[Flávio Dino] Traidor -mor

Chegou à mídia nacional a imagem de traidor que o governador Flávio Dino (PCdoB) passou a ter após usar de forma descarada aliados políticos e, depois, jogá-los à própria sorte quando já não servem mais aos seus interesses.

Também, pudera. A lista só cresce: desde Jackson Lago, passando por Edison Vidigal, Roberto Rocha, o ex-prefeito Sebastião Madeira, o deputado Eduardo Braide, a ex-prefeita Maura Jorge, até chegar em José Reinaldo Tavares e, agora, o deputado federal Waldir Maranhão, que deu a dimensão exata do tamanho da traição dinista.

Waldir Maranhão expôs-se ao ridículo na mídia nacional, em 2016, ao tentar, inclusive, anular o impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT), após pressão de Dino. Em troca, o comunista garantiria ao aliado a candidatura a senador em sua chapa. Waldir acreditou nisso, e passou dois anos com essa esperança, enquanto o próprio Flávio Dino minava suas pretensões, manipulando o PT e fechando as portas do governo.

Foi assim também com José Reinaldo, com Roberto Rocha, com Sebastião Madeira, com Jackson Lago. Todos foram usados, em um momento ou outro, pelas pretensões de poder de Dino. E descartados assim que chegava o momento de o governador retribuir ao favor. E com esse abandono dos aliados, o comunista vai construindo a sua imagem de traidor-mor do Maranhão. Agora, em âmbito nacional.

 

O Estado/Estado Maior

DEM do Maranhão e seus negócios políticos

É um escândalo, sob qualquer aspecto, a relação criada pelo governador Flávio Dino (PCdoB) com os dirigentes do partido Democratas no Maranhão. De uma hora para outra, empresas vinculadas à família do deputado federal Juscelino Filho e de sua mulher passaram a receber contratos milionários na Secretaria de Saúde, tanto no governo Dino quanto na Prefeitura de São Luís, do seu aliado Edivaldo Júnior (PDT).

O que pode caracterizar crime de compra de apoio político é o fato de que esses contratos começaram a prosperar no governo Dino exatamente depois que o DEM passou a compor sua base de apoio político e eleitoral.

São pelo menos duas empresas – a DIO Diagnóstico e Oftalmologia LTDA. E a CADI-Centro Avançado de Diagnóstico por Imagem – que já receberam milhões do governo Flávio Dino só agora em 2018, notadamente no período em que o debate sobre o destino do DEM estava intenso entre Juscelino Filho e seu colega, o ex-governador José Reinaldo Tavares.

Além do governo, essas empresas têm contratos com as prefeituras de São Luís, Raposa, Santa Inês, Vitorino Freire , Balsas, Pinheiro e várias outras prefeituras, administradas por aliados diretos de Flávio Dino ou familiares de Juscelino.

Os negócios de Dino com o DEM começaram a ser investigados pela oposição; e devem se transformar em representações que desembarcarão na Justiça Eleitoral, na Polícia Federal e no Ministério Público Federal.

O Estado do Maranhão/Estado Maior

Flávio Dino vai perder…

O deputado federal Zé Reinaldo voltou a se manifestar sobre o rompimento político com o governador Flávio Dino (PCdoB). A saída do ex-governador da base aliada ao Palácio dos Leões completou um mês no fim de semana.

E se ainda havia comunistas com esperanças de uma reaproximação, elas acabaram de se dissipar. Em entrevista a um programa de TV em Imperatriz, ele riu quando perguntado se “criou uma cobra para lhe morder” e avaliou a gestão do, agora, ex-aliado comunista.

“A nota dele é muito ruim”, disse o parlamentar, referindo-se ao conceito que tem da administração de Flávio Dino.

Sobre o futuro das eleições, Zé Reinaldo foi taxativo: “Eu acho que ele [Flávio Dino] vai perder”, declarou.

A entrevista vai ao ar nesta segunda-feira e, é claro, já começou a ser alvo da patrulha ligada a Dino.

 

O Estado/Coluna Estado Maior

Por todos os lados

Absoluto, autoritário, incapaz de observar além do próprio umbigo, o governador Flávio Dino tem vivido nesses últimos dias o resultado de sua capacidade de afastar pessoas e de dificultar a própria experiência no poder. Os movimentos que a oposição maranhense tem tomado nos últimos dias põem claramente em risco o mandato comunista iniciado em 2014.

Um desses últimos gestos foi a conversa da ex-prefeita Maura Jorge (Podemos) com o deputado federal Jair Bolsonaro (PSL), que deve disputar a eleição presidencial.

