Vídeo – Gleisi Hoffmann “denuncia” prisão de Lula a aliados muçulmanos

A senadora Gleisi Hoffmann, presidente nacional do PT, postou um vídeo na sua página pessoal do Facebook, no qual se dirige ao povo árabe e o convoca à luta em defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Em apenas 16 horas de veiculação, o vídeo teve mais de 7 mil compartilhamentos.

Gleisi diz que Lula sempre defendeu o Estado Palestino, que é inocente e sua prisão faz parte do golpe que cassou a ex-presidente Dilma Rousseff. Afirma também que a prisão é um meio de impedir o ex-presidente de retornar à presidência do Brasil e que “ele tem o apoio do povo brasileiro”.

O deputado federal Jerônimo Goergen avisou que enviará ainda hoje um ofício à Polícia Federal pedindo que a corporação verifique a veracidade do vídeo de Gleisi Hoffmann gravado para a Al Jazeera.

“Há riscos nesta incitação ao mundo árabe. Há riscos para o Brasil e para a nossa democracia”, disse.

A assessoria de imprensa da senadora disse na manhã desta quarta-feira (18/4) que o vídeo é de uma entrevista que a senadora deu para a TV Al Jazeera.  Veja o vídeo que também está circulando por meio de aplicativos de celular e levando as pessoas a se perguntarem sobre a possibilidade da ocorrências de atos terroristas no Brasil.

Senador vai ao Conselho de Ética contra Lindbergh e Gleisi Hoffmann

O senador José Medeiros (Podemos-MT) vai protocolar, no Conselho de Ética do Senado, uma representação por quebra de decoro parlamentar contra o senador Lindbergh Farias (PT-RJ), líder do PT no Senado, e a senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR), atual presidente da sigla. De acordo com o parlamentar, ambos se equivocaram ao defender a candidatura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para o pleito de 2018.

Após a condenação unânime de Lula pela 8ª Turma do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4), representantes de movimentos sociais e líderes petistas pregaram, em evento realizado em São Paulo no último dia 25, “desobediência” a decisões judiciais como caminho para garantir a candidatura do ex-presidente.

“Como é que você incita a desobediência civil? Como é que você começa a falar mal das leis do país? O jogo político é normal, você pode fazer qualquer coisa. O congressista tem imunidade parlamentar, tem liberdade de expressão, mas tudo dentro dos limites da lei” ponderou o senador ao GLOBO.

No evento, Lindbergh Farias chegou a dizer que não acredita em uma possível reversão da condenação de Lula no caso do tríplex. Entretanto, afirmou que para prender Lula terão que “prender milhões de pessoas antes”.

Em relação à conduta da senadora Gleisi, José Medeiros questiona a fala da parlamentar aos apoiadores do ex-presidente no momento em que o relator do caso no TRF-4, desembargador João Pedro Gebran, concluiu o seu voto a favor do aumento da pena do ex-presidente para 12 anos e um mês. Gleisi afirmou que o voto já era esperado e que, agora, seria hora de “radicalizar”.

O parlamentar destacou ainda que o fato de “incitar a violência” durante os discursos não corresponde ao trabalho de um representante da população.

“Você não pode incitar a violência, a prática de crime, a população contra juízes ou qualquer autoridade. Por exemplo, eu tenho minha liberdade de expressão, mas se eu vou para a rua e digo que tem que matar o Lula, eu tenho que ser enquadrado de alguma forma, porque eu não posso fazer isso. Porque eu sou oposição ao Lula, eu posso falar esse tipo de coisa? Não posso” enfatizou.

A expectativa do senador José Medeiros é protocolar a representação no Conselho de Ética ainda nesta segunda-feira.

 

A informação é do jornal O Globo.

 

Aliados de Lula desafiam o Brasil, desmoralizando instituições perante a sociedade

Aliados do ex-presidente Lula estão desafiando as instituições do país em praça pública, envergonhando as instituições brasileiras perante a sociedade e o mundo em praça pública. Após o criminoso condenado desacatar e tentar intimidar autoridades de forma acintosa, outros integrantes de sua facção entraram em campo para ameaçar colocar fogo no país.

O pré-candidato do PT ao governo de São Paulo e presidente do PT paulista, Luiz Marinho, foi apenas mais um a desafiar as autoridades e disse nesta quinta-feira que o ex-presidente Lula não será preso. “A prisão pode ser o desejo de muita gente, mas não vão assistir“, ameaçou o petista, “Se o Judiciário tirou as coisas dos eixos, o que vamos fazer? Ficar de braços cruzados? Estão querendo botar fogo no País. Depois não venham dizer que somos culpados.”

