Insultos comunistas

Sem defesa para os malfeitos de seu governo, o governador Flávio Dino e seu principal auxiliar, o super secretário Márcio Jerry (ambos do PCdoB), passaram os últimos três dias a insultar, agredir, ofender e desqualificar o trabalho da Polícia Federal, que desbaratou uma quadrilha que desviou mais de R$ 18 milhões na gestão comunista.

Dino e Jerry não se conformam de terem sido pegos com a mão na botija. Sobretudo pelo fato de que foi a partir de uma mulher indicada por Jerry, com salário de R$ 13 mil na Secretaria de Saúde, que a PF passou a investigar o esquema na atual gestão.

O governador prefere atacar adversários políticos e jogar a culpa em terceiros pelos seus malfeitos – aliás, como virou costume em seu governo. Jerry, por outro lado, prefere insultar a própria Polícia Federal, atribuindo a investigação em seu governo a ingerências políticas.

Ao desqualificar a Polícia Federal, o principal auxiliar de Flávio Dino – que foi juiz federal e, muitas vezes, precisou da ação da instituição – agride não apenas uma das instituições mais respeitáveis da República, mas a própria República.

Se havia malfeitos na pasta da Saúde, Flávio Dino teve três anos para corrigir o problema. Poderia ter feito em 2015, em 2016 ou em 2017. Mas passou esse tempo todo convivendo com essa corrupção bem na frente do seu nariz. E com indicados do seu próprio lugar-tenente.

Talvez até pelo fato de ter sido o pivô da investigação é que Jerry insulta tanto a Polícia Federal. Mas, junto com ela, insulta também a inteligência do maranhense.

E é este o problema do “sabido”.

Estado Maior

A quadrilha comunista que assola a Saúde do Maranhão…

Organização criminosa desbaratada nesta quinta-feira, 16, pela Polícia Federal nasceu no governo Flávio Dino, agia no governo Flávio Dino e se beneficiava do governo Flávio Dino

O governo comunista que assola o Maranhão tentou desviar o foco da ação da Polícia Federal que desbaratou a quadrilha montada no início da gestão do governador Flávio Dino (PCdoB) para desviar recursos da Saúde no Maranhão.

A operação da PF, nesta quarta-feira, 16, levou para a cadeia ex-secretários de Flávio Dino, gente vinculada a secretários de Flávio Dino e auxiliares do governo Flávio Dino.

É uma quadrilha comunista, portanto.

A organização criminosa, segundo a Polícia Federal, nasceu em 2015, no início do governo comunista, tinha membros do governo comunista e se beneficiava de dinheiro do governo comunista.

– São ações do início de 2015. Novos crimes, diferentes dos já desbaratados na operação Sermão aos Peixes – deixou claro o delegado Wedson Cajé Lopes.

Foram 18 milhões desviados, entre 2105 e 2017, com pagamentos a funcionários fantasmas. Até sorveteria serviu de fachadas para roubar dinheiro público.

A Orcrim comunista é fruto do governo Flávio Dino, portanto.

Não importa o que ele tente negar.

Simples assim…

Por Marco D’Eça

Governo Flávio Dino fracassou também na segurança pública, segundo o Anuário Brasileiro da Segurança Pública

Segurança pública do Maranhão sem maquiagem

O deputado federal Hildo Rocha repercutiu na tribuna da Câmara as estatísticas do Anuário Brasileiro da Segurança Pública, estudo que compila e analisa dados de registros policiais sobre criminalidade e gera informações sobre o sistema prisional e gastos com segurança pública dos estados brasileiros. De acordo com o levantamento referente ao ano de 2016, o Maranhão foi a unidade da federação que menos investiu na segurança pública, em termos proporcionais.

“O Maranhão investiu apenas R$ 199,58 por habitante enquanto que o estado de Roraima investiu R$ 692,00, quase 300% mais. O Ceará, que ficou em penúltimo lugar no ranking investiu, ano passado, R$ 212,00, ou seja, ainda ganhou do Maranhão”, destacou Hildo Rocha.

