Rodrigo Rocha Loures – O fim do mistério do “homem da mala”

Uma das mais misteriosas tramas entre as engendradas no coração da Procuradoria-
Geral da República começa a ser redesenhada pelos novos fatos que vieram à tona
após a prisão do criminoso Joesley Batista e de seu cúmplice, o diretor de relações
institucionais da JBS, Ricardo Saud. Antes mesmo de seu pronunciamento sobre o assunto, o papel do ex-assessor do presidente Michel Temer, Rodrigo Rocha Loures na trama pode ser definitivamente esclarecido.

Flagrado correndo com uma mala com R$ 500 mil pelas ruas de São Paulo, Rocha Loures foi apontado pela PGR como intermediário de valores que deveriam ser repassados ao presidente Temer. Esta é a versão que consta na primeira denúncia formulada pelo procurador-geral da República Rodrigo Janot, contra Temer. Mas ao que tudo indica, a versão pode não ser bem esta que Janot e Joesley Batista tentaram impor no calor do vazamento do acordo de  delação da JBS, amplamente explorado pela imprensa nos idos de maio.

Circulam informações nos corredores da PGR que Joesley Batista e Ricardo Saud
teriam abordado Rocha Loures com a promessa de lhe dar R$ 500 mil, caso
conseguisse agendar um encontro entre Joesley e Temer. O então assessor do
presidente teria perguntado: só isso? Saud teria garantido que sim e informado que
Joesley não queria acionar outros contatos, como o ministro da Fazenda, Henrique
Meirelles, para não criar embaraços.

A trama envolvendo Rocha Loures não era diferente daquela revelada na gravação
acidental entre Joesley Batista e Ricardo Saud sobre envolver o ex-ministro da Justiça,
José Eduardo Cardozo numa ação para gravar ministros do STF. O modus operandi
seria o mesmo, inclusive com a perspectiva de entregar a participação de Cardozo
posteriormente. Cardozo chegou a jantar na casa de Joesley para tratar do assunto e
foi gravado pelo dono da JBS na ocasião. Isto significa que a trama revelada na
gravação foi efetivamente colocada em prática.

O caso envolvendo Rocha Loures foi exatamente o mesmo. Assim como Joesley e
Ricardo Saud tramaram atrair José Eduardo Cardozo propondo que gravasse
autoridades para depois fritá-lo, convenceram Rocha Loures que ele receberia R$ 500
mil apenas para conseguir um encontro com Temer. A versão sobre os fatos
apresentada posteriormente pelos partícipes da trama foi então adaptada para aquilo
que queriam que parecesse.

Mas esta não é a única similaridade entre outras ações concebidas dentro da PGR. Na
véspera do encontro com o presidente Michel Temer, Joesley teve um encontro com o
então procurador-da República Marcello Miller, o especialista em treinamento para
gravações de Rodrigo Janot. Miller tem um histórico respeitável neste quesito.
Orientou o ex-presidente da Transpetro, Sérgio Machado, a gravar conversas com
políticos do PMDB. A gravação serviu de base para a denúncia apresentada por Janot
contra integrantes do governo Temer, como Romero Jucá.

Miller também esteve envolvido na gravação de Bernardo Cerveró, filho de Nestor
Cerveró em junho de 2016, bem antes da delação da JBS entrar no radar da PGR.
Miller instruiu Bernardo a gravar uma conversa com o então senador petista Delcídio
do Amaral, na qual o ex-senador oferecia um acordo para que seu pai, Nestor Cerveró,
não fechasse um acordo de delação premiada em troca de pagamentos mensais de R$
50 mil no exterior.

Os métodos da PGR de Janot e Miller acabaram se fundindo mais tarde aos métodos
de Joesley Batista e Ricardo Saud da JBS, mas diferentemente da primeira experiência
na forja de provas, as gravações feitas por Sérgio Machado e Joesley Batista foram claramente orientadas no sentido de obter algum diálogo que comprometesse seus interlocutores.

Esta é provavelmente a versão que deve começar a prevalecer, na medida em que os
fatos começarem a ser esclarecidos pela nova procuradora-geral da República, Raquel
Dodge e o depoimento do próprio Rodrigo Rocha Loures. Neste caso, Janot e Marcelo
Miller, juntamente com os açougueiros da Friboi podem se tornar alvos de novas
denúncias e de pedidos de prisão por parte da PGR.