O petista foi condenado pelo Tribunal Regional Federal da 4.ª Região (TRF-4), a uma pena de 12 anos e um mês de prisão em regime fechado pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro no caso do triplex do Guarujá.

Mas ao que tudo indica, Lula e seus aliados estão dispostos a desafiar as determinações da Justiça e subjugar as leis do país com ameaças e intimidações.

“Aqui vai um recado para a dona Polícia Federal e para o ‘seu’ Poder Judiciário: não pensem que vocês mandam no País. Não aceitaremos de forma nenhuma e impediremos que Lula seja preso. Esse é o nosso compromisso”, disse o líder do Movimento dos Sem-Terra (MST), João Pedro Stédile.

Vídeo – Comunista ameaça doutrinar crianças pelo resto da vida se Lula for condenado

Em um vídeo publicado nas redes sociais esta semana, um homem que se diz professor ameaçou os desembargadores que compõem a 8.ª Turma do Tribunal Regional Federal da 4.ª Região de Porto Alegre.

O professor ameaçou doutrinar crianças pelo resto da vida e destruir a reputação dos magistrados, caso Lula seja condenado. O petista já foi condenado na primeira instância pelos crimes de corrupção.

Mas esta não é a única ameaça feita pelo homem que se diz um educador. Além de se comprometer a promover um ostensivo doutrinamento ideológico de seus alunos, o professor promete ainda que vai escrever um livro para destruir a reputação dos magistrados incumbidos de analisar o recurso do ex-presidente Lula na Segunda Instância.

Esta é a forma com que os ativistas de esquerda lidam com a Democracia e com as Instituições Brasileiras: com ameaças e até chantagens envolvendo doutrinação de crianças.

Acompanhe o vídeo abaixo:

 

Gleisi Hoffmann fala como se fosse líder do crime organizado e ameaça país com mortes se Lula for preso. Entenda por quê

Gleisi Hoffmann e a cara que faz quando pensa. Sua capacidade de dizer bobagem parece mesmo inesgotável.

A senadora-ré Gleisi Hoffmann (PR), que preside o PT, é uma irresponsável. E não é de hoje. Já quando ministra da Casa Civil no governo Dilma, entre 8 de junho de 2011 e 2 de fevereiro de 2014, isso ficou patente no ambiente do próprio governo, em especial no relacionamento com setores da oposição. Bem, não custa lembrar que a pasta era uma das responsáveis pela articulação política e por gerenciar as obras de infraestrutura. As duas coisas entraram em colapso. Não por culpa exclusiva de Gleisi, porque ela foi um tanto irrelevante até como elemento negativo. Mas a ela cumpria perceber primeiro os sinais da deterioração que levaram a sua então chefe à lona. Não é, pois, apenas irresponsável. É também incompetente.

Já censurei aqui a gritaria de juízes, que saem alardeando por aí o risco de caos no dia 24, quando o TRF 4 julga o recurso de Lula contra a condenação imposta por Sérgio Moro no caso do tríplex do Guarujá. Sim, já deixei claro aqui que o juiz não ancorou a sua decisão em provas, mas numa leitura derivada da chamada “teoria do domínio do fato”, que jamais poderia ser aplicada à área penal. Espremendo-se todos os argumentos de Moro, chega-se à conclusão de que o petista foi condenado no caso do apartamento de Guarujá porque, com efeito, havia um grupo atuando de forma criminosa na Petrobras. Tal grupo tinha conexões com o PT — entre eles, havia os escolhidos pelo partido. Lula sempre mandou no PT, e sua família deixou pistas de vínculos com o apartamento. Logo, ele é culpado.

Qualquer pessoa razoável sabe que isso é exercício, digamos, precário do direito. Estamos diante de uma Justiça que tem a ambição de corrigir os vícios da sociedade corrigindo o que considera os vícios de alguns homens. Pune-se um símbolo com o intuito de ser exemplar. É o que se tem no caso, numa análise desapaixonada. Esse tipo de comportamento, ao contrário do que pensam os tolos, faz mal ao Brasil, não bem. Ademais, note-se: o fato de o MPF não ter apresentado as provas não quer dizer que o crime não tenha sido cometido. Acontece que ao estado de direito interessa o que está nos autos, não o que está na convicção pessoal dos juízes. Ou juízes não teríamos. Em seu lugar, haveria 18 mil ditadores. Dito o necessário, ponto, parágrafo.