Estatística

Segundo o deputado, o estudo aponta que de 2015 para 2016 houve um aumento de 14% nos crimes de lesão corporal dolosa; crimes resultantes em lesão corporal 40%; roubos e furtos de veículos aumento 22%; homicídios 5%. “Entre as capitais, São Luis foi a que registrou o maior crescimento de crimes de estupro (9%). Até suicídios aumentou. Em 2015 foram registrados 114 casos enquanto que em 2016 as ocorrências subiram para 159, um aumento de 29%”, enfatizou.

Falta de estrutura

Rocha disse que além do crescimento dos índices de violência, a falta de investimentos dificulta o trabalho do aparelho de segurança pública do estado. “Os policiais estão mal equipados, faltam armas adequadas, munições e veículos. Até o combustível é oferecido na quantidade abaixo do necessário para que os policiais possam trabalhar com eficiência. As delegacias estão em péssimas condições; por falta de pagamentos de aluguéis a delegacia de Peritoró foi despejada. Tudo isso em função do governo medíocre que temos no Maranhão”, asseverou o parlamentar.

O deputado disse que os números do Anuário Nacional de Segurança Pública confirmam o desprezo do governador Flávio Dino pela segurança pública. “Não tem compromisso com a população, não investe na segurança pública, não governa, fica o tempo todo nas redes sociais buscando culpados pelo fracasso da sua administração. A situação só não está pior porque felizmente o sistema de segurança público do Maranhão é formado por excelentes profissionais”, finalizou Hildo Rocha.

Governo Roseana investiu mais de R$ 2,5 bilhões em obras nos municípios administrados pela oposição

Ao contrário do que vem dizendo o governador Flávio Dino, a ex-governadora Roseana Sarney destinou sim verbas para as prefeituras comandadas por aliados dele

Para rebater as críticas de que os prefeitos e ex-prefeitos aliados de Flávio Dino são/foram fracassos administrativamente, os comunistas vêm culpando a ex-governadora por não liberar verbas para seus oposicionistas. No entanto, convênios foram assinados sim, com todos os prefeitos, incluindo os aliados do atual governador.

Caxias, Imperatriz, Santa Inês, Matões e Timon fazem parte da lista dos municípios maranhenses que fecharam parceria com o Governo do Estado para várias obras tanto em 2013 quanto 2014. Somente a Prefeitura de Imperatriz, administrada na época por Sebastião Madeira, recebeu mais de R$ 4 milhões em repasses voluntários estaduais para áreas da educação, saúde e de mobilidade urbana. Foram quase R$ 2 milhões em 2013 e mais de R$ 2,2 milhões em 2014.

Em Santa Inês, o ex-prefeito Ribamar Alves (PSB) assinou dois convênios com a administração estadual em 2013. Alves, na época, elogiou a parceria com o governo, que garantiu a construção de uma avenida e o recapeamento de ruas, além de sinalizações nas vias.

Parcerias como essas são importantes porque o Município com renda própria não tem condições de fazer. A governadora Roseana Sarney está sensível à situação das cidades do interior do Maranhão abrindo para a realização de parcerias“, afirmou Alves.

Investimentos

Além de firmar convênios para repasses voluntários, o Governo do Estado garantiu obras nas cidades de Timon, Caxias e Matões. Em Caxias foram destinados mais de R$ 200 milhões para a construção de um hospital com 100 leitos, serviço de melhoramento e pavimentação de rodovia MA-349 no trecho que liga Caxias a Aldeias Altas e ainda pavimentação de vias urbanas e construção de escola com seis salas.

Em Timon, que continua comandada por Luciano Leitoa, foi destinada verba para a reforma, adequação e ampliação do Hospital Regional Alarico Nunes Pacheco, pavimentação de vias urbanas e construção, expansão de melhoria do sistema de abastecimento de água, implantação do Distrito Industrial e outros benefícios. Estas são algumas das obras que somam R$ 150 mil.

A cidade de Matões da ex-prefeita Suely Pereira, mãe do deputado federal Rubens Pereira (PCdoB), recebeu verba que somaram mais de R$ 74 milhões para serviço de pavimentação de vias urbanas na sede do município e ainda conservação e manutenção de rodovia MA-026 no trecho que liga Matões a Parnarama.

