Joesley Batista propõe nova delação com equipe de Raquel Dodge e fritar Janot

O empresário Joesley Batista está inconformado com seu trágico destino, após ter confiado cegamente em uma das mais absurdas conspirações da história da República. O bilionário tinha planos de abandonar o Brasil para nunca mais voltar, após conseguir o tão pacto de imunidade eterna prometido pelo ex-procurador-geral da República. Joesley fez tudo que Janot pediu e seguiu à risca um roteiro macabro escrito a oito mãos nas dependências da Procuradoria-Geral da República em Brasília.

Mas ao final das contas, a trama foi desvendada antes mesmo de Joesley colocar as mãos definitivamente no tão sonhado habeas corpus eterno negociado com Janot. O açougueiro agora acusa seu cúmplice na trama, o próprio Janot, de traição e promete revanche. Quem acreditava que esta história sem pé e sem cabeça tinha alguma chance de prosperar, ficou com cara de tacho. Mas ainda não acabou. O empresário está com sangue no olho e ainda não se conformou em passar o resto de seus dias atrás das grades.  Fontes asseguram que Joesley Batista está louco para se reunir com a procuradora-geral da República, Raquel Dodge ou com os membros de sua equipe. O açougueiro estaria disposto a pedir desculpas por tudo que fez e promete entregar a cabeça de Rodrigo Janot e de outros membros da PGR em uma bandeja, em troca de uma nova tentativa de acordo de delação.

Por mais que a proposta possa parecer um gesto de desespero, os trunfos que Joesley está disposto a colocar na mesa de negociações são tentadores. Gravações de conversas com membros da PGR tramando a conspiração para derrubar Temer e impedir a ascensão de Raquel Dodge ao comando do órgão, além de outras prendas irrecusáveis. Segundo fontes, Joesley possui no exterior centenas de gravações com os ex-presidentes Lula e Dilma, ministros dos governos petistas, gente do BNDES, Caixa e até com ministros do STF. Segundo interlocutores, Joesley estaria disposto a tudo para conseguir se livrar da prisão. Quando se diz tudo em relação ao açougueiro da Friboi, pode se esperar qualquer coisa.

Janot queria derrubar Temer e me pediu para mentir em troca de acordo de delação premiadíssima, diz Eduardo Cunha

No mesmo dia em que foram divulgados áudios em que o empresário Joesley Batista afirma que o ex-procurador-geral da República Rodrigo Janot pretendia usar seu acordo de delação para derrubar o presidente Michel Temer, outra peça importante do jogo político faz praticamente a mesma revelação.

Em uma rara entrevista à Revista Época, o ex-deputado Eduardo Cunha confirmou que Janot lhe pediu para mentir em troca de um acordo de delação premiada nos moldes do que foi oferecido aos açougueiros da JBS.

Tanto as revelações feitas por Joesley quanto as novas informações reveladas por Cunha são de uma gravidade extrema e colocam o ex-procurador geral em uma situação delicadíssima perante as autoridades. Ao final da matéria, o trecho do áudio em que Joesley afirma que Janot pretendia derrubar o presidente Michel Temer.

Segundo o açougueiro criminoso, o ex-procurador pretendia se tornar presidente da República ou indicar um nome com o objetivo de controlar a PGR após terminar seu mandato.

No trecho abaixo, o ex-deputado Eduardo Cunha faz praticamente as mesmas afirmações e confirma que Janot propôs que ele mentisse para comprometer o presidente, pouco se importando se narraria fatos verídicos ou mentiras. Cunha também confirma que Janot instruiu o doleiro Lúcio Funaro a mentir apenas para comprometer Temer.

Acompanhe abaixo um trecho da reportagem da revista Época:

ÉPOCA – O ex-procurador-geral da República Rodrigo Janot não aceitou sua proposta de delação premiada. O senhor ainda está disposto a colaborar, caso a nova procuradora-geral, Raquel Dodge, aceite negociar?

Eduardo Cunha– Estou pronto para revelar tudo o que sei, com provas, datas, fatos, testemunhas, indicações de meios para corroborar o que posso dizer. Assinei um acordo de confidencialidade com a Procuradoria-Geral da República, de negociação de colaboração, que ainda está válido. Estou disposto a conversar com a nova procuradora-geral. Tenho histórias quilométricas para contar, desde que haja boa-fé na negociação.

ÉPOCA – Não houve boa-fé na negociação com Janot

Eduardo Cunha– Claro que não. Nunca acreditei que minha delação daria certo com o Janot. Tanto que não deu.

ÉPOCA – Então, por que negociou com a equipe dele?

Eduardo Cunha – Topei conversar para mostrar a todos que estou disposto a colaborar e a contar a verdade. Mas só uma criança acreditaria que Janot toparia uma delação comigo. E eu não sou uma criança. O Janot não queria a verdade; só queria me usar para derrubar o Michel Temer.

ÉPOCA – Como assim?

Eduardo Cunha – Tenho muito a contar, mas não vou admitir o que não fiz. Não recebi qualquer pagamento do Joesley [Batista, dono da JBS] para manter silêncio sobre qualquer coisa. Em junho, quando fui depor à Polícia Federal sobre esse episódio, disse que tanto não mantinha silêncio algum que ninguém havia me chamado a colaborar, a quebrá-lo. Naquele momento, o Ministério Público e a Polícia  Federal me procuraram para fazer colaboração. Autorizei meus advogados a negociar com o MP.