A Polícia Federal já identificou que o gabinete de Janot não só tinha conhecimento de
que Miller trabalhava para a JBS como sabia que ele vinha atuando “de forma
indireta” no acordo de delação premiada firmado pela cúpula da empresa.

As evidências disso, de acordo com os policiais encarregados da investigação estão em uma série de mensagens do WhatsApp encontradas no celular de Marcelo Miller, que participava de um grupo de fechado de conversas com os irmãos Batista e diretores da JBS.

 

Imprensaviva

O fim da farsa – ex-braço direito de Janot orientou Joesley Batista a gravar o presidente Michel Temer

O ex-procurador da República, Marcelo Miller, auxiliar direto do procurador-geral da República por três anos consecutivos, ajudou a formatar o encontro e a orientou o empresário Joesley Batias a gravar uma conversa como o presidente para justificar o acordo de delação. Esta é a mais grave conclusão que se extrai do áudio acidental que mostra Miller atuando para a JBS enquanto ainda exercia o cargo na PGR.

A gravação que já foi enviada para o ministro do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, contém diálogos estarrecedores entre o empresário Joesley Batista e um de seus executivos, Ricardo Saud. Na gravação de quatro horas de duração, feita supostamente de forma acidental, os dois aparentam embriaguez e conversam descontraidamente sobre vários temas, inclusive com menções a quatro ministros do STF.

Um dos fatos mais graves contidos nos diálogos diz respeito a informações repassadas aos executivos do Grupo JBS por Marcelo Miller para ajudar a compor o script que culminaria na celebração do controverso acordo de delação, no qual Joesley Batista exigiu de Rodrigo Janot perdão total por todos os crimes assumidos por ele e por seus executivos.

A participação do ex-braço direito de Janot na confecção da trama foi fundamental para que os executivos da JBS construíssem uma narrativa irresistível e que justificasse tantos benefícios auferidos por Joesley Batista, seus familiares e executivos.

Marcelo Miller ex-procurador da republica que atuou na Lava Jato até março, e advoga para o escritório que defende Joesley Batista

Ao que tudo indica, Marcelo Miller participou não apenas da combinação para que Joesley tentasse obter alguma declaração comprometedora de Temer, mas também teria instruído os executivos do grupo a bolar a trama que envolveu o ex-assessor do presidente, o ex-suplente de deputado federal Rodrigo Rocha Loures.

Enquanto Joesley foi incumbido da tarefa de gravar Temer, Ricardo Saud assumiu a parte do envolvimento de Rocha Loures, atraindo o ex-assessor de Temer para uma armadilha devidamente registrada em uma ação controlada pela própria PGR, que se dispôs a convocar a Polícia Federal para forjar provas contra o presidente da República.

A gravação é inequívoca e deixa claro que ex-procurador da República Marcelo Miller atuava para o grupo bem antes de se exonerar do cargo e se prestou a assessorar a JBS na formulação de toda a trama, com vistas a garantir o acordo de delação premiada.

Em meio aos estratagemas traçados pelo grupo, Miller tornou-se sócio escritório Trench, Rossi & Watanabe, responsável na época por negociar os termos da leniência da JBS. O ex-braço direito de Janot então pediu exoneração do cargo, que só a efetivou em 5 de abril. Isto significa que, entre a data em que Miller começou a colaborar com Joesley Batista e a data de seu desligamento da PGR, Joesley já havia gravado a conversa com o presidente Michel Temer no Palácio do Jaburu. O encontro ocorreu em 7 de março. As evidências de que Marcelo Miller ajudou a formatar o encontro e a orientar Joesley a gravar o presidente contidas na gravação em poder da PGR e do STF comprovam a existência de uma trama ardilosa que teve dois propósitos distintos: derrubar o governo Temer e garantir a impunidade do empresário Joesley Batista e de seus cúmplices.

Os envolvidos na trama fracassaram no primeiro objetivo e Temer resistiu na Presidência. Resta saber se a impunidade de Joesley e de seus comparsas será mantida. O Brasil exige a divulgação dos áudios, assim como Temer exigiu na época do vazamento patrocinado pela Rede Globo.