Em São Luís não foi diferente. O Governo do Estado fez investimentos de mais de R$ 2 bilhões em obras que incluem a recuperação do Sistema Italuís, serviço de videomonitoramento, Via Expressa, Anel Metropolitano, Avenida Quatro Centenário e construção e urbanização do Espigão Costeiro.

Estado também ofereceu parceria para São Luís

A ex-governadora Roseana Sarney no início da administração do prefeito de São Luís, Edivaldo Júnior (PDT), o recebeu para oferecer ajuda do Governo do Estado na área da Saúde, já que os hospitais de urgência e emergência, Socorrão I e II, passavam por dificuldades que incluía até falta de alimentos nas unidades de saúde.

Na ocasião, a parceria oferecida pelo governo estadual (o estado assumiria o Socorrão II para administrar) foi negada pelo prefeito Edivaldo Júnior por questões políticas, já que o PCdoB pressionou o pedetista para que não fosse feita qualquer aproximação com o Governo do Estado.

Posteriormente, o prefeito ligou para a governadora que dias depois retornou e uma nova conversa aconteceu para que fossem finalmente realizadas parcerias entre as duas administrações.

Dessa reunião resultou o acordo de construção de um viaduto na Forquilha. O Governo do Estado deveria entrar com o recurso para realizar a obra e a Prefeitura, com o projeto e verba para indenização para desapropriação de imóveis.

Essa parceria nunca saiu do papel. Além da demora em entregar o projeto, cuja conclusão demorou mais de três meses para ser concluído, a Prefeitura de São Luís nunca disponibilizou a verba para as indenizações, valor de cerca de R$ 30 milhões de reais.

 

 

 

Senador afirma que JBS pagou propina ao governador Flávio Dino

O senador Roberto Rocha (PSDB) apontou o governador Flávio Dino (PCdoB) como um dos chefes de Executivo eleitos em 2014, beneficiado por dinheiro de ‘Caixa 2’ da JBS.

A acusação do tucano ocorreu na manhã de ontem, durante interrogatório a que foi submetido o ex-diretor de Relações Institucionais da empresa J&F, Ricardo Saud, no âmbito da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) da JBS, no Senado da República.

Na ocasião, Roberto leu trecho do depoimento de Saud dado ao Ministério Público Federal (MPF) na Operação Lava Jato, em que ele havia listado apenas 15, dos 16 partidos políticos de governadores eleitos beneficiados pela propina durante o processo eleitoral.

Rocha cobrou Saud o 16º nome. O interrogado afirmou que o nome poderia ser encontrado nos autos, e recorreu ao silêncio. Foi o que motivou a reação do senador maranhense.

“Falta um. Vossa senhoria poderia informar quem é que ficou protegido nesta conta?”, questionou, Roberto.

“Isso é muito fácil basta você ir nos autos. Mas vou permanecer em silêncio”, respondeu Saud.

“O senhor não pode dizer quem é o 16º governador que recebeu propina? Bom, eu vou dizer, senhor presidente. O 16º é o governador do Maranhão, do PCdoB, cujo irmão [Nicolao Dino] era a alma do doutor [Rodrigo] Janot. E talvez o doutor Ricardo Saud tenha o interesse de protegê-lo a época. Isso está constando na declaração de prestação de contas do candidato a governador. A mesma JBS disse que deu R$ 13 milhões ao PCdoB. O PCdoB só tinha um candidato no Brasil. Era o candidato a governador do Maranhão. Exatamente este que o depoente tenta claramente proteger”, afirmou o tucano.

Apesar de o senador tucano ter apontado Flávio Dino como um dos beneficiados pelo Caixa 2, documentos encaminhados pela JBS à Operação Lava Jato, não incluem o então candidato do PCdoB.

Silêncio

Durante a audiência da CMPI da JBS no Senado, que investiga irregularidades em contratos entre a empresa dos irmãos Joesley e Wesley Batista e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Ricardo Saud ficou em silêncio e não respondeu a nenhuma das perguntas formuladas pelos parlamentares.

