Fim do imposto sindical pode causar 100 mil demissões nas Centrais

A extinção do imposto sindical trazida pela reforma trabalhista pode levar à demissão de até 100 mil sindicalistas de acordo com o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), ligado à Central Única dos Trabalhadores (CUT).

A estrutura sindical brasileira possui cerca de 300 mil sindicalistas, sendo 115 mil funcionários diretos e 185 mil terceirizados. Os cortes devem ser diluídos nos próximos meses, mas já começaram.

O próprio Dieese espera um orçamento menor para 2018: no máximo R$ 30 milhões, contra os R$ 45 milhões de 2017. O Sindicato dos Comerciários de São Paulo, que tinha 600 empregados, demitiu 67 por meio de PDV (Plano de Demissão Voluntária) e mais 35 diretamente.  O Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil de São Paulo (Sintracon-SP) tinha 230 funcionários no início do ano e já demitiu 72.

As principais instituições também sentem o fim do dinheiro tomado a força dos trabalhadores pelas centrais. A Central Única dos Trabalhadores (CUT) organiza um PDV e a União Geral dos Trabalhadores (UGT) demitiu funcionários e vai para uma sede menor.

 

As informações são do Instituto Liberal de São Paulo.

Após Temer vetar recriação de imposto sindical que tirava 3 bilhões de reais dos trabalhadores, centrais convocam pelegos para protestar

Após o não definitivo do presidente Michel Temer sobre a recriação do imposto sindical, veio a choradeira. As principais centrais sindicais do Brasil se reuniram na noite desta segunda-feira (6), e decidiram convocar um mega protesto contra o fim da mamata que lhes garantia uma mamata de nada menos que R$ 3 bilhões, arrancados dos bolsos dos trabalhadores através do extinto imposto sindical obrigatório.

Embora a convocação do protesto esteja sendo feita com base na alegação da entrada em vigor da reforma trabalhista e a aprovação da previdenciária, todos sabem que o foco da revolta dos sindicalistas é a determinação de Michel Temer em acabar com o oxigênio de mais de 400 mil sindicalistas que viviam até agora às custas do famigerado imposto sindical, equivalente a um dia de trabalho suado de cada brasileiro.

Em São Paulo, está programada uma concentração na Praça da Sé com destino à Avenida Paulista, no dia 10.

Temer já avisou que não recua e que também não pretende criar nenhuma alternativa para recompor as perdas dos sindicatos, como propor uma medida provisória que beneficie as entidades trabalhistas, que deixarão de receber o imposto sindical a partir da semana que vem. Serão R$ 2.9 bilhões a mais no bolso do trabalhador. Já os sindicalistas terão que arrumar outro sustento.

Vitória da classe trabalhadora: Temer veta recriação do imposto sindical

O presidente Michel Temer negou definitivamente a insistentes pedidos de lideranças sindicais para que editasse uma medida provisória que permitira a recriação do imposto sindical. A disposição do presidente, que se empenhou pessoalmente para que o imposto fosse extinto na modernização da legislação trabalhista, acabou prevalecendo. Para desespero da esquerda brasileira e dos jornalistas futriqueiros de plantão, que vinham assegurando que Temer cederia.

Um dos mais empenhados em ressuscitar o imposto sindical era o presidente da Força Sindical, o deputado Paulo Pereira da Silva. O líder da Força Sindical já jogou a toalha e desistiu de cobrar de Temer a edição de medida provisória para recriar o imposto sindical, extinto com a reforma trabalhista.

Paulinho representava todas as lideranças sindicais do país e alimentava a esperança de conseguir convencer o presidente a enviar ao Congresso uma MP para manter, por cinco anos, a principal fonte de renda dos sindicatos em troca de apoio na 2.ª denúncia. Temer não aceitou negociar qualquer compromisso neste sentido.

A única alternativa dos sindicalistas agora será apresentar um novo projeto diretamente na Câmara dos Deputados, onde há poucas chances de que iniciativas desta natureza prosperem. O governo ainda tem maioria no Congresso. Mesmo que de forma mais discreta, Temer irá atuar para impedir que qualquer projeto para instituir o novo tributo seja aprovado.

A interlocutores, o presidente observou que milhões de trabalhadores ficaram sem seus empregos e estão na luta para conseguir se reinserir no mercado de trabalho. Com os 400 mil sindicalistas que viviam dos bilhões do imposto sindical não deve ser diferente. Eles que procurem outra forma de garantir seus sustentos. “De preferência, com trabalho honesto”.