PF intima Janot a prestar depoimento em inquérito sobre delação da JBS

A Polícia Federal (PF) intimou o ex-procurador-geral da República Rodrigo Janot a prestar depoimento em uma investigação interna do órgão sobre a delação de executivos da JBS. A solicitação foi que o depoimento ocorresse no dia 12 de janeiro, às 15h, na sede da Polícia Federal, em Brasília.

Janot, contudo, alegou que membros do Ministério Público Federal (MPF) têm o direito de indicar data, hora e local em que podem participar de uma oitiva, e informou que não poderá comparecer na data solicitada. Ele também ressaltou que não foi informado em que condição, de testemunha ou investigado, ele será ouvido.

O ex-procurador-geral disse ainda que aguarda uma resposta da PF para remarcar o depoimento, e ressaltou que tem uma viagem agendada para a Colômbia, entre os dias 17 de janeiro e 8 de fevereiro.

Por meio de nota, a PF não confirma a intimação de Janot e informa que, em razão do sigilo judicial, não se manifestará.

A informação é do portal O Globo

Janot nunca tentou impedir o indulto natalino enquanto esteve à frente da PGR

O ex-PGR Rodrigo Janot, nas redes sociais, criticou com certa razão o indulto natalino concedido pelo governo. Neste ano, como em todos os outros, criminosos serão liberados da prisão para que possam comemorar o Natal.

O que Janot disse, inclusive, se encaixa perfeitamente com a visão de Raquel Dodge:

“Em boa hora e no ponto, a PGR Raquel Dodge propôs ação de inconstitucionalidade contra o absurdo decreto baixado pelo presidente Temer, que indulta criminosos de todo o tipo, especialmente corruptos. Este é mais um movimento do governo contra a Lava Jato.”

Neste caso, Janot está objetivamente certo. O indulto jamais deveria acontecer. Essa ação promove, anualmente, diversos casos de presos que simplesmente fogem do sistema e que permanecem foragidos, também promove casos em que pessoas liberadas da prisão simplesmente voltam a cometer crimes, o que deixa a sociedade em um risco maior do que o já existente. O problema nesta situação é outro e tem a ver justamente com a pessoa de quem se está falando.

Rodrigo Janot foi o Procurador Geral da República nos últimos anos. Conseguiu o cargo ainda no governo Dilma. Antes, no entanto, ele não criticava o indulto. Diferente de Raquel Dodge, atual PGR que entrou no STF para que o indulto fosse barrado, Janot jamais se manifestou contrário a isso até então. Por que agora, quando não está mais no cargo, ele decidiu bancar o defensor da Justiça?

Se Raquel Dodge tem em suas mãos o poder de pelo menos tentar vetar o indulto, o que impediu que Janot fizesse o mesmo nos anos passados? O indulto natalino acontece todo fim de ano e há muito tempo, não é uma invenção de Temer. O atual presidente apenas seguiu o barco e manteve a mesma tradição deplorável dos governos anteriores.

 

Enquanto a Polícia Federal age de forma discreta, a PGR quer holofotes

Há poucos meses, no auge das bandalheiras do ex-procurador-geral da República, Rodrigo Janot, a Polícia Federal desligou os procuradores da República da força-tarefa da Operação Lava Jato. A medida visava conter os vazamentos atribuídos aos pupilos de Janot no MPF e evitar a autopromoção midiática que estava em curso.

Os procuradores estavam exagerando no número de entrevistas e postagens nas redes sociais, com as velhas frases de porta de banheiro, do tipo “A corrupção destrói o pais”, blá, blá, blá, enquanto investigadores da Polícia Federal enfrentavam dificuldades em combater os crimes no mundo real.

Enquanto ficaram de fora da Lava Jato, que não quis se contaminar com o acordo criminoso firmado por Janot com os criminosos da JBS, os procuradores passara dias a fio no facebook se lamentando e tentando preencher o vazio de suas vidas com postagens em apoio a Janot e com ataques ao governo Temer.

Após um longo período de castigo e o fim do mandato de Janot na PGR, a Polícia Federal resolveu reintegrar a equipe do Ministério Público Federal do Paraná à força tarefa da Operação Lava Jato. Mas desde então, as coisas mudaram muito na maior investigação sobre corrupção do país. Os critérios de sigilos sobre as Operações foram redobrados e a contenção de vazamentos passou a contar com um serviço de inteligência interno.

Pelo visto, a nova Lava Jato não está agradando os meninos de Janot. Os procuradores da República foram procurar a Folha para reclamar da falta de “estratégia de comunicação” da Lava Jato, e afirma que a investigação caiu no esquecimento popular. Quem afirma são os procuradores da força-tarefa de Curitiba Deltan Dallagnol e Carlos Fernando dos Santos Lima.

Folha – De que forma a Lava Jato revolucionou o que se entendia como investigação?

