A César o que é de César

Para continuar a leitura, aviso logo, nunca votei em candidatos do Grupo Sarney e nem do PT.

Muito se fala que Sarney é a praga do Maranhão, que Sarney é o culpado pelo atraso do Maranhão, que Sarney é isso e aquilo, pois bem.

Vejamos uma pequeníssima parte que a historia registra sobre o que já fez essa “praga” pelo Maranhão e pelo Brasil.

Em 1966 quando o jovem Sarney elegeu-se Governador do Maranhão, o que era o nosso Estado?

Não tinha energia elétrica, a oferta de energia elétrica no Maranhão, que era de 7.500 kW , menor que a do edifício Avenida Central, no Rio de Janeiro, passou para 237 500 kW. Isso graças a sua gestão junto ao Governo Federal para que esse construísse a usina de Boa Esperança.

Não tinha estradas, as estradas passaram de 13 km pavimentados para centenas de quilômetros, que incluíam a BR-135, São Luís – Teresina, que naquela época levava-se 5 dias para chegar a capital piauiense. Fez a Santa Luzia/Açailândia, ligando o nosso estado a BR Belém/Brasília e assim com o resto do Brasil.

Não tinha porto, Foi aberto o Porto do Itaqui, que para tanto, teve que ser feita a barragem do Bacanga, dando vida humana a essa área isolada da ilha. São Luís não tinha água, viabilizou o ITALUIS, trazendo água da cidade de Itapecuru ate nossa capital.

Não tinha Universidade, criou a UFMA, mais tarde viria a criar a UEMA

Para desafogar e proteger a velha São Luís fez a ponte que leva seu nome, para que assim nossa capital se expandisse para outros lados. Com isso fez a barragem da ponta d’areia dando acesso às praias norte e criando a lagoa da Jansen.

Não tinha educação básica, ele criou o programa de educação João de Barro que permitiu a criação de uma escola por dia, um ginásio por mês, uma faculdade por ano. Com a combinação de adaptações do método Paulo Freire com a introdução de uma TV Educativa — a primeira do Brasil — foi possível formar rapidamente professores e monitores que estenderam a educação a todo o Estado, que só tinha um ginásio.

Não tinha saúde e nem Hospital do Estado, Na área da saúde foi construído o Hospital Geral, em São Luís, e criado um grande número de postos médicos no interior maranhense.

Travou uma “luta” ferrenha com Jarbas Passarinho, para provar ao Governo Federal, que só o porto do Itaqui reunia condições para exportar o minério da Vale. Para tanto, mandou buscar Técnicos de Roterdã na Holanda, para fazer os estudos e provou que o Maranhão tem o segundo maior porto do mundo em profundidade. E hoje é o segundo maior porto em exortação do Brasil.

Não tinha habitação popular, fez os conjuntos, Ipase, Maranhão Novo, Filipinho, Cohab I II III e IV. Já como Deputado/Senador, viabilizou o Maiobão, Cidade operaria.

Não tinha uma indústria forte, trouxe a ALUMAR/ALCOA, Vale do Rio Doce e como Senador a SUZANO.

Como Presidente do Brasil vejamos,

Criou o seguro desemprego, o FAT fundo de apoio ao trabalhador, o vale transporte, aos partidos políticos na clandestinidade, deu o reconhecimento, à imprensa, a liberdade de expressão, aos sindicatos, a liberdade de manifestação. Foi o condutor do processo de redemocratização do Brasil. Responsável pela transição pacifica do militarismo para o poder civil. Segundo a ONU.

Criou na Fazenda a Secretaria do Tesouro o SIAFI, unificando o orçamento da União e acabando com a conta-movimento no Banco do Brasil, Usada até com grande sucesso.

No plano econômico, apesar da inflação (em geral acompanhada de correção monetária que evitava a corrosão dos salários), o Governo Sarney alcançou resultados relevantes. A própria inflação, dolarizada, teve uma média anual de 17,3%, segundo estudo da Consultoria Tendências.