O site Imprensa Viva vem denunciando esta possibilidade, agora comprovada, desde o dia 18 de maio, um dia após a Globo usar a gravação forjada pelo açougueiro da Friboi e o braço direito de Janot. O site recebeu várias críticas, seus editores foram ameaçados, inclusive por jornalistas a serviço da Globo. Desde então, o site tem sofrido tentativas de invasão e ataques de hackers de aluguel provenientes de países como a Tchéquia (a ex-República Tcheca) e Ucrânia. Apesar da pressão, da incompreensão de alguns leitores e também da falta de provas, este veículo jamais deixou de externar suas opiniões, por mais controversas que pudessem parecer. É com alívio que noticiamos estes fatos que abrem uma possibilidade para que a Justiça prevaleça, Ainda que de forma acidental.

 

Imprensaviva

URGENTE – Janot montou esquema paralelo à Lava Jato para inviabilizar delações que atingem Lula, diz revista

A revista ISTOÉ desta semana traz uma reportagem sobre um monstruoso esquema montado pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot para blindar o ex-presidente Lula de delações incriminadoras, como as do ex-diretor da Transpetro, Sérgio Machado e a dos açougueiros da JBS/Firboi, tradicionais parceiros do PT em esquemas criminosos envolvendo dinheiro público.

Segundo a revista, Janto montou esquema paralelo à Lava Jato para inviabilizar delações que atingem Lula e companhia. A revista fala sobre as manobras petistas na PGR, nas quais Janot teria atropelado a Lava Jato de Curitiba, para favorecer o PT e prejudicar adversários do partido, em especial, o presidente Michel Temer.

A revista informa que “um dos integrantes da força-tarefa da Lava Jato sediado no Rio Grande do Sul já havia feito desabafo sobre o esquema do PT no Ministério Público a um ministro do STJ. O encontro ocorreu no saguão de embarque do aeroporto de Brasília. “Agora se sabe que a operação montada por Janot só não dominou completamente a Lava Jato porque houve uma forte resistência do pessoal de Curitiba”.

A interferência política de Janot na Lava Jato levou a Polícia Federal a desligar os procuradores do Ministério Púbico Federal em Curitiba da força-tarefa da maior investigação do Brasil. Atualmente, a Lava Jato é conduzida a partir da Delegacia de Combate à Corrupção e Desvio de Verbas Públicas (Delecor). A iniciativa, que teve como propósito inibir a atuação político partidária de procuradores que atuavam a serviço de Janot nos ataques contra o governo Temer, partiu do delegado Igor Romário de Paula, que é o coordenador da Operação Lava Jato no Paraná, e foi acatada pelo Superintendente Regional da Polícia Federal, delegado Rosalvo Franco.

O grupo da nova procuradora-geral da República, Raquel Dodge, já está a par de todo o esquema montado por Janot para blindar Lula e o PT. A partir de 18 de setembro, boa parte dos acordos de delação firmados por Janot devem ser revistos. Inclusive o dos irmãos Batista, donos do Grupo JBS.

Leia a matéria completa na ISTOÉ

Janot pode se tornar alvo de queixa-crime por denúncia “trivial” contra Temer

A situação do procurador-geral da República Rodrigo Janot pode se tornar ainda mais delicada nos próximos dias, após a derrota acachapante de sua denúncia contra o presidente Michel Temer na Câmara dos Deputados. Segundo levantamentos, 90% dos votos da oposição foram de deputados ligados ao PT e defensores ferrenhos da ex-presidente Dilma Rousseff. Pouco mais de 20 parlamentares votaram pelo prosseguimento da denúncia contra Temer confirmaram que não tinham certeza da legalidade das acusações contra o presidente. Os outros votariam contra o governo de qualquer jeito, mesmo que a acusação fosse a de ultrapassar um sinal de trânsito.

Janot estava confiante de que poderia derrubar o governo fiando-se na baixa popularidade de Temer e na ajuda da Rede Globo, que passou os últimos 70 dias mantendo uma campanha extremamente agressiva contra o presidente e chegou a anunciar que faria outras duas denúncias em sequência.