Isso não dá à senhora Gleisei Hoffmann, ela também uma ré, o direito de pôr a faca no pescoço da Justiça. Até porque está fazendo um falso alarde. A menos que o PT tenha organizado uma milícia armada, cuja existência desconhecemos, pergunta-se: quem vai se apresentar para:

  1. a) o sacrifício, candidatando-se à condição de cadáver?;
  2. b) para o trabalho sujo, candidatando-se à condição de homicida?

Eu não entendi, senadora Gleisi Hoffmann! A senhora está dizendo que o PT está disposto a morrer, a matar ou às duas coisas? No primeiro caso, o partido teria um estoque de mártires, não é? Quem sabe a legenda tenha treinado, nesse tempo, uma milícia suicida, que estará disposta a atear fogo às próprias vestes. No segundo caso, a legenda teria organizado um bando de sicários, dispostos a sair por aí a eliminar aqueles que não concordam com seus postulados. No terceiro, tratar-se-ia de um anúncio de rompimento com a legalidade e de adesão à luta armada.

Já censurei aqui o alarde de juízes, que estão superestimando as possibilidades de conflito. Querem saber o que acho que vai acontecer no dia 24? Nada! Uma escaramuça ou outra dos mais exaltados e pronto! Não vai além disso. Ao elevar a tensão retórica e o risco de confronto, os senhores juízes abrem caminho para o triste proselitismo da senhora Gleisi Hoffmann.

Ao dizer o que diz, na prática, a senadora está desafiando a Justiça a prender Lula, uma possibilidade que existe, é claro!, embora me pareça remota no momento. Gleisi quer uma de duas coisas:

a: por motivos técnicos, a Justiça não prende Lula, e os petistas saem alardeando vitória entre os seus, mesmo com Lula condenado, como deve ser. Assim, mantém-se a fantasia de uma legenda que atua na resistência e que logrou uma “vitória” contra o sistema. A próxima é vencer a eleição;

b: a Justiça decide prender Lula: os petistas vão organizar protestos e vão forçar o limite da contenção policial, buscando alguns confrontos, e Lula se torna, então, o líder encarcerado.

Em qualquer dos casos, estamos diante de politicagem mixuruca, que responde com irresponsabilidade à irresponsabilidade daqueles que viram um clima de conflagração armada onde se tem nada além de uma pressão que deve ser considerada normal numa democracia. No mundo inteiro, grupos organizados tentam interferir em decisões da Justiça.

Mas não é corriqueiro que o comandante de um partido político ameace o país com cadáveres caso a Justiça não decida segundo o gosto do grupo que lidera. Isso não é conversa de presidente de partido, mas de líder de milícia ou de bando dedicado ao crime organizado.

Gleisi Hoffmann é o quê?

Reinaldo Azevedo

PT, de partido político a descascador de abacaxi em 2018

A possibilidade de ver o encolhimento do número de candidatos eleitos nas eleições de 2018 não chega a ser a maior preocupação dos dirigentes do PT em relação ao futuro.

Com dezenas de ocupantes de cargos nas assembleias legislativas, no senado e em governos estaduais investigados, a certeza de que a maioria deles não conseguirá se eleger nas próximas eleições leva a uma conclusão bastante sombria: todos vão perder a prerrogativa do foro privilegiado.

A situação da maioria dos políticos eleitos pelo PT é mesmo dramática e muitos podem ir parar atrás das grades logo que perderem seus mandatos. Com 9 senadores, número inferior a 2015, quando contava com 13. Do total, 7 parlamentares têm seus mandatos encerrados no ano que vem. Quase todos são réus.

Se a situação não é boa para os senadores petistas, a situação dos governadores eleitos pelo partido também não é lá um mar de rosa. Estão sendo investigados Tião Viana (PT), governador do Acre e Fernando Pimentel (PT), governador de Minas Gerais. Rui Costa (PT) governador da Bahia, Camilo Santana (PT) governador do Ceará e Wellington Dias (PT), governador do Piauí.

A lista de deputados federais do partido investigados também é extensa. Arlindo Chinaglia (PT-SP), Andres Sanchez (PT-SP), Carlos Zarattini (PT-SP), Décio Lima (PT-SC), José Mentor (PT-SP), Maria do Rosário (PT-RS), Nelson Pellegrino (PTBA), Vander Loubet (PT-MS),Vicente “Vicentinho” Paulo da Silva (PT-SP), Vicente Cândido (PT-SP), Zeca Dirceu (PT-SP) e Zeca do PT (PT-MS) são apenas alguns dos nomes que podem enfrentar sérios problemas com a Justiça a partir de 2019, caso não consigam se reeleger.