O Brasil teve o 3º saldo exportador no mundo. Os resultados de balança de serviços, balança comercial e transações correntes só vieram a ser superado no governo Lula. A dívida externa caiu de 54% para 28% do PIB.

O déficit primário de 2,58% do PIB em 1984 foi substituído por um superávit de 0,8% do PIB em 1989. O Brasil passou a ser a sétima economia mundial. O PIB, medido em dólares (variação cambial) cresceu 119%. O PIB per capita cresceu 99%. A média do índice de desemprego foi de 3,89%, chegando a 2,16% durante o Plano Cruzado e 2,36% em fins de 1989.

Tornou por força de lei a casa própria um bem inafiançável. Criou o projeto reviver, reformando todo o centro Histórico, para que nossa capital concorresse na UNESCO o titulo de PATRIMÔNIO DA HUMANIDADE, e ganhamos.

Como podemos ver essa “praga” não foi tão mau assim. O mal desse baixadeiro lá das bandas de Pinheiro/São Bento, é ser nordestino, intelectual, poeta e extremante influente na política nacional. O que os sulistas não suportam, e alguns Maranhenses entram na onda. Para eles, o nordeste só tem que ser belas praias, carnaval e celeiro de axés baianos.

Por Boabaid (Poeta)

 

Maranhão é um dos campeões em fraude no Censo Escolar

São escandalosas as evidências de fraudes no Censo Escolar no Maranhão. O próprio Ministério da Educação constatou irregularidades nos números do levantamento de 2017. De acordo com o Ministério, os dados do censo são incompatíveis com os resultados preliminares do cadastro de estudantes da rede básica.

Quando o cidadão passa por algum lixão ou galpão do município e observar vários livros didáticos queimados ou jogados ao relento, pode ter certeza, houve fraude no Censo Escolar do seu município.

A manipulação de dados do censo é algo colossal. Uma auditoria registrou até o momento milhares de “alunos fantasmas” matriculada na rede pública. O censo 2017 contou quase 200 mil alunos a mais no estado, um crime grave, a conta final do levantamento do ano passado superou muito em relação a 2016 de estudantes na educação básica.

Esses números podem sofrer alterações até o final das apurações, que o Ministério da Educação pretende levantar até o mês de setembro em alguns municípios maranhenses e no próprio governo do estado. O Ministério admite que a discrepância entre os dois levantamentos deva ser ainda maior.

Como funciona a fraude

A fraude tem explicação simples. O censo é realizado com dados enviados pelas prefeituras, no caso das escolas municipais, e pelo Estado, no caso das estaduais. Seus resultados são determinantes para a destinação de verbas para os gestores dos vários níveis do sistema educacional do país. Quanto mais aluno tiver um município, maior é sua chance de obter mais volume de recursos do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (FUNDEB) e de aumentar o dinheiro destinado à merenda escolar e consequentemente desvios de recursos públicos.

Lamentavelmente, essas fraudes com recursos do ensino público são registradas pela maioria dos gestores municipais. Elas frequentemente são fruto da carência de mecanismos eficazes para controlar os dados enviados ao Ministério da Educação por prefeituras e estados. Está patente que o censo não é um método seguro para avaliar qual deve ser a destinação desses recursos.

A confecção pelo ministério de um cadastro nacional detalhado promete ser um avanço não apenas em termos de tecnologia antifraude. Mas, entre a promessa e a realidade de um país continental com mais de 5.000 municípios, há distância razoável.

O blog divulgará na próxima semana alguns municípios que, comprovadamente,  fraudaram o censo escolar 2017.

 

Viva Nossa Senhora da Conceição, Iemanjá e Dom Sebastião

Em janeiro de 2012 uma matéria me chamou a atenção ao assistir um telejornal de São Luís, quando passou uma reportagem relacionada à mudança de lugar da imagem de Iemanjá, que se encontra no porto do Itaqui há quase 40 anos. No momento relembrei das histórias e a mística relacionada com o “ocultismo” daquele local. Cheguei a comentar com amigos sobre a mudança de Iemanjá do local original e suas consequências.