A situação agora é bem mais complicada. Segundo a jornalista Vera Magalhães, do Estadão, Janot pode se tornar alvo de uma queixa-crime, caso insista em apresentar novas denúncias sem que tenha provas consistentes: “Rodrigo Janot não terá elementos nem ímpeto para disparar novas flechas na direção do presidente. Acabou o bambu”, reconhecem até aqueles de alguma maneira próximos ao procurador-geral.

Esqueça isso. Não vem mais nada dali, para haver novas denúncias teria de haver novo conjunto probatório, e não há. E se, para marcar posição, ele apresentar novas denúncias, passa a correr sério risco de uma queixa-crime”, aposta um ministro. O mesmo raciocínio, sem o rancor em relação a Janot, foi ouvido pela coluna no Supremo Tribunal Federal e no Ministério Público Federal. Uma denúncia contra o presidente é medida extrema e não desejável, raciocina um procurador. Por isso mesmo, a Constituição estabeleceu dificuldades para que seja acolhida e não vire algo trivial. Para ser apresentada, tem de ser consistente, aponta. Ou seja, mesmo na vizinhança de Janot já se admite que o “gato subiu ao telhado”.

A tendência agora é a de que Janot passe a ser pressionado a denunciar os membros do PT, como os ex-presidentes Lula e Dilma, além dos ex-ministros Guido Mantega e José Dirceu, fortemente envolvidos no esquema do “quadrilhão” do PT. Caso contrário, ficará claro que o procurador passou quatro anos protegendo a organização criminosa que comandou o país por mais de 13 anos.

 

Imprensaviva

Quem são os verdadeiros inimigos do Brasil

Há pouco mais de um ano, o presidente Michel Temer assumiu o governo em meio a maior recessão da história do país, com 14 milhões de desempregados, 1.5 milhões de empresas falidas e forçado a uma alteração da meta fiscal para permitir que sua administração enfrentasse um rombo de até R$ 170,5 bilhões nas contas do governo central (que inclui Tesouro Nacional, Banco Central e Previdência Social) o equivalente a 2,75% do Produto Interno Bruto (PIB). Além do déficit de R$ 96,7 bilhões previsto anteriormente pela equipe econômica do governo Dilma, havia a previsão dos bilhões da CPMF que não se confirmaram, a retração do PIB era de 3,1%. e saltou passou para 3,8%, a queda na arrecadação em mais de R$ 4 bilhões, as despesas projetadas pela contabilidade criativa que eram dez vezes maiores no mundo real, o rombo nas contas da Previdência Social, a dívida dos Estados e outras bombas que foram explodindo no colo de Temer com o passar dos meses.

Antes de ser banida do governo, Dilma deixou um rastro de destruição sem precedentes na história do país com a renúncia fiscal de mais de R$ 500 bilhões em favor de empresas que não geraram nenhum emprego. Temer assumiu em meio a uma sequência devastadora de oito trimestres seguidos de recessão, limite a partir do qual o vocabulário econômico começa a utilizar a palavra “depressão”. As perdas econômicas dificilmente serão superadas, pois se trata de “prejuízo bruto”, ou a perda pura, simples e direta de riqueza e renda.

Nenhum presidente da história do país assumiu o comando do governo diante de uma situação tão caótica.Temer assumiu a Presidência num momento em que todas as lideranças políticas do país cruzaram aos braços e não moveram uma palha para ocupar seu lugar. Apesar das propostas vazias e sugestões improváveis, o fato é que ninguém àquela altura dos fatos queria segurar a batata quente.

Mas apesar das dificuldades em debelar estes desafios, todos de longuíssimo prazo e virtualmente intransponíveis, estes não eram os maiores inimigos do Brasil. Na medida em que reconduzia a economia do país aos trilhos, Temer passou a enfrentar inimigos ainda mais covardes. Grupos que sempre se beneficiaram das mazelas econômicas das administrações anteriores passaram a conspirar contra o país de forma ardilosa, sem se importar com as consequências nefastas para a sociedade.