ÉPOCA – O que deu errado?

Eduardo Cunha – Janot queria que eu colocasse mentiras na delação para derrubar o Michel Temer. Se vão derrubar ou não o Michel Temer, se ele fez algo de errado ou não, é uma outra história. Mas não vão me usar para confirmar algo que não fiz, para atender aos interesses políticos do Janot. Ele operou politicamente esse processo de delações.

ÉPOCA – O que há de político nas delações?

Eduardo Cunha – O Janot, na verdade, queria um terceiro mandato. Mas seria difícil, tempo demais para um só. O candidato dele era o Nicolao Dino [vice de Janot], mas a resistência ao Dino no PMDB era forte. Se o Dino estivesse fora, a Raquel Dodge, desafeto do grupo dele, seria escolhida. É nesse contexto que aparece aquela delação absurda da JBS. O Janot viu a oportunidade de tirar o Michel Temer e conseguir fazer o sucessor dele na PGR.

ÉPOCA – O que há de absurdo na delação da JBS? Ou o senhor se refere aos benefícios concedidos aos delatores?

Eduardo Cunha – O Joesley fez uma delação seletiva, para atender aos interesses dele e do Janot. Há omissões graves na delação dele. O Joesley poupou muito o PT. Escondeu que nos reunimos, eu e Joesley, quatro horas com o Lula, na véspera do impeachment. O Lula estava tentando me convencer a parar o impeachment. Isso é só um pequeno exemplo. Eu traria muitos fatos que tornariam inviável a delação da JBS. Tenho conhecimento de omissões graves. Essa é uma das razões pelas quais minha delação não poderia sair com o Janot. Ele, com esses objetivos políticos, acabou criando uma trapalhada institucional, que culminou no episódio do áudio da JBS. Jogou uma nuvem de suspeição no Supremo sem base alguma.

ÉPOCA – Mas o que houve de político na negociação da delação do senhor?

Eduardo Cunha – A maior prova de que Janot operou politicamente é que ele queria que eu admitisse que vendi o silêncio ao Joesley para poder usar na denúncia contra o Michel Temer. Não posso admitir aquilo que não fiz. Como não posso admitir culpa do que eu não fiz, inclusive nas ações que correm no Paraná. Estava disposto a trazer fatos na colaboração que não têm nada a ver com o que está exposto nas ações penais. Eles não queriam.

ÉPOCA – Havia algum outro fato que os procuradores queriam que você admitisse? Que não foi uma admissão espontânea, como determina a lei?

Eduardo Cunha – – Janot queria que eu colocasse na proposta de delação que houve pagamentos para deputados votarem a favor do impeachment. Isso nunca aconteceu. Um absurdo. Se o próprio Joesley confessou o contrário na delação dele, dizendo que se comprometeu a pagar deputados para votar contra o impeachment, de onde sai esse tipo de coisa? Qual o sentido? Mas aí essa história maluca, olha que surpresa, aparece na delação do Lúcio [Funaro, doleiro próximo a Cunha]. É uma operação política, não jurídica. Eles tiram as conclusões deles e obrigam a gente a confirmar. Os caras não aceitam quando você diz a verdade. Queriam que eu corroborasse um relatório da PF que me acusa de coisas que não existem. Não é verdade. Então não vou. Não vou.

ÉPOCA – Janot estabeleceu uma disputa entre o senhor e Funaro. Só um fecharia delação, por terem conhecimento de fatos semelhantes envolvendo o PMDB da Câmara.

Eduardo Cunha – O Janot tem ódio de mim. Mas o ódio dele pelo Michel Temer passou a ser maior do que a mim. Então, se eu conseguisse derrubar o Michel Temer, ele aceitava. Mas eu não aceitei mentir. E ele preferiu usar o Lúcio Funaro de cavalo.

ÉPOCA – Alguma outra razão para a delação não ter saído?

Eduardo Cunha – O que eu tenho para falar ia arrebentar a delação da JBS e ia debilitar a da Odebrecht. E agora posso acabar com a do Lúcio Funaro.

ÉPOCA – O que o senhor tem a contar de tão grave?

Eduardo Cunha – Infelizmente, não posso adiantar, entrar no mérito desses casos. Quebraria meu acordo com a PGR. Eu honro meus acordos.

ÉPOCA – Nem no caso de Funaro? O senhor já mencionou um fato que diz ser falso.

Eduardo Cunha – Ainda não tive acesso à íntegra da delação do Lúcio Funaro. Mas, pelo que li na imprensa e pelo que já tive conhecimento, há muito contrabando e mentiras ali. A delação do Lúcio Funaro foi feita única e exclusivamente pelo que ele ouviu dizer de mim. O problema é que ele disse que ouviu de mim coisas que não aconteceram. Como um encontro dele com Michel Temer e comigo na Base Aérea em São Paulo. Ou esse episódio da véspera do impeachment, de compra de deputados, que o Janot colocou na boca do Lúcio Funaro. Tudo que ele falou do Michel Temer que disse ter ouvido falar de mim é mentira. Ele não tinha acesso ao Michel Temer ou aos deputados. Eu tinha.