Deltan Dallagnol – A investigação permitiu alcançar resultados inovadores em razão de um grande apoio da sociedade, de uma série de lances de sorte e de um novo modelo de investigação. Dentro desse novo modelo, tem quatro pilares. O primeiro é o de colaborações premiadas, o segundo de cooperação interna e internacional, o terceiro de estratégia de fases e, em quarto lugar, exatamente o da comunicação. Dentro da comunicação, esse caso inovou porque é impossível avançar contra interesses tão poderosos sem o apoio da sociedade. Além disso, quando se tornam investigados políticos relevantes, muitos deles dominando máquinas de comunicação em seus Estados, que estão acostumados a se defender, acusando e buscando tirar a credibilidade de quem os investiga. Existem muitas notícias falsas que começam a circular. Dentro desse ambiente é essencial uma maior transparência e ampliar e fortalecer os canais de comunicação, defende Dallagnol.

O procurador Carlos Fernando é outro que se queixa do novo formato da Lava Jato, mais mortal e silenciosa: A partir do momento que você permite a publicidade, dá a oportunidade para concordarem ou não com o que foi feito. É claro que vai gerar críticas por ter optado por uma política de comunicação, mas os criminalistas usam e abusam de uma política de comunicação de seus interesses. Nós ficaríamos muito indefesos se também não tivéssemos uma política ativa, afirmou Carlos Fernando.

Folha – Como seria o cenário da Lava Jato se não houvesse uma política de comunicação tão forte?

Carlos Fernando: Pergunto normalmente em palestras quais foram os fatos da Operação Castelo de Areia a ser derrubada? As pessoas não sabem. O não saber é muito perigoso porque oculta manobras muito graves. O que acontece se não tivesse o e-proc, baixa de sigilo, entrevistas? Tudo teria sido eventualmente morto num habeas corpus qualquer, como tantas operações no passado.

Folha – Os senhores pretendem atuar junto à sociedade civil em campanhas para 2018?

Carlos Fernando: Estou me encaminhando para me retirar da Lava Jato e me aposentar assim que possível. Existem essas medidas novas, analisadas pela Fundação Getúlio Vargas, e todos estamos dispostos a lutar pessoalmente por mudanças, afirmou o procurador, dando a entender que ele e seus colegas podem se candidatar nas próximas eleições.

Com informações da Folha

Senador afirma que JBS pagou propina ao governador Flávio Dino

O senador Roberto Rocha (PSDB) apontou o governador Flávio Dino (PCdoB) como um dos chefes de Executivo eleitos em 2014, beneficiado por dinheiro de ‘Caixa 2’ da JBS.

A acusação do tucano ocorreu na manhã de ontem, durante interrogatório a que foi submetido o ex-diretor de Relações Institucionais da empresa J&F, Ricardo Saud, no âmbito da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) da JBS, no Senado da República.

Na ocasião, Roberto leu trecho do depoimento de Saud dado ao Ministério Público Federal (MPF) na Operação Lava Jato, em que ele havia listado apenas 15, dos 16 partidos políticos de governadores eleitos beneficiados pela propina durante o processo eleitoral.

Rocha cobrou Saud o 16º nome. O interrogado afirmou que o nome poderia ser encontrado nos autos, e recorreu ao silêncio. Foi o que motivou a reação do senador maranhense.

“Falta um. Vossa senhoria poderia informar quem é que ficou protegido nesta conta?”, questionou, Roberto.

“Isso é muito fácil basta você ir nos autos. Mas vou permanecer em silêncio”, respondeu Saud.

“O senhor não pode dizer quem é o 16º governador que recebeu propina? Bom, eu vou dizer, senhor presidente. O 16º é o governador do Maranhão, do PCdoB, cujo irmão [Nicolao Dino] era a alma do doutor [Rodrigo] Janot. E talvez o doutor Ricardo Saud tenha o interesse de protegê-lo a época. Isso está constando na declaração de prestação de contas do candidato a governador. A mesma JBS disse que deu R$ 13 milhões ao PCdoB. O PCdoB só tinha um candidato no Brasil. Era o candidato a governador do Maranhão. Exatamente este que o depoente tenta claramente proteger”, afirmou o tucano.

Apesar de o senador tucano ter apontado Flávio Dino como um dos beneficiados pelo Caixa 2, documentos encaminhados pela JBS à Operação Lava Jato, não incluem o então candidato do PCdoB.

Silêncio

Durante a audiência da CMPI da JBS no Senado, que investiga irregularidades em contratos entre a empresa dos irmãos Joesley e Wesley Batista e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Ricardo Saud ficou em silêncio e não respondeu a nenhuma das perguntas formuladas pelos parlamentares.

Ricardo Saud e os irmãos Batista estão presos desde setembro deste ano no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília. Eles teriam mentido e omitido informações no acordo de delação premiada firmado com a Procuradoria Geral da República. O ministro do Luiz Edson Fachin, Supremo Tribunal Federal (STF), suspendeu os benefícios do acordo.

