Estamos vendo o milagre da conversão dos comunistas

O Tempo da Quaresma começou. São os 40 dias que antecedem a Páscoa, a Ressurreição, que, como diz São Paulo, é a essência do catolicismo, chegando mesmo a afirmar que “sem ressurreição não há cristianismo”. Este número de 40, cheio de significado no Antigo Testamento, também está ligado a várias passagens da vida de Cristo. Seus pais José e Maria levaram 40 dias para levá-lo ao templo, 40 dias, como dizem S. Lucas e S. Mateus, levou Jesus no deserto meditando antes de entrar em sua vida pública, e 40 dias levou o Cristo para subir ao Céu depois da Ressurreição.
A Quaresma também é tempo de conversão dos ateus, dos agnósticos, dos ímpios e dos que seguem toda forma de não acreditar em Deus.

Marx dizia que a religião era o ópio do povo, porque o levava a esquecer os problemas materiais e a se dedicar a uma esperança vã de um ser superior, que lhe havia dado a graça de criar o mundo e criar a nossa vida.

No Maranhão estamos vendo o milagre da conversão dos comunistas, renegando o materialismo para acreditar em Deus, e ajoelhar-se para receber a benção quaresmal. São raros os milagres que acontecem em terras nossas, como esse que nós estamos assistindo. Quando o Maranhão se formou, Nossa Senhora transformou a areia da praia em pólvora. Agora nós estamos vendo o círculo de pastores evangélicos impondo as mãos sobre as autoridades para que elas cumpram o ditado popular: “Ajoelhou tem de rezar”. E eles, contritos, rezaram, e na quarta-feira, foram receber as cinzas, quando o sacerdote proclama as palavras eternas que conscientiza os homens no ritual cristão: “Memento, homo, quiapulvis es et tu in pulverem reverterem.” – “Lembre, homem, que sois pó e em pó vos haveis de tornar.”

E a conversão aconteceu, saíram de casa, brincaram o Carnaval, não deram dinheiro para os outros brincarem e se recolheram à meditação, deixando o comunismo, Marx e quejandos chupando o dedo, enquanto eles entravam na área das bem-aventuranças, passando pela ala dos santos e das virgens.

O glorioso poder dos fariseus que fingiam e a quem Jesus Cristo apostrofou: “Ai de vós, escribas e fariseus hipócritas! Sois semelhantes aos sepulcros caiados: por fora parecem formosos. Assim também vós: por fora pareceis justos aos olhos dos homens, mas por dentro estais cheios de hipocrisia!” (Evangelho segundo São Mateus 23, 27-28 – Palavras de Jesus Cristo!)

Depois do dilúvio, cessada a chuva, foram necessários 40 dias para que as águas baixassem e os homens – e os outros animais – pudessem pisar em terra firme. É o tempo dos milagres.

Oh! Maranhão, bravos agradecemos a conversão dos infiéis e que abandonem o ódio e as penas de pavão.

Ajoelhou, tem de rezar em grego: “Kyrie eleison! Christeeleison!”

Por José Sarney (Março de 2017)

A César o que é de César

Para continuar a leitura, aviso logo, nunca votei em candidatos do Grupo Sarney e nem do PT.

Muito se fala que Sarney é a praga do Maranhão, que Sarney é o culpado pelo atraso do Maranhão, que Sarney é isso e aquilo, pois bem.

Vejamos uma pequeníssima parte que a historia registra sobre o que já fez essa “praga” pelo Maranhão e pelo Brasil.

Em 1966 quando o jovem Sarney elegeu-se Governador do Maranhão, o que era o nosso Estado?

Não tinha energia elétrica, a oferta de energia elétrica no Maranhão, que era de 7.500 kW , menor que a do edifício Avenida Central, no Rio de Janeiro, passou para 237 500 kW. Isso graças a sua gestão junto ao Governo Federal para que esse construísse a usina de Boa Esperança.