Menos de uma semana após a mudança, assistia no mesmo telejornal, um super graneleiro (Navio Vale Beijing) arrendado pela Vale do Rio Doce, na sua viagem inaugural, ficar impossibilitado de seguir o seu rumo à Holanda. O aconteceu? Problemas estruturais ou mecânico no navio? Sobrepeso de sua capacidade? Ou os Reis e Rainhas do mar estavam reclamando do que fizeram com a imagem de Iemanjá?

O Maranhão é rico em lendas, que aos poucos estão sendo esquecidas e mistérios que nunca foram decifrados. Lembro de histórias da época da construção do primeiro píer do porto do Itaqui, quando por diversas vezes o berço, já concretado, desmoronava. Alguém teve a ideia de convidar alguns terreiros de umbanda e seus respectivos pais e mães de santo a fazerem “experiências sobrenaturais” no local, então foi descoberto que Rei Sebastião – encantado que tem o seu reino entre o porto do Itaqui e a Ilha dos Lençóis (Cururupu) – não ficou contente com a construção do porto naquele local, sendo exigida uma imagem de Iemanjá fixada em um lugar determinado pelo próprio Rei Sebastião, o que foi prontamente atendida pela administração do porto à época.

Durante a década de 1980 ocorreram vários acidentes com navios, rebocadores, mergulhadores e estivadores, coincidentemente, quando retiraram a imagem de Iemanjá para restauração.

Hoje é o dia de Nossa Senhora da Conceição, que no candomblé é conhecida como Iemanjá. A única diferença são as cores dos ornamentos nas respectivas imagens das Santas.

Apesar de nem todos acreditarem ou cultuarem Santos e encantados, ninguém tem o direito de, em nome do progresso, da modernidade ou de seja lá do que for, impedir um povo de acreditar neles ou de cultuá-los.

A identidade de um povo é assentada em suas tradições e a religião ocupa um lugar especial nessas tradições.

Mais um hospital abandonado pelo governo Flávio Dino

Obra do Hospital de Santa Luzia do Paruá foi abandonada novamente pelo governo Flávio Dino (PCdoB).

Em Santa Luzia do Paruá, o governo Flávio Dino deteriora investimentos de milhões de reais em recursos públicos já aplicados em estrutura e equipamentos de ponta, ocasionado por birra em concluir o referido hospital que foi iniciado no governo Roseana Sarney.

Flávio Dino esteve no dia 30 de junho no município, durante sua visita à obra, prometeu para a população que a conclusão do Hospital Francisca Melo sairia ainda em 2017. O investimento, que foi uma iniciativa do governo anterior, foi paralisado várias vezes no governo Flavio Dino, que chegou a assinar um Termo de Ajustamento de Conduta, entre o Estado e o Ministério Público para o término da obra.

Após uma semana da visita do governador  à Santa Luzia do Paruá, a realidade veio à tona e a mentira pregada pelo governo foi desmascarada. No inicio do mês de julho, funcionários revoltados com o atraso de 03 meses nos salários resolveram paralisar suas atividades em protesto contra o atraso . Alguns relataram não ter como sustentar suas famílias, tendo que comprar fiado e pagar a juros pra tentar amenizar a situação.

O “governo da mudança” mudou para pior também as Unidades de Pronto Atendimento (UPAs), os hospitais de referência em São Luís e em outros municípios, fora as outras unidades de saúde fechadas por falta de repasse da secretaria de estado da saúde aos municípios.

Eis o relato (recado direto ao governador Flávio Dino) de um morador de Santa Luzia do Paruá sobre a paralisação das obras do Hospital Francisca Melo:

“O GOVERNADOR DO MARANHÃO FLÁVIO DINO ABANDONOU A SAÚDE PÚBLICA EM NOSSA REGIÃO DO TURY GURUPI, QUANDO ELE ESTAVA EM CAMPANHA ELEITORAL VEIO EM SANTA LUZIA DO PARUÁ SUBIU EM UM PALANQUE E FALOU PARA A POPULAÇÃO QUE O HOSPITAL REGIONAL FRANCISCA MELO SERIA PRIORIDADE DE SEU GOVERNO para ATENDER AS CIDADES MAS PRÓXIMAS, MAS ISSO  ATÉ AGORA NÃO ACONTECEU… SABE O QUE ELE FEZ???? COLOCOU UMA REGIONAL EM SANTA INÊS E OUTRA EM PINHEIRO E ABANDONOU AS CIDADES PRÓXIMAS AQUI EM NOSSA REGIÃO, O GOVERNADOR DISSE QUE FALTANDO DOIS ANOS DO SEU GOVERNO NA SEGUNDA ETAPA COLOCARIA O HOSPITAL REGIONAL DE SANTA LUZIA DO PARUÁ PARA FUNCIONAR, AS OBRAS ESTÃO PARADAS E A POPULAÇÃO ESTÁ REVOLTADA E JÁ FALARAM ATÉ EM DERRUBAREM O PRÉDIO QUE ESTÁ TOTALMENTE ABANDONADO PELO GOVERNOR DO ESTADO DO MARANHÃO, O EXCELENTÍSSIMOS SENHOR FLÁVIO DINO.”

 

Hildo Rocha se reúne com novo ministro das Cidades para atualizar demandas do Maranhão

O deputado federal Hildo Rocha foi recebido em audiência pelo novo ministro das cidades, Alexandre Baldy. “Discutimos sobre projetos e demandas do Maranhão, que tramitam no ministério, e tratamos sobre liberação de recursos para construção de casas no âmbito dos programas de Arrendamento Residencial (PAR) e de Habitação Rural (PNHR)”, explicou o deputado.

Recomposição do orçamento

Sobre o corte de R$ 3 bilhões no orçamento deste ano Rocha, que atuou como relator setorial para Desenvolvimento Urbano da Comissão Mista de Orçamento de 2018, debateu com Baldy estratégias para a recomposição das perdas.

“Vamos trabalhar pela recomposição orçamentária buscando, principalmente, anulação em outras áreas. Mostrei ao ministro as ações que fiz para melhorar o orçamento que foi encaminhado pelo executivo. Mais de trezentas emendas foram apresentadas por deputados e senadores e muitas foram admitidas”, comentou Hildo Rocha.

PAC

O prefeito de Buriticupu, Zé Gomes, acompanhou Hildo Rocha no encontro com Baldy. Gomes aproveitou para solicitar a retomada de obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) que estão paralisadas no município. 

Indígenas ocupam unidade de educação em Barra do Corda

Os índios da etnia Krepym Kateje estão ocupando desde ontem a Unidade Regional de Educação, em Barra do Corda, para reivindicar, entre outras ações, educação específica e diferenciada de qualidade para o povo indígena.

Os manifestantes cobram que o Governo Flávio Dino regularize os salários dos professores que atuam nas escolas indígenas e a implantação do TAC da Educação para os povos de várias etnias.

“Os indígenas estão revoltados, pois o governo do Maranhão não respeita a organização social de cada povo. É desumano passar o dia todo e pernoitar à própria sorte. Nossas demandas já são bem antigas e ninguém faz nada”, desabafaram os índios Krepym Kateje.

Até o momento, nenhum responsável pela unidade regional de educação ou secretaria de estado da educação se pronunciou ou se dispôs a conversar com os manifestantes.

Em audiência com Michel Temer, Hildo Rocha recebe a garantia de conclusão da duplicação da BR-135 até Miranda do Norte

A duplicação da BR-135 até a cidade de Bacabeira está assegurada, segundo afirmou o presidente Michel Temer durante audiência que ele concedeu ao deputado federal Hildo Rocha, na semana passada. “Tratamos sobre diversos assuntos, mas, o tema principal foi a duplicação da BR-135. Falei sobre a evolução da obra que agora está num ritmo muito bom. Isso nos leva a acreditar que a segunda pista estará toda pavimentada até o final do próximo mês”, destacou o deputado.