Outro lado

Por meio do seu perfil em uma rede social, o presidente do Diretório Estadual do PCdoB e secretário de Comunicação e Assuntos Políticos do Estado, Márcio Jerry, comentou as declarações do senador Roberto Rocha (PSDB) contra o governador Flávio Dino (PCdoB).

“Aparentando desequilíbrio, Roberto Rocha faz acusações absurdas a Flávio Dino numa tentativa desesperada de aparecer. Em 2012 e 2014 ajudamos a eleger Roberto Rocha acreditando numa regeneração política. Mostrou-se rapidamente em processo de degeneração”, disse Jerry.

Ainda segundo Márcio Jerry, “depois de trair vilmente seus aliados, Roberto Rocha resolve mentir desavergonhadamente. O desespero o faz cometer tais desatinos”, concluiu.

 

Com informação do Jornal O Estado do Maranhão

Joesley Batista propõe nova delação com equipe de Raquel Dodge e fritar Janot

O empresário Joesley Batista está inconformado com seu trágico destino, após ter confiado cegamente em uma das mais absurdas conspirações da história da República. O bilionário tinha planos de abandonar o Brasil para nunca mais voltar, após conseguir o tão pacto de imunidade eterna prometido pelo ex-procurador-geral da República. Joesley fez tudo que Janot pediu e seguiu à risca um roteiro macabro escrito a oito mãos nas dependências da Procuradoria-Geral da República em Brasília.

Mas ao final das contas, a trama foi desvendada antes mesmo de Joesley colocar as mãos definitivamente no tão sonhado habeas corpus eterno negociado com Janot. O açougueiro agora acusa seu cúmplice na trama, o próprio Janot, de traição e promete revanche. Quem acreditava que esta história sem pé e sem cabeça tinha alguma chance de prosperar, ficou com cara de tacho. Mas ainda não acabou. O empresário está com sangue no olho e ainda não se conformou em passar o resto de seus dias atrás das grades.  Fontes asseguram que Joesley Batista está louco para se reunir com a procuradora-geral da República, Raquel Dodge ou com os membros de sua equipe. O açougueiro estaria disposto a pedir desculpas por tudo que fez e promete entregar a cabeça de Rodrigo Janot e de outros membros da PGR em uma bandeja, em troca de uma nova tentativa de acordo de delação.

Por mais que a proposta possa parecer um gesto de desespero, os trunfos que Joesley está disposto a colocar na mesa de negociações são tentadores. Gravações de conversas com membros da PGR tramando a conspiração para derrubar Temer e impedir a ascensão de Raquel Dodge ao comando do órgão, além de outras prendas irrecusáveis. Segundo fontes, Joesley possui no exterior centenas de gravações com os ex-presidentes Lula e Dilma, ministros dos governos petistas, gente do BNDES, Caixa e até com ministros do STF. Segundo interlocutores, Joesley estaria disposto a tudo para conseguir se livrar da prisão. Quando se diz tudo em relação ao açougueiro da Friboi, pode se esperar qualquer coisa.

Janot queria derrubar Temer e me pediu para mentir em troca de acordo de delação premiadíssima, diz Eduardo Cunha

No mesmo dia em que foram divulgados áudios em que o empresário Joesley Batista afirma que o ex-procurador-geral da República Rodrigo Janot pretendia usar seu acordo de delação para derrubar o presidente Michel Temer, outra peça importante do jogo político faz praticamente a mesma revelação.

Em uma rara entrevista à Revista Época, o ex-deputado Eduardo Cunha confirmou que Janot lhe pediu para mentir em troca de um acordo de delação premiada nos moldes do que foi oferecido aos açougueiros da JBS.

Tanto as revelações feitas por Joesley quanto as novas informações reveladas por Cunha são de uma gravidade extrema e colocam o ex-procurador geral em uma situação delicadíssima perante as autoridades. Ao final da matéria, o trecho do áudio em que Joesley afirma que Janot pretendia derrubar o presidente Michel Temer.

Segundo o açougueiro criminoso, o ex-procurador pretendia se tornar presidente da República ou indicar um nome com o objetivo de controlar a PGR após terminar seu mandato.

No trecho abaixo, o ex-deputado Eduardo Cunha faz praticamente as mesmas afirmações e confirma que Janot propôs que ele mentisse para comprometer o presidente, pouco se importando se narraria fatos verídicos ou mentiras. Cunha também confirma que Janot instruiu o doleiro Lúcio Funaro a mentir apenas para comprometer Temer.

Acompanhe abaixo um trecho da reportagem da revista Época:

ÉPOCA – O ex-procurador-geral da República Rodrigo Janot não aceitou sua proposta de delação premiada. O senhor ainda está disposto a colaborar, caso a nova procuradora-geral, Raquel Dodge, aceite negociar?