Bolsonaro é um dos mais revoltosos anticomunistas no Brasil. Seus posicionamentos políticos e sociais são a antítese do que prega, por exemplo, Flávio Dino. Polêmico, o deputado faz questão de confrontar suas ideias com a do comunista. E está pronto para combatê-lo na campanha.

Mas não é apenas Maura Jorge. Flávio Dino terá também que conviver a campanha inteira com a comparação do seu governo com o da ex-governadora Roseana Sarney (MDB). E neste quesito o comunista perde feio em todos os aspectos. E tudo isso será mostrado no horário eleitoral.

Sem falar na presença do senador Roberto Rocha (PSDB), do ex-governador José Reinaldo Tavares (sem partido), e do deputado Eduardo Braide (PMN), todos vítimas do desdém de Flávio Dino. E é com todas essas nuances da campanha que o comunista será obrigado a conviver até outubro.

Jornal O Estado/Coluna Estado Maior

Estamos vendo o milagre da conversão dos comunistas

O Tempo da Quaresma começou. São os 40 dias que antecedem a Páscoa, a Ressurreição, que, como diz São Paulo, é a essência do catolicismo, chegando mesmo a afirmar que “sem ressurreição não há cristianismo”. Este número de 40, cheio de significado no Antigo Testamento, também está ligado a várias passagens da vida de Cristo. Seus pais José e Maria levaram 40 dias para levá-lo ao templo, 40 dias, como dizem S. Lucas e S. Mateus, levou Jesus no deserto meditando antes de entrar em sua vida pública, e 40 dias levou o Cristo para subir ao Céu depois da Ressurreição.
A Quaresma também é tempo de conversão dos ateus, dos agnósticos, dos ímpios e dos que seguem toda forma de não acreditar em Deus.

Marx dizia que a religião era o ópio do povo, porque o levava a esquecer os problemas materiais e a se dedicar a uma esperança vã de um ser superior, que lhe havia dado a graça de criar o mundo e criar a nossa vida.

No Maranhão estamos vendo o milagre da conversão dos comunistas, renegando o materialismo para acreditar em Deus, e ajoelhar-se para receber a benção quaresmal. São raros os milagres que acontecem em terras nossas, como esse que nós estamos assistindo. Quando o Maranhão se formou, Nossa Senhora transformou a areia da praia em pólvora. Agora nós estamos vendo o círculo de pastores evangélicos impondo as mãos sobre as autoridades para que elas cumpram o ditado popular: “Ajoelhou tem de rezar”. E eles, contritos, rezaram, e na quarta-feira, foram receber as cinzas, quando o sacerdote proclama as palavras eternas que conscientiza os homens no ritual cristão: “Memento, homo, quiapulvis es et tu in pulverem reverterem.” – “Lembre, homem, que sois pó e em pó vos haveis de tornar.”

E a conversão aconteceu, saíram de casa, brincaram o Carnaval, não deram dinheiro para os outros brincarem e se recolheram à meditação, deixando o comunismo, Marx e quejandos chupando o dedo, enquanto eles entravam na área das bem-aventuranças, passando pela ala dos santos e das virgens.

O glorioso poder dos fariseus que fingiam e a quem Jesus Cristo apostrofou: “Ai de vós, escribas e fariseus hipócritas! Sois semelhantes aos sepulcros caiados: por fora parecem formosos. Assim também vós: por fora pareceis justos aos olhos dos homens, mas por dentro estais cheios de hipocrisia!” (Evangelho segundo São Mateus 23, 27-28 – Palavras de Jesus Cristo!)

Depois do dilúvio, cessada a chuva, foram necessários 40 dias para que as águas baixassem e os homens – e os outros animais – pudessem pisar em terra firme. É o tempo dos milagres.

Oh! Maranhão, bravos agradecemos a conversão dos infiéis e que abandonem o ódio e as penas de pavão.

Ajoelhou, tem de rezar em grego: “Kyrie eleison! Christeeleison!”

Por José Sarney (Março de 2017)

O preço da traição

A traição como extensão da política é talvez tão antiga quanto o patrimonialismo tupiniquim, esse mesmo que chegou com as caravelas e aqui vingou em solo fértil quando Estado, igreja e a aristocracia selaram um promíscuo casamento com comunhão total de bens.

No Brasil, trai-se com naturalidade espantosa, e nenhum adversário terá coragem de atirar a primeira pedra quando o assunto é apunhalar o outro pelas costas. Na esteira da Lava Jato, por exemplo, as traições pululam: de Funaro a Cunha, Delcício a Lula, Sergio Machado a toda uma banda do MDB.

