Flávio Dino, uma imagem de milhões

O governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), elevou à máxima potência, nos últimos três anos, a preocupação com sua imagem no cenário eleitoral. E, na mesma medida, levou às alturas o gasto público com esse tipo de serviço.

Só em 2017, por exemplo, a Informe Comunicação Integrada recebeu R$ 5,5 milhões do Governo do Maranhão apenas para cuidar que a imagem do comunista fosse a melhor possível na mídia nacional.Os dados são do Portal da Transparência.

A empresa pertence a Rebeca Scatrut, esposa do jornalista Ricardo Noblat, e mantém contrato com o Executivo desde 2015, quando participou sozinha de um processo licitatório.

Desde então, mantém-se por meio de aditivos. No total, durante esses três anos, os gastos com assessoria e imagem do governador já chegam à casa dos R$ 11,32 milhões – somas nunca antes registradas no Maranhão.

Desde que assumiu o comando do Executivo, Dino pagou R$ 1,01 milhão em 2015; R$ 4,72 milhões em 2016; e os R$ 5,59 milhões de 2017.

E como 2018 é ano de eleição…

 

Estado Maior/O Estado

Polícia Federal e TSE criam grupo para combater notícias falsas durante eleição

A Polícia Federal, o Ministério Público e o Superior Tribunal Eleitoral vão montar um grupo especialmente dedicado a combater notícias falsas durante as eleições para presidente e governador em outubro, revelou a Agência Brasil nesta quarta-feira, 10.

O grupo terá como objetivo “a discussão de medidas que possam ser adotadas nas eleições deste ano”, e atende a uma demanda de Luiz Fux, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) que assumirá a presidência do TSE em fevereiro.

Curiosamente, porém, o governo já tem um grupo de trabalho dedicado a notícias falsas. O atual presidente do TSE, Gilmar Mendes, criou no fim de 2017 um “conselho consultivo” encarregado de desenvolver pesquisas sobre o tema e determinar o impacto que notícias falsas têm no processo eleitoral.

Por enquanto, detalhes sobre as atribuições deste novo grupo não foram divulgados. Notícias falsas, porém, são motivo de preocupação para vários países. Recentemente, o presidente da França, Emmanuel Macron, anunciou planos para sancionar uma lei de combate a boatos espalhados em redes sociais.

No ano passado, o governo da Alemanha também estudou a possibilidade de multar empresas de tecnologia, como Facebook e Google, que não conseguissem evitar a propagação de notícias falsas pela internet. O presidente do Facebook, Mark Zuckerberg, também se comprometeu a melhorar a capacidade da rede social de lidar com o problema.

Apenas 8 meses e 25 dias

O tempo acima é o que falta para as eleições gerais de 2018. E neste início de ano cada um dos principais candidatos vive momentos diferentes na exposição. A situação de cada um:

Flávio Dino (PCdoB) – O governador comunista entrou 2018 literalmente com o pé esquerdo. Convive desde o fim de 2017 com a incômoda revelação de que, no período de seu mandato, surgiram no Maranhão nada menos que 312 mil novos miseráveis, o que dá 100 mil por ano de mandato.

Roseana Sarney (MDB) – A ex-governadora fechou 2017 com mensagens de otimismo em relação a 2018. E ganhou, logo nos primeiros dias do novo ano, uma centena de grupos de aplicativos, formados por políticos, jornalistas e simpatizantes. O possível “Bloco da Guerreira” fará contraponto ao desinteresse comunista no Carnaval.

Roberto Rocha (PSDB) – O senador venceu a batalha pelo PSDB e se mantém em franca articulação com lideranças do interior do estado. Com forte influência na Codevasf e um atuante mandato no Senado, Rocha assumiu o contraponto ao governo Flávio Dino, com obras e serviços que não são oferecidos pelo comunista.

Ricardo Murad (PRP) – O ex-deputado e ex-secretário atua fortemente nas redes sociais, desfazendo mitos vendidos pela mídia comunista. Murad atua na desconstrução do comunista nas redes sociais.