Eduardo Cunha– Estou pronto para revelar tudo o que sei, com provas, datas, fatos, testemunhas, indicações de meios para corroborar o que posso dizer. Assinei um acordo de confidencialidade com a Procuradoria-Geral da República, de negociação de colaboração, que ainda está válido. Estou disposto a conversar com a nova procuradora-geral. Tenho histórias quilométricas para contar, desde que haja boa-fé na negociação.

ÉPOCA – Não houve boa-fé na negociação com Janot

Eduardo Cunha– Claro que não. Nunca acreditei que minha delação daria certo com o Janot. Tanto que não deu.

ÉPOCA – Então, por que negociou com a equipe dele?

Eduardo Cunha – Topei conversar para mostrar a todos que estou disposto a colaborar e a contar a verdade. Mas só uma criança acreditaria que Janot toparia uma delação comigo. E eu não sou uma criança. O Janot não queria a verdade; só queria me usar para derrubar o Michel Temer.

ÉPOCA – Como assim?

Eduardo Cunha – Tenho muito a contar, mas não vou admitir o que não fiz. Não recebi qualquer pagamento do Joesley [Batista, dono da JBS] para manter silêncio sobre qualquer coisa. Em junho, quando fui depor à Polícia Federal sobre esse episódio, disse que tanto não mantinha silêncio algum que ninguém havia me chamado a colaborar, a quebrá-lo. Naquele momento, o Ministério Público e a Polícia  Federal me procuraram para fazer colaboração. Autorizei meus advogados a negociar com o MP.

ÉPOCA – O que deu errado?

Eduardo Cunha – Janot queria que eu colocasse mentiras na delação para derrubar o Michel Temer. Se vão derrubar ou não o Michel Temer, se ele fez algo de errado ou não, é uma outra história. Mas não vão me usar para confirmar algo que não fiz, para atender aos interesses políticos do Janot. Ele operou politicamente esse processo de delações.

ÉPOCA – O que há de político nas delações?

Eduardo Cunha – O Janot, na verdade, queria um terceiro mandato. Mas seria difícil, tempo demais para um só. O candidato dele era o Nicolao Dino [vice de Janot], mas a resistência ao Dino no PMDB era forte. Se o Dino estivesse fora, a Raquel Dodge, desafeto do grupo dele, seria escolhida. É nesse contexto que aparece aquela delação absurda da JBS. O Janot viu a oportunidade de tirar o Michel Temer e conseguir fazer o sucessor dele na PGR.

ÉPOCA – O que há de absurdo na delação da JBS? Ou o senhor se refere aos benefícios concedidos aos delatores?

Eduardo Cunha – O Joesley fez uma delação seletiva, para atender aos interesses dele e do Janot. Há omissões graves na delação dele. O Joesley poupou muito o PT. Escondeu que nos reunimos, eu e Joesley, quatro horas com o Lula, na véspera do impeachment. O Lula estava tentando me convencer a parar o impeachment. Isso é só um pequeno exemplo. Eu traria muitos fatos que tornariam inviável a delação da JBS. Tenho conhecimento de omissões graves. Essa é uma das razões pelas quais minha delação não poderia sair com o Janot. Ele, com esses objetivos políticos, acabou criando uma trapalhada institucional, que culminou no episódio do áudio da JBS. Jogou uma nuvem de suspeição no Supremo sem base alguma.

ÉPOCA – Mas o que houve de político na negociação da delação do senhor?

Eduardo Cunha – A maior prova de que Janot operou politicamente é que ele queria que eu admitisse que vendi o silêncio ao Joesley para poder usar na denúncia contra o Michel Temer. Não posso admitir aquilo que não fiz. Como não posso admitir culpa do que eu não fiz, inclusive nas ações que correm no Paraná. Estava disposto a trazer fatos na colaboração que não têm nada a ver com o que está exposto nas ações penais. Eles não queriam.

ÉPOCA – Havia algum outro fato que os procuradores queriam que você admitisse? Que não foi uma admissão espontânea, como determina a lei?

Eduardo Cunha – – Janot queria que eu colocasse na proposta de delação que houve pagamentos para deputados votarem a favor do impeachment. Isso nunca aconteceu. Um absurdo. Se o próprio Joesley confessou o contrário na delação dele, dizendo que se comprometeu a pagar deputados para votar contra o impeachment, de onde sai esse tipo de coisa? Qual o sentido? Mas aí essa história maluca, olha que surpresa, aparece na delação do Lúcio [Funaro, doleiro próximo a Cunha]. É uma operação política, não jurídica. Eles tiram as conclusões deles e obrigam a gente a confirmar. Os caras não aceitam quando você diz a verdade. Queriam que eu corroborasse um relatório da PF que me acusa de coisas que não existem. Não é verdade. Então não vou. Não vou.