O inimigos do Brasil perpetraram uma sequência vergonhosa de golpes contra o governo justamente no momento em que os indicadores econômicos começavam a apontar para uma recuperação lenta, mas sólida. O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, se alinhou aos interesses espúrios da Rede Globo e dos criminosos da JBS para tentar derrubar o governo. Ainda que a trama tivesse qualquer chance de prosperar, a Globo e seus satélites não se contentaram em deixar que o desfecho ficasse a cargo da Justiça e do Congresso, passando a exigir a renúncia imediata de Temer, numa das mais vergonhosas interferências no processo democrático do país de que se tem notícia.

Apesar do golpe ter fracassado, um fato que só ocorreu em virtude da fragilidade das denúncias sob o ponto de vista jurídico e político, a Globo e seus satélites continuam empenhados em destruir a economia do país, atribuindo toda a responsabilidade sobre a crise econômica ao governo Temer, quando na verdade, os reflexos das barbaridades cometidas por Dilma e o PT ainda terão consequências negativas para os dois próximos presidentes da República.

O empenho do governo em superar a negligência de todos seus antecessores e de promover reformas importantes para o país, que terão reflexos positivos ao longo das próximas décadas, é a maior prova de que há mais boas intenções do que muitos querem fazer parecer. Nenhum presidente da história do Brasil avançou tanto em tão pouco tempo sobre temas áridos como as reformas implantadas pelo governo ao longo do último ano. Nenhum presidente teve a coragem, a determinação e a competência de Temer para aprovar medidas impopulares como a reforma trabalhista, a reforma do ensino, a limitação do teto dos gastos públicos e outras conquistas duradouras e reconhecidas como cruciais para o país.

A tentativa de destruir completamente qualquer chance de recuperação do país foi incorporada ao cotidiano da Globo e de seus satélites. As campanhas de difamação, mentiras, intrigas, fofocas, pregação do caos e previsões catastróficas começam logo nas primeiras horas do dia e se estendem ao longo de toda a programação. A vibração negativa contra o país e a falta de rigor em reconhecer os avanços da atual administração comprova a falta de patriotismo e de compromisso com a recuperação da economia e do emprego. Se tornaram profetas do caos que, a exemplo do PT e companhia, alimentam a expectativa do quanto pior, melhor.

Ninguém menciona a necessidade de rigidez no equilíbrio das contas públicas e no cumprimento das metas fiscais até setembro, quando o governo realizará leilões importantíssimos para o país e que podem proporcionar um grande alívio nas contas públicas e na economia do país como um todo. O governo precisa fazer cortes agora e demonstrar seriedade na condução da política econômica. Este é um requisito básico para atrair investimentos estrangeiros em áreas importantes da infraestrutura do país.

Não há como gerar empregos contemplando o capital especulativo defendido pela Globo, como querem os rentistas ressentidos com a queda dos juros, da inflação e da cotação do dólar.

Os inimigos do Brasil se aproveitam do fato do país atravessar um dos momentos mais difíceis de sua história para tornar o governo vulnerável e atrasar ainda mais a recuperação da economia. Após treze anos nas mãos de uma organização criminosa, este é um momento em que todos os brasileiros devem torcer para que o país consiga chegar nas eleições de 2018 de forma menos traumática possível. Somente com a economia estável, sem sobressaltos e sem o terror pregado pela esquerda corrupta, pela Rede Globo e seus satélites, o eleitor poderá escolher o novo presidente da República livre da má influência dessa gente que se acostumou a se servir dos cofres públicos sem qualquer cerimônia.

Temer não é populista, não tem planos de poder, de se reeleger. Talvez por estes motivos, não tenha receio de contrariar interesses poderosos, como os dos meios de comunicação, dos artistas, dos sindicalistas. Se cometeu realmente os crimes que tem sido acusado, 2018 está logo ali e poderá ser julgado quando deixar a presidência. Será até bom que provem que cometeu crimes e que seja condenado. Caso isso não ocorra, os inimigos do país ficarão anda mais expostos na história.

Imprensaviva

No confronto, Janot ficou encurralado

O Temer jogou água no chope do Janot. Apesar de ter apresentado um rosário de indícios que conduzem ao envolvimento do presidente ao crime de corrupção passiva, o procurador-geral da República saiu chamuscado do confronto. Ele agora terá que esclarecer que realmente não está envolvido com o ex-procurador Marcelo Miller, homem de sua confiança, que deixou o cargo para fazer os acordos de leniência da JBS do Joesley Batista que, segundo o Temer, teria embolsado milhões de reais. É a primeira vez que Janot é acusado frontalmente de favorecimento a Joesley que, depois de confessar inúmeros crimes, saiu pela porta da frente da procuradoria com o salvo conduto da impunidade.

