Regime comunista de Fidel não aceita debater a questão racial em Cuba

 

Regime comunista de Fidel não aceita discutir questão racial em Cuba

A antropóloga e historiadora Maria Faguaga debate um assunto pouco presente na mídia brasileira: como é o racismo e o movimento negro em Cuba. Ela explicou à revista Veja que há uma preocupação dos políticos em apresentar este movimento, mas que ele não existe de fato. “Não há a possibilidade de existir porque, desde 1959, tivemos que assumir somente a identidade nacional. Temos que ser só cubanos – e não afro-cubanos”, conta. No entanto, apesar da inexistência do movimento negro, há racismo no país. “A única coisa que aconteceu é que deixaram de falar, porque não se podia mais tocar no assunto após a revolução”, afirma.

A situação é uma tragédia, mas também é um tanto irônica. Os movimentos negros brasileiros, em sua maioria ligado a grupos de extrema-esquerda, defendem o regime cubano desde sempre. Aparentemente nunca pararam para pensar que não há liberdade em Cuba para fazerem por lá o que fazem no Brasil. Aliás, ou não perceberam isso ou não se importam, já que no fim das contas o que menos importa para esta gente é a causa.

 

Por que o comunismo NÃO é tão odiado quanto o nazismo, embora tenha matado muito mais?

Quando as pessoas descrevem indivíduos ou regimes particularmente maléficos, por que elas utilizam os termos “nazista” ou “fascista”, mas quase nunca “comunista”? Considerando o inigualável volume de sofrimento humano causado pelos comunistas, por que o termo “comunista” causa muito menos repulsa que “nazista”?

Os comunistas mataram 70 MILHÕES DE PESSOAS na China, mais de 20 MILHÕES de pessoas na União Soviética (e isso sem incluir os aproximadamente 5 MILHÕES de ucranianos), e exterminaram um terço (33%)  da população do Camboja. No total, os regimes comunistas assassinaram aproximadamente 110 MILHÕES DE PESSOAS de 1917 a 1987. Adicionalmente, os comunistas escravizaram a população de nações inteiras, como Rússia, Vietnã, China, Leste Europeu, Coréia do Norte, Cuba e boa parte da Ásia Central. Eles arruinaram as vidas de mais de UM BILHÃO DE PESSOAS.

Sendo assim, de novo, por que o comunismo não tem a mesma reputação horrenda do nazismo?

Motivo número 1
Falando bem diretamente, há uma ignorância avassaladora sobre o histórico do comunismo. Ao passo que tanto a direita quanto a esquerda desprezam o nazismo e estão sempre ensinando lições de seu odioso legado, a esquerda jamais odiou o comunismo. E dado que a esquerda domina o ambiente acadêmico, praticamente ninguém leciona sobre a história maléfica do comunismo.

Motivo número 2
Os nazistas fizeram o Holocausto. E nada se compara ao Holocausto em termos maldade pura. A perseguição e a captura de praticamente todo e qualquer indivíduo judeu — homens, mulheres, crianças e bebês — no continente europeu e o subsequente envio de todos eles para campos de concentração e trabalho forçado, onde em seguida eram assassinados, foi algo sem precedentes e sem paralelos em termos de perversidade.

Os comunistas mataram muito mais pessoas que os nazistas, mas jamais se igualaram ao Holocausto em termos de sistematização do genocídio. A singularidade do Holocausto e a enorme atenção corretamente dada ao fenômeno ajudaram a garantir ao nazismo uma reputação bem pior que a do comunismo.

Motivo número 3
O comunismo se baseia em teorias igualitárias que soam bonitas e humanistas para os mais ingênuos. O nazismo, não. O nazismo se baseia explicitamente em teorias atrozes.

