O Ministério Público maranhense se curva perante Flávio Dino

Uma cena curiosa chamou a atenção de observadores da cena política maranhense há alguns dias: o governador Flávio Dino (PCdoB) cercado por procuradores de Justiça, que o haviam acabado de homenagear com a maior honraria que pode ser concedida pelo Ministério Público do Maranhão.

O comunista recebeu na quinta-feira, 25, a Medalha do Mérito Celso Magalhães, maior comenda do Parquet, e virou alvo de tietagem dos membros do MP em evento para a entrega da homenagem.

Segundo o MP, “a honraria é conferida pelo Colégio de Procuradores do Ministério Público do Maranhão a autoridades que, de alguma forma, contribuem para que a instituição exerça o seu papel plenamente”.

Além de curioso, o caso é revelador do atual relacionamento entre o MP e o Governo do Estado. Um governo que tem sido abalado por denúncias de corrupção desde o seu início, em 2015, mas que recebe de quem lhe deveria fiscalizar uma espécie de “salvo-conduto”.

O MP acaba, assim, atuando como uma espécie de subordinado ao Executivo, quase como uma secretaria de Estado. Está, de fato, agachado.

Sem ações

 Não cabe a procuradores de Justiça premiar gestores – quaisquer que sejam eles – por supostas benfeitorias. Ser bom gestor, probo, zeloso pelo município, estado ou nação é obrigação de quem se lança ao desafio de administrar a coisa pública. Por melhor que seja uma gestão, o prêmio máximo para um prefeito, governador ou presidente, por exemplo, deve ser terminar seu mandato, sem ser alvo de ações do MP.

Camarada

Entre os procuradores que aproveitaram a entrega da Medalha do Mérito Celso Magalhães para tietar o governador estava Eduardo Jorge Heluy Nicolau. Ele é corregedor-geral do MP e foi flagrado no ano passado em militância política nas redes sociais, atacando a ex-governadora Roseana Sarney (MDB) e elogiando Flávio Dino. Além disso, Nicolau recebeu da gestão comunista R$ 390 mil, entre 2015 e 2016, pelo aluguel de um imóvel à Secretaria de Estado da Educação.

Vereadora do PSOL monta mega-esquema de corrupção e desvio de verba pública

Sâmia Bonfim (PSOL) teria montado um grande esquema de desvio do dinheiro público

Segundo noticiou o Diário Nacional, a Vereadora de São Paulo Sâmia Bonfim do Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) teria montado um mega-esquema de corrupção e desvio de verba pública para o seu próprio partido.

A Vereadora que ficou conhecida pela “Farra dos Gastos” após torrar mais de 200 mil reais de dinheiro público em gastos mal explicados agora terá que enfrentar a justiça em seu novo escândalo de corrupção.

Segundo a notícia, a vereadora teria desviado cerca de 88 mil reais para uma empresa fantasma operada por Tiago Madeira e Adria Akemi Osato Meira, ambos filiados ao PSOL.

O site publicou ainda a suposta fachada da empresa, onde não há qualquer indicação de que haja alguma empresa de comunicação, mas apenas uma ótica e uma loja de roupas.

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Apontado como um dos operadores do esquema, Tiago Madeira ostenta em suas redes sociais fotos ao lado da Vereadora acusada de desviar o recurso público

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Além da empresa fantasma de publicidade, há ainda um outro indício de desvio de verba para outro filiado do PSOL. Trata-se de Pedro Maia Veiga que recebeu mais de 68 mil reais para prestar um suposto serviço de fotografia. Pedro também ostenta fotos ao lado da Vereadora nas redes sociais.

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O Ministério Público deve abrir de ofício um inquérito para apurar os ilícitos e Sâmia Bomfim terá que prestar contas na justiça.