Não tinha estradas, as estradas passaram de 13 km pavimentados para centenas de quilômetros, que incluíam a BR-135, São Luís – Teresina, que naquela época levava-se 5 dias para chegar a capital piauiense. Fez a Santa Luzia/Açailândia, ligando o nosso estado a BR Belém/Brasília e assim com o resto do Brasil.

Não tinha porto, Foi aberto o Porto do Itaqui, que para tanto, teve que ser feita a barragem do Bacanga, dando vida humana a essa área isolada da ilha. São Luís não tinha água, viabilizou o ITALUIS, trazendo água da cidade de Itapecuru ate nossa capital.

Não tinha Universidade, criou a UFMA, mais tarde viria a criar a UEMA

Para desafogar e proteger a velha São Luís fez a ponte que leva seu nome, para que assim nossa capital se expandisse para outros lados. Com isso fez a barragem da ponta d’areia dando acesso às praias norte e criando a lagoa da Jansen.

Não tinha educação básica, ele criou o programa de educação João de Barro que permitiu a criação de uma escola por dia, um ginásio por mês, uma faculdade por ano. Com a combinação de adaptações do método Paulo Freire com a introdução de uma TV Educativa — a primeira do Brasil — foi possível formar rapidamente professores e monitores que estenderam a educação a todo o Estado, que só tinha um ginásio.

Não tinha saúde e nem Hospital do Estado, Na área da saúde foi construído o Hospital Geral, em São Luís, e criado um grande número de postos médicos no interior maranhense.

Travou uma “luta” ferrenha com Jarbas Passarinho, para provar ao Governo Federal, que só o porto do Itaqui reunia condições para exportar o minério da Vale. Para tanto, mandou buscar Técnicos de Roterdã na Holanda, para fazer os estudos e provou que o Maranhão tem o segundo maior porto do mundo em profundidade. E hoje é o segundo maior porto em exortação do Brasil.

Não tinha habitação popular, fez os conjuntos, Ipase, Maranhão Novo, Filipinho, Cohab I II III e IV. Já como Deputado/Senador, viabilizou o Maiobão, Cidade operaria.

Não tinha uma indústria forte, trouxe a ALUMAR/ALCOA, Vale do Rio Doce e como Senador a SUZANO.

Como Presidente do Brasil vejamos,

Criou o seguro desemprego, o FAT fundo de apoio ao trabalhador, o vale transporte, aos partidos políticos na clandestinidade, deu o reconhecimento, à imprensa, a liberdade de expressão, aos sindicatos, a liberdade de manifestação. Foi o condutor do processo de redemocratização do Brasil. Responsável pela transição pacifica do militarismo para o poder civil. Segundo a ONU.

Criou na Fazenda a Secretaria do Tesouro o SIAFI, unificando o orçamento da União e acabando com a conta-movimento no Banco do Brasil, Usada até com grande sucesso.

No plano econômico, apesar da inflação (em geral acompanhada de correção monetária que evitava a corrosão dos salários), o Governo Sarney alcançou resultados relevantes. A própria inflação, dolarizada, teve uma média anual de 17,3%, segundo estudo da Consultoria Tendências.

O Brasil teve o 3º saldo exportador no mundo. Os resultados de balança de serviços, balança comercial e transações correntes só vieram a ser superado no governo Lula. A dívida externa caiu de 54% para 28% do PIB.

O déficit primário de 2,58% do PIB em 1984 foi substituído por um superávit de 0,8% do PIB em 1989. O Brasil passou a ser a sétima economia mundial. O PIB, medido em dólares (variação cambial) cresceu 119%. O PIB per capita cresceu 99%. A média do índice de desemprego foi de 3,89%, chegando a 2,16% durante o Plano Cruzado e 2,36% em fins de 1989.

Tornou por força de lei a casa própria um bem inafiançável. Criou o projeto reviver, reformando todo o centro Histórico, para que nossa capital concorresse na UNESCO o titulo de PATRIMÔNIO DA HUMANIDADE, e ganhamos.

Como podemos ver essa “praga” não foi tão mau assim. O mal desse baixadeiro lá das bandas de Pinheiro/São Bento, é ser nordestino, intelectual, poeta e extremante influente na política nacional. O que os sulistas não suportam, e alguns Maranhenses entram na onda. Para eles, o nordeste só tem que ser belas praias, carnaval e celeiro de axés baianos.