Maura Jorge (Podemos) – A ex-deputada e ex-prefeita continua em franca ação no interior do estado, fortalecendo-se em regiões importantes, como a Tocantina e a região dos Cocais. O projeto de Maura é ganhar musculatura nos segmentos evangélicos, hoje fortemente pulverizados.

Eduardo Braide (PMN) – Único dos pré-candidatos a não se declarar como tal, o deputado estadual fechou 2017 em terceiro lugar em todas as pesquisas. Sua atuação tem sido nos bastidores; e em duas frentes: montagem de um palanque forte e a busca de aliados importantes para viabilizar sua campanha na TV.

O Estado/ Coluna Estado Maior

Partidos de saída

Embora o agora virtual ministro do Trabalho, Pedro Fernandes, negue ou reafirme o contrário, a permanência do seu PTB na base do governo Flávio Dino (PCdoB) é uma impossibilidade do ponto de vista do pragmatismo do jogo político de Brasília.

O comunista maranhense é um dos mais mordazes críticos do governo Michel Temer (MDB), que chama de “golpista”. Difícil, portanto, que o Palácio do Planalto aceite ter um dos principais auxiliares na base desse crítico.

Mas as dificuldades de coligação de Flávio Dino com partidos que não fazem parte do espectro político onde está situado o seu PCdoB são mais reais do que a mera defecção do PTB. O comunista sabe que dificilmente terá em seu palanque legendas como o DEM, o PP e até mesmo PSB e PPS, que têm interesses nacionais em jogo para 2018.

Todos esses partidos se alinham no campo mais à direita do espectro político. E Dino se declara de esquerda, com valores de esquerda e visão de esquerda na economia, na política e na ideia de Estado.

De postura mais liberal – e antenados com a onda liberal que mobiliza a Europa – esses partidos tendem a extrapolar o debate na eleição de 2018, fazendo o contraponto ao conceito de Estado interventor e controlador, com economia basicamente estatal, defendido por Dino e seus aliados de esquerda, como PT e o PDT.

Ainda que o governador tente repetir a postura furta-cor que adotou em 2014 – abraçando, ao mesmo tempo, Aécio Neves (PSDB) e Dilma Rousseff (PT) – a beligerância do processo de 2018 vai dificultar as coisas para ele. E tudo começa já agora, com o caminho do PTB.

 

O Estado/Estado Maior

Sem Lula, Alckmin e Bolsonaro assumem protagonismo na disputa em 2018

As expectativas de que o ex-presidente Lula possa recorrer para lançar sua candidatura logo que sua condenação for confirmada pelo TRF4 tornam-se cada vez mais remotas.

Ao tornar-se inelegível pela Lei da Ficha Limpa, a chance de sucesso em uma iniciativa de judicialização de sua candidatura é de praticamente zero. A Lei é bastante clara e dificilmente os demais candidatos, com apoio maciço da opinião pública, vão investir pesado em ações para eliminar o criminoso condenado da disputa.

Neste cenário, dois candidatos devem polarizar a disputa à Presidência em 2018. O deputado Jair Bolsonaro e o governador de São Paulo Geraldo Alckmin são os que possuem mais chances de concentrar as atenções dos eleitores, pelo menos até o primeiro trimestre do próximo ano. O primeiro já conta com uma boa base de apoio de parte do eleitorado. Já o tucano é muito bem avaliado no maior colégio eleitoral do país.

Mas o imponderável pode interferir na polarização entre Bolsonaro e Alckmin. Até o momento, o governo Temer não se manifestou sobre quem irá apoiar nas próximas eleições. Apesar de sua baixa popularidade, a influência do Planalto terá um peso muito grande na disputa à sucessão presidencial em 2018. Além da recuperação da economia e do crescimento da oferta de emprego no país, os partidos que compõem a base governista detém quase 40% do tempo na propaganda eleitoral gratuita. Enquanto o PMDB e aliados de Temer possuem seis minutos, Alckmin tem apenas 1 minuto e 18 segundos e Bolsonaro 10 segundos. Isto explica o receio do governador de São Paulo em romper com o governo Temer, contrariando a orientação do PSDB.

Caso a base do governo permaneça coesa até meados de 2018, será tarde demais para que outros candidatos corram em direção a Temer com um pires na mão. A esta altura do campeonato, o Palácio do Planalto já terá definido o nome de seu candidato.

No cenário atual, ainda com Lula na disputa, o governador Geraldo Alckmin lidera a preferência dos eleitores do estado de São Paulo para a corrida presidencial, superando o deputado Jair Bolsonaro e o ex-presidente Lula, conforme levantamento realizado pelo instituto Paraná Pesquisas.

O instituto quis saber “Se as eleições para Presidente do Brasil fossem hoje e os candidatos fossem esses, em quem o Sr(a) votaria?Alckmin ficou em primeiro, com 23,7% da preferência dos entrevistados, seguido de Jair Bolsonaro (19,9%) e Lula (19,4%), que aparecem praticamente na sequência.

A saída de Lula da disputa deve resultar na distribuição de seus votos entre praticamente todos os candidatos. Já os eleitores indecisos, algo em torno de 64% dos brasileiros, deve aguardar a consolidação dos atuais nomes e o surgimento de mais um candidato com condições de dividir a disputa em 2018. Por enquanto, não há nada definido.

Imprensaviva

Oposição lidera a corrida para o Senado, segundo Vox Populi

Sarney Filho e Edison Lobão lideram a corrida ao senado em 2018

A pesquisa Vox Populi, divulgada na última segunda-feira, 4, mostra que a disputa pelas duas vagas par ao Senado estar mais favorável aos pré-candidatos da oposição ao governador Flávio Dino (PCdoB). O ministro Sarney Filho (PV) e o atual senador Edison Lobão (PMDB), segundo o levantamento, lideram a corrida para senador.

A pesquisa da Vox Populi foi encomendada pela agência de publicidade Jarkata Publicidade. Os dados foram colhidos nos dias 10 a 28 de novembro ouvindo 1007 maranhenses em São Luís e no interior do estado.

Pelo resultado da pesquisa, Sarney Filho vem com 28% seguido de Edison Lobão e Eliziane Gama com 24% os dois. Zé Reinaldo aparece com 22%. Waldir Maranhão aparece com 18% e Weverton Rocha com 15%. Márcio Jardim obteve 9%. Não sabe e não respondeu somou 11% e brancos e nulos, 25%.

Esse percentual é a soma de dois cenários estimulados pela Vox Populi. No primeiro cenário, Sarney Filho aparece com 16%. Ele é seguido por Eliziane Gama (PPS) com 14% e Edison Lobão com 13%. Waldir Maranhão (PP) obteve 11% mesmo percentual do deputado Zé Reinaldo. Weverton Rocha (PDT) aparece com 8% e Márcio Jardim (PT) com 4%. Não sabe e não respondeu somou 6% e brancos e nulos, 15%.

No cenário 2, Sarney Filho também lidera com 12% sendo seguido por Edison Lobão com 11%, Zé Reinaldo também com 11% e Eliziane Gama com 10%. Weverton Rocha vem com 8% e Waldir Maranhão com 7%. Márcio Jardim vem com 5%. Brancos e nulos somou 7% e não sabe e não respondeu, 5%.

Os números mostram que o pré-candidatos da oposição estão melhor posicionados que os pré-candidatos do campo de aliança do governador Flávio Dino.

O pré-candidato que já recebeu publicamente a declaração de apoio de Dino, o deputado Weverton Rocha (PDT), por exemplo, aparece somente com 15% apesar da campanha que vem fazendo para viabilizar o espaço na chapa majoritária de Flávio Dino.

Outro nome posto como provável candidato do governador comunista ao Senado é do deputado Waldir Maranhão (PP), que para agradar Dino chegou a anular a sessão que admitiu o processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT). O desempenho dele é melhor do que o de Weverton Rocha. O pepessista obteve 18% somando os dois cenários estimulados pelo o instituto.

O deputado Zé Reinaldo Tavares, que deverá ir para o DEM, aparece em melhor posição do que os outros dois colegas governistas. Ele obteve 22%. Apesar de aparecer bem em pesquisas, Tavares enfrenta resistência do grupo governistas para ser um dos nomes ao Senado que comporá a chapa majoritária de Dino.

E mais distante ainda dos comunistas para ser uma provável candidata do governo a senadora é a deputada Eliziane Gama (PPS). Ela aparece empatada com o senador Edison Lobão quando somados os cenários estimulados.

Quadro

Sarney Filho 28%

Edison Lobão 24%

Eliziane Gama 24%

Zé Reinaldo Tavares 22%

Waldir Maranhão 18%

Weverton Rocha 15%

Márcio Jardim 9%

Brancos e nulos 25%

Não sabe ou não respondeu 11%

 

Com informação do Jornal O Estado do Maranhão

Cenário de fracasso

Por qualquer aspecto que se analise, a pesquisa do Instituto Vox Populi sobre a corrida eleitoral maranhense – a primeira de uma empresa nacional sobre o próximo pleito – mostra o fracasso retumbante do governo Flávio Dino (PCdoB), prestes a completar o terceiro ano de mandato. Os números revelam que a população maranhense não engoliu, ou decepcionou-se, com o discurso da mudança comunista pregada em 2014.

Dino tem pouco mais de 1/3 do eleitorado maranhenses, o mesmo que a ex-governadora Roseana Sarney (PMDB), fora do poder há quatro anos e só agora anunciada pré- candidata ao governo.

Talvez até por saber os números do Vox Populi – mesmo porque tem institutos trabalhando para si quase que diariamente. – é que Dino começou a multiplicar por mil ações questionáveis e nada republicanas. Nos últimos dias, a tônica de suas ações é marcada por cooptação de partidos e lideranças em troca de cargos, liberação de convênios milionários a prefeituras vinculadas aos partidos de sua base, além do aliciamento claro de emissoras de rádio, jornais, blogs e emissoras de TV no interior.

O Instituto Vox Populi mostra um cenário ainda mais tenebroso para Flávio Dino em São Luís. Na capital, ele tem apenas a terceira colocação entre os candidatos a governador, perdendo para Roseana e para o deputado Eduardo Braide (PMN), que nem definiu se será candidato.

A população maranhense precisa agora ficar alerta com o nível de endividamento do governo, o gasto desordenado de recursos públicos e a compra de votos. Porque, já está claro por suas próprias ações, Dino vai fazer de tudo para se manter encastelado no Palácio dos Leões.

O Estado/Estado Maior

Mais uma pesquisa “Tabajara” comunista

Pesquisa de intenção de votos faltando quase um ano para a eleição é como a piada contada por um esperto que pegou dinheiro do rei prometendo fazer o burro falar após dez anos. Na cabeça do esperto, em dez anos, o burro (ou ele próprio) já terá morrido e o dinheiro do rei, já era.

Mas como pesquisa, bem feita ou não, com intenções escusas ou não, sempre mostra uma tendência, por se tratar de algo feito com mínimo de critério metodológico, apesar de ter um pouco da história do vendedor de risos do burro, tem também muito a dizer sobre o que pensa o eleitorado.

E nessa última, do Instituto Mérita em Caxias, divulgada por blogueiros palacianos, mesmo que o burro ou o vendedor estejam vivos em um ano, provavelmente muita gente deverá sorrir primeiro do que os dois.

Primeiro, não é surpresa para ninguém Flávio Dino aparecer no alto do pódio. O comunista, através de seus aliados, governando um Estado com mão de ferro e perseguindo seus adversários é o contratador da pesquisa, é o único candidato oficial a governador.

Isso sem falar do fato dele ser o único que vem fazendo campanha aberta desde o inicio de seu mandato para 2018 no Maranhão inteiro, falando de seu projeto de reeleição e aparecendo em palanques vazios ao lado de pré-candidatos aliados à Câmara, Assembléia e Senado federal. No grupo Sarney, ao contrário, a indefinição é cantada e decantada todo hora pelos próprios comunistas.

Flávio Dino deve ter muito cuidado para não se empolgar tanto com os números da Mérita, pois, a pesquisa feita por ele próprio mostra que, embora o grupo Sarney não tenha definindo um candidato, o nome da Roseana mostra-se com evidente consolidação, prova da força do Grupo Sarney que tem à disposição um nome forte, ao contrário de Flávio Dino, que vem definhando a cada pesquisa após diversos escândalos em seu governo.

Ou seja, enquanto Dino mostra que não tem mais para onde crescer, mesmo com a campanha intensa e declarada em torno de seu nome no Maranhão inteiro, Roseana aparece crescendo de forma sólida e surpreendente.

E é surpresa exatamente por ser uma possibilidade dentro de um grupo que pode ter mais de dois nomes, e, sobretudo, por ter o lastro eleitoral bem superior ao do Lobão Filho, nas eleições de 2014.

Portanto, não custa nada guardar alegria de enganar o rei agora para não chorar, de novo, depois.

Para imprensa mundial Lula é um criminoso condenado, já a imprensa local o trata como candidato

O jogo de interesses dos grupos de comunicação do país estão colocando o Brasil diante de uma situação vexaminosa perante o resto do mundo. Enquanto as principais publicações estrangeiras dão conta do histórico de crimes do petista contra os cofres públicos, enquanto as investigações da Lava Jato avançam e corroboram o depoimento de vários cúmplices de Lula em crimes vergonhosos, a imprensa local o trata como candidato à Presidência da República.

Não apenas a imprensa, mas partidos, lideranças políticas e ministros das mais altas cortes fingem ignorar a vergonha para o país que representa ter entre os pretendentes ao cargo mais alto da nação um criminoso condenado e réu em outras tantas ações penais.

Interessados em assegurar o resgate de regalias mantidas durante a era PT, políticos, membros do judiciário, empresários corruptos, rentistas, sindicalistas, artistas e ativistas da esquerda fingem conviver com naturalidade com a possibilidade de um criminoso apontado como chefe da organização criminosa que assaltou o país por mais de uma década e meia retorne ao poder.

Lula voltou já ocupou as manchetes dos principais jornais do mundo ao longo dos últimos meses em episódios vergonhosos como na ocasião depoimento do executivo da Petrobras, Renato Duque, ao juiz Sérgio Moro. A Agência Reuters distribuiu a notícia informando que Lula sabia sobre esquema de corrupção maciça na estatal petrolífera brasileira.

Segundo a publicação, Rento Duque confirmou que Lula tinha “conhecimento completo” sobre o esquema de retrocesso político que se centrou nos contratos da Petrobras, um ex-executivo de alto escalão. O ex-diretor de engenharia e serviços da Petrobras, Renato Duque, testemunhando no primeiro dos cinco julgamentos de corrupção que Lula enfrenta, disse a um juiz federal que Lula tinha “comando” do esquema.

A engenharia de desvios montada pelo PT de Lula e Dilma na Petrobras acabou se tornando o maior esquema de corrupção conhecido no Brasil. Bilhões foram pagos em subornos, principalmente por empresas de construção, para ganhar contratos com a Petrobras e outras empresas estatais. Mais de 100 pessoas foram condenadas até o momento na esteira da investigação da Lava Jato.

O ex-presidente Lula foi um destes condenados. Além de uma pena de 9 anos e 6 meses de prisão, o petista teve R$ 9.6 milhões confiscados pela justiça e seis imóveis confiscados, que deverão ir a leilão após a confirmação da sentença em segunda instância. Todo os recursos serão devolvidos a Petrobras.

Outras publicações como o The New York Times e o Wall Street Journal destacaram que os Mega-projetos comandados pelos governos do PT tinham como propósito principal a ampliação dos esquemas de corrupção no Brasil e que os recursos desviados dos cofres públicos serviram para financiar as campanhas dos políticos do partido. Os jornais estrangeiros informam que no Brasil, o ex presidente Lula é apontado como o chefe da organização criminosa por vários envolvidos nos esquemas de corrupção descobertos pelas investigações da Operação Lava jato.

Mas a importância de Lula no páreo das eleições de 2018 para os grupos que pretendem assegurar a influência sobre o Estado Brasileiro é crucial. A candidatura de Lula tem o propósito de tornar a disputa mais previsível e fácil de ser controlada por estes grupos. Ao polarizar a disputa com outro candidato comprometido com os velhos vícios e tretas, Lula coloca a disputa sobre o controle dos que tentam manipular o processo democrático. Não estão se importando se vai dar Lula ou seu outro candidato.

O importante é resgatar o comando do Estado e assegurar a volta do acesso ao dinheiro dos cofres públicos por meio de financiamentos camaradas do BNDES, dinheiro barato dos bancos públicos, verbas para sindicatos, movimentos sociais, meios de comunicação, formadores de opinião na imprensa, artistas, rentistas que viviam da inflação e juros altos, e todos aqueles que ficaram órfãos do dinheiro do povo nos últimos meses.

Caso a população cruze os braços diante desta situação vergonhosa, as autoridades competentes vão empurrar com a barriga qualquer decisão sobra a candidatura de um criminoso condenado. Se Lula conseguir ser candidato, pode ser tarde demais para impedir que o Brasil seja resgatado por sua organização criminosa. Segundo ministros do próprio STF, Lula e o PT teriam bilhões no exterior reservados para comprar eleições, incluindo ai dinheiro para os meios de comunicação, ministros dos tribunais, aliados políticos em todo o país e até mesmo fiscais dos tribunais eleitorais.

 

Imprensaviva

Para Lula, candidatura de Manuela D’Ávila é fachada e humilha a candidata do PCdoB em Congresso do partido

Quem esperava que o ex-presidente Lula fosse reagir de forma democrática diante da candidatura da comunista Manuela D’Ávila à presidência da República pode ir tirando o cavalinho da chuva. Manipulador hábil, Lula humilhou a aliada ao afirmar que seu papel na disputa de 2018 é secundário.

Esta é a primeira vez, desde 1989, que as legendas podem disputar a presidência separadas. “Qualquer partido de esquerda pode lançar candidatura para a eleição, mas é preciso ir junto para a rua”, disse Lula, deixando claro que ainda manda nos partidos aliados do PT.

O que Lula propõe desafia qualquer lógica de uma disputa eleitoral transparente e honesta ao relegar um mero papel de coadjuvante aos demais candidatos da esquerda: “Manuela, mesmo quando a gente faz uma campanha que a gente não ganha, se a gente fizer uma campanha ideologicamente bem feita, bem organizada, e a militância for para a rua, quero dizer que vale a pena ser candidato. Da minha parte, a única coisa que vão estranhar daqui para frente é um belo dia eu aparecer em algum dos comícios da Manuela”, sugeriu o petista, já prevendo que irá se imiscuir na campanha da comunista para se capitalizar.

A humilhação imposta por Lula à aliada teve um peso ainda maior pelo fato de não ter sido uma declaração dada à imprensa, situação em que este tipo de comentário pode ser ratificado ou desconversado. Lula falou isso olhando na cara de Manuela D’Ávila em pleno Congresso do PCdoB.

Ao ouvir calada a ingerência de Lula em sua candidatura, a pré-candidata Manuela D’Ávila assentiu que cumprirá um papel meramente coadjuvante na disputa, o que leva o eleitor a concluir que não se trata de uma candidatura que mereça ser levada à sério, assim como suas propostas de governo.

Ao escutar de um criminoso condenado que cumprirá apenas um papel de figurante numa disputa tão importante e ficar calada, Manuela D’Ávila despiu-se de sua dignidade e permitiu ser diminuída como candidata, como pessoa e como mulher.

Ainda que não tenha qualquer chance de vencer a disputa, a comunista deveria ter discordado e defendido sua candidatura, suas idéias e o papel de seus companheiros em sua iniciativa.