O embate entre o presidente e a procuradoria só favoreceu o Temer. Se não vejamos: Janot distribuiu seu parecer que envolve o presidente em corrupção passiva, papeis frios que chegaram à imprensa numa coletiva. Temer usou a televisão ao vivo para soltar um míssil contra Janot que vai destroçar a sua reputação e de seus procuradores caso ele não esclareça melhor que não tem nenhum envolvimento com Marcelo Miller, o procurador que deixou o cargo para trabalhar a soldo de Joesley e ajudar a aprovar os acordos de leniência que favoreceram o grupo bilionário dos Batista.

A pergunta que fica no ar é a seguinte: como um procurador que chegou ao cargo por concurso público deixa o emprego vitalício tão bem remunerado para se engajar na causa dos Batista, levando com ele todos os segredos das investigações? É no mínimo esquisito, não acha? Pois é, foi por achar estranho que os assessores de Temer foram investigar o afastamento do procurador e descobriram que ele não cumpriu nem a quarentena determinada por lei para exercer outra função na iniciativa privada. E o seu envolvimento com o Joesley, coincidentemente, aconteceu no momento em que ele fazia a delação premiada que resultou em todo esse fuzuê.

O lamaçal é geral. Tudo indica que dessa esculhambação generalizada não se salva ninguém. Janot, no afã de denunciar o presidente antes de deixar o cargo, não se preocupou com a retaguarda e agora deixa o órgão na UTI. Esqueceu-se que o Temer também é do ramo jurídico, como advogado e professor constitucionalista, e foi para o confronto sem as devidas precauções de zelar pela entidade que dirige até então a mais respeitada do país. Temer evidentemente, ao partir para o ataque, não estava sozinho quando traçou a sua estratégia de encurralar Janot. Contou com alguns simpatizantes dele dentro da Justiça que fazem oposição ao trabalho do procurador, agora de saia justa.

No seu parecer Janot parece ter vacilado, mesmo apresentando um rastro de documentação que comprometeria o presidente. Não conseguiu juntar provas de que o dinheiro da mala do ex-deputado Rodrigo Rocha Loures, assessor do Temer, teria chegado às mãos do presidente. Usou a palavra “ilação” para apoiar as suas denúncias. Temer aproveitou-se para fazer também uma ilação entre Janot e o procurador afastado e acusá-lo de se envolver com os milhões de reais que chegaram aos bolsos do seu ex-braço direito pelo trabalho de leniência que favoreceu as empresas de Joesley. As palavras de Temer, proferidas didaticamente, como um treinado professor, ao vivo e a cores para o Brasil, chegaram como um tiro certeiro aos ouvidos de Janot que se assustou com o petardo.

Na réplica, Janot não foi convincente. Em nota oficial, detalhou a trajetória de seu ex-assessor na procuradoria, mas só serviu para se afundar mais ainda quando confirmou que realmente ele trabalhou nas investigações da Lava Jato até deixar o cargo e se engajar na defesa de Joesley. A situação se agrava ainda mais, quando se sabe que existe outro procurador preso por ter sido flagrado como “homem” de informação de Joesley dentro do órgão. Ou seja: o empresário contaminou todo mundo. Comprou o Executivo, o Parlamento e a Justiça. Ninguém escapa das garras afiadas de Joesley que se revela um dos mafiosos mais estratégicos do mundo. Ele compra os poderes com o mesmo dinheiro que sai dos cofres desses poderes com a conivência de quem dirige esses poderes. Que coisa genial, hein!? É de deixar os sicilianos nova-iorquinos com água na boca.

Os crimes de Joesley ainda não estão perfeitos para um belo roteiro de filme porque os Batista ainda não entraram no mundo das drogas, da prostituição, das jogatinas e dos assassinatos por encomendas.

Mas quem viver, verá.