 

Com informações da Revista Época

Lula demonstrou clara influência do PT no Ministério Público Federal na escolha de Janot para a PGR

A tática de aparelhamento do Estado em todos os níveis é um dos principais preceitos defendidos nas encardidas cartilhas do comunismo mundial. Não há qualquer dúvida sobre o fato do PT ter seguido à risca no Brasil todos os métodos prescritos pelo comunismo para a tomada do poder. De fato, o PT cumpriu o dever de casa e expandiu sua influência junto aos movimentos sociais, sindicais, comunidades campesinas, movimentos estudantis, minorias e junto ao proletariado.

O PT não inventou os métodos que pavimentaram a chegada do partido ao poder, apenas adaptaram as técnicas a realidade brasileira. O método de aparelhamento da máquina pública começou a se implementado bem antes da eleição de Lula em 2002, como foi o caso das prefeituras conquistadas pelo partido ao longo dos anos 80 e 90.

Logo que assumiu a Presidência em 2003, Lula e o PT deram início a uma das mais agressivas campanhas de aparelhamento da máquina pública, expandindo o domínio e o poder de influência do partido para estatais, bancos públicos e todos os órgãos e autarquias federais espalhados pelo Brasil. Ao longo de mais de uma década e meia no poder, o PT não se limitou a aparelhar a máquina pública e avançou ainda no domínio de instituições teoricamente independentes, como reitorias em universidades, tribunais de contas e até mesmo no Supremo Tribunal Federal.

Uma das técnicas que permitiram ao PT aprofundar suas raízes na foi justamente a ampliação absurda da tolerância com a incompetência, negligência e corrupção dos agentes públicos. Em troca da anuência dos servidores, o PT oferecia cobertura e garantia de tolerância sobre maus feitos, pequenos ilícitos, faltas prolongadas ao trabalho, regalias e proteção nos cargos. Tudo em detrimento do interesse público e da qualidade dos serviços prestados ao contribuinte.

Na prática, a cultura do aparelhamento da máquina pública provoco a degradação dos serviços públicos e tornou os servidores arrogantes, negligentes e seguros de que não seriam afetados por queixas pelo péssimo atendimento a população.

A suspeita de que o PT conseguiu de fato expandir sua esfera de influência para instituições sérias do país é sugerida por uma conversa do ex-presidente Lula com o advogado e ex-deputado Sigmaringa Seixas (PT-DF). Na ligação interceptada pela Polícia Federal, Lula reclamava de investigação contra ele e cobra “gratidão” do procurador-geral da República, Rodrigo Janot.

Lula diz que “esse cara se fosse formal não seria procurador-geral da República, teria tomado no c#, teria ficado em terceiro lugar (…) Quando eles precisam não tem formalidade, quando a gente precisa é cheio de formalidade”.

Como todos sabem, a escolha do Procurador-geral da República se dá através da indicação dos cerca de 1200 procuradores da República espalhados pelo órgão em todo o Brasil. Ao afirmar que sem a influência do PT, Janot teria ficado em terceiro lugar, Lula dá a entender que o partido influenciou a escolha de centenas de procuradores em todo o país.

Novamente, a escolha do procurador da República Nicolao Dino para suceder a Rodrigo Janot no comando do Ministério Público Federal por parte dos colegas procuradores de todo o Brasil levanta uma nova suspeita. O candidato mais votado na votação interna do órgão realizada nesta terça-feira (27) é irmão de do governador do Maranhão Flávio Dino (PCdoB), tradicional aliado do PT. Segundo delatores da Odebrecht, Flávio Dino recebeu R$ 400 mil para defender projeto que beneficiava a empreiteira.

O PT se gaba de ter implantado a cultura de escolher o vencedor da lista tríplice elaborada pelos membros do Ministério Público Federal para o cargo de Procurador geral da República. Com base em uma agressiva campanha de ampliação da esfera de influência do partido junto às instituições do país, esta opção parece bastante óbvia, em se tratando supostamente de um jogo de cartas marcadas.

Uma curiosidade: no ano passado, o irmão de Nicolao, o governador Flávio Dino, escolheu o segundo nome da lista tríplice que lhe fora apresentada para a indicação do novo procurador-geral de justiça do estado do Maranhão.

Temer deve ignorar a escolha do vencedor da lista tríplice elaborada pelo MPF. Não há nenhuma lei que o obrigue a escolher o vencedor da eleição interna do órgão. Nicolao Dino, aliado de Janot obteve 621. A subprocuradora criminal Raquel Dodge, inimiga declarada de Janot, recebeu 587 votos e é apontada como a preferida de Michel Temer. O terceiro candidato mais votado foi o procurador Mário Bonsaglia, que recebeu 564 votos.

Imprensaviva

A Globo falou que Collor era bom para o país, o povo acreditou. Depois foi FHC, Lula, Dilma, Janot, e o povo acreditou

A Rede Globo tem atuado de forma sistemática para desestabilizar o país em uma das
campanhas mais agressivas da história contra um governo. O Grupo de comunicação
colocou todos seus empregados e sua máquina de propaganda para tentar
desqualificar o presidente Temer justamente no momento em que o país começava a
superar a mais grave, profunda e duradoura recessão de todos os tempos. Movida por
interesses obscuros e flagrantemente opostos aos interesses do país e do povo, a Globo apostou no caos econômico e político, aliando-se a criminosos como os açougueiros da JBS e o suspeito ex-procurador-geral da República, Rodrigo Janot, numa das mais vergonhosas campanhas de difamação que este país já viu.

