a participação do secretário Jefferson Portela, desafeto do todo-poderoso lugar-tenente do governador.

 

Coluna Estado Maior/O Estado

Insultos comunistas

Sem defesa para os malfeitos de seu governo, o governador Flávio Dino e seu principal auxiliar, o super secretário Márcio Jerry (ambos do PCdoB), passaram os últimos três dias a insultar, agredir, ofender e desqualificar o trabalho da Polícia Federal, que desbaratou uma quadrilha que desviou mais de R$ 18 milhões na gestão comunista.

Dino e Jerry não se conformam de terem sido pegos com a mão na botija. Sobretudo pelo fato de que foi a partir de uma mulher indicada por Jerry, com salário de R$ 13 mil na Secretaria de Saúde, que a PF passou a investigar o esquema na atual gestão.

O governador prefere atacar adversários políticos e jogar a culpa em terceiros pelos seus malfeitos – aliás, como virou costume em seu governo. Jerry, por outro lado, prefere insultar a própria Polícia Federal, atribuindo a investigação em seu governo a ingerências políticas.

Ao desqualificar a Polícia Federal, o principal auxiliar de Flávio Dino – que foi juiz federal e, muitas vezes, precisou da ação da instituição – agride não apenas uma das instituições mais respeitáveis da República, mas a própria República.

Se havia malfeitos na pasta da Saúde, Flávio Dino teve três anos para corrigir o problema. Poderia ter feito em 2015, em 2016 ou em 2017. Mas passou esse tempo todo convivendo com essa corrupção bem na frente do seu nariz. E com indicados do seu próprio lugar-tenente.

Talvez até pelo fato de ter sido o pivô da investigação é que Jerry insulta tanto a Polícia Federal. Mas, junto com ela, insulta também a inteligência do maranhense.

E é este o problema do “sabido”.

Estado Maior

A quadrilha comunista que assola a Saúde do Maranhão…

Organização criminosa desbaratada nesta quinta-feira, 16, pela Polícia Federal nasceu no governo Flávio Dino, agia no governo Flávio Dino e se beneficiava do governo Flávio Dino

O governo comunista que assola o Maranhão tentou desviar o foco da ação da Polícia Federal que desbaratou a quadrilha montada no início da gestão do governador Flávio Dino (PCdoB) para desviar recursos da Saúde no Maranhão.

A operação da PF, nesta quarta-feira, 16, levou para a cadeia ex-secretários de Flávio Dino, gente vinculada a secretários de Flávio Dino e auxiliares do governo Flávio Dino.

É uma quadrilha comunista, portanto.

A organização criminosa, segundo a Polícia Federal, nasceu em 2015, no início do governo comunista, tinha membros do governo comunista e se beneficiava de dinheiro do governo comunista.

– São ações do início de 2015. Novos crimes, diferentes dos já desbaratados na operação Sermão aos Peixes – deixou claro o delegado Wedson Cajé Lopes.

Foram 18 milhões desviados, entre 2105 e 2017, com pagamentos a funcionários fantasmas. Até sorveteria serviu de fachadas para roubar dinheiro público.

A Orcrim comunista é fruto do governo Flávio Dino, portanto.

Não importa o que ele tente negar.

Simples assim…

Por Marco D’Eça

Mar de corrupção no Maranhão

Matéria divulgada hoje (11/10) pelo portal de noticias UOL mostra que o Estado do Maranhão aparece entre as unidades da federação com o maior índice de corrupção do país, leia a matéria.

No Maranhão, um esquema milionário de fraudes atingiu diretamente uma área crucial para a população. Pelas contas da Polícia Federal, pelo menos R$ 1 bilhão foi desviado do sistema de saúde do Estado.

O alvo da Operação Sermão dos Peixes, batizada em alusão à repreensão dada pelo padre Antônio Vieira aos colonos, em 1654, ao criticá-los sobre a prática da corrupção, eram organizações não governamentais encarregadas de gerenciar unidades hospitalares no interior ao longo dos últimos três anos.

Só o volume de saques em dinheiro, realizados desde 2015, variou entre R$ 18 milhões e R$ 36 milhões, algo como entre 36 e 72 malas semelhantes à que a Polícia Federal flagrou o ex-deputado Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR) recebendo da JBS numa pizzaria paulistana.

Foi necessário que os investigadores ficassem de campana por 70 dias para flagrar os saques. Neste período, havia uma retirada frequente de dinheiro em espécie que era entregue diretamente aos dirigentes das entidades e a políticos locais. Nas quatro fases da operação, cerca de 30 pessoas foram presas, mas algumas já se encontram em liberdade.

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