ÉPOCA – Janot estabeleceu uma disputa entre o senhor e Funaro. Só um fecharia delação, por terem conhecimento de fatos semelhantes envolvendo o PMDB da Câmara.

Eduardo Cunha – O Janot tem ódio de mim. Mas o ódio dele pelo Michel Temer passou a ser maior do que a mim. Então, se eu conseguisse derrubar o Michel Temer, ele aceitava. Mas eu não aceitei mentir. E ele preferiu usar o Lúcio Funaro de cavalo.

ÉPOCA – Alguma outra razão para a delação não ter saído?

Eduardo Cunha – O que eu tenho para falar ia arrebentar a delação da JBS e ia debilitar a da Odebrecht. E agora posso acabar com a do Lúcio Funaro.

ÉPOCA – O que o senhor tem a contar de tão grave?

Eduardo Cunha – Infelizmente, não posso adiantar, entrar no mérito desses casos. Quebraria meu acordo com a PGR. Eu honro meus acordos.

ÉPOCA – Nem no caso de Funaro? O senhor já mencionou um fato que diz ser falso.

Eduardo Cunha – Ainda não tive acesso à íntegra da delação do Lúcio Funaro. Mas, pelo que li na imprensa e pelo que já tive conhecimento, há muito contrabando e mentiras ali. A delação do Lúcio Funaro foi feita única e exclusivamente pelo que ele ouviu dizer de mim. O problema é que ele disse que ouviu de mim coisas que não aconteceram. Como um encontro dele com Michel Temer e comigo na Base Aérea em São Paulo. Ou esse episódio da véspera do impeachment, de compra de deputados, que o Janot colocou na boca do Lúcio Funaro. Tudo que ele falou do Michel Temer que disse ter ouvido falar de mim é mentira. Ele não tinha acesso ao Michel Temer ou aos deputados. Eu tinha.

 

Com informações da Revista Época

Lula demonstrou clara influência do PT no Ministério Público Federal na escolha de Janot para a PGR

A tática de aparelhamento do Estado em todos os níveis é um dos principais preceitos defendidos nas encardidas cartilhas do comunismo mundial. Não há qualquer dúvida sobre o fato do PT ter seguido à risca no Brasil todos os métodos prescritos pelo comunismo para a tomada do poder. De fato, o PT cumpriu o dever de casa e expandiu sua influência junto aos movimentos sociais, sindicais, comunidades campesinas, movimentos estudantis, minorias e junto ao proletariado.

O PT não inventou os métodos que pavimentaram a chegada do partido ao poder, apenas adaptaram as técnicas a realidade brasileira. O método de aparelhamento da máquina pública começou a se implementado bem antes da eleição de Lula em 2002, como foi o caso das prefeituras conquistadas pelo partido ao longo dos anos 80 e 90.

Logo que assumiu a Presidência em 2003, Lula e o PT deram início a uma das mais agressivas campanhas de aparelhamento da máquina pública, expandindo o domínio e o poder de influência do partido para estatais, bancos públicos e todos os órgãos e autarquias federais espalhados pelo Brasil. Ao longo de mais de uma década e meia no poder, o PT não se limitou a aparelhar a máquina pública e avançou ainda no domínio de instituições teoricamente independentes, como reitorias em universidades, tribunais de contas e até mesmo no Supremo Tribunal Federal.

Uma das técnicas que permitiram ao PT aprofundar suas raízes na foi justamente a ampliação absurda da tolerância com a incompetência, negligência e corrupção dos agentes públicos. Em troca da anuência dos servidores, o PT oferecia cobertura e garantia de tolerância sobre maus feitos, pequenos ilícitos, faltas prolongadas ao trabalho, regalias e proteção nos cargos. Tudo em detrimento do interesse público e da qualidade dos serviços prestados ao contribuinte.

Na prática, a cultura do aparelhamento da máquina pública provoco a degradação dos serviços públicos e tornou os servidores arrogantes, negligentes e seguros de que não seriam afetados por queixas pelo péssimo atendimento a população.

A suspeita de que o PT conseguiu de fato expandir sua esfera de influência para instituições sérias do país é sugerida por uma conversa do ex-presidente Lula com o advogado e ex-deputado Sigmaringa Seixas (PT-DF). Na ligação interceptada pela Polícia Federal, Lula reclamava de investigação contra ele e cobra “gratidão” do procurador-geral da República, Rodrigo Janot.

Lula diz que “esse cara se fosse formal não seria procurador-geral da República, teria tomado no c#, teria ficado em terceiro lugar (…) Quando eles precisam não tem formalidade, quando a gente precisa é cheio de formalidade”.

Como todos sabem, a escolha do Procurador-geral da República se dá através da indicação dos cerca de 1200 procuradores da República espalhados pelo órgão em todo o Brasil. Ao afirmar que sem a influência do PT, Janot teria ficado em terceiro lugar, Lula dá a entender que o partido influenciou a escolha de centenas de procuradores em todo o país.

