DEM do Maranhão e seus negócios políticos

É um escândalo, sob qualquer aspecto, a relação criada pelo governador Flávio Dino (PCdoB) com os dirigentes do partido Democratas no Maranhão. De uma hora para outra, empresas vinculadas à família do deputado federal Juscelino Filho e de sua mulher passaram a receber contratos milionários na Secretaria de Saúde, tanto no governo Dino quanto na Prefeitura de São Luís, do seu aliado Edivaldo Júnior (PDT).

O que pode caracterizar crime de compra de apoio político é o fato de que esses contratos começaram a prosperar no governo Dino exatamente depois que o DEM passou a compor sua base de apoio político e eleitoral.

São pelo menos duas empresas – a DIO Diagnóstico e Oftalmologia LTDA. E a CADI-Centro Avançado de Diagnóstico por Imagem – que já receberam milhões do governo Flávio Dino só agora em 2018, notadamente no período em que o debate sobre o destino do DEM estava intenso entre Juscelino Filho e seu colega, o ex-governador José Reinaldo Tavares.

Além do governo, essas empresas têm contratos com as prefeituras de São Luís, Raposa, Santa Inês, Vitorino Freire , Balsas, Pinheiro e várias outras prefeituras, administradas por aliados diretos de Flávio Dino ou familiares de Juscelino.

Os negócios de Dino com o DEM começaram a ser investigados pela oposição; e devem se transformar em representações que desembarcarão na Justiça Eleitoral, na Polícia Federal e no Ministério Público Federal.

O Estado do Maranhão/Estado Maior

Confirmado, Zé Reinaldo concorrerá ao senado pelo PSDB

Com o respeito e a cordialidade que sempre mantive com a imprensa maranhense e por entender que o compromisso fundamental dos comunicadores profissionais é com a responsabilidade na divulgação da verdade dos fatos, acima de especulações, faço os esclarecimentos que seguem.

Tenho uma antiga e sólida ligação com o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin. Fomos colegas na Câmara dos Deputados, fomos vice-governadores e, em seguida, governadores de nossos estados, na mesma época. Possuo muito respeito pelo homem e pelo político Alckmin. Conservo também uma amizade muito antiga e forte com o coordenador da campanha do governador Alckmin à Presidência, senador Tasso Jereissati, pois vivemos juntos grandes episódios da história política brasileira e isso permitiu que, por diversas vezes, conversássemos sobre o Maranhão.

Na última terça-feira (20), encontrei com o governador Alckmin, na posse da deputada Tereza Cristina, minha amiga do PSB, agora no DEM, na Frente Parlamentar em Defesa da Agricultura. Ele me viu e veio falar comigo sobre o Maranhão e eu disse que estou sempre pronto a ajudá-lo. Na terça feira à noite, recebi uma ligação do governador me convidando para ir a São Paulo conversarmos, convite que eu prontamente atendi na quarta-feira passada (21).

Tivemos um longo e produtivo diálogo. Ao final, o governador informou que iria ouvir o senador Roberto Rocha, presidente do partido no Maranhão sobre o que discutimos. Ontem (30), sexta-feira, logo cedo pela manhã, ele me ligou para dizer que tinha conversado com Roberto Rocha que, por sua vez, teceu elogios à minha pessoa, o qual agradeço agora, publicamente. Roberto afirmou que não havia impedimento da parte dele para que esse entendimento pudesse se concretizar.

Com essa compreensão, esclareço o que ficou decidido: o governador Alckmin terá, como em São Paulo, dois palanques no Maranhão, um, do seu partido, o PSDB, que terá como candidato a governador Roberto Rocha e o palanque de Eduardo Braide, futuro candidato ao Governo do Maranhão, também com o apoio de Alckmin.

Eu, portanto, me filiarei ao PSDB, serei candidato ao Senado e apoiarei Alckmin nos dois palanques. Além do apoio que recebi do governador paulista, discutimos muito a sua campanha no Estado e fiz um acordo com ele. Se eleito presidente do Brasil, Geraldo Alckmin apoiará os projetos estruturantes do Maranhão, bem como viabilizará o programa proposto pelo Nobel de Economia, James Heckman, a ser transformado em projeto social por mim e outros, com objetivo de diminuir a desigualdade e a pobreza, preparando melhor as novas gerações de maranhenses.