A irresponsabilidade e o ódio com que a emissora se volta contra um governo frágil,
transitório e despretensioso levanta uma série de suspeitas. Temer não é lá nenhuma
força política ameaçadora e cumpre apenas o papel de realizar a transição democrática
do país até as eleições de 2018, que estão logo ali. Verdade seja dita, cumpre esta missão com surpreendente zelo e competência, tendo em vista a situação traumática que Dilma e o PT deixaram o país.

E é justamente neste aspecto que as suspeitas se tornam mais consistentes. Temer interrompeu uma série de políticas corruptas mantidas pelas administrações petistas ao longo de mais de uma década e meia no país. Temer feriu de morte a esquerda corrupta, os sindicalistas, os artistas mamadores da Lei Rouanet, os empresários acostumados com dinheiro fácil do BNDES e se tornou o maior carrasco do PT, ao chefiar a operação que culminou na expulsão de todos do poder, livrando o Brasil da pior geração de corruptos que haviam se apoderado do governo.

Temer demitiu milhares de bolivarianos na administração pública, acabou com as
indicações políticas para cargos em bancos públicos e estatais, como a Petrobras, e
reduziu em mais da metade as generosas verbais publicitárias, afetando
dramaticamente as receitas da Globo.

A Globo já demonstrou que não possui qualquer preocupação sobre o que é bom para
o país e para a família brasileira. Visando o lucro, a audiência e a imposição de
ideologias de seus quadros, promove a cultura da esquerda, com a promiscuidade, a
exaltação da criminalidade e as críticas veladas contra a policiais. Os valores da Globo
não representam os valores da sociedade.

Um dos maiores símbolos do combate à corrupção, tido como um verdadeiro herói
para os brasileiros, o juiz Sérgio Moro não existe para a Rede Globo. Enquanto a
imprensa internacional celebra o brilhante trabalho daquele que é considerado um
dos maiores especialistas do mundo em crimes de lavagem de dinheiro, a emissora
carioca ignora completamente os feitos do magistrado e se omite em cobrir e noticias
as palestras e eventos no Brasil e no exterior nos quais Moro participa.

A Globo que tenta de todas as formas desestabilizar o governo Temer, que se aliou a
gente suspeitosíssima para vender uma conspiração fajuta e pedir a renúncia do
presidente é a mesma que convenceu os brasileiros de que o ex-presidente Fernando
Collor de Mello era bom para o Brasil. É a mesma emissora que se manteve subserviente aos governos de FHC, Lula e Dilma, enquanto jorrava o dinheiro do
BNDES, das verbas da SECOM e os perdões em dívidas bilionárias. A Globo é a
mesma que defendeu os açougueiros criminosos da Friboi e as tretas de Janot até as
últimas consequências. A Globo também se calou durante o reinado de corrupção de
Sérgio Cabral e sua máfia no Rio de Janeiro, sem se importar com as consequências
caóticas para a população do Estado. Como se vê, o que é bom para o Brasil não é bom para a Globo. Apesar da clareza dos fatos, a emissora carioca está conseguindo mais uma vez ludibriar a população em sua cruzada para retomar a influência no poder.

É pena que a emissora se valha do talento e da qualidade técnica de seus quadros na
área da dramaturgia para impor ao país uma pauta que esconde, em linhas gerais,
interesses obscuros e contrários ao desenvolvimento econômico, cultural e
educacional saudável para a nação.

 

Imprensaviva

Globo ataca Raquel Dodge de forma vergonhosa e covarde na manhã de sua posse na PGR

Nas primeiras horas desta segunda-feira, 18, a apresentadora do jornal Hora 1 da
Rede Globo, Monalisa Perrone, anunciava o primeiro dia de trabalho da nova Procuradora-Geral da República, Raquel Dodge com uma chamada maldosa. A jornalista afirmou que o combate à corrupção ‘não é um forte da nova PGR, mais focada na questão dos direitos humanos’.

A afirmação é maliciosa e inescrupulosa, e comprova o mau-caratismo da linha
editorial da emissora. O histórico de Raquel Dodge no combate à corrupção é motivo
de vergonha para Janot, que foi um procurador da República medíocre que jamais
liderou grandes investigações.

Raquel Dodge foi a primeira integrante do MPF a pedir a prisão de um governador no
Brasil. Apesar de ser reconhecida por sua atuação na defesa dos direitos humanos,
tema de sua dissertação na Universidade Harvard, Raquel Dodge já passou por todas  as áreas de atuação do Ministério Público e seus trabalhos recentes foram todos
concentrado na área criminal.

Ela foi a responsável pela investigação e pelo julgamento do ex-deputado Hildebrando
Paschoal, que comandou um grupo de extermínio no Acre e matou desafetos com uma
motosserra. Dodge foi alvo de inúmeras ameaças de morte. Também foi a responsável
pela coordenação da força-tarefa da Operação Caixa de Pandora, que prendeu o ex-governador do Distrito Federal José Roberto Arruda. O caso começou como uma
investigação de promotores estaduais, mas foi assumido pelo então procurador-geral
da República, Roberto Gurgel.

Naquela época, Gurgel delegou a Dodge a responsabilidade pelas investigações, onde ela comandou três promotores que hoje assessoram Janot com a Operação Lava Jato nos tribunais superiores. Nessas investigações, foram feitos acordos de delação premiada e ações controladas, técnicas especiais de investigação hoje consagradas na Operação Lava Jato.

