Governo Flávio Dino – barbárie e covardia

Pilhado em grave escândalo no setor de segurança pública, a revelação de uma jaula a céu aberto, em Barra do Corda, que levou à morte de um empresário detido por infração no trânsito, o governador Flávio Dino (PCdoB), mais uma vez, utiliza-se de um argumento pífio para tentar esconder a incapacidade do seu governo de dar respostas claras à sociedade. Ele tenta responsabilizar o governo passado pela gaiola humana, como se não estivesse há três anos no comando do estado.

Não é de hoje a incapacidade gerencial do governo comunista no setor de Segurança Pública. Saíram da pasta comandada pelo delegado Jefferson Portela, que ascendeu ao posto por causa de sua militância de guerrilha na campanha do PCdoB, em 2014,  alguns dos mais graves escândalos de brutalidade, bestialidade e barbárie social registrados no Maranhão desde 2015.

Quem não se lembra, por exemplo, da execução do mecânico Irialdo Batalha, morto em praça pública por um vigilante que fazia as vezes de policial militar, em Vitória do Mearim, em maio de 2015, com a anuência dos próprios PMs?

Qualquer que seja a justificativa de Flávio Dino para a cela pública em Barra do Corda, ele não tem desculpas para a barbárie mostrada em âmbito nacional, digna das piores imagens exibidas pelos fundamentalistas do Estado Islâmico. E não adianta culpar terceiros pela própria incapacidade.

Despreparado

Quem tem feito força para que Flávio Dino substitua o secretário de Segurança, Jefferson Portela, é o todo-poderoso Márcio Jerry.

Desde o início do governo, Jerry deixa claro ao governador que Portela não está preparado para o posto que ocupa, e que ganhou graças à militância eleitoral no PCdoB.

O principal auxiliar do governo comunista atribui à má-gestão de Portela escândalos como o da jaula a céu aberto de Barra do Corda e a execução do mecânico Irialdo Batalha, em Arari, entre outros casos.

Candidatos

Tendo ou não razão na analise profissional de Jefferson Portela, a pressão de Márcio Jerry tem como pano de fundo também as eleições de 2018. Candidato a deputado federal, o principal auxiliar de Flávio Dino tem no chefe da Segurança Pública um dos seus principais adversários pelas vagas do PCdoB.

E tem trabalhado nos bastidores para inviabilizar o desafeto.

 

Coluna Estado Maior/Jornal O Estado do Maranhão

Crise na segurança pública do Maranhão, Tenente-coronel fala tudo

 

Tenente-coronel Jairo Xavier, comandante do 11º Batalhão de Policia em Timon

Ouça na íntegra a entrevista do comandante no final da matéria

O comandante do 11º Batalhão da Polícia Militar (Timon), Tenente-coronel Jairo Xavier, utilizou na sexta-feira (27) o programa do radialista Eliezio Silva para uma espécie de desabafo no que vem ocorrendo naquela corporação.

Na entrevista, o Coronel rebate as criticas que a Policia Militar do Maranhão, especificamente o 11º Batalhão, vem recebendo pela população timonense e expõe a crise aberta na segurança pública maranhense, que já é de conhecimento de todos.

O remanejamento de policiais (antes era composto por 464 PMs para cobertura na região e que foi reduzido drasticamente para 292), policiais de férias, afastamentos de PMs por problemas de saúde/psicológicos e indisciplina, policiais próximos à aposentadoria e folgas proporcionais pelas horas trabalhadas, são problemas pontuais que podem ter elevado o número de casos de violência e consequentemente a cobrança da população, que clama por mais segurança em toda a região coberta pelo 11º Batalhão (Timon, Matões e Parnarama).

O Coronel Xavier também fez comentário duro sobre o corte no orçamento que é repassado pelo governo do Estado ao Batalhão, ele completa ainda em sua entrevista que, se não fosse uma parceria com a Prefeitura de Timon, a situação seria bem pior. Já houve reuniões com o Comandante Geral da Policia Militar, Coronel Frederico Pereira e com o Secretário de Segurança Pública, Jefferson Portela (PCdoB), que é pré candidato a deputado federal em 2018. Porem, nada resolutivo foi tomado por parte do governo.

Problemas já previstos por deputados

Deputados Souza Neto e Alexandre Almeida previram o caos na segurança publica após remanejamento de policiais de Timon para a capital.

Os deputados Sousa Neto e Alexandre Almeida já haviam denunciado diversas vezes na Assembleia Legislativa que o governador Flávio Dino (PCdoB) estava desfalcando o efetivo policial em vários municípios para tentar frear a violência em São Luís.

A operação, para os deputados, foi um fracasso total, por que, além de não resolver o problema na capital a redução do efetivo nos municípios aumentou o número de assaltos a bancos, explosões de caixas eletrônicas e roubo de carros.

Ficaram com menor efetivo os municípios de Timon, Caxias, Bacabal, Barra do Corda, Imperatriz, Santa Inês, Estreito e Balsas, exatamente aqueles onde o crime aumentou consideravelmente nos últimos meses.

Falácia comunista

Governador Flávio Dino continua não cumprindo com suas propostas de campanha, principalmente na segurança pública

No dia de sua posse no governo do Maranhão, talvez levado pela empolgação da popularidade que tinha naquele momento, o governador Flávio Dino jogou em seu discurso uma promessa sabidamente impossível de cumprir: dobrar o efetivo da Polícia Militar do Maranhão nos quatro anos de mandato. O pior é que essa promessa foi reafirmada pelo comunista mesmo depois dos questionamentos quanto à inviabilidade do seu projeto. Mas ele se manteve irredutível.

No mês de abril, Flávio Dino anunciou a posse de outros cerca de mil policiais militares. Na soma de 2015 e 2016, já são cerca de 2 mil PMs efetivados na gestão comunista. Ocorre que, neste período, outros 2 mil policiais pediram aposentadoria ou faleceram, o que acaba por levar o projeto comunista à estaca zero.

Para cumprir a meta proposta entusiasticamente à população, Flávio Dino teria que nomear pelo menos 3 mil policiais a cada ano do seu mandato, já que a PMMA tinha uma tropa com 12 mil homens ao fim de 2014. E precisaria, ao mesmo tempo, evitar evasões, seja por aposentadoria ou por outra circunstância. Ocorre que é impossível selecionar, treinar e efetivar 3 mil homens em apenas um ano.

Só um concurso público para provimento de vagas nas policiais dura ao menos seis meses, se for levado a cabo em ritmo de toque de caixa e sem risco de judicialização do processo. Após a seleção, esses homens precisariam de um mínimo de outros seis meses para serem treinados, com contingente máximo de 300 homens por turma, já que é impossível treinar 3 mil homens de uma só vez. Só após este ano de seleção e treinamento os jovens soldados estarão prontos para o exercício do dever.

Os 2 mil PMs efetivados até agora não representam nem 20% da tropa da PMMA registrada em 2014. E é menos do que a governadora Roseana efetivou ao longo dos anos do seu último mandato.

Detalhe: esses 2 mil são frutos de um concurso realizado não por Dino, mas pela própria Roseana…

Ouça a entrevista do Tenente-coronel Jairo Xavier: