Globo perde milhões ao defender exposição de crianças à nudez

Os danos sofridos pela Rede Globo nos últimos dias ainda não foram calculados, mas já há indícios de prejuízos financeiros milionários. A atitude da emissora dos Marinhos em defender a exposição de crianças a nudez em museus precipitou uma verdadeira onda de indignação popular através das redes sociais.

Tudo começou no último domingo (8), quando o programa Fantástico exibiu uma reportagem defendendo a mostra “Queermuseu”, em Porto Alegre e a performance com nu no MAM, em São Paulo. Nos dois casos, houve interpretações de que crianças foram expostas à nudez de forma desnecessária e a cenas com estímulo a sexualidade precoce.

A Associação Médica Brasileira manifestou sua desaprovação em relação ao ocorrido no MAM: “Não consideramos a performance adequada, pois expõe nudez de um adulto frente a crianças, cuja intimidade com o corpo humano adulto, de um estranho, pode não ser suficiente para absorver de forma positiva ou neutra essa experiência. Situações de nudez, contato físico e intimidade com o corpo são próprias do desenvolvimento humano, desde que ocorram entre pessoas com perfis equivalentes, quanto à idade, maturidade e cultura”.

Apesar da clareza dos fatos, a emissora insistiu em contrariar aspectos do Estatuto da Criança e do Adolescente e também do senso comum, no qual 99% da população julga ser inadequado expor crianças a situações desta natureza. Ao tentar confundir a cabeça do público insistindo na tecla da ‘liberdade de expressão’ e se omitindo sobre a exposição de crianças a situações controversas, a emissora acabou provocando a ira de milhões de brasileiros indignados. Pior, em sua linha editorial, a Globo tenta classificar estes mesmos cidadãos indignados como ultraconservadores radicais pregadores do ódio.

Não se trata de uma linha tênue envolvendo o debate em torno de arte e liberdade de expressão. Ninguém protestou contra estes princípios, mas sim contra a exposição de crianças a situações inapropriadas. Uma questão clara e simples de entender. Ao se posicionar contra os valores da sociedade e da família tentando impor uma pauta anarquista, a Globo e seus empregados perderam credibilidade, audiência e ainda vão perder muito dinheiro como consequência de sua forma obtusa em lidar com o tema.

Mesmo nos momentos em que a emissora tentou contemporizar com a opinião pública, os comentários maldosos e dissimulados acabaram colocando por terra qualquer expectativa de boa intenção da emissora em lidar com o problema.

É claro que a maioria das pessoas vai continuar assistindo a Globo e consumindo os produtos anunciados pela emissora. Mas há sim uma parcela significativa da sociedade, sobretudo entre formadores de opinião mais conservadores, que não está disposta a dar o caso por encerrado. A imagem da emissora já vinha sofrendo desgastes com os empréstimos bilionários e o perdão de multas milionárias durante os governos de Lula e Dilma. Ao se alinhar nitidamente com setores da esquerda corrupta que assaltou o Brasil ao longo da última década e meia, a Globo corteja com o autoritarismo e a imposição de valores típicos daqueles que está defendendo agora.

São fatos que vão marcar a imagem da empresa durante muitos anos.

Imprensaviva

Receita para um excelente desgoverno

Como se faz um desgoverno? O modo de preparo não é simples, sendo muitas vezes mais difícil que fazer um governo. Além disso, se para governar o receituário é mais limitado e conhecido, não permitindo muitas variações, para desgovernar são possíveis inúmeras receitas. Aqui vai uma de desgoverno municipal.

Quem quer fazer um desgoverno começa sua elaboração desde a campanha eleitoral, ou melhor, não tenha um programa, por isso entre na disputa sem preparo e sem um verdadeiro plano de governo. Na composição das alianças partidárias, preocupe-se apenas com questões eleitorais momentâneas, não se prenda aos programas ou outros compromissos.