Como se não bastasse, o líder máximo do PT, o ex-presidente Lula, é o que está mais próximo da prisão. Como não possui foro privilegiado, os processos que pesam contra o petista correm normalmente em várias instâncias do país. No dia 24 de janeiro, o petista terá um recurso julgado por um colegiado de segunda instância. Ao que tudo indica, 2018 será mesmo o ano da extinção do PT.

 

Senador do PT promete baderna e desobediência civil no julgamento de Lula – VÍDEO

O senador Lindbergh Farias (PT-RJ), voltou a pregar a violência e a desobediência civil como a melhor tática de confronto contra o julgamento do ex-presidente Lula no dia 24 de janeiro em Porto Alegre. O senador foi um dos incentivadores das cenas de violência e depredação do patrimônio público, como as vistas na Esplanada dos Ministérios em Brasília durante o mês de maio, quando defendeu que a desobediência civil e a violência eram as únicas formas de derrubar o presidente Michel Temer.

Assim como os demais petistas e simpatizantes da esquerda, Lindbergh Farias é uma contradição ambulante. O senador defendia que Temer deveria ser julgado no caso das denúncias feitas pelo ex-procurador-geral da República com base em um controverso acordo de delação com os criminosos da JBS. A situação agora é outra e Lindbergh Farias e os ativistas de esquerda querem que Lula não seja julgado. O Tribunal Regional Federal da 4ª Região, o TRF-4, irá julgar em janeiro o recurso do ex-presidente Lula, condenado na Primeira Instância a 9 anos e 6 meses de prisão pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro.

O TRF-4 é um colegiado de Segunda Instância. Caso os desembargadores confirmem a sentença de Lula no caso do triplex do Guarujá, o petista cai na Lei da Ficha Limpa, se torna inelegível e pode se tornar alvo de um mandado de prisão, que pode ser expedido tanto pelo TRF-4 quanto pelo juiz federal Sérgio Moro, responsável pela 13ª Vara Federal do Paraná.

 

Imprensaviva / Foto:Dida Sampaio-Estadão

Lula cai na net – petista recebe R$ 45 mil do contribuinte como “anistiado”

O ex-presidente Lula é um cara tão escorregadio que nem mesmo diante de um juiz consegue dizer a verdade. Durante seu depoimento à Justiça de Brasília no início do ano, o petista se enrolou todo para responder a uma simples pergunta: qual é a sua renda mensal?

O petista se atrapalhou todo: “São uns seis e pouco de aposentadoria mais uns 20 que minha mulher recebia, que passou para 30. (…) Pode dar 30… 30 mil, mas pode ter mais. Tem mais porque tem doação pros meus filhos, sabe, porque eu não tenho…Poderia chegar a quanto? 50 mil? Eu não sei, eu tô tentando chutar aqui, doutor”, escapou o petista de dizer a verdade. Na ocasião, Lula tinha R$ 9 milhões aplicados em planos de previdência e Marisa Letícia, falecida um mês antes, outros R$ 11 milhões.

Neste fim de semana, começou a circular na internet uma cópia do contracheque do petista de sua aposentadoria como perseguido político. O documento indica que Lula deve embolsar nada menos que R$ 45.065,29 neste mês de dezembro. O petista recebe há anos o dinheiro do contribuinte por conta de sua atuação política e sindical nos anos 80, quando foi preso durante 30 dias por conta da sua atuação durante uma greve no ABC.

 

Imprensaviva

PCdoB pegou 4 milhões de reais em propina no Maranhão, revela a revista VEJA

Imagem ilustrativa do site imprensaviva.com

A revista VEJA revelou os detalhes da extensa delação premiada que o ex-deputado Pedro Corrêa, um dos corruptos mais antigos em atividade no país, firmou com a Justiça. Confessando seus crimes com a autoridade de um decano da roubalheira, que começou a receber propinas na década de 70 e só foi parado pela Operação Lava Jato, Corrêa desnudou as engrenagens da corrupção nos governos de Lula e de Dilma Rousseff, mas fez mais. Além de comprometer figuras de proa da antiga oposição, como Aécio Neves, Corrêa escancara de vez o esquema de corrupção montado por pretensos partidos “éticos” da política, os virtuosos líderes de esquerda do PCdoB. O cérebro do esquema de corrupção comunista, diz o delator, era o ex-ministro Aldo Rebelo.