 Duplicação até Miranda do Norte

Hildo Rocha pediu ao presidente Michel Temer que estabeleça como prioridade a continuação do projeto que prevê a duplicação da BR-135 até o município de Miranda do Norte. “A continuação do projeto é de grande importância para a economia do Maranhão. Todas as cidades localizadas ao longo da BR terão possibilidades de atrair empreendimentos, e assim gerar empregos. Além disso, vai melhorar o fluxo dos transportes de mercadorias para importação e exportação, diminuirá os custos, e dará mais segurança no transito”, disse Hildo Rocha.

Dificuldades superadas

De acordo com o parlamentar, o governo anterior não pagou as construtoras que foram obrigadas a paralisar a obra por um longo tempo. “O atraso no pagamento ocasionou lentidão. O problema só foi solucionado após a posse do atual presidente da República. A bancada federal também ajudou a solucionar o problema, pois destinamos R$ 160 milhões de reais em emendas impositivas para que houvesse dotação orçamentaria suficiente para concluir a obra até Bacabeira.  A outra parte da emenda está sendo usada para fazer boa parte dos dois trechos seguintes: Bacabeira/Entroncamento e Entroncamento/ Miranda do Norte” explicou Hildo Rocha.

Água Para Todos

O deputado destacou a liberação de recursos que irão beneficiar milhares de famílias com a implantação de sistemas de abastecimento de água e construção de pequenas barragens. “Agradeci ao presidente pela liberação de dez milhões de reais para o Programa Água Para Todos no Maranhão. O programa estava praticamente parado. Graças a essa ação, milhares de famílias estão tendo acesso aos benefícios previstos no programa”, destacou Hildo Rocha.

Programa fortalecido

O deputado disse que solicitou, e o presidente se comprometeu em liberar, mais dez milhões de reais logo no início do próximo ano. “Esses recursos irão contribuir para o fortalecimento do programa beneficiando assim milhares de famílias que passarão a ter direito a agua de qualidade e outros benefícios como construção de pequenas barragens que irão contribuir para melhorar a vida de produtores rurais familiares”, destacou o parlamentar.

 Conquistas importantes

Segundo Hildo Rocha o presidente Michel Temer tem sido bastante atencioso com o Maranhão. Para confirmar, o parlamentar elencou dez realizações importantes do governo federal no estado: conclusão da Ampliação do Aeroporto de São Luís; viabilização da duplicação da BR-135 até a cidade de Miranda do Norte; pavimentação de cem quilômetros da BR-226 entre Presidente Dutra e Timon; reativação do Programa Água Para Todos; continuação do investimento financeiro na nova adutora do Italuis; conclusão de dezenas de empreendimentos de habitações populares; restauração da BR-226 entre Presidente Dutra e Porto Franco; liberação de recursos orçamentários para a modernização e requalificação da Rua Grande (e adjacências) e das praças João Lisboa e Deodoro; implantação do Instituto Tecnológico da Aeronáutica no Maranhão, e reinicio das obras de duplicação da BR-010 na área urbana da cidade de Imperatriz.

 

João Alberto provoca Flávio Dino lembrando as quase mil obras que realizou em 11 meses de Governo

Ao comentar a informação de que em quase três anos de ação o governador Flávio Dino teria comemorado 800 obras, o senador João Alberto (PMDB) alfinetou: “Em onze meses de Governo eu realizei cerca de mil obras”. O senador, é claro, usou esse cacife para provocar o governador, mas o fez com o lastro de quem não estava blefando nem dando origem a um factóide.

Mesmo enfrentando o peso das ações do então presidente Fernando Collor de Mello (PRN) contra seu governo, fechando todas as torneiras da União para o Maranhão, e por isso tendo de conferir ao final de cada dia, em reunião obrigatória com o secretário de Fazenda, para saber como foi o movimento do caixa do Estado, o que o obrigava a conferir até os centavos, João Alberto deu uma demonstração de que, bem administrados e aplicados com honestidade, recursos parcos ganham volume.

E foi nessas condições que construiu e restaurou estradas, pontes, estádios, praças, aeroportos, avenidas, escolas, hospitais, postos de saúde, combateu o crime organizado e manteve a folha de pessoal em dia – isso depois de ter ouvido do governador que saía, Epitácio Cafeteira, que seu sucessor não conseguiria tal proeza e que agora sem José Sarney na presidência da República, a situação financeira do Estado entraria em colapso em poucos meses.