Intelectuais — inclusive, é claro, os intelectuais que escrevem a história — são, no geral, seduzidos por palavras. Eles tendem a considerar que ações são menos importantes do que palavras e intenções. Por esse motivo, eles raramente dão às horrendas ações do comunismo a mesma atenção que dão às horrendas ações do nazismo. Eles raramente atribuem aos comunistas a mesma responsabilidade que atribuem aos nazistas. Nas raras vezes em que reconhecem as atrocidades dos comunistas, eles as ignoram dizendo que foram perversões do “verdadeiro comunismo”, o qual teria sido “deturpado”.

No entanto, eles (corretamente) consideram que as atrocidades cometidas pelos nazistas foram as consequências lógicas e inevitáveis do arcabouço teórico do nazismo, o qual não foi deturpado nem pervertido.

Motivo número 4
Os alemães assumiram a responsabilidade pelo nazismo, expuseram completamente suas atrocidades, e tentaram reparar seus erros. Já os russos nunca fizeram nada similar em relação aos horrores perpetrados por Lênin e Stálin.

Muito pelo contrário, aliás. Lênin, o pai do comunismo soviético, ainda é amplamente venerado na Rússia. Quanto a Stálin, como disse o especialista em história da Rússia Donald Rayfield, historiador da Universidade de Londres, “as pessoas ainda negam, assertivamente ou implicitamente, o holocausto de Stalin”.

A China fez ainda menos. O país jamais se expiou pelo maior homicida e escravizador dentre todos os comunistas, Mao Tsé-Tung. O governo do país sequer reconhece oficialmente os crimes de Mao, que continua reverenciado na China. Todas as cédulas da moeda chinesa carregam o seu retrato.

Enquanto Rússia e China — e Vietnã, Cuba e Córeia do Norte — não reconhecerem e admitirem as atrocidades que cometeram sob o comunismo, os horrores do comunismo continuarão menos conhecidos do que os horrores cometidos pelo governo alemão sob Hitler.

Motivo número 5
Os comunistas assassinaram majoritariamente seu próprio povo. Já os nazistas mataram relativamente poucos alemães.

A “opinião mundial” — esse termo amoral e praticamente sem significado — considera que assassinatos de membros pertencentes a um mesmo grupo são bem menos dignos de atenção do que o assassinato de quem está de fora. É por isso que, por exemplo, negros chacinando milhões de compatriotas negros na África não obtém praticamente nenhuma atenção da “opinião mundial.”

Motivo número 6
Na visão da esquerda, a última “guerra justa” foi a Segunda Guerra Mundial, a guerra contra o nazismo alemão e o fascismo japonês.

A esquerda não considera que guerras contra regimes comunistas sejam “guerras justas”. Por exemplo, a guerra americana contra o comunismo vietnamita é considerada imoral. Já a guerra contra o comunismo coreano — e seus apoiadores comunistas chineses — é simplesmente ignorada.

Enquanto a esquerda e todas as instituições influenciadas pela esquerda continuarem se recusando a reconhecer quão atroz, maléfico e desumano foi o comunismo, continuaremos a viver em um mundo moralmente confuso, no qual idéias abertamente comunistas são saudadas por intelectuais influentes e políticos declaradamente simpáticos a este regime são eleitos e respeitados.

Em respeito às vítimas do comunismo, devemos estudar, aprender e divulgar tudo o que elas sofreram sob este regime. Afinal, ainda pior do que ser assassinado ou escravizado é um mundo que nem sequer reconhece que você o foi.

 

Por Mises Brasil

O Terror comunista nunca contado na URSS – por Vladimir Zhirinovsky

Assista e refita ao inflamado discurso do líder do Partido Liberal-Democrata da Rússia, Vladimir Zhirinovisky, feito no Duma (Parlamento da Federação Russa).

Uma aula de história imperdível dada por uma testemunha ocular que narra, com precisão de detalhes, a falha colossal do Comunismo na Rússia, a carnificina cometida durante o “terror vermelho” e as amargas sequelas deixadas no povo russo sob os regimes dos comunistas Lênin e Stalin, os maiores mentecaptos e assassinos da História.

(Traduzido a partir das legendas em inglês)

Tradução: F. Lauer
Revisão: Rodrigo Carmo e Hugo Silver