Ricardo Saud e os irmãos Batista estão presos desde setembro deste ano no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília. Eles teriam mentido e omitido informações no acordo de delação premiada firmado com a Procuradoria Geral da República. O ministro do Luiz Edson Fachin, Supremo Tribunal Federal (STF), suspendeu os benefícios do acordo.

Outro lado

Por meio do seu perfil em uma rede social, o presidente do Diretório Estadual do PCdoB e secretário de Comunicação e Assuntos Políticos do Estado, Márcio Jerry, comentou as declarações do senador Roberto Rocha (PSDB) contra o governador Flávio Dino (PCdoB).

“Aparentando desequilíbrio, Roberto Rocha faz acusações absurdas a Flávio Dino numa tentativa desesperada de aparecer. Em 2012 e 2014 ajudamos a eleger Roberto Rocha acreditando numa regeneração política. Mostrou-se rapidamente em processo de degeneração”, disse Jerry.

Ainda segundo Márcio Jerry, “depois de trair vilmente seus aliados, Roberto Rocha resolve mentir desavergonhadamente. O desespero o faz cometer tais desatinos”, concluiu.

 

Com informação do Jornal O Estado do Maranhão

Governo de aluguel…

Material de divulgação distribuído pelos comunistas em redes sociais

O governo comunista de Flávio Dino entrou, definitivamente, na fase da venda de espaços na administração pública. E o preço é um só: apoio eleitoral nas eleições de 2018. O comunista faz exatamente tudo o que ele sempre disse condenar porque – ao contrário do que prega – está mesmo interessado apenas na manutenção do poder.

E o discurso da “mudança” serviu apenas aos interesses eleitoreiros do seu grupo.

A última “venda” de espaços se deu ao ex-prefeito de Imperatriz, Ildon Marques (PSB), que ganhou uma Agência de Articulação Regional prontinha para indicar aliados. O espaço para Marques não foi apenas um cabide, mas uma “arara” inteira para pendurar aliados às custas do erário público.

Mas o loteamento comunista começou bem antes; primeiro com o PR, que negociou apoios em troca de cargos e espaços de poder.

Depois, o PP foi na mesma esteira e conseguiu a Secretaria de Esportes e Lazer. E a temporada negociação de apoios deve continuar, com outros partidos e também com lideranças específicas, que indicam cargos e garantem a aliança de 2018.

Por mais nefasta que a prática adotada por Flávio Dino pareça, ela também encerra em si uma verdade que ele não poderá contestar: se está disposto a vender o seu governo em troca de apoio político, é porque o governador sabe que não tem toda essa força que ele diz ter.

E mostra também que, ao contrário do que prega, o comunista está disposto a tudo para permanecer encastelado no Palácio dos Leões.

Nem que precise lotear o serviço público.

E o povo paga a conta mais uma vez…

Da coluna Estado Maior, de O Estado do Maranhão, com adição de imagem

Desmistificar é preciso

Por Joaquim Haickel

Para que se possa bem analisar o quadro político maranhense, é indispensável que primeiramente joguemos por terra alguns mitos que induzem à graves erros de avaliação.

O primeiro desses mitos é aquele que vem sendo difundido por todos os que se apresentaram como adversários de Sarney desde que ele subiu ao poder. Dizem que Sarney e seu grupo representa tudo que não presta, que eles são a escória da política maranhense. E não apenas isso, dizem que todos aqueles que se opõem ao grupo Sarney, são o que há de melhor em termos políticos e administrativos no Maranhão. Deste modo criaram um mito duplo, que demoniza uns e santifica outros.

Para desmontar esta farsa, estabelecida para satanizar uns e endeusar outros, basta observar que todas as vezes que os adversários de Sarney assumiram o comando do Maranhão, demonstraram ser muito piores que os sarneyzistas.

Quando os adversários do grupo Sarney conseguem ser muito bons, no máximo e com muito boa vontade só são capazes de se igualarem a eles, mas não por méritos seus, e sim por demérito dos sarneyzistas, que também não são assim tão bons como imaginam!