Consegui ainda o compromisso de Alckmin com a nossa refinaria e com o polo petroquímico, que trará milhares de empregos e empresas para o Maranhão. Firmamos compromisso também com o Centro Espacial Brasileiro de Alcântara, com o Programa Espacial Brasileiro, com o apoio à vinda de um parque industrial da indústria espacial e com o Fundo de Desenvolvimento das Comunidades Quilombolas de Alcântara, que estou propondo.

O governador prometeu uma Cooperativa de Microcrédito para homens e mulheres pobres poderem ter acesso a dinheiro barato e, assim, abrirem seus pequenos negócios, além de apoio técnico de São Paulo para qualificar professores, capacitar trabalhadores maranhenses para o trabalho, apoio firme para o nosso Sistema de Saúde e da nossa Segurança.

Desta forma, meus amigos, entraremos firmes na campanha, não apenas a eleitoral, mas na mais importante de todas, a de combater as causas ainda intocadas da pobreza em nosso Estado – a minha maior aspiração como homem público. Vamos juntos colocar o Maranhão em novo patamar de desenvolvimento.

Com minhas cordiais saudações,
José Reinaldo Tavares
Deputado Federal

Flávio Dino vai perder…

O deputado federal Zé Reinaldo voltou a se manifestar sobre o rompimento político com o governador Flávio Dino (PCdoB). A saída do ex-governador da base aliada ao Palácio dos Leões completou um mês no fim de semana.

E se ainda havia comunistas com esperanças de uma reaproximação, elas acabaram de se dissipar. Em entrevista a um programa de TV em Imperatriz, ele riu quando perguntado se “criou uma cobra para lhe morder” e avaliou a gestão do, agora, ex-aliado comunista.

“A nota dele é muito ruim”, disse o parlamentar, referindo-se ao conceito que tem da administração de Flávio Dino.

Sobre o futuro das eleições, Zé Reinaldo foi taxativo: “Eu acho que ele [Flávio Dino] vai perder”, declarou.

A entrevista vai ao ar nesta segunda-feira e, é claro, já começou a ser alvo da patrulha ligada a Dino.

 

O Estado/Coluna Estado Maior

Por todos os lados

Absoluto, autoritário, incapaz de observar além do próprio umbigo, o governador Flávio Dino tem vivido nesses últimos dias o resultado de sua capacidade de afastar pessoas e de dificultar a própria experiência no poder. Os movimentos que a oposição maranhense tem tomado nos últimos dias põem claramente em risco o mandato comunista iniciado em 2014.

Um desses últimos gestos foi a conversa da ex-prefeita Maura Jorge (Podemos) com o deputado federal Jair Bolsonaro (PSL), que deve disputar a eleição presidencial.

Bolsonaro é um dos mais revoltosos anticomunistas no Brasil. Seus posicionamentos políticos e sociais são a antítese do que prega, por exemplo, Flávio Dino. Polêmico, o deputado faz questão de confrontar suas ideias com a do comunista. E está pronto para combatê-lo na campanha.

Mas não é apenas Maura Jorge. Flávio Dino terá também que conviver a campanha inteira com a comparação do seu governo com o da ex-governadora Roseana Sarney (MDB). E neste quesito o comunista perde feio em todos os aspectos. E tudo isso será mostrado no horário eleitoral.

Sem falar na presença do senador Roberto Rocha (PSDB), do ex-governador José Reinaldo Tavares (sem partido), e do deputado Eduardo Braide (PMN), todos vítimas do desdém de Flávio Dino. E é com todas essas nuances da campanha que o comunista será obrigado a conviver até outubro.

Jornal O Estado/Coluna Estado Maior

Roseana mostra entusiasmo após primeira caravana pré-eleitoral

A ex-governadora Roseana Sarney (MDB) demonstrou à coluna Estado Maior (Jornal O Estado do Maranhão), forte entusiasmo com o resultado da caravana pré-eleitoral, que percorreu dos dias 8 a 16 deste mês, 31 municípios no interior do estado.

A pré-candidata ao Governo do Maranhão planeja encontro com lideranças de mais 50 municípios, numa segunda etapa da caravana. “Fiquei extremamente satisfeita em ver a manifestação de carinho do eleitor, com abraços efusivos e declarações de saudades de como vivia até quatro anos atrás”, declarou.

Na Assembleia Legislativa, o deputado estadual Edilázio Júnior (PV) também destacou a caravana pré-eleitoral de Roseana.