Por Boabaid (Poeta)

 

Desmistificar é preciso

Por Joaquim Haickel

Para que se possa bem analisar o quadro político maranhense, é indispensável que primeiramente joguemos por terra alguns mitos que induzem à graves erros de avaliação.

O primeiro desses mitos é aquele que vem sendo difundido por todos os que se apresentaram como adversários de Sarney desde que ele subiu ao poder. Dizem que Sarney e seu grupo representa tudo que não presta, que eles são a escória da política maranhense. E não apenas isso, dizem que todos aqueles que se opõem ao grupo Sarney, são o que há de melhor em termos políticos e administrativos no Maranhão. Deste modo criaram um mito duplo, que demoniza uns e santifica outros.

Para desmontar esta farsa, estabelecida para satanizar uns e endeusar outros, basta observar que todas as vezes que os adversários de Sarney assumiram o comando do Maranhão, demonstraram ser muito piores que os sarneyzistas.

Quando os adversários do grupo Sarney conseguem ser muito bons, no máximo e com muito boa vontade só são capazes de se igualarem a eles, mas não por méritos seus, e sim por demérito dos sarneyzistas, que também não são assim tão bons como imaginam!

Para comprovar o que eu digo, basta fazer um retrospecto nos mais de trinta e seis anos de administração de políticos anti-Sarney em São Luís! A cidade é uma bagunça! Não há planejamento de qualquer tipo! Não há saneamento, a educação um desastre, a saúde é um caos, o transito é desastroso!… Não há nada que tenha sido feito em São Luís que credencie os políticos que a dominam, já lá se vão nove eleições consecutivas, como sendo melhores que os sarneyzistas.

O argumento usado pelos adversários de Sarney como desculpa para sua incompetência administrativa e incapacidade política no comando de nossa capital sempre foi a falta de apoio do governo do estado, o que é um outro mito, pois durante os quatro anos de Zé Reinaldo, os dois anos de Jackson e os três (quatro) anos de Flávio Dino, houve uma efetiva parceria do governo municipal com o governo estadual e nem assim mostraram a que vieram!?

Sobre os políticos de antigamente serem ultrapassados, ruins e nocivos, devo concordar que alguns deles realmente eram assim, mas há muitas e honradas exceções. No entanto soube de uma espécie de mote bem antigo que o governador Flávio Dino tem usado para tentar convencer alguns políticos, principalmente prefeitos, a alinharem-se a ele e ao seu governo.

Ele tem algumas vezes usado a mesma abordagem utilizada por vários políticos antigos, alguns considerados velhos coronéis do interior, outros tidos como raposas felpudas da política, e até mesmo por meu pai, que se tinha pouca instrução formal, era um homem de grande inteligência e profunda sabedoria.

Como meu pai, político tido por Flávio Dino como direitista pelego, patrimonialista e ultrapassado, o governador usa a velha abordagem do relacionamento interpessoal. Aquela em que seu operador diz ao interlocutor que acabou de conhecê-lo, que depois vai pedir em namoro, depois vai noivar, para só então vir a se casar com o coitado objeto de sua abordagem.

O que ocorre é que diferentemente de meu pai, que jamais abandonou seus amigos, Flávio Dino não titubeará em abandonar os seus, se este for o destino traçado para eles em seu roteiro de poder.

Sarney não é pior que nenhum outro político do Maranhão.

Flávio Dino pode até ser melhor que alguns políticos maranhenses, em alguns aspectos, jamais em todos. Em comparação a Sarney, Flávio é pior na grande maioria dos quesitos, como coerência, sabedoria, paciência e sangue frio; empata em vaidade e obstinação; e supera Sarney em juventude, arrogância e prepotência!

No final das contas, nem Sarney é o demônio pintado de vermelho, nem Flávio Dino é o messias salvador do Maranhão.

Serem parecidos deveria honrar Dino, Sarney nem tanto!…