Para comprovar o que eu digo, basta fazer um retrospecto nos mais de trinta e seis anos de administração de políticos anti-Sarney em São Luís! A cidade é uma bagunça! Não há planejamento de qualquer tipo! Não há saneamento, a educação um desastre, a saúde é um caos, o transito é desastroso!… Não há nada que tenha sido feito em São Luís que credencie os políticos que a dominam, já lá se vão nove eleições consecutivas, como sendo melhores que os sarneyzistas.

O argumento usado pelos adversários de Sarney como desculpa para sua incompetência administrativa e incapacidade política no comando de nossa capital sempre foi a falta de apoio do governo do estado, o que é um outro mito, pois durante os quatro anos de Zé Reinaldo, os dois anos de Jackson e os três (quatro) anos de Flávio Dino, houve uma efetiva parceria do governo municipal com o governo estadual e nem assim mostraram a que vieram!?

Sobre os políticos de antigamente serem ultrapassados, ruins e nocivos, devo concordar que alguns deles realmente eram assim, mas há muitas e honradas exceções. No entanto soube de uma espécie de mote bem antigo que o governador Flávio Dino tem usado para tentar convencer alguns políticos, principalmente prefeitos, a alinharem-se a ele e ao seu governo.

Ele tem algumas vezes usado a mesma abordagem utilizada por vários políticos antigos, alguns considerados velhos coronéis do interior, outros tidos como raposas felpudas da política, e até mesmo por meu pai, que se tinha pouca instrução formal, era um homem de grande inteligência e profunda sabedoria.

Como meu pai, político tido por Flávio Dino como direitista pelego, patrimonialista e ultrapassado, o governador usa a velha abordagem do relacionamento interpessoal. Aquela em que seu operador diz ao interlocutor que acabou de conhecê-lo, que depois vai pedir em namoro, depois vai noivar, para só então vir a se casar com o coitado objeto de sua abordagem.

O que ocorre é que diferentemente de meu pai, que jamais abandonou seus amigos, Flávio Dino não titubeará em abandonar os seus, se este for o destino traçado para eles em seu roteiro de poder.

Sarney não é pior que nenhum outro político do Maranhão.

Flávio Dino pode até ser melhor que alguns políticos maranhenses, em alguns aspectos, jamais em todos. Em comparação a Sarney, Flávio é pior na grande maioria dos quesitos, como coerência, sabedoria, paciência e sangue frio; empata em vaidade e obstinação; e supera Sarney em juventude, arrogância e prepotência!

No final das contas, nem Sarney é o demônio pintado de vermelho, nem Flávio Dino é o messias salvador do Maranhão.

Serem parecidos deveria honrar Dino, Sarney nem tanto!…

Governo Flávio Dino – barbárie e covardia

Pilhado em grave escândalo no setor de segurança pública, a revelação de uma jaula a céu aberto, em Barra do Corda, que levou à morte de um empresário detido por infração no trânsito, o governador Flávio Dino (PCdoB), mais uma vez, utiliza-se de um argumento pífio para tentar esconder a incapacidade do seu governo de dar respostas claras à sociedade. Ele tenta responsabilizar o governo passado pela gaiola humana, como se não estivesse há três anos no comando do estado.

Não é de hoje a incapacidade gerencial do governo comunista no setor de Segurança Pública. Saíram da pasta comandada pelo delegado Jefferson Portela, que ascendeu ao posto por causa de sua militância de guerrilha na campanha do PCdoB, em 2014,  alguns dos mais graves escândalos de brutalidade, bestialidade e barbárie social registrados no Maranhão desde 2015.

Quem não se lembra, por exemplo, da execução do mecânico Irialdo Batalha, morto em praça pública por um vigilante que fazia as vezes de policial militar, em Vitória do Mearim, em maio de 2015, com a anuência dos próprios PMs?

Qualquer que seja a justificativa de Flávio Dino para a cela pública em Barra do Corda, ele não tem desculpas para a barbárie mostrada em âmbito nacional, digna das piores imagens exibidas pelos fundamentalistas do Estado Islâmico. E não adianta culpar terceiros pela própria incapacidade.

Despreparado

Quem tem feito força para que Flávio Dino substitua o secretário de Segurança, Jefferson Portela, é o todo-poderoso Márcio Jerry.