Ele falou da participação expressiva de lideranças políticas, prefeitos, ex-prefeitos, vereadores e presidentes de partidos e deu ênfase à presença de admiradores da ex-governadora. “A caravana começou no município de Santa Inês, no Dia Internacional da Mulher e findou em Peritoró, no dia 16 de março. Foi uma surpresa muito positiva a receptividade dos maranhenses junto à ex-governadora Roseana. Por onde passamos, em 31 municípios, todos os municípios externaram a saudade da governadora Roseana, o que acabou trazendo a motivação de volta a esse grupo político”, disse.

Além de destacar a participação espontânea da população durante os eventos, Edilázio falou do desgaste da administração Flávio Dino (PCdoB). “Pudemos observar, por exemplo, no município de Riachão, quando o presidente do PCdoB externou que estaria ao lado da governadora Roseana. Ele que votou no governador Flávio Dino em 2006, já na campanha para deputado federal, mas disse que só agora realmente conheceu o comunista que aí está. Da mesma forma, no município de Fortaleza dos Nogueiras, onde um vereador, também do PCdoB, externou apoio à ex-governadora Roseana nessa pré-campanha. O Maranhão não quer mais Flávio Dino”, finalizou.

 

Por Ronaldo Rocha/O Estado do Maranhão

Força extra à Oposição

Se esperava enfrentar uma oposição desorganizada, desmotivada nas eleições de outubro, o governador Flávio Dino (PCdoB) não tinha noção do estrago que poderia causar o afastamento de seu principal tutor e criador, o ex­-governador José Reinaldo Tavares (sem partido). Independentemente da posição que Tavares vier a adotar na eleição, seu gesto desponta como uma espécie de exortação à força dos que enfrentarão o comunista nas urnas em outubro.

Desde o anúncio do rompimento do ex­-governador, lideranças de oposição passaram a conversar entre si, reunir­-se em articulações mil e a projetar cenários capazes de vislumbrar uma vitória contra o atual ocupante do Palácio dos Leões.

E nem mesmo um recuo de José Reinaldo ­ há quem ainda alimente esta hipótese ­ será capaz de amenizar os estragos causados na seara comunista, que resultaram em um “deus nos acuda” desde que a mídia anunciou seu afastamento.

Flávio Dino enfrentaria a ex­-governadora Roseana Sarney (MDB), o senador Roberto Rocha (PSDB), os ex-­deputados Maura Jorge (Pode) e Ricardo Murad (PRP), além de, provavelmente, o deputado Eduardo Braide (PMN), com cada um buscando ocupar seus espaços de forma isolada. Agora, todos têm a mesma percepção da fragilização comunista neste atual momento.

E vão para a disputa com gás renovado, cada um em sua faixa de atuação eleitoral.

 

O Estado/Estado Maior

Flávio Dino, uma imagem de milhões

O governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), elevou à máxima potência, nos últimos três anos, a preocupação com sua imagem no cenário eleitoral. E, na mesma medida, levou às alturas o gasto público com esse tipo de serviço.

Só em 2017, por exemplo, a Informe Comunicação Integrada recebeu R$ 5,5 milhões do Governo do Maranhão apenas para cuidar que a imagem do comunista fosse a melhor possível na mídia nacional.Os dados são do Portal da Transparência.

A empresa pertence a Rebeca Scatrut, esposa do jornalista Ricardo Noblat, e mantém contrato com o Executivo desde 2015, quando participou sozinha de um processo licitatório.

Desde então, mantém-se por meio de aditivos. No total, durante esses três anos, os gastos com assessoria e imagem do governador já chegam à casa dos R$ 11,32 milhões – somas nunca antes registradas no Maranhão.

Desde que assumiu o comando do Executivo, Dino pagou R$ 1,01 milhão em 2015; R$ 4,72 milhões em 2016; e os R$ 5,59 milhões de 2017.

E como 2018 é ano de eleição…

 

Estado Maior/O Estado

Polícia Federal e TSE criam grupo para combater notícias falsas durante eleição

A Polícia Federal, o Ministério Público e o Superior Tribunal Eleitoral vão montar um grupo especialmente dedicado a combater notícias falsas durante as eleições para presidente e governador em outubro, revelou a Agência Brasil nesta quarta-feira, 10.

O grupo terá como objetivo “a discussão de medidas que possam ser adotadas nas eleições deste ano”, e atende a uma demanda de Luiz Fux, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) que assumirá a presidência do TSE em fevereiro.

Curiosamente, porém, o governo já tem um grupo de trabalho dedicado a notícias falsas. O atual presidente do TSE, Gilmar Mendes, criou no fim de 2017 um “conselho consultivo” encarregado de desenvolver pesquisas sobre o tema e determinar o impacto que notícias falsas têm no processo eleitoral.