Novamente, a escolha do procurador da República Nicolao Dino para suceder a Rodrigo Janot no comando do Ministério Público Federal por parte dos colegas procuradores de todo o Brasil levanta uma nova suspeita. O candidato mais votado na votação interna do órgão realizada nesta terça-feira (27) é irmão de do governador do Maranhão Flávio Dino (PCdoB), tradicional aliado do PT. Segundo delatores da Odebrecht, Flávio Dino recebeu R$ 400 mil para defender projeto que beneficiava a empreiteira.

O PT se gaba de ter implantado a cultura de escolher o vencedor da lista tríplice elaborada pelos membros do Ministério Público Federal para o cargo de Procurador geral da República. Com base em uma agressiva campanha de ampliação da esfera de influência do partido junto às instituições do país, esta opção parece bastante óbvia, em se tratando supostamente de um jogo de cartas marcadas.

Uma curiosidade: no ano passado, o irmão de Nicolao, o governador Flávio Dino, escolheu o segundo nome da lista tríplice que lhe fora apresentada para a indicação do novo procurador-geral de justiça do estado do Maranhão.

Temer deve ignorar a escolha do vencedor da lista tríplice elaborada pelo MPF. Não há nenhuma lei que o obrigue a escolher o vencedor da eleição interna do órgão. Nicolao Dino, aliado de Janot obteve 621. A subprocuradora criminal Raquel Dodge, inimiga declarada de Janot, recebeu 587 votos e é apontada como a preferida de Michel Temer. O terceiro candidato mais votado foi o procurador Mário Bonsaglia, que recebeu 564 votos.

Imprensaviva

A Globo falou que Collor era bom para o país, o povo acreditou. Depois foi FHC, Lula, Dilma, Janot, e o povo acreditou

A Rede Globo tem atuado de forma sistemática para desestabilizar o país em uma das
campanhas mais agressivas da história contra um governo. O Grupo de comunicação
colocou todos seus empregados e sua máquina de propaganda para tentar
desqualificar o presidente Temer justamente no momento em que o país começava a
superar a mais grave, profunda e duradoura recessão de todos os tempos. Movida por
interesses obscuros e flagrantemente opostos aos interesses do país e do povo, a Globo apostou no caos econômico e político, aliando-se a criminosos como os açougueiros da JBS e o suspeito ex-procurador-geral da República, Rodrigo Janot, numa das mais vergonhosas campanhas de difamação que este país já viu.

A irresponsabilidade e o ódio com que a emissora se volta contra um governo frágil,
transitório e despretensioso levanta uma série de suspeitas. Temer não é lá nenhuma
força política ameaçadora e cumpre apenas o papel de realizar a transição democrática
do país até as eleições de 2018, que estão logo ali. Verdade seja dita, cumpre esta missão com surpreendente zelo e competência, tendo em vista a situação traumática que Dilma e o PT deixaram o país.

E é justamente neste aspecto que as suspeitas se tornam mais consistentes. Temer interrompeu uma série de políticas corruptas mantidas pelas administrações petistas ao longo de mais de uma década e meia no país. Temer feriu de morte a esquerda corrupta, os sindicalistas, os artistas mamadores da Lei Rouanet, os empresários acostumados com dinheiro fácil do BNDES e se tornou o maior carrasco do PT, ao chefiar a operação que culminou na expulsão de todos do poder, livrando o Brasil da pior geração de corruptos que haviam se apoderado do governo.

Temer demitiu milhares de bolivarianos na administração pública, acabou com as
indicações políticas para cargos em bancos públicos e estatais, como a Petrobras, e
reduziu em mais da metade as generosas verbais publicitárias, afetando
dramaticamente as receitas da Globo.

A Globo já demonstrou que não possui qualquer preocupação sobre o que é bom para
o país e para a família brasileira. Visando o lucro, a audiência e a imposição de
ideologias de seus quadros, promove a cultura da esquerda, com a promiscuidade, a
exaltação da criminalidade e as críticas veladas contra a policiais. Os valores da Globo
não representam os valores da sociedade.

Um dos maiores símbolos do combate à corrupção, tido como um verdadeiro herói
para os brasileiros, o juiz Sérgio Moro não existe para a Rede Globo. Enquanto a
imprensa internacional celebra o brilhante trabalho daquele que é considerado um
dos maiores especialistas do mundo em crimes de lavagem de dinheiro, a emissora
carioca ignora completamente os feitos do magistrado e se omite em cobrir e noticias
as palestras e eventos no Brasil e no exterior nos quais Moro participa.

