Voos partidários

Por mais que o governador Flávio Dino (PCdoB) venda a ideia de unidade em sua base de apoio, é quase impossível que, a depender da conjuntura nacional, ele consiga manter partidos como o DEM, o PPS e o PSB em seu palanque nas eleições de 2018.

Historicamente ligado ao PSDB, o DEM atua hoje em duas frentes: pode ser companheiro de chapa de um candidato do PMDB ou do PSD, no caso o ministro da Fazenda, Henrique Meireles. Para o posto, o partido já tem até nome: o presidente da Câmara Federal, deputado Rodrigo Maia (RJ).

Já o PPS e o PSB estão bem mais próximos de uma coligação com o PSDB, sobretudo se o candidato for o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin. Para se ter ideia da força da articulação que envolve os três partidos, o ex-ministro Aldo Rebello deixou o PCdoB – filiando-se ao PSB – exatamente para ser candidato a vice de Alckmin.

A repercussão dessas movimentações no Maranhão terá peso importante no contexto da campanha de Dino. Sem o PSDB, ele precisaria exatamente do PSB e do DEM para ter o tempo necessário na propaganda partidária, já que o seu PCdoB tem tempo insignificante no horário eleitoral. Sem essas legendas, o comunista ficará refém do PT e do PDT, únicos em seu grupo com tempo satisfatório em uma campanha majoritária.

Além do tempo perdido na propaganda, Dino terá de conviver com uma ironia: ver o PSB, legenda na qual atuou para ver o senador Roberto Rocha fora, coligada exatamente com o mesmo Rocha.

 

Coluna Estado Maior/Jornal O Estado do Maranhão

Josimar de Maranhãozinho pode ficar inelegível até 2020

O deputado estadual Josimar de Maranhãozinho (PR), o mais votado nas últimas eleições, mas que vai fazendo um mandato pífio na Assembleia Legislativa, segue com problemas junto a Justiça Eleitoral.

No mês de junho, o deputado federal Aluísio Mendes (Podemos) deu entrada em notícia-crime no Ministério Público Eleitoral visando à instauração de investigação federal contra o deputado Josimar de Maranhãozinho por falsificação de diploma escolar apresentado à Justiça Eleitoral para registro de candidatura nas eleições de 2014.

Porém, esse não deve ser o único problema de Josimar na Justiça Eleitoral. O vice-procurador-geral-eleitoral substituto, Francisco de Assis, já pediu ao ministro Luiz Fux, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que o deputado estadual seja novamente submetido a julgamento do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do Maranhão, por corrupção eleitoral.

O parlamentar está sendo acusado de compra de votos nas eleições de 2012, quando era prefeito de Maranhãozinho e ajudou a eleger o prefeito José Auricélio de Moraes Leandro e o vice dele, Raimundo Tarcísio de Lima. Os três chegaram a ser condenados pela juíza Cynara Elisa Gama Freire, da 101ª Zona Eleitoral, de Governador Nunes Freire, em julho de 2015, e estariam tecnicamente inelegíveis até 2020.

Só que Josimar de Maranhãozinho recorreu ao TRE-MA e conseguiu a anulação das provas. Agora, o Ministério Público Eleitoral solicitou um novo julgamento rechaçando os argumentos apresentados pelo deputado ao TRE.

Sendo assim, antes mesmo de se preocupar com as eleições de 2018, quando tentará se eleger deputado federal, mesmo tendo sido um deputado estadual com fraca atuação, Josimar precisará se livrar dos problemas junto a Justiça Eleitoral.

 

Flávio Dino pode desistir de sua candidatura a reeleição ao governo do Estado

O governador do Estado, Flávio Dino (PCdoB), pode desistir de sua candidatura a reeleição. Um dos motivos da desistência, que ainda não foi confirmado oficialmente, teria sido por uma provável debandada do PT, PSDB e do PSB da coligação majoritária com o PCdoB em 2018.

Isso cai como uma bomba, principalmente para os comunistas que estão secretários de estado, que já estariam articulados para as próximas eleições e com pré-candidatura nas ruas. Pelas informações repassadas, Flávio Dino deixaria de contar com o PSB, que optou pelo senador Roberto Rocha como candidato ao governo do Estado pelo partido.

O PSDB também sairá no próximo ano com candidatura própria ao governo do estado, tendo como opções o prefeito de São José de Ribamar, Luis Fernando, ou o ex-prefeito de Imperatriz, Sebastião Madeira.

O PT ainda é uma incógnita, como sempre divido e cada ala interna do partido pensando no seu próprio umbigo.

Informações dão conta que o governador Flávio Dino, teria mantido contato com a direção nacional do PSB e PSDB para tentar reforçar uma possível coligação. A conversa dos cardeais do PSB foi bastante objetiva pela preferência do senador Roberto Rocha, da mesma forma finalizou a conversa com os tucanos, também sem sucesso.

Entre as negociações feitas entre o governador Flávio Dino com o PSB e o PSDB estaria uma das vagas de senador, entretanto, mesmo com a oferta das benesses, as negociações fracassaram.

Conforme foi amplamente divulgado pelos blogs “chapa branca”, cabe agora ao governador Flávio Dino aceitar o convite do PT nacional como plano B e concorrer ao cargo de presidente da republica, caso o ex-presidente Lula não consiga se candidatar.

 

Governador Flávio Dino, como sempre contraditório

Governador Flavio Dino e o seu pai, Sálvio Dino.

O governador e candidato a reeleição ao governo do estado pelo PCdoB, Flávio Dino, insiste na expressão “oligarquia” quando se refere à uma provável e consistente candidatura de Roseana Sarney (PMDB). Só que o governador comunista esquece, ou finge que esquece, que o seu pai, o jornalista Sálvio Dino (a direita na foto), até pouco tempo atrás fazia parte do governo do estado como assessor da Secretaria Extraordinária de Desenvolvimento do Sul do Maranhão (SEEDESMA), tendo Roseana como chefe dele.

Soube por parte de alguns aliados do Flávio Dino, que ele continua não se relacionando muito bem com o seu pai, fato que respeito por ser uma situação estritamente familiar, agora, acolher uma postura de adversário político do próprio pai, e o pior, chamá-lo de oligárquico é uma situação de falta de respeito e uma grande maldade com uma pessoa que muito ajudou na história literária e cultural do Maranhão. Se bem que este tipo de situação é característico dos comunistas, onde esquecem até mesmo das suas próprias origens e se empenham somente nas ideologias partidárias.

Roseana lidera as intenções de voto num colégio eleitoral maior do que onde Flávio Dino tem a preferência

A pesquisa divulgada pelo Instituto Perfil nesta quinta-feira (20) sobre as intenções de voto para o Governo do Maranhão em 2018 mostra que a ex-governadora Roseana Sarney (PMDB) ganharia do governador Flávio Dino (PCdoB) num colégio eleitoral maior do que onde perderia, apesar de o número de municípios onde estaria liderando ser menor.

De acordo com o instituto, que fez a pesquisa em dez dos maiores colégios eleitorais do estado, Roseana venceria, se a eleição fosse hoje em quatro municípios: Açailândia, Imperatriz, Paço do Lumiar e São José de Ribamar, que juntos têm 369.388 eleitores, enquanto Flávio Dino estaria na frente em Bacabal, Caxias, Codó, Pinheiro e Timon, que totalizam 364.245 eleitores.

Em São Luís, cujo eleitorado é de 659.779, a liderança seria do deputado Eduardo Braide (PMN), que teria 20,8% das intenções de voto contra 20,5% do governador e 17,4% de Roseana Sarney. Como a margem de erro é de 4,5 pontos para mais ou para menos, isto significa dizer que os três estão tecnicamente empatados na capital.

Na pesquisa como um todo verifica-se um empate também entre Roseana e Flávio Dino, pois ela teria nos dez municípios 23,7% e ele, 25,7%. O deputado Eduardo Braide aparece com 15,1%. Pela margem de erro, Roseana teria de 19,2% a 28,2% e Flávio Dino, de 21,2% a 30,2%.

 

Do blog do Aquiles Emir

Eleições 2018 – Senado, cardápio variado no Maranhão

Faltando pouco mais de um ano para as convenções que irão definir os candidatos às eleições de 2018, já são sete os pré-candidatos às duas vagas de senador pelo Maranhão. São quatro interessados no grupo da ex-governadora Roseana Sarney (PMDB) e três postulantes na órbita do governo Flávio Dino (PCdoB).

E além do diferencial numérico, a lista do grupo roseanista tem como diferencial adicional em relação aos nomes postos pelos aliados do governo comunista a trajetória consolidada de seus pré-candidatos.

A começar pelo ministro do Meio Ambiente, Sarney Filho (PV), os aliados de Roseana interessados na vaga de senador têm também os atuais ocupantes do posto, Edson Lobão e João Alberto (ambos do PMDB), e o também ex-ministro Gastão Vieira (Pros), embora este último se porte hoje como alguém mais independente.

O histórico dos quatro pré-candidatos tem forte peso no tabuleiro político. Com quase dez mandatos de deputado federal, Sarney Filho, por exemplo, já é ministro pela segunda vez. Foi ministro do Meio Ambiente no governo Fernando Henrique Cardoso (PSDB) e é uma das maiores referências no setor ambiental no mundo.

Gastão Vieira também foi ministro (do Turismo, no governo Dilma), além de várias vezes secretário de estado e com vários mandatos de deputado federal. Em 2014, ele foi candidato a senador.

Os dois atuais ocupantes da vaga no Senado têm cacife também consolidado; Lobão foi ministro de Minas e Energia, vice presidente do Senado e governador do Maranhão. João Alberto, além do Governo do Estado, comandou a Prefeitura de Bacabal, foi vice-governador, deputado federal, secretário de estado e está no segundo mandato de senado.

Dos outros três nomes – que representam o grupo de Flávio Dino na disputa -apenas José Reinaldo Tavares tem lastro político histórico. Ele foi deputado federal, ministro dos Transportes, vice-governador e governador do Maranhão.

Os deputados federais, Weverton Rocha (PDT) e Waldir Maranhão (PP) estão em início de carreira política. E trazem como diferencial a ousadia política, de se colocar entre os postulantes ao cargo de senador. E já mobilizam prefeitos no interior para seu projeto.

Cada grupo que entrar na disputa de 2018 com candidato a governador poderá apresentar até dois nomes para a disputa do Senado. E é dentro dessa gama de possibilidades que podem surgir outras possibilidades ao eleitor. Daí é que surgem nomes como o do ex-juiz Márlon Reis (Rede); do prefeito de Santa Rita, Hilton Gonçalo (PDT); do ex-prefeito de Imperatriz, Sebastião Madeira (PSDB) e da deputada federal Eliziane Gama (PPS).

Todos estes nomes, no entanto, mostram-se ainda incipientes ao eleitor. Sem falar nos chamados partido da ultra-esquerda (PSTU, PCB, PSOL), que devem lançar seus candidatos à disputa. Mesmo sem chance alguma de vitória.

 De O Estado do Maranhão