Após visita de Lula ao Maranhão, Flávio Dino é chamado de cúmplice de bandidos na imprensa nacional

O desespero dos ativistas de esquerda aumenta, na medida em que o ex-presidente Lula vê sua situação se complicando na Lava Jato.

Nervoso com o fracasso da caravana da vergonha pelo Nordeste, o líder do Movimento dos Trabalhadores Sem-Terra (MST), João Pedro Stédile, chamou o juiz Sérgio Moro, de “merdinha” e “bundão” durante discurso em São Luís (MA), no ato de encerramento da caravana da vergonha.

Irritado com Stédile com o novo depoimento que Lula terá prestar a Moro na próxima quarta-feira, 13, no âmbito da ação penal que investiga se o petista recebeu propinas da construtora Odebrecht, Stédile perdeu completamente a compostura. “Agora, no dia 13 de setembro, quando aquele merdinha do juiz de Curitiba…”, disse Stédile, sendo aplaudido em seguida. “Não é merdinha, é bundão, do Moro, que não tem moral nenhuma para criminalizar o Lula. Nós dos movimentos populares estaremos em Curitiba para dizer não mexa com Lula que mexe nós.

Lula sorria ao fundo do palanque, enquanto Stédile se encarregava de estimular o ódio dos militantes presentes contra o juiz Moro. No palanque, cúmplices da bandidagem de Lula, como o governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), o senador Humberto Costa (PT-PE), deputado Waldir Maranhão (PP) e políticos locais.

Imprensaviva

Caravana de Lula: um fracasso que não surpreende

A caravana iniciada há alguns dias pelos petistas por várias cidades do nordeste brasileiro tem sido um rotundo fracasso. Os petistas esperavam que Lula e seu séquito partidário comunista fossem recebidos de braços abertos pelo povo nordestino, acreditando na mentira que os próprios petistas criaram de que seu líder seria supostamente imbatível na região. A reação do público, expressa por comícios esvaziados e até mesmo manifestações explícitas de rechaço e rejeição, mostra que os petistas se comportam como o ilusionista psicótico que fica impressionado com seu próprio truque e passa a acreditar que possui de fato poderes mágicos.

Lula e os petistas parecem viver no mundo da mentira que eles mesmos criaram ao longo dos anos. A mentira segundo a qual o petismo teria feito milhões de pessoas saírem da pobreza e ingressar na classe média, quando na verdade tudo o que o petismo fez foi alterar critérios de renda para definir quem pertence à classe média: segundo esses critérios, um morador de favela com uma renda em torno de um salário mínimo pertence à classe média.

A mentira segundo a qual o petismo teria acabado com a pobreza no país, quando na verdade houve apenas o estímulo ao consumo desenfreado por parte da famílias mais pobres, gerando um endividamento sem precedentes nesse setor da população, acompanhado da inclusão de cerca de um quarto da população em programas de esmola estatal destinados unicamente a fazer uma administração da pobreza e não a eliminá-la, além de gerar dividendos eleitorais.

As políticas socialistas de manutenção da pobreza para fins de controle político levadas a cabo pelos treze anos de petismo já não mais conseguem servir de sustentação para o discurso demagógico e mentiroso do petismo junto a essa população supostamente beneficiada por essas políticas. O fracasso da caravana petista pelo nordeste evidencia isso. Soma-se a isso a percepção crescente por parte dessa população sobre a real natureza do PT como um partido corrupto e comunista, e temos um quadro que explica o porquê do fiasco petista na região do país que era até então considerada seu mais forte reduto eleitoral.

Esse fiasco reforça que o petismo como força política eleitoral está morto. A única possibilidade de Lula voltar à presidência da república é por meio de fraude nas urnas eletrônicas ou alguma combinação imponderável de fatores que não vislumbramos no cenário político imediato ou de longo prazo.

O superdimensionamento do risco da volta do petismo à presidência interessa unicamente aos segmentos da classe política e do estamento burocrático de extração socialdemocrata, como João Doria e Ronaldo Caiado, interessados que estão na manutenção da falsa polarização socialdemocratas x socialistas-comunistas, como forma de barrar e impedir a ascensão e o crescimento da direita conservadora representada por Jair Bolsonaro. Mas se depender dos nordestinos, não haverá mais lugar nas eleições do ano que vem para a estratégia das tesouras expressa nessa falsa polarização

Lula exige segurança redobrada em sua caravana. Petista deu bronca por ter sido chamado de ladrão diversas vezes

O ex-presidente Lula não está nada satisfeito com os gritos de ladrão que anda ouvindo por onde passa. Irritado com as falhas na segurança, o petista partiu para o esculacho e deu uma bronca enérgica nos organizadores de sua caravana pelo nordeste, após ter sido hostilizado em mais de dez oportunidades durante sua passagem pela Bahia.

Lula não quer mais saber de gritos de ladrão e exigiu que sua equipe de seguranças e auxiliares tomem as providências cabíveis, “seja o que for”, exigiu o petista.

A partir de agora, o petista não irá mais se locomover a pé sem que seja totalmente cercado por militantes e simpatizantes. A ordem é criar uma massa de isolamento de pelo menos 100 pessoas em volta de Lula.

Sobre os gritos e ofensas, a equipe reconhece que é uma tarefa praticamente impossível. “Não há como agir preventivamente nestes casos”, afirma um dos responsáveis pelos deslocamentos de Lula a pé, normalmente quando ele desce de veículos ou percorre pequenos trajetos em locais de difícil controle. O petista acaba se tornando vulnerável aos transeuntes, que muitas vezes não resistem e acabam gritando “fora ladrão”, diz um membro da equipe do ex-presidente.

A caravana de Lula contempla visitas apenas a locais controlados pelos organizadores e com a presença de militantes de movimentos sociais e sindicais nas regiões a serem visitadas. Quando o petista é exposto a população de verdade, a situação muda de figura. “A tensão entre os seguranças aumenta a cada deslocamento. O objetivo da caravana é o de produzir belas imagens, mas também evitar que a imprensa registre situações desagradáveis”, diz um dos organizadores da caravana.