A Globo que tenta de todas as formas desestabilizar o governo Temer, que se aliou a
gente suspeitosíssima para vender uma conspiração fajuta e pedir a renúncia do
presidente é a mesma que convenceu os brasileiros de que o ex-presidente Fernando
Collor de Mello era bom para o Brasil. É a mesma emissora que se manteve subserviente aos governos de FHC, Lula e Dilma, enquanto jorrava o dinheiro do
BNDES, das verbas da SECOM e os perdões em dívidas bilionárias. A Globo é a
mesma que defendeu os açougueiros criminosos da Friboi e as tretas de Janot até as
últimas consequências. A Globo também se calou durante o reinado de corrupção de
Sérgio Cabral e sua máfia no Rio de Janeiro, sem se importar com as consequências
caóticas para a população do Estado. Como se vê, o que é bom para o Brasil não é bom para a Globo. Apesar da clareza dos fatos, a emissora carioca está conseguindo mais uma vez ludibriar a população em sua cruzada para retomar a influência no poder.

É pena que a emissora se valha do talento e da qualidade técnica de seus quadros na
área da dramaturgia para impor ao país uma pauta que esconde, em linhas gerais,
interesses obscuros e contrários ao desenvolvimento econômico, cultural e
educacional saudável para a nação.

 

Imprensaviva

Globo ataca Raquel Dodge de forma vergonhosa e covarde na manhã de sua posse na PGR

Nas primeiras horas desta segunda-feira, 18, a apresentadora do jornal Hora 1 da
Rede Globo, Monalisa Perrone, anunciava o primeiro dia de trabalho da nova Procuradora-Geral da República, Raquel Dodge com uma chamada maldosa. A jornalista afirmou que o combate à corrupção ‘não é um forte da nova PGR, mais focada na questão dos direitos humanos’.

A afirmação é maliciosa e inescrupulosa, e comprova o mau-caratismo da linha
editorial da emissora. O histórico de Raquel Dodge no combate à corrupção é motivo
de vergonha para Janot, que foi um procurador da República medíocre que jamais
liderou grandes investigações.

Raquel Dodge foi a primeira integrante do MPF a pedir a prisão de um governador no
Brasil. Apesar de ser reconhecida por sua atuação na defesa dos direitos humanos,
tema de sua dissertação na Universidade Harvard, Raquel Dodge já passou por todas  as áreas de atuação do Ministério Público e seus trabalhos recentes foram todos
concentrado na área criminal.

Ela foi a responsável pela investigação e pelo julgamento do ex-deputado Hildebrando
Paschoal, que comandou um grupo de extermínio no Acre e matou desafetos com uma
motosserra. Dodge foi alvo de inúmeras ameaças de morte. Também foi a responsável
pela coordenação da força-tarefa da Operação Caixa de Pandora, que prendeu o ex-governador do Distrito Federal José Roberto Arruda. O caso começou como uma
investigação de promotores estaduais, mas foi assumido pelo então procurador-geral
da República, Roberto Gurgel.

Naquela época, Gurgel delegou a Dodge a responsabilidade pelas investigações, onde ela comandou três promotores que hoje assessoram Janot com a Operação Lava Jato nos tribunais superiores. Nessas investigações, foram feitos acordos de delação premiada e ações controladas, técnicas especiais de investigação hoje consagradas na Operação Lava Jato.

O ataque gratuito e desqualificado de Monalisa Perrone e da Globo contra Raquel
Dodge nas primeiras horas da manhã desta segunda-feira, 18, foi um capítulo
vergonhoso daquilo que pode se tornar uma campanha covarde para atacar a pessoa
que tem pela frente desafios monumentais no combate à corrupção.

Raquel Dodge foi indicada por 587 votos de procuradores de todo o país e o presidente
Temer respeitou a lista tríplice de nomes indicados pelo próprio MPF. Obviamente, entre os três nomes na lista, Temer escolheu Raquel por ser a mais antiga no órgão e,
de longe, a mais qualificada, conforme reconheceu um dos outros indicados, Nicolau
Dino, que teve até um pouco mais de votos devido a campanha agressiva de Janot para eleger seu sucessor.

Mas o preferido de Janot tinha resistência por parte do próprio MPF por ser irmão do governador do Maranhão, o comunista Flávio Dino (PCdoB), investigado pelo recebimento de R$ 400 mil da Odebrecht. O presidente seria duramente criticado caso escolhesse Nicolau Dino. Ele mesmo teria influenciado seu irmão delatado a não escolher 1º da lista para chefiar MP estadual.

Unanimidade entre os colegas, apontada como uma das mais aguerridas e atuantes no
combate à corrupção, a escolha atendeu os critérios estabelecidos pelos próprios
procuradores da República. Independente do fato de ser mulher e de sua
superioridade técnica perante os demais nomes da lista produzida por parte de um
MPF aparelhado pelos governos petistas,

Raquel Dodge é integrante do Ministério Público Federal há 30 anos e atuava em matéria criminal no Superior Tribunal de Justiça. Temer apenas referendou a indicação dos integrantes do MPF em todo o país a partir da lista tríplice elaborada pela Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR), que tinha ainda no nome do subprocurador-geral Mario Bonsaglia, que obteve 564 votos.