No final do seu Governo, a Secretaria de Comunicação Social publicou uma revista em que é contada a fascinante que foi o Governo João Alberto e nas páginas finais relaciona quase novecentas obras físicas iniciadas e concluídas naqueles 777 dias que sacudiram o Maranhão. Tanto que ao deixar o Governo, em abril de 1991, João Alberto tinha a aprovação de 88% dos maranhenses, segundo pesquisa realizada à época pelo instituto Econométrica.

Por Ribamar Correia/Repórter Tempo

Veja como ficaria a Assembleia Legislativa se o Distritão valesse em 2014

Os 42 deputados estaduais eleitos em 2014, se valesse o sistema Distritão

A relação abaixo foi produzida pelo blog e simula como teria ficado a composição da Assembleia Legislativa do Maranhão com o Distritão (uma das propostas na reforma política), se valesse em 2014.

DEPUTADOS ELEITOS ATÉ O 42º NOME:

1 – JOSIMAR DE MARANHAOZINHO (PR) 99.252 votos

2 – GLALBERT CUTRIM (PRB) 85.984 votos

3 – ANA DO GÁS (PRB) 78.287 votos

4 – ANDREA MURAD (PMDB) 77.889 votos

5 – DR. ANTONIO PEREIRA (DEM) 73.353 votos

6 – HUMBERTO COUTINHO (PDT) 67.982 votos

7 – ROBERTO COSTA (PMDB) 57.569 votos

8 – EDILAZIO (PV) 56.239 votos

9 – EDSON ARAUJO (PSL) 55.269 votos

10 – NINA MELO (PMDB) 52.979 votos

11 – LEO CUNHA (PSC) 50.828 votos

12 – MAX BARROS (PMDB) 49.495 votos

13 – ADRIANO SARNEY (PV) 48.463 votos

14 – SOUSA NETO (PTN) 48.118 votos

15 – EDUARDO BRAIDE (PMN) 47.519 votos

16 – CARLINHOS FLORENCIO (PHS) 42.032 votos

17 – STENIO REZENDE (PRTB) 41.857 votos

18 – RIGO TELES (PV) 41.016 votos

19 – BIRA DO PINDARÉ (PSB) 38.829 votos

20 – ZÉ INACIO (PT) 38.753 votos

21 – RICARDO RIOS (PEN) 38.575 votos

22 – JOTA PINTO (PEN) 37.638 votos

23 – ROGÉRIO CAFETEIRA (PSC) 37.229 votos

24 – NETO EVANGELISTA (PSDB) 36.297 votos

25 – CESAR PIRES (DEM) 36.221 votos

26 – ALEXANDRE ALMEIDA (PTN) 36.021 votos

27 – FÁBIO MACEDO (PDT) 35.770 votos

28 – PAULO NETO (PSDC) 34.580 votos

29 – RAIMUNDO CUTRIM (PC do B) 33.760 votos

30 – VALÉRIA MACEDO (PDT) 33.159 votos

31 – VINICIUS LOURO (PR) 32.870 votos

32 – JUNIOR VERDE (PRB) 32.223 votos

33 – EDIVALDO HOLANDA (PTC) 31.688 votos

34 – PROFESSOR MARCO AURÉLIO (PCdoB) 30.900 votos

35 – MARCOS CALDAS (PRP) 30.834 votos

36 – FABIO GENTIL (PSDC) 30.560 votos (atual prefeito do município de Caxias)

37 – SÉRGIO FROTA (PSDB) 30.525 votos

38 – GRAÇA PAZ (PSL) 30.313 votos

39 – OTHELINO NETO (PC do B) 30.196 votos

40 – FABIO BRAGA (PT do B) 29.612 votos

41 – HEMETERIO WEBA (PV) 27.459 votos

42 – FRANCISCA PRIMO (PT) 27.330 votos

RAFAEL LEITOA (PDT) 27.055 votos (suplente)