O ataque gratuito e desqualificado de Monalisa Perrone e da Globo contra Raquel
Dodge nas primeiras horas da manhã desta segunda-feira, 18, foi um capítulo
vergonhoso daquilo que pode se tornar uma campanha covarde para atacar a pessoa
que tem pela frente desafios monumentais no combate à corrupção.

Raquel Dodge foi indicada por 587 votos de procuradores de todo o país e o presidente
Temer respeitou a lista tríplice de nomes indicados pelo próprio MPF. Obviamente, entre os três nomes na lista, Temer escolheu Raquel por ser a mais antiga no órgão e,
de longe, a mais qualificada, conforme reconheceu um dos outros indicados, Nicolau
Dino, que teve até um pouco mais de votos devido a campanha agressiva de Janot para eleger seu sucessor.

Mas o preferido de Janot tinha resistência por parte do próprio MPF por ser irmão do governador do Maranhão, o comunista Flávio Dino (PCdoB), investigado pelo recebimento de R$ 400 mil da Odebrecht. O presidente seria duramente criticado caso escolhesse Nicolau Dino. Ele mesmo teria influenciado seu irmão delatado a não escolher 1º da lista para chefiar MP estadual.

Unanimidade entre os colegas, apontada como uma das mais aguerridas e atuantes no
combate à corrupção, a escolha atendeu os critérios estabelecidos pelos próprios
procuradores da República. Independente do fato de ser mulher e de sua
superioridade técnica perante os demais nomes da lista produzida por parte de um
MPF aparelhado pelos governos petistas,

Raquel Dodge é integrante do Ministério Público Federal há 30 anos e atuava em matéria criminal no Superior Tribunal de Justiça. Temer apenas referendou a indicação dos integrantes do MPF em todo o país a partir da lista tríplice elaborada pela Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR), que tinha ainda no nome do subprocurador-geral Mario Bonsaglia, que obteve 564 votos.

Imprensaviva

Caso Jucá-Renan-Sarney prova que Janot é um fanfarrão: ele inventou a “denúncia preventiva”

Depois de pedir prisão preventiva dos três, procurador-geral admite que nada há contra eles. Para escárnio do bom senso, diz que só não cometeram crimes porque foram denunciados antes. Ele enlouqueceu no poder!

Ah, deixem-me ver qual escândalo, entre os fabricados pela Força Tarefa, consegue mobilizar mais os nossos ódios, ainda que depois não venham as provas. Ah, que tal a conclusão do inquérito do quadrilhão do PMDB? Olhem, querem implicar o presidente Michel Temer naquele rolo. Quem está surpreso? Ou, então, vamos nos indignar com a denúncia de Rodrigo Janot — contra Temer,  é claro! —, feita com base nas acusações de Lúcio Funaro… O bandido diz que nunca falou com o presidente, mas que Eduardo Cunha fazia acusações contra o chefe do Executivo… E assim seguimos.

Janot, ainda procurador-geral da República, é um fanfarrão como nunca houve na história da República. Lembram-se de quando ele pediu nada menos do que a prisão dos senadores Romero Jucá (PMDb-RR) e Renan Calheiros (PMDB-AL) e do ex-presidente José Sarney? Qual a acusação? Bem, gravados por Sérgio Machado, o primeiro “Joesley Batista” da carreira de Marcelo Miller, o trio era acusado de ter tentado obstruir a Lava Jato.

E o que havia de concreto contra eles? Resposta: nada! Janot apenas interpretava conversas. Numa delas, Machado diz que é preciso fazer alguma coisa sobre a crise política. E Jucá dá uma resposta genérica: “É preciso estancar essa sangria”.

Muito bem! Isso custou o cargo a Jucá, então ministro do Planejamento.  Bem, afirmei aqui à época que não havia como ele ficar — a questão era política —, mas que a fala, em si, não trazia crime nenhum.

Pois bem: a Polícia Federal investigou. Não encontrou sinal de que os três tenham tentando obstruir investigação nenhuma. E o próprio Janot pediu ao ministro Edson Fachin que o caso seja simplesmente arquivado.

A explicação do procurador-geral ao pedir o arquivamento é realmente insólita. Prestem atenção: “A vinda à tona da gravação e dos depoimentos de Sérgio Machado revelou publicamente toda a estratégia então planejada. Em decorrência dele, sabe-se que os eventuais projetos de lei apresentados por vezes sob a roupagem de aperfeiçoamento da legislação terão verdadeiramente por fim interromper as investigações de atos praticados por organização criminosa. Certamente, se não fosse a revelação, os investigados tentariam levar adiante seu plano”.

É um absurdo completo!

Janot, que já usa a prisão preventiva como lhe dá na telha, agora inventou a denúncia preventiva. Consiste no seguinte: acuse alguém de um crime que a pessoa ainda não cometeu porque, assim, assustada pela acusação, ela deixará de cometê-lo, entendem?

Isso dá conta da loucura que tomou conta da Procuradoria-Geral da República nestes dias. Quando, à época, afirmei que se tratava de uma acusação sem fundamento, tomei pancada de todo lado. E, no entanto, a coisa está aí.

E o que é mais fabuloso nisso tudo? Essa acusação compunha, vamos dizer assim, a menina dos olhos da “delação premiada” de Sérgio Machado. Como se nota, a dita-cuja não se comprovou. Ao contrário: feita a investigação, aquilo que o mais premiado dos delatores, depois de Joesley, denunciou simplesmente não havia acontecido nem aconteceu depois.