 

Por Jorge Oliveira

A denúncia contra o presidente

A denúncia do procurador-geral Rodrigo Janot contra o presidente Michel Temer é inepta. O Supremo Tribunal Federal faria bem se mandasse arquivá-la

Opinião – O Estado de S.Paulo

O resultado do generoso prêmio dado ao empresário Joesley Batista por sua delação envolvendo o presidente Michel Temer é uma denúncia inepta. Finalmente apresentada pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, na segunda-feira passada, para basear pesadas acusações de corrupção contra o presidente, a peça não acrescenta nada ao que já havia sido tornado público com o vazamento da delação de Joesley. Ou seja, a denúncia de Janot contra Temer é baseada somente na palavra do delator e em diálogos que deveriam ser interpretados com bem menos ligeireza, não só porque estão entrecortados, tornando-se incompreensíveis em vários momentos, mas principalmente porque foram captados pelo empresário com a intenção evidente de comprometer o presidente, sabe-se lá por que obscuras razões.

Por esses motivos, o Supremo Tribunal Federal faria bem se mandasse arquivar a denúncia, pois é claro que não se pode tratar de um processo criminal contra um presidente da República – que implicaria seu afastamento do cargo – sem que haja sólidas evidências a ampará-lo. E tudo o que se pode dizer, da leitura das pouco mais de 60 páginas da denúncia do procurador-geral, é que as acusações evidentemente carecem de base.

A denúncia se baseia principalmente na acusação de que o presidente Temer ganhou de Joesley Batista “vantagem indevida de R$ 500 mil”, por intermédio do ex-deputado Rodrigo Rocha Loures – que foi flagrado em vídeo recebendo a quantia em uma mala. Para a Procuradoria-Geral, o simples fato de que Rocha Loures era próximo de Temer – o presidente citou o nome do ex-deputado no diálogo com Joesley – foi suficiente para inferir que o dinheiro não era para Rocha Loures, e sim para o presidente.

Esses R$ 500 mil seriam parte de uma estupenda mesada que Joesley teria aceitado pagar em troca de uma intervenção do presidente Temer, por meio de Rocha Loures, no Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) em favor de sua empresa, a JBS. No entanto, a própria denúncia admite que, “no exíguo prazo deste inquérito, não foi possível reunir elementos que permitam concluir que o interesse manifestado por Rodrigo Rocha Loures (no Cade) tenha provocado, no seio daquele órgão, ações ou decisões precipitadas ou desviadas da boa técnica”.

Essas incertezas se multiplicam em outros pontos da denúncia. A respeito do suposto pagamento de propina para comprar o “silêncio” do deputado cassado Eduardo Cunha, que Temer teria avalizado, segundo interpretou a Procuradoria-Geral a partir de um famoso trecho da conversa grampeada por Joesley – “tem que manter isso aí” –, a denúncia admite que ainda é preciso “uma análise mais cuidadosa, aprofundada e responsável” dos elementos disponíveis.

Por fim, a denúncia cita um suposto esquema em que o presidente Temer teria favorecido uma empresa da área portuária por meio de um decreto. Mesmo nesse caso, porém, o procurador-geral Rodrigo Janot admite ainda que é preciso instaurar “investigação específica” para “melhor elucidar os fatos”.

Logo, todos os pilares sobre os quais se sustenta a denúncia não permitem nenhuma conclusão, muito menos uma que seja sólida o suficiente para tirar o presidente da República de seu cargo, ao custo de enorme instabilidade para o País. Mas isso não impediu Rodrigo Janot de encerrar sua peça dizendo que “não há dúvida” de que Michel Temer cometeu “práticas espúrias” e que o presidente “ludibriou os cidadãos brasileiros”, causando “abalo moral à coletividade”.

A única coisa sobre a qual não resta dúvida é que a denúncia de Rodrigo Janot contra Michel Temer, de tão rasa, só serve a interesses políticos, e não jurídicos. Tanto é assim que o procurador-geral prepara uma série de novas denúncias, a serem apresentadas a conta-gotas, mantendo o presidente sob permanente ameaça. Não se pode reprovar quem veja nisso uma tentativa de inviabilizar de vez um governo já bastante acossado.

Diante disso, cabe ao presidente Michel Temer lutar para reunir maioria no Congresso não apenas para rejeitar a denúncia, mas para seguir adiante com as reformas. O País não pode continuar refém de irresponsabilidades.