Por enquanto, detalhes sobre as atribuições deste novo grupo não foram divulgados. Notícias falsas, porém, são motivo de preocupação para vários países. Recentemente, o presidente da França, Emmanuel Macron, anunciou planos para sancionar uma lei de combate a boatos espalhados em redes sociais.

No ano passado, o governo da Alemanha também estudou a possibilidade de multar empresas de tecnologia, como Facebook e Google, que não conseguissem evitar a propagação de notícias falsas pela internet. O presidente do Facebook, Mark Zuckerberg, também se comprometeu a melhorar a capacidade da rede social de lidar com o problema.

Apenas 8 meses e 25 dias

O tempo acima é o que falta para as eleições gerais de 2018. E neste início de ano cada um dos principais candidatos vive momentos diferentes na exposição. A situação de cada um:

Flávio Dino (PCdoB) – O governador comunista entrou 2018 literalmente com o pé esquerdo. Convive desde o fim de 2017 com a incômoda revelação de que, no período de seu mandato, surgiram no Maranhão nada menos que 312 mil novos miseráveis, o que dá 100 mil por ano de mandato.

Roseana Sarney (MDB) – A ex-governadora fechou 2017 com mensagens de otimismo em relação a 2018. E ganhou, logo nos primeiros dias do novo ano, uma centena de grupos de aplicativos, formados por políticos, jornalistas e simpatizantes. O possível “Bloco da Guerreira” fará contraponto ao desinteresse comunista no Carnaval.

Roberto Rocha (PSDB) – O senador venceu a batalha pelo PSDB e se mantém em franca articulação com lideranças do interior do estado. Com forte influência na Codevasf e um atuante mandato no Senado, Rocha assumiu o contraponto ao governo Flávio Dino, com obras e serviços que não são oferecidos pelo comunista.

Ricardo Murad (PRP) – O ex-deputado e ex-secretário atua fortemente nas redes sociais, desfazendo mitos vendidos pela mídia comunista. Murad atua na desconstrução do comunista nas redes sociais.

Maura Jorge (Podemos) – A ex-deputada e ex-prefeita continua em franca ação no interior do estado, fortalecendo-se em regiões importantes, como a Tocantina e a região dos Cocais. O projeto de Maura é ganhar musculatura nos segmentos evangélicos, hoje fortemente pulverizados.

Eduardo Braide (PMN) – Único dos pré-candidatos a não se declarar como tal, o deputado estadual fechou 2017 em terceiro lugar em todas as pesquisas. Sua atuação tem sido nos bastidores; e em duas frentes: montagem de um palanque forte e a busca de aliados importantes para viabilizar sua campanha na TV.

O Estado/ Coluna Estado Maior

Partidos de saída

Embora o agora virtual ministro do Trabalho, Pedro Fernandes, negue ou reafirme o contrário, a permanência do seu PTB na base do governo Flávio Dino (PCdoB) é uma impossibilidade do ponto de vista do pragmatismo do jogo político de Brasília.

O comunista maranhense é um dos mais mordazes críticos do governo Michel Temer (MDB), que chama de “golpista”. Difícil, portanto, que o Palácio do Planalto aceite ter um dos principais auxiliares na base desse crítico.

Mas as dificuldades de coligação de Flávio Dino com partidos que não fazem parte do espectro político onde está situado o seu PCdoB são mais reais do que a mera defecção do PTB. O comunista sabe que dificilmente terá em seu palanque legendas como o DEM, o PP e até mesmo PSB e PPS, que têm interesses nacionais em jogo para 2018.

Todos esses partidos se alinham no campo mais à direita do espectro político. E Dino se declara de esquerda, com valores de esquerda e visão de esquerda na economia, na política e na ideia de Estado.

De postura mais liberal – e antenados com a onda liberal que mobiliza a Europa – esses partidos tendem a extrapolar o debate na eleição de 2018, fazendo o contraponto ao conceito de Estado interventor e controlador, com economia basicamente estatal, defendido por Dino e seus aliados de esquerda, como PT e o PDT.

Ainda que o governador tente repetir a postura furta-cor que adotou em 2014 – abraçando, ao mesmo tempo, Aécio Neves (PSDB) e Dilma Rousseff (PT) – a beligerância do processo de 2018 vai dificultar as coisas para ele. E tudo começa já agora, com o caminho do PTB.

 

O Estado/Estado Maior