Segundo relata Pedro Corrêa no anexo 27 de sua delação, durante o segundo governo Lula, o PCdoB comandou a Diretoria de Produção Habitacional do Ministério das Cidades. Pilotado por Daniel Nolasco, filiado ao PCdoB, o órgão comandava bilionárias verbas do programa Minha Casa Minha Vida. Nolasco, apadrinhado no cargo pelo ex-ministro Aldo Rebelo, operava verbas destinadas às empreiteiras de pequeno porte, que atuavam na construção de casas para a população carente em cidades com menos de 50 mil habitantes.

Enquanto cumpria a nobre missão de realizar o sonho da casa própria para famílias humildes, o militante do PCdoB aproveitava para tocar uma agenda clandestina. Nessa função, nada edificante, cobrava propinas das empreiteiras que iriam construir as moradias populares. Segundo Pedro Corrêa, a taxa praticada no esquema de corrupção girava em torno de 10% a 30% do valor de cada casa construída. O golpe era simples: o diretor do órgão, a quem cabia liberar recursos para os empreiteiros e cobrar a propina, tinha uma empresa, a RCA Assessoria. Depois de o ministério fechar o convênio com a empreiteira e repassar o dinheiro para a construção das casas, os empresários corruptos pagavam a propina negociada com o PCdoB para a RCA.

O esquema do PCdoB era dividido com o PT e com o PP e operou cobrando propinas na construção de pelo menos 100 mil casas populares. Segundo Corrêa, apenas uma empreiteira com contratos no Maranhão pagou quatro milhões de reais aos corruptos. Pedro Corrêa conhece os detalhes da roubalheira porque era um dos seus beneficiários. “A propina arrecadada pela RCA era dividida entre o PT, que tinha a Secretaria Nacional de Habitação, pelo PCdoB, que comandava a Diretoria de Produção Habitacional, e pelo PP, que tinha (indicado) o ministro das Cidades”, diz Corrêa.

A delação de Pedro Corrêa já foi concluída e os depoimentos estão no STF para homologação do ministro Teori Zavascki. Em um anexo específico dedicado a Aldo Rebelo e ao PCdoB, o delator revela que o ex-ministro de Lula e de Dilma Rousseff embolsava um terço de toda a propina arrecadada pelo esquema corrupto ao PCdoB. “Aldo Rebello tinha pleno conhecimento de que as nomeações dos indicados pelos partidos da base aliada eram realizadas com o intuito de arrecadação de propina”, diz Corrêa.

Procurado, o ex-ministro Aldo Rebelo negou ter feito indicações políticas ao Ministério das Cidades, refutou as declarações de Pedro Corrêa sobre pagamento de propina e avisou que irá processar o delator. “Nunca indiquei nenhum servidor para o Ministério das Cidades. Nunca tive relação, responsabilidade ou contato com indicações que o PCdoB viesse a fazer no governo. As indicações eram partidárias. O Pedro Corrêa vai ser processado. Ele vai ter que apresentar provas do que está dizendo. Esse rapaz foi cassado quando eu presidia a Câmara dos Deputados e provavelmente restou dessa época algum tipo de mágoa ou ressentimento. É a única explicação que eu encontro para tamanho ato de banditismo. Quem cometeu crimes que responda por eles. Não vou permitir que ele envolva meus nomes nessas irregularidades. Se houve irregularidade ou crime, quem cometeu que pague por isso. Nunca tive responsabilidade por indicações do partido”, disse Aldo Rebelo.

O ex-ministro não é o primeiro político comunista a surgir na teia de corrupção investigada pela Operação Lava Jato. Depois que o Supremo Tribunal Federal retirou o sigilo sobre a delação do ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado, vieram a público as revelações sobre o pagamento milionário de propina para a deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ).

Machado disse aos procuradores da Lava Jato que Jandira pediu ajuda financeira para sua campanha eleitoral diretamente a ele. O ex-presidente da Transpetro conta então que conseguiu recursos com a empreiteira Queiroz Galvão, que tinha negócios com a Transpetro, para a campanha de Jandira. A deputada explicou que na década de 80 atuou como sindicalista em estaleiros e que, por isso, é “natural” que, ao ” procurar recursos” para as campanhas, ela “buscasse os parceiros desta luta”. Os parceiros de luta da deputada, agora se sabem, eram corruptos, e os recursos, dinheiro sujo do petrolão.

Fonte: Revista Veja