Mais: se fizesse sentido o que diz Janot, então ele teria celebrado com Sérgio Machado um acordo de delação premiada sobre crimes que poderiam vir a acontecer. Estamos diante de um caso flagrante de falta de vergonha na cara mesmo.

Eis um caso em que fica patente, sim, senhores!, o abuso de autoridade. E só por isso Janot não quer mudar a lei que pune tais abusos, que é velha, de 1965.

Eis aí, meus caros! Nem o terror francês inventou a acusação falsa como remédio preventivo para o cometimento de crimes.

A coisa mais próxima de que se tem notícia são os Processos de Moscou, a série de ações judiciais movidos pelo Estado Soviético, sob o comando de Stálin, entre 1936 e 1938. Os acusados tinham duas alternativas: admitir a conspiração e morrer; não admitir e… morrer. O Brasil ainda é uma democracia, e o nosso Stálin que visita espeluncas e se esgueira atrás de caixas de cerveja vai encontrando o seu ocaso.

Janot foi o pior flagelo que sofreu o Estado de Direito no país desde a redemocratização.

Por: Reinaldo Azevedo

O que Fachin está escondendo dos brasileiros? O STF vai permitir que a maior trama da história da República permaneça em segredo?

Um dos maiores mistérios envolvendo a trama engendrada na Procuradoria-Geral da República por Rodrigo Janot e os açougueiros da JBS é sem dúvida o papel definido para o ex-assessor do presidente Michel Temer, o ex-suplente de deputado Rodrigo Rocha Loures.

O sujeito que ficou conhecido como o homem da mala é na verdade um velho conhecido do PT. Amigo de Marina Silva, Lula, Dilma e Roberto Requião, Rocha Loures é um ex-milionário e Filho de uma tradicionalíssima família curitibana. Frequentador dos dois clubes da elite local, o Graciosa Country e o Curitibano, também frequentados pelo ministro Luiz Edson Fachin e sua mulher, a desembargadora Rosana Fachin, o ingresso de Rocha Loures na trama da mala com R$ 500 mil até hoje não foi esclarecido pelo próprio Rocha Loures.

O ex-assessor de Temer foi convencido pelo executivo da JBS, Ricardo Saud, a cair numa armadilha planejada por Janot e Joesley e até hoje não se sabe com que propósito, exceto aquele descrito na denúncia feita por Janot contra Temer de que os R$ 500 mil eram para o presidente. Temer reagiu a denúncia da Globo e de Janot com veemência e garantiu que não tinha conhecimento sobre aquele episódio. Neste caso, existem apenas duas versões sobre o papel de Rocha Loures: a de Janot e Joesley, e a de Temer. Onde está a versão de Rocha Loures?

Apesar de sua convivência intensa com a turma da esquerda citada acima, Rocha Loures acabou se filiando ao PMDB por influência de Requião, de quem foi chefe de gabinete quando o peemedebista era governador do Paraná nos idos de 2003. Rocha Loures só conheceria Temer anos mais tarde, quando se elegeu deputado federal em 2006 pelo PMDB.

Já o ministro Edson Fachin chegou ao STF com patrocínio dos açougueiros da JBS e ciceroneado pelo executivo Ricardo Saud em sua romaria pelo senado em busca de votos para o cargo de ministro do Supremo. É isso mesmo. Fachin, mais conhecido como “ursão da Dilma”, conseguiu a vaga de ministro do STF graças ao patrocínio da JBS e à influência de Ricardo Saud, o canalha que aparece nas gravações com Joesley Batista confirmando que contara com a colaboração do ex-braço direito de Janot, Marcelo Miller, para tramar gravar Temer no Jaburu e conseguir o acordo de delação premiadíssima firmado por Janot e homologado por…Edson Fachin.

O Brasil ainda não engoliu o fato dos açougueiros da Friboi, que se tornaram bilionários graças à corrupção desenfreada dos governos de Lula e Dilma não apareceu com nenhuma prova contra seus cúmplices, apesar de ter embolsado nada menos que R$ 50 bilhões durante as administrações petistas. Como alguém que poupa outros criminosos envolvidos consegue um acordo de delação premiada cujo maior trunfo foi uma prova forjada?

Mas as situações mal explicadas ainda não terminaram. Em decisão publicada nesta sexta-feira, 8, o ministro Edson Fachin não atendeu a um pedido da defesa de Rodrigo Rocha Loures pelo acesso à totalidade dos áudios gravados por delatores do grupo J&F, incluindo os que estavam apagados e foram recuperados pela Polícia Federal, mantidos em sigilo. O ministro afirmou que deve ouvir as partes antes de tomar uma decisão sobre o tema. Além de Loures, a defesa do presidente Michel Temer também quer ter acesso a esse material.

Os quatro arquivos de áudios recuperados pela PF estão sob sigilo por decisão de Fachin. Uma das gravações é de um diálogo entre Joesley Batista e os advogados Francisco de Assis e Fernanda Tórtima, em conversa sobre o acordo de colaboração premiada que estava em negociação com a Procuradoria-Geral da República. Ao decretar o sigilo, o ministro afirma que o diálogo “ostenta caráter de indevassabilidade em razão do sigilo assegurado pela lei às comunicações entre advogados e clientes”.

Confira trecho em que Joesley Batista e Ricardo Saud comentam sobre a discordância da advogada Fernanda Tórtima em incluir o Supremo na delação premiada.