Vencida a eleição, comece imediatamente o processo de construção das bases do seu desgoverno. Não faça alterações na estrutura administrativa da prefeitura; as poucas alterações que serão feitas têm que ser com “profissionais de fora”, assuma mantendo sua condição inoperante e, claro, com suas centenas de cargos para serem preenchidos de acordo com a conveniência.

Monte uma equipe pelo critério de “afinidade” e não pela competência técnica e compromisso social local. Deixe que o primeiro escalão reproduza essa prática com os cargos de segundo e terceiro, permitindo, inclusive, em casos extremos, que mantenham adversários declarados em posições importantes e estratégicas no funcionamento da máquina administrativa.

Iniciados os trabalhos, não faça planejamento das ações; deixe que a demanda de serviços e interesses seja o único fator determinante em suas decisões. Não se deve perder tempo em planejar, pois é possível alcançar mais resultados apenas reagindo, tomando decisões imediatas e pontuais na medida em que as cobranças vão acontecendo. Quando as ações são desordenadas e não são avaliadas pela prioridade, os conflitos se tornam confrontos, as pressões políticas se tornam chantagens, a demanda da população pelos serviços de qualidade se torna um sério problema.

Quando for gastar o dinheiro, pense que ele é um recurso inesgotável; não se prenda aos limites legais ou regras necessárias para ter as contas saneadas. Gaste muito e sem controle, investindo em várias obras e ações ao mesmo tempo, acreditando que lá na frente os cofres públicos vão se encher de novo e o ciclo poderá recomeçar. Não se preocupe com leis de licitação, responsabilidade fiscal ou qualquer outro fator limitador dos gastos. Ah, claro, quando precisar de mais receita, aumente os impostos, como a taxa de iluminação pública.

Acrescente a tudo isso uma boa dose de “crise de identidade”. Faça da seguinte maneira: uma vez mantida a falta de plano de governo, combine-a com a falta de projeto político. No incerto grupo de sustentação do seu desgoverno, procure inflamar os ânimos e fomentar cada vez mais as disputas. Por exemplo, se sua base tem, em tese, três partidos políticos, permitam que eles disputem entre si até o ponto da irracionalidade, deixando transparecer para eles e para o meio político como um todo, a fragilidade de sua habilidade política. Ao mesmo tempo, ignore as posições de cada um desses partidos e tome as decisões relevantes baseado apenas no que você julga necessário, independente do alinhamento ideológico ou pragmático com essas legendas.

Acrescente também uma dose considerável de “crise de autoridade”. Procure, dessa forma, escancarar que seu comando não é reconhecido pela equipe, tampouco pela população. Feito isso, mantenha-se cada vez mais encastelado procurando deixar que a máquina administrativa seja dirigida por ela mesma. Não tire, em hipótese alguma, os incompetentes da sua equipe; no máximo, mude seu local de trabalho. Invista pesado na confiança com aqueles que não merecem sua confiança, pois assim o desgoverno acaba fluindo quase que naturalmente, sem entraves.

Suma, desapareça da cidade que confiou o voto à você. Compromissos de campanha? Esqueça, deixe o povo a sua espera sob sol e chuva na porta da prefeitura ou da sua residencia, não atenda  ninguém, mesmo sabendo dos compromissos firmados e bradejados antes, durante e pós campanha eleitoral.

Para completar, não respeite o Poder Legislativo. Vire as costas para os aliados e trate os oposicionistas como inimigos ou como despeitados. Não cumpra acordos nem justifique os projetos que envia para a análise e votação. Não se preocupe em construir uma base de apoio com os vereadores, deixe cada um por si. Agindo assim, quando precisar de votações importantes e imprescindíveis, ficará refém dos interesses daqueles “novos aliados” do seu grupo, possibilitando uma instabilidade crônica que deixará o desgoverno livre da influência do interesse público.

Por último, arremate com ingredientes mais refinados para dar personalidade ao seu desgoverno; não os conte a ninguém, pois serão o segredo do chefe.