Imprensaviva

Caso Jucá-Renan-Sarney prova que Janot é um fanfarrão: ele inventou a “denúncia preventiva”

Depois de pedir prisão preventiva dos três, procurador-geral admite que nada há contra eles. Para escárnio do bom senso, diz que só não cometeram crimes porque foram denunciados antes. Ele enlouqueceu no poder!

Ah, deixem-me ver qual escândalo, entre os fabricados pela Força Tarefa, consegue mobilizar mais os nossos ódios, ainda que depois não venham as provas. Ah, que tal a conclusão do inquérito do quadrilhão do PMDB? Olhem, querem implicar o presidente Michel Temer naquele rolo. Quem está surpreso? Ou, então, vamos nos indignar com a denúncia de Rodrigo Janot — contra Temer,  é claro! —, feita com base nas acusações de Lúcio Funaro… O bandido diz que nunca falou com o presidente, mas que Eduardo Cunha fazia acusações contra o chefe do Executivo… E assim seguimos.

Janot, ainda procurador-geral da República, é um fanfarrão como nunca houve na história da República. Lembram-se de quando ele pediu nada menos do que a prisão dos senadores Romero Jucá (PMDb-RR) e Renan Calheiros (PMDB-AL) e do ex-presidente José Sarney? Qual a acusação? Bem, gravados por Sérgio Machado, o primeiro “Joesley Batista” da carreira de Marcelo Miller, o trio era acusado de ter tentado obstruir a Lava Jato.

E o que havia de concreto contra eles? Resposta: nada! Janot apenas interpretava conversas. Numa delas, Machado diz que é preciso fazer alguma coisa sobre a crise política. E Jucá dá uma resposta genérica: “É preciso estancar essa sangria”.

Muito bem! Isso custou o cargo a Jucá, então ministro do Planejamento.  Bem, afirmei aqui à época que não havia como ele ficar — a questão era política —, mas que a fala, em si, não trazia crime nenhum.

Pois bem: a Polícia Federal investigou. Não encontrou sinal de que os três tenham tentando obstruir investigação nenhuma. E o próprio Janot pediu ao ministro Edson Fachin que o caso seja simplesmente arquivado.

A explicação do procurador-geral ao pedir o arquivamento é realmente insólita. Prestem atenção: “A vinda à tona da gravação e dos depoimentos de Sérgio Machado revelou publicamente toda a estratégia então planejada. Em decorrência dele, sabe-se que os eventuais projetos de lei apresentados por vezes sob a roupagem de aperfeiçoamento da legislação terão verdadeiramente por fim interromper as investigações de atos praticados por organização criminosa. Certamente, se não fosse a revelação, os investigados tentariam levar adiante seu plano”.

É um absurdo completo!

Janot, que já usa a prisão preventiva como lhe dá na telha, agora inventou a denúncia preventiva. Consiste no seguinte: acuse alguém de um crime que a pessoa ainda não cometeu porque, assim, assustada pela acusação, ela deixará de cometê-lo, entendem?

Isso dá conta da loucura que tomou conta da Procuradoria-Geral da República nestes dias. Quando, à época, afirmei que se tratava de uma acusação sem fundamento, tomei pancada de todo lado. E, no entanto, a coisa está aí.

E o que é mais fabuloso nisso tudo? Essa acusação compunha, vamos dizer assim, a menina dos olhos da “delação premiada” de Sérgio Machado. Como se nota, a dita-cuja não se comprovou. Ao contrário: feita a investigação, aquilo que o mais premiado dos delatores, depois de Joesley, denunciou simplesmente não havia acontecido nem aconteceu depois.

Mais: se fizesse sentido o que diz Janot, então ele teria celebrado com Sérgio Machado um acordo de delação premiada sobre crimes que poderiam vir a acontecer. Estamos diante de um caso flagrante de falta de vergonha na cara mesmo.

Eis um caso em que fica patente, sim, senhores!, o abuso de autoridade. E só por isso Janot não quer mudar a lei que pune tais abusos, que é velha, de 1965.

Eis aí, meus caros! Nem o terror francês inventou a acusação falsa como remédio preventivo para o cometimento de crimes.

A coisa mais próxima de que se tem notícia são os Processos de Moscou, a série de ações judiciais movidos pelo Estado Soviético, sob o comando de Stálin, entre 1936 e 1938. Os acusados tinham duas alternativas: admitir a conspiração e morrer; não admitir e… morrer. O Brasil ainda é uma democracia, e o nosso Stálin que visita espeluncas e se esgueira atrás de caixas de cerveja vai encontrando o seu ocaso.

Janot foi o pior flagelo que sofreu o Estado de Direito no país desde a redemocratização.

Por: Reinaldo Azevedo