Segundo Joesley, a advogada advertiu: “Nossa senhora, peraí, calma, o Supremo não, peraí, calma, vai f***r meus amigos”.

Ricardo – Deixa eu falar uma coisa para você. O Marcelo deu uma tarefa para nós… agora acaba… é muito fácil, e quer mais, é isso? Já contou para o Janot… para entregar a fita… toca o enterro… no caso do Temer…

Joesley – Vamos lá, vamos dar um passo atrás. Na minha cabeça. Marcelo é do MPF. Ponto. O Marcelo tem linha direta com o Janot. Quando falo o Janot, é Janot, Pelella…

Ricardo – Te falei… Mandei a mensagem…

Joesley – Não, não… É tudo a mesma coisa. MPF é Janot, Pelella… Qual é o nome daquele outro? É o… Que a…que a…

Ricardo – Janot… ‘Perrella’…

Joesley – E o outro lá… Ricardo, nós somos… nós somos joia da coroa deles. O Marcelo já descobriu e já falou para o Janot: ‘Janot, nós temos o cara, nós temos o pessoal que vai dar todas as provas que nós precisamos’. Ele já entendeu isso. A Fernanda surtou por quê? Porque a Fernanda entendeu que nós somos muito mais e nós podemos muito mais. E aí até a Fernanda perdeu o controle. Ela falou: ‘Nossa senhora, peraí, calma, o Supremo não, peraí, calma, vai fu**r meus amigos, vai…’. Só para… Ricardinho, eu não vou conseguir te explicar e te falar assim… Ricardinho confia em mim. É o seguinte: vamos conversando tudo, nós vamos tocar esse negócio. Nós vamos sair lá na frente, nós vamos sair amigo de todo mundo e nós não vamos ser presos. Pronto. E nós vamos salvar a empresa.

Ricardo – Não, eu não ligo não. Eu não ligo com nada.

Joesley – Eu sei… mas…. eu não consegui te falar…

Ricardo – Eu não consigo entender o seguinte… Então, por que, então por que nós estamos assim tudo bacana, está só a joia da coroa e por que a Fernanda não acha isso?

Joesley – Calma. É porque ninguém comeu ela ainda.

Ricardo – Não. Profissionalmente… Agora é sério. Só para fechar meu caro. O povo… tão afinado com a gente. O cara mandou escrever tudo hoje. Escapou. Quarta-feira vamos entregar tudo 100%. Pergunto o seguinte: por que a Fernanda não fecha com a gente?

Joesley – Ela fecha. Ela fecha. Ricardinho, a maior agonia de todo mundo é porque é o seguinte: nós vamos chegar lá.

A advogada Fernanda Tórtima, que atuava para a JBS, abandonou a defesa de Joesley Batista esta semana.

Além das defesas de Temer e Loures, os advogados dos delatores também deverão ser ouvidos, bem como a própria Procuradoria-Geral da República, que ainda não se manifestou. Enquanto isso não acontece, Fachin fala em destruir as gravações e enterrar definitivamente o caso.

Para que seja concedido acesso aos áudios, é preciso que as partes abram mão do direito ao sigilo. Caso contrário, deve prevalecer a possibilidade de os arquivos serem apagados, de acordo com a lei 9.296/1996. “A gravação que não interessar à prova será inutilizada por decisão judicial, durante o inquérito, a instrução processual ou após esta, em virtude de requerimento do Ministério Público ou da parte interessada”, afirmou Fachin ao negar o acesso da defesa de Rocha Loures às gravações.

O Brasil inteiro quer conhecer a versão de Rocha Loures, o conteúdo das tais gravações, e também o que tanto Joesley Batista e Ricardo Saud queriam conversar com Edson Fachin, antes dele a citar a decisão sobre o pedido de prisão apresentado pela PGR na noite de sexta-feira, 8. O fato é que Janot não aguentou a pressão e jogou a bomba no colo de Fachin, que tem muito a explicar ao povo.

 

Com informação do Imprensaviva

Fachin deve anunciar pedido de prisão de Joesley Batista, Ricardo Saud e Marcelo Miller a qualquer momento

Ministro Fachin, relator da Lava Jato no STF, deve expedir mandados de prisão aos envolvidos na quebra de delação

Pressionado pelos colegas do Supremo Tribunal Federal, o ministro Edson Fachin teve que trabalhar neste fim de semana para definir logo a questão sobre os pedidos de prisão do principal acionista do grupo J&F (dono do frigorífico JBS-Friboi), Joesley Batista, do diretor Ricardo Saud e do ex-procurador Marcello Miller.

Ao que tudo indica, os colegas de Fachin na corte que foram atingidos nos ombros por uma ejaculação precoce de Joesley, não lhe deram muitas opções. Ou aceita ou aceita os pedidos de prisão enviados ao STF pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, que também foi pressionado por todos os lados para acabar logo com a raça dos açougueiros da Friboi.

Por meio de sua defesa, Joesley Batista ainda pediu para ter uma “conversinha” com Fachin antes de sua decisão, mas o ministro do STF preferiu evitar ouvir possíveis chantagens do homem que patrocinou sua campanha ao cargo de ministro do Supremo.

Foram Janot e Fachin os patrocinadores do acordo com os criminosos da JBS/Friboi. Nada mais justo que impor aos dois que desfaçam a lambança e depois se entendam sobre seus problemas com os açougueiros no futuro.

 

Imprensaviva

Janot deveria se demitir

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, deveria ter renunciado ontem ao cargo, sem esperar a data regulamentar de 17 de setembro. Com esse gesto, Janot demonstraria que afinal lhe restou alguma prudência, depois de ter se comportado de maneira tão descuidada – para dizer o mínimo – em todo o lamentável episódio envolvendo a delação premiada do empresário Joesley Batista.

Janot veio a público anteontem para informar que Joesley deliberadamente omitiu da Procuradoria-Geral informações cruciais em sua delação, especialmente o fato de que o empresário contou com a orientação ilegal de um auxiliar de Janot, o procurador Marcelo Miller, para produzir a bombástica delação contra o presidente Michel Temer e conseguir o precioso acordo que lhe garantiu imunidade total. No mesmo instante, o procurador-geral tinha por obrigação reconhecer que foi feito de bobo por um criminoso confesso e que não está à altura do cargo que ocupa.

Seria uma forma de reduzir um pouco o terrível dano que Janot causou ao trabalho dos que levam a sério a luta contra a corrupção. Pois o fato é que o procurador-geral da República se deixou seduzir pela possibilidade de pegar ninguém menos que o presidente da República, cuja cabeça lhe foi oferecida pelo finório Joesley Batista. Sem tomar a devida precaução, Janot considerou que a delação de Joesley e o flagrante armado pelo empresário contra Temer bastavam como prova de que o presidente da República, em suas palavras, “ludibriou os cidadãos brasileiros”. Vê-se agora quem foi ludibriado.

Em sua ação imprudente, Janot desconsiderou as suspeitas que recaíam sobre o procurador Marcelo Miller, que teria ajudado Joesley a preparar a delação contra Temer. Na época, o procurador-geral chegou a dizer que nada havia contra Miller, mesmo quando se soube que seu auxiliar havia pedido exoneração do cargo de procurador para trabalhar no escritório de advocacia que negociava o acordo de leniência da empresa de Joesley, a JBS. A exoneração veio a público no dia 6 de março, véspera do encontro entre Joesley e Temer no qual o empresário grampeou o presidente.

Quando Janot apresentou a denúncia contra Temer, ficou claro que o procurador-geral não tinha nada além de ilações. Evidenciou-se, então, que a inacreditável generosidade do acordo com Joesley, que em si mesma já era injustificável, não resultou em nada senão em doce impunidade para o esperto açougueiro.

Mesmo assim, Janot chegou a dizer, em evento recente, que “faria tudo de novo”, ou seja, que daria imunidade total a Joesley em troca do que o empresário tivesse a dizer contra Temer, ainda que fossem apenas meias-palavras, conversas cifradas e frases entrecortadas, que podiam ser interpretadas ao gosto do freguês.

Não era à toa, portanto, que Joesley se sentia tão à vontade. Cuidados básicos foram negligenciados pela Procuradoria-Geral, com aval do ministro Edson Fachin, antes que a denúncia contra Temer fosse apresentada. Nem mesmo uma perícia foi feita nas gravações que supostamente incriminavam o presidente. Quando ficou claro que as armações de Joesley não produziram as provas que Janot tanto alardeou, mesmo passados dois meses do escândalo, o Supremo Tribunal Federal deu outros 60 dias para que o empresário entregasse prometidos anexos que supostamente corroborariam o que ele dizia. Estava claro que, das duas, uma: ou Joesley não contou tudo o que sabia, protegendo sabe-se lá quem, ou contou tudo e, diante dos efeitos pífios, parecia querer manter o País em suspense com a promessa de mais informações, justificando a imunidade penal que ganhou de presente de Janot.

Tudo ficou ainda mais confuso quando se soube que Joesley tinha mais 40 horas de gravações que havia apagado do aparelho que entregou para perícia da Polícia Federal (PF). Quando circulou a informação de que a PF começou a resgatar esses arquivos, Joesley correu a entregar os áudios que faltavam.

É diante de fatos como esses que qualquer observador de bom senso há de questionar as intenções de Joesley Batista. E a competência de Rodrigo Janot. Ao procurador-geral faltaram tino profissional e bom senso. E de nada adianta vir agora dizer que tudo foi feito de “boa-fé”. Não se brinca dessa forma com o País.

O Estadão

Joesley diz ter medo de sair de casa e ser execrado publicamente como bandido

O criminoso confesso Joesley Batista afirmou que não tem coragem de sair de casa após ter revelado centenas de crimes que cometeu para ter acesso aos bilhões do dinheiro do contribuinte nos cofres do BNDES.

O empresário que chafurdou na lama da corrupção durante os governos de Lula e Dilma do PT disse em entrevista à Veja que ainda não esta pronto para fazer o “teste da rua”. O açougueiro “acha” que, hoje, sua imagem é a de alguém que cometeu uma série de crimes e não foi punido.

O açougueiro que ganhou um habeas corpus eterno do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, parece não ter se dado conta de que jamais poderá andar nas ruas do país de cabeça erguida, a não ser que use um bom disfarce.

A maioria dos brasileiros que acredita que a corrupção é um instrumento genocida ainda acalenta o sonho de vê-lo atrás das grades. Entre o Mensalão e o impeachment de Dilma, o faturamento da JBS cresceu 4.150%, enquanto a Petrobras, Correios, Eletrobras outras estatais acumularam bilhões em dívidas e quase faliram.