CAMILO FIGUEIREDO (PR) 25.815 votos (suplente)

PR.CAVALCANTE (PSC) 23.796 votos (suplente)

CARLOS FILHO (PRTB) 23.491 votos (suplente)

AFONSO MANOEL (PMDB) 23.120 votos (suplente)

WELLINGTON DO CURSO (PPS) 22.896 votos

TOCA SERRA (PTC) 22.805 votos (suplente)

MANOEL RIBEIRO (PTB) 22.790 votos (suplente)

PADUA (PRB) 22.013 votos (suplente)

NONATO ARAGÃO (PTC) 21.554 votos (suplente)

LEVI PONTES (SD) 19.603 votos

NÃO SERIAM ELEITOS OS SEGUINTES DEPUTADOS:

Wellington do Curso (PPS) 22.896 votos

Levi Pontes (SD) 19.603 votos

O QUE É O DISTRITÃO:

Os políticos que defendem o distritão afirmam que este é o sistema mais fácil para a população entender. Basicamente, são eleitos os candidatos mais votados de cada estado. No Maranhão, por exemplo, você tem 42 cadeiras e seriam eleitos os 42 mais votados para a Assembleia Legislativa.

No atual sistema proporcional, mesmo que o candidato em que você votou não tenha sido eleito, o seu voto ajudou a eleger um candidato do mesmo partido ou de outro da coligação, e que teoricamente tem a mesma plataforma política. No sistema do distritão, tirando os eleitos, todos os outros votos não ajudarão a eleger ninguém.

Também, no atual sistema, tem-se uma ideia equivocada de que um parlamentar, para eleger-se, tem de atingir o quociente eleitoral (número de votos válidos, dividido pelo número de vagas em disputa). Na verdade, quem deve atingir o quociente eleitoral é o partido. O eleitor mais desavisado não sabe que o voto é computado de duas formas: os primeiros dois dígitos são computados para o partido, e os subsequentes para o candidato. Se o eleitor só digitar os dois primeiros dígitos numa votação legislativa de deputados e vereadores, o voto é válido e é chamado de voto de legenda, porque foi computado para o partido.

Governador Flávio Dino confessa que conseguiu quebrar o Estado do Maranhão

O governador Flávio Dino acabou por confessar, em alto e bom som, que os três anos do seu mandato à frente do Estado tiveram uma consequência nefasta para o Maranhão. Em discurso na cidade de Caxias, ele revelou que o Estado está quebrado, sem nenhum tostão.

Ora, se o próprio Dino está no comando do governo desde 2015, e tem falado que está modernizando o Maranhão desde então, fala de obras, de serviços e de investimentos, então quem quebrou o Estado? Só há uma resposta possível: o Estado está quebrado, segundo o governador, por obra e graça do próprio Flávio Dino.

É preciso lembrar e relembrar que Dino recebeu o Maranhão com todas as contas em dia e com um caixa de R$ 2 bilhões, fruto da operação de crédito realizada pela gestão de Roseana Sarney (PMDB) no BNDES e que ficou todo para usufruto do governo comunista. Se os cofres estaduais estão zerados, então foi Dino quem gastou os R$ 2 bilhões deixados em caixa. E gastou mal, pelo que se vê.

A declaração de Dino dada em Caxias repercutiu imediatamente nas redes sociais. O senador Roberto Rocha ironizou: “Meus cumprimentos pela entrega dos kits de irrigação, hoje, em Caxias; na oportunidade, ele confessou que faliu o estado”.

E a tropa-de-choque do governador tratou de tentar minimizar o estrago da confissão de culpa comunista. O seu líder na Assembleia, Rogério Cafeteira, como sempre o primeiro a sair em defesa, mesmo sem argumentos, alegou que dos R$ 2 bilhões do BNDES, R$ 1,2 bilhão foram glosados pelo banco.

O fato é que Dino vai ter de se explicar, de qualquer forma, porque diz, hoje – passados três anos de comando do Estado – que o Maranhão está quebrado. Ele deve explicações.

 

Jornal O Estado do Maranhão/Coluna Estado Maior