Desde o início do governo, Jerry deixa claro ao governador que Portela não está preparado para o posto que ocupa, e que ganhou graças à militância eleitoral no PCdoB.

O principal auxiliar do governo comunista atribui à má-gestão de Portela escândalos como o da jaula a céu aberto de Barra do Corda e a execução do mecânico Irialdo Batalha, em Arari, entre outros casos.

Candidatos

Tendo ou não razão na analise profissional de Jefferson Portela, a pressão de Márcio Jerry tem como pano de fundo também as eleições de 2018. Candidato a deputado federal, o principal auxiliar de Flávio Dino tem no chefe da Segurança Pública um dos seus principais adversários pelas vagas do PCdoB.

E tem trabalhado nos bastidores para inviabilizar o desafeto.

 

Coluna Estado Maior/Jornal O Estado do Maranhão

Voos partidários

Por mais que o governador Flávio Dino (PCdoB) venda a ideia de unidade em sua base de apoio, é quase impossível que, a depender da conjuntura nacional, ele consiga manter partidos como o DEM, o PPS e o PSB em seu palanque nas eleições de 2018.

Historicamente ligado ao PSDB, o DEM atua hoje em duas frentes: pode ser companheiro de chapa de um candidato do PMDB ou do PSD, no caso o ministro da Fazenda, Henrique Meireles. Para o posto, o partido já tem até nome: o presidente da Câmara Federal, deputado Rodrigo Maia (RJ).

Já o PPS e o PSB estão bem mais próximos de uma coligação com o PSDB, sobretudo se o candidato for o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin. Para se ter ideia da força da articulação que envolve os três partidos, o ex-ministro Aldo Rebello deixou o PCdoB – filiando-se ao PSB – exatamente para ser candidato a vice de Alckmin.

A repercussão dessas movimentações no Maranhão terá peso importante no contexto da campanha de Dino. Sem o PSDB, ele precisaria exatamente do PSB e do DEM para ter o tempo necessário na propaganda partidária, já que o seu PCdoB tem tempo insignificante no horário eleitoral. Sem essas legendas, o comunista ficará refém do PT e do PDT, únicos em seu grupo com tempo satisfatório em uma campanha majoritária.

Além do tempo perdido na propaganda, Dino terá de conviver com uma ironia: ver o PSB, legenda na qual atuou para ver o senador Roberto Rocha fora, coligada exatamente com o mesmo Rocha.

 

Coluna Estado Maior/Jornal O Estado do Maranhão

Base comunista rachada no Maranhão

Diversos partidos tradicionais da política maranhense vivem este ano pré-eleitoral em clima de racha interno por causa da relação que algum de seus membros insiste em manter com o PCdoB, ora ocupante do Palácio dos Leões.

O caso mais notório é o do PSDB, cujo vice-governador Carlos Brandão teve a autoridade cassada pela cúpula nacional, que pretende se afastar de Flávio Dino em 2018. Mas há outras várias legendas neste mesmo clima de divisão pré-eleitoral.

Na lista, pode-se incluir PTB, PP, PR e PSD cujas lideranças históricas não nutrem simpatia pelo governador comunista, mas estão fora do comando partidário, hoje em mãos de jovens lideranças alçadas ao poder exatamente pela força dos atuais ocupantes do Palácio dos Leões.

Na semana passada, o ex-presidente da Câmara Municipal e da Assembleia Legislativa Manoel Ribeiro decidiu romper o silêncio e anunciou sua saída do PTB, que tem hoje na figura do vereador Pedro Lucas Fernandes – filho do deputado federal Pedro Fernandes – o principal interlocutor do PCdoB dinista.

No PP, o deputado federal Waldir Maranhão insiste na relação com Flávio Dino, mas o seu colega André Fufuca, hoje no comando da legenda, prefere aguardar 2018 para uma tomada de posição.

O mesmo ocorre com PR e PSD, que tem jovens lideranças no comando, obrigadas a conviver com lideranças tradicionais. E é nesse clima de racha que essas legendas devem chegar às eleições.

 

De O Estado do Maranhão/Coluna Estado Maior