No Maranhão, então, o cenário não é muito diferente. Aqui, os políticos têm se notabilizado por contrariarem o que disseram há não muito tempo. Caso de Zé Reinaldo em 2006, quando aplicou uma rasteira em Roseana (MDB), então candidata ao governo, a ponto da emedebista, experiente na política, ser derrotada por Jackson Lago (PDT) apoiado pelo Zé.

Hoje deputado federal o ex-governador do Estado ameaça candidatar-se ao senado, mesmo sem o apoio da sua cria, o governador Flávio Dino. O movimento, já confirmado, tem despertado ressentimento em Zé Reinaldo, que vê traição de Flávio Dino.

Os tempos, porém, são mais que propícios a esse tipo de gincana, que faz lembrar um poema de Drummond. Mal adaptado à realidade local, ficaria assim: Zé que amava Dino que amava Weverton que amava Eliziane que amava Waldir que não morria de amores por Bira. Dino rompeu com Zé, que se aliou a Eduardo, que perdeu de Holanda, que flerta com Hilton e Madeira ao mesmo tempo.

No final das contas, é possível que, depois de tantas traições de parte a parte, ninguém tenha condições de levantar o dedo e apontar, com espanto: até tu, Brutus!

 

Não colou

O governo Flávio Dino (PCdoB) não poupa nem aliados em sua sanha propagandista, já de olho nas eleições de 2018.

Acostumado a fazer caridade com o chapéu alheio e a faturar com obras e ações dos outros, os comunistas tentaram, mais uma vez, repetir a dose no caso da reforma das praças Joãosinho Trinta e Gomes de Sousa, próximo à antiga RFFSA, na Beira-Mar.

Anunciou aos quatro cantos que a obra era sua – relegando a um segundo plano o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e até mesmo a Prefeitura de São Luís, administrada pelo aliado Edivaldo Holanda Júnior (PDT).

Ocorre que em tempos de informação digital, os dados oficiais normalmente são facilmente acessados.

E, assim, logo descobriu-se que a obra teve projeto executivo todo confeccionado pelo Iphan, com recursos do PAC Cidades Históricas, e que a iluminação e o paisagismo ficaram a cargo da Prefeitura. Ao governo coube, basicamente, colocar uma placa de inauguração.

Dessa vez, a estratégia não colou.

O Estado/Estado Maior

Gestão de Flávio Dino na Embratur é alvo de três processos no TCU

O Tribunal de Contas da União (TCU) investiga três contratos firmados na gestão do comunista Flávio Dino na presidência da Embratur (Instituto Brasileiro de Turismo). Em dois dos processos, o TCU decidiu pela instauração da Tomada de Contas Especial. O governador presidiu a autarquia de junho de 2011 a março de 2014.

As três investigações abertas pelo TCU apuram possíveis irregularidades na execução dos contratos firmados por Flávio Dino. A Controladoria Geral da União (CGU) já havia apontado numa auditoria em 2012 que o ex-presidente da Embratur “causou prejuízo ao erário” ao aditivar um contrato de serviços de informática.

Na época, a CGU recomendou que o pré-candidato ao governo estadual devolvesse aos cofres públicos o que ele pagou acima do valor de mercado para uma estrutura superdimensionada de tecnologia de informação. De acordo com a controladoria, Flávio Dino foi o responsável direto pelos danos causados à União ao assinar termo aditivo que prorrogou um contrato “desvantajoso” com a empresa CPM Braxis.

Os três contratos investigados pelo TCU são: a contratação de uma consultoria de relações públicas e assessoria de imprensa para divulgar o país no exterior; a execução do projeto Arte e Renda, e o contrato de serviços de comunicação e eventos. Nos dois últimos a corte de contas decidiu pela instauração da Tomada de Contas Especial.

Contratos

O processo que investiga a contratação da assessoria de imprensa o TCU constatou “inconsistências na forma de execução e remuneração dos contratos, gerando dificuldades para proporcionar um efetivo gerenciamento e acompanhamento dos serviços efetivamente realizados, levando à necessidade de realização de nova licitação, escoimada dessas fragilidades”. A Embratur solicitou um reexame da apuração do TCU.

Na execução do projeto Arte e Renda, a investigação do TCU constatou a aplicação irregular de R$ 1.269.313,38. Os recursos foram destinados a uma fundação do estado do Pernambuco, à época governado por Eduardo Campos (PSB), ex-candidato a presidente pelo PSB. O processo nº 028.267/2013-3 foi instaurado em outubro de 2013 e é de acesso restrito no Tribunal.

A investigação do TCU no contrato de serviços de comunicação e eventos firmado pela Embratur com a empresa Dialog levou a 2ª Câmara do Tribunal a determinar a conversão do processo em Tomada de Contas Especial. A decisão foi proferida em março de 2015.

