Joesley Batista propõe nova delação com equipe de Raquel Dodge e fritar Janot

O empresário Joesley Batista está inconformado com seu trágico destino, após ter confiado cegamente em uma das mais absurdas conspirações da história da República. O bilionário tinha planos de abandonar o Brasil para nunca mais voltar, após conseguir o tão pacto de imunidade eterna prometido pelo ex-procurador-geral da República. Joesley fez tudo que Janot pediu e seguiu à risca um roteiro macabro escrito a oito mãos nas dependências da Procuradoria-Geral da República em Brasília.

Mas ao final das contas, a trama foi desvendada antes mesmo de Joesley colocar as mãos definitivamente no tão sonhado habeas corpus eterno negociado com Janot. O açougueiro agora acusa seu cúmplice na trama, o próprio Janot, de traição e promete revanche. Quem acreditava que esta história sem pé e sem cabeça tinha alguma chance de prosperar, ficou com cara de tacho. Mas ainda não acabou. O empresário está com sangue no olho e ainda não se conformou em passar o resto de seus dias atrás das grades.  Fontes asseguram que Joesley Batista está louco para se reunir com a procuradora-geral da República, Raquel Dodge ou com os membros de sua equipe. O açougueiro estaria disposto a pedir desculpas por tudo que fez e promete entregar a cabeça de Rodrigo Janot e de outros membros da PGR em uma bandeja, em troca de uma nova tentativa de acordo de delação.

Por mais que a proposta possa parecer um gesto de desespero, os trunfos que Joesley está disposto a colocar na mesa de negociações são tentadores. Gravações de conversas com membros da PGR tramando a conspiração para derrubar Temer e impedir a ascensão de Raquel Dodge ao comando do órgão, além de outras prendas irrecusáveis. Segundo fontes, Joesley possui no exterior centenas de gravações com os ex-presidentes Lula e Dilma, ministros dos governos petistas, gente do BNDES, Caixa e até com ministros do STF. Segundo interlocutores, Joesley estaria disposto a tudo para conseguir se livrar da prisão. Quando se diz tudo em relação ao açougueiro da Friboi, pode se esperar qualquer coisa.

Fachin deve anunciar pedido de prisão de Joesley Batista, Ricardo Saud e Marcelo Miller a qualquer momento

Ministro Fachin, relator da Lava Jato no STF, deve expedir mandados de prisão aos envolvidos na quebra de delação

Pressionado pelos colegas do Supremo Tribunal Federal, o ministro Edson Fachin teve que trabalhar neste fim de semana para definir logo a questão sobre os pedidos de prisão do principal acionista do grupo J&F (dono do frigorífico JBS-Friboi), Joesley Batista, do diretor Ricardo Saud e do ex-procurador Marcello Miller.

Ao que tudo indica, os colegas de Fachin na corte que foram atingidos nos ombros por uma ejaculação precoce de Joesley, não lhe deram muitas opções. Ou aceita ou aceita os pedidos de prisão enviados ao STF pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, que também foi pressionado por todos os lados para acabar logo com a raça dos açougueiros da Friboi.

Por meio de sua defesa, Joesley Batista ainda pediu para ter uma “conversinha” com Fachin antes de sua decisão, mas o ministro do STF preferiu evitar ouvir possíveis chantagens do homem que patrocinou sua campanha ao cargo de ministro do Supremo.

Foram Janot e Fachin os patrocinadores do acordo com os criminosos da JBS/Friboi. Nada mais justo que impor aos dois que desfaçam a lambança e depois se entendam sobre seus problemas com os açougueiros no futuro.

 

Imprensaviva

PF indica que acordo de delação da JBS deve ser anulado

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, meteu mesmo os pés pelas mãos quando firmou o controverso acordo de delação premiada com os executivos da JBS. Sem contar com a participação da Polícia Federal ou dos procuradores da República da Lava Jato, em Curitiba, Janot se reuniu e combinou sozinho com os irmãos Batista e concedeu aos executivos do grupo imunidade total, mesmo sem ter recebido provas sobre seus relatos.

O delegado Márcio Anselmo, um dos integrantes mais importantes desde o início da Operação Lava Jato, discorda dos métodos de Janot. Sem citar acordos suspeitos, como os de Sérgio Machado e Joesley Batista, o delegado da Polícia Federal acusou Rodrigo Janot de tentar reduzir o papel da PF: Márcio Anselmo deu a seguinte entrevista ao Estadão:

“O atual PGR passou a adotar uma postura de tentar reduzir a capacidade da polícia (que detêm o poder de investigação assegurado pela constituição) para se auto afirmar como ‘investigador’. Se cada um cumprisse sua função constitucional, a situação seria bem melhor para o sistema de justiça criminal. Infelizmente, o que se observa no Brasil é que cada órgão quer realizar o trabalho do outro e esquece do seu. Não é possível que uma colaboração seja firmada pelo Ministério Público sem sequer tomar conhecimento dos elementos que a polícia judiciária já tem numa investigação. Pode estar oferecendo benefícios por ‘provas’ que já estão de posse da polícia. Quem perde com essa postura certamente é a sociedade”.

É claro que as declarações públicas de um dos mais importantes membros da Lava Jato não chegam nem perto do que se comenta nos bastidores da PF. Janot tentou destruir a Lava Jato para blindar gente ligada aos esquemas criminosos praticados durante os governos petistas de Lula e Dilma. Tudo isso deve ser revisto nos próximos meses, após o término do mandato de Janot em setembro. Além dos acordos de Sérgio Machado, Delcídio Amaral e da própria Odebrecht, que sequer levaram Lula, Dilma e Mantega para a prisão, a PF deve se debruçar nas tretas de Janot envolvendo o acordo com os açougueiros da JBS-Friboi

 

Com informações do Estadão