Flávio Dino mente, mais uma vez, para atacar Roseana

O governador Flávio Dino (PCdoB) faltou com a verdade ao afirmar que a ex-governadora Roseana Sarney tenha utilizado a morte do ex-prefeito Nenzim de Barra do Corda para atacar o governo.

Não houve oportunismo e muito menos politização do episódio como afirmou Dino. Pelo contrário, foi o próprio governador que tentou mais uma de suas investidas contra um Sarney.

“Sobre homicídio em Barra do Corda, lamento o triste oportunismo que fez uma ex-líder deste Estado e seus asseclas tentarem transformar uma tragédia em ataque a meu governo. Um líder político sério deve deixar a Polícia trabalhar e aguardar com prudência”, escreveu.

Na nota oficial divulgada pela assessoria, a ex-governadora apenas diz esperar que a Justiça seja feita. Nada mais.

“Foi uma tristeza muito grande saber do assassinato do meu sempre amigo Nenzin. Um homem que trabalhou pelo seu povo, se dedicou para melhorar a vida das pessoas, só fez o bem pela sua cidade e sua gente não merecia uma morte trágica e violenta. Espero que a justiça aja com rigor e descubra os culpados. Deus o receberá de braços abertos na sua nova morada e, dará conforto aos seus familiares principalmente a D. Santinha, sua companheira em todos os momentos. Vai com Deus meu fiel companheiro! Saudades”, destacou Roseana.

Em uma outra entrevista concedida ao site da Assembleia Legislativa, Roseana repetiu o tom da sua nota oficial.

“Para mim, particularmente, eu perdi um grande amigo. Seu Nenzim, antes de ser político, ele era um amigo. Sempre estivemos juntos nas campanhas políticas. Nunca me arrependi de tê-lo apoiado, porque sei que ele sempre trabalhou muito em favor do povo barra-cordense. Ele sempre ajudou as pessoas que mais precisavam. Estou aqui, hoje, para homenageá-lo e ajudar a família, neste momento de dor, para o povo de Barra do Corda e todo o Maranhão. Estou triste e muito emocionada. Espero que Deus o receba em sua nova morada e que Deus o acolha e conforte toda sua família. É preciso esclarecer o crime e punir os culpados. Quem quer que seja tem que ser punido. Não se pode tirar a vida de uma pessoa que só fez o bem assim tão brutalmente”, afirmou.

Onde existiu oportunismo nessas duas declarações? E que ataques ao governo foram feitos por Roseana?

Ao que parece Flávio Dino se sentiu mesmo foi incomodado com a presença de Roseana no velório. Mas ela não poderia ir ao velório de um amigo?

Flávio Dino não é nada bobo. Ele sabe que, enquanto um Sarney der ibope e principalmente votos, ele vai tratar de explorar sempre um pouquinho mais o assunto.

Do blog do Zeca Soares

Crimes de pistolagem voltam com tudo no Maranhão

Os crimes de pistolagem voltaram a aterrorizar o interior do Maranhão. O caso mais recente teve como vítima, hoje,  o ex-prefeito de Barra do Corda, Manoel Mariano de Sousa, o popular Nenzin, pai do deputado estadual Rigo Teles. Nenzin foi morto com um tiro certeiro que o atingiu no pescoço.

O povo de Barra do Corda já viveu situação semelhante, que deixou a cidade em clima de pavor. Há quatro anos, o vereador Antônio Aldo Lopes Andrade foi executado dentro de uma borracharia, às margens da BR-226. Mais um crime com digitais políticas, sem a devida elucidação. Diante da impunidade, mandantes e autores sentem-se cada vez mais estimulados a perpetrar novos crimes.

Outros casos recentes

O vereador Esmilton Pereira dos Santos, de 45 anos, foi assassinado quando chegava em casa, em Governador Nunes Freire, município distante 442 quilômetros de São Luís. Reduzidas a quase zero após um esforço policial que resultou em inúmeras prisões, as execuções a bala ganham novamente o noticiário policial, para desespero dos maranhenses que convivem com a sombra da violência.

Esmilton Pereira foi o segundo vereador de Governador Nunes Freire assassinado a bala em dois anos. Em 2014, o também vereador Paulo Lopes, que fazia oposição à administração municipal, foi morto com as mesmas características. O blogueiro Ítalo Diniz, que escrevia textos com abordagem crítica à administração pública local, também foi morto a tiros na cidade, em novembro de 2016.

Com um saldo tão sangrento, a cidade logo ganhou o apelido de terra sem lei, onde a violência tem prevalecido sobre a democracia e as divergências políticas são resolvidas no gatilho. Assim, o Maranhão retroage ao passado de barbárie, algo que já havia sido superado e que agora volta, instalando o caos e o medo nas regiões mais pobres do estado. Em tempos de acirramento político, como agora, a ameaça da pistolagem se torna ainda mais real, com grupos antagônicos dispostos ao confronto e a população no meio do fogo cruzado.