Flávio Dino passa vexame na imprensa nacional

A postura adotada pelo governador Flávio Dino (PCdoB) em relação à condenação imposta pela Justiça Federal ao ex-presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi alvo de análises e criticas na mídia nacional.

Na última sexta-feira, o jornal O Globo publicou reportagem sob o título: “Aliados de Lula mudam de discurso sobre a Lei da Ficha Limpa”, na qual destaca a figura do governador do Maranhão. A foto que ilustra a reportagem também é de Flávio Dino, um dos autores da Lei, na oportunidade em que ele atuou como deputado federal, em Brasília.

“Os discursos veementes contra políticos condenados na Justiça, feitos durante a tramitação da Lei da Ficha Limpa no segundo mandato de Luiz Inácio Lula da Silva, foram abandonados pelos principais personagens da época após a decisão do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4), que condenou na quarta-feira o ex-presidente a 12 anos e um mês de prisão”, destaca trecho da reportagem.

O Globo mostrou que após 8 anos de promulgação da lei, aliados de Lula tentam uma reviravolta sobre a sua efetividade.

“Ao confirmar a condenação do petista e, assim, transformá-lo em ficha-suja, o TRF-4 deixou em situação constrangedora, por tabela, alguns aliados do ex-presidente. Políticos que há alguns anos eram ferrenhos defensores da Lei da Ficha Limpa agora tentam adequar seus discursos para defender Lula”, destaca outro trecho.

A reportagem cita justamente a postura de Flávio Dino em relação ao tema.

“Na Câmara, o PT também foi protagonista na aprovação da Lei, que teve como relator o então deputado petista José Eduardo Cardozo, posteriormente ministro da Justiça e advogado da ex-presidente Dilma Rousseff no processo de impeachment. Um dos autores da Lei da Ficha Limpa quando era deputado em 2010, o atual governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), afirmou que a lei “ajuda” e não atrapalha Lula”, destaca.

“Dino disse que continua a defender a regra e contou que ele e Cardozo incluíram um trecho que funciona como uma brecha e agora poderá ser usado por Lula. A lei prevê que o condenado possa apresentar recurso no Supremo Tribunal Federal (STF) ou no Superior Tribunal de Justiça (STJ) pedindo a suspensão da inelegibilidade”.

Crítica

A postura de Dino em relação a condenação de Lula também foi criticada pelo especialista Maurício Zanoide de Moraes, professor de processo penal da Faculdade de Direito da USP.

Para o especialista, a posição de Dino é política e não tem qualquer sustentação jurídica.

 

O Ministério Público maranhense se curva perante Flávio Dino

Uma cena curiosa chamou a atenção de observadores da cena política maranhense há alguns dias: o governador Flávio Dino (PCdoB) cercado por procuradores de Justiça, que o haviam acabado de homenagear com a maior honraria que pode ser concedida pelo Ministério Público do Maranhão.

O comunista recebeu na quinta-feira, 25, a Medalha do Mérito Celso Magalhães, maior comenda do Parquet, e virou alvo de tietagem dos membros do MP em evento para a entrega da homenagem.

Segundo o MP, “a honraria é conferida pelo Colégio de Procuradores do Ministério Público do Maranhão a autoridades que, de alguma forma, contribuem para que a instituição exerça o seu papel plenamente”.

Além de curioso, o caso é revelador do atual relacionamento entre o MP e o Governo do Estado. Um governo que tem sido abalado por denúncias de corrupção desde o seu início, em 2015, mas que recebe de quem lhe deveria fiscalizar uma espécie de “salvo-conduto”.

O MP acaba, assim, atuando como uma espécie de subordinado ao Executivo, quase como uma secretaria de Estado. Está, de fato, agachado.

Sem ações

 Não cabe a procuradores de Justiça premiar gestores – quaisquer que sejam eles – por supostas benfeitorias. Ser bom gestor, probo, zeloso pelo município, estado ou nação é obrigação de quem se lança ao desafio de administrar a coisa pública. Por melhor que seja uma gestão, o prêmio máximo para um prefeito, governador ou presidente, por exemplo, deve ser terminar seu mandato, sem ser alvo de ações do MP.

Camarada

Entre os procuradores que aproveitaram a entrega da Medalha do Mérito Celso Magalhães para tietar o governador estava Eduardo Jorge Heluy Nicolau. Ele é corregedor-geral do MP e foi flagrado no ano passado em militância política nas redes sociais, atacando a ex-governadora Roseana Sarney (MDB) e elogiando Flávio Dino. Além disso, Nicolau recebeu da gestão comunista R$ 390 mil, entre 2015 e 2016, pelo aluguel de um imóvel à Secretaria de Estado da Educação.