Mar de corrupção no Maranhão

Matéria divulgada hoje (11/10) pelo portal de noticias UOL mostra que o Estado do Maranhão aparece entre as unidades da federação com o maior índice de corrupção do país, leia a matéria.

No Maranhão, um esquema milionário de fraudes atingiu diretamente uma área crucial para a população. Pelas contas da Polícia Federal, pelo menos R$ 1 bilhão foi desviado do sistema de saúde do Estado.

O alvo da Operação Sermão dos Peixes, batizada em alusão à repreensão dada pelo padre Antônio Vieira aos colonos, em 1654, ao criticá-los sobre a prática da corrupção, eram organizações não governamentais encarregadas de gerenciar unidades hospitalares no interior ao longo dos últimos três anos.

Só o volume de saques em dinheiro, realizados desde 2015, variou entre R$ 18 milhões e R$ 36 milhões, algo como entre 36 e 72 malas semelhantes à que a Polícia Federal flagrou o ex-deputado Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR) recebendo da JBS numa pizzaria paulistana.

Foi necessário que os investigadores ficassem de campana por 70 dias para flagrar os saques. Neste período, havia uma retirada frequente de dinheiro em espécie que era entregue diretamente aos dirigentes das entidades e a políticos locais. Nas quatro fases da operação, cerca de 30 pessoas foram presas, mas algumas já se encontram em liberdade.

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Deputado Wellington propõe CPI para apurar desvios de recursos no Governo Flávio Dino

“O Governador se orgulha de economizar na saúde enquanto a população sofre em filas com atendimento precário”, disparou deputado Wellington.

O deputado estadual Wellington do Curso (PP) criticou a atitude do governo Flávio Dino (PCdoB) por publicar em suas redes sociais que tem investido menos na saúde do Maranhão. Na publicação, o Executivo mostra que diminuiu os investimentos na saúde e economizou R$ 508,2 milhões nos últimos 2 anos.

O banner publicado em sua rede social diz que, em 2014, foram gastos R$ 925,6 milhões na saúde. Em 2015, esse valor caiu para R$ 753,4 milhões. Em 2016, caiu, novamente, para R$ 589,6 milhões. Ao todo, segundo o governo, foram economizados R$ 508,2 milhões nos últimos dois anos. A atitude foi reprovada por internautas maranhenses que fizeram muitos comentários negativos e rebateram as informações nas redes sociais do Governo.

Em um dos comentários o internauta relembra o caso do IDAC, alvo recente de operação da Polícia Federal por desvios de milhões de reais dos cofres públicos, do dinheiro repassado pela Secretaria de Estado de Saúde do Maranhão.

“Estou vendo a economia com o IDAC… pare de torrar milhões em propaganda mentirosa e vai aparelhar o sistema de saúde… Quem precisa demais gastar com publicidade e propaganda é porque precisa enganar alguém”.

Outro internauta diz: “Isso é postagem que se faça??? Mostrem o que ganhamos com essa economia… A saúde no estado está SUCATEADA!!! E o governo comemora isso?? ABSURDO!!!!”

Diante das reclamações dos internautas e da população maranhense, Wellington questionou na tribuna da Assembleia como foi feita essa economia na área da saúde do estado, relembrando também, o caso do IDAC.

“O Governador deveria ter vergonha de dizer que economizou na saúde. A saúde não precisa de economia, mas sim de investimentos. Qual a lógica? Se a saúde pública estivesse tão bem como o Governo diz, eu não teria que ocupar essa tribuna para cobrar o básico, como medicamentos nas farmácias especializadas. Já perdi a conta quanto ao número de vezes em que solicitei o fornecimentos dos medicamentos, desde 2016, a exemplo da Somatropina, Anastrozol, Topimaroto, Folfox, Galantamina e Azatioprina. Se a saúde está tão bem, por que a paciente Marianny Ribeiro está até hoje no Piauí aguardando atendimento? O Governador se orgulham de economizar na saúde enquanto a população sofre em filas com atendimento precário. Ao Governo do Estado, eu deixo uma sugestão: ouça a população. Ouça o clamor do maranhense. Veja quão insatisfeito está o povo que padece em hospitais públicos do Maranhão. E fica a pergunta: para onde foram os recursos? O povo do Maranhão quer saber”, pontuou Wellington.

É do deputado Wellington a proposta de instauração da CPI da Saúde, que tem por objetivo apurar os indícios de desvios de recurso público no Maranhão.

IDAC – até agora só dissimulação do governo Flávio Dino

O governo Flávio Dino (PCdoB) sustenta, desde o inicio da Operação Rêmora, que nenhum membro de sua gestão tenha qualquer tipo de envolvimento com os desvios de recursos da Saúde promovidos pelo IDAC, o que não é verdade. Houve sim crime de improbidade administrativa e omissão durante a sangria de dinheiro do contribuinte.

Lendo com cautela o contrato entre o Governo do Estado e o Instituto, observa-se que nas Cláusulas 4ª e 5ª do Contrato de Gestão, faltou acompanhamento dos resultados e dos objetivos e metas pela própria Comissão Permanente de Avaliação da Execução de Contratos de gestão, constituída pelo próprio secretário de saúde do Estado. Então, como pode o secretário Carlos Lula afirmar que nada sabia, sendo ele o ordenador e principal fiscal do dinheiro publico repassado ao Instituto?

 

Além dos desvios de recursos na saúde, podemos observar um caso claro de má gestão e omissão, e cabe ao Tribunal de Contas e Ministério Publico investigar a fundo, independentemente da investigação em curso da Polícia Federal, pois trata-se claramente de crime de improbidade administrativa.

O saque do dinheiro publico na boca do caixa tem dois prováveis motivos: estava sobrando muito dinheiro e o IDAC estava realmente “guardando” para ser utilizado em 2018, ou o dinheiro sacado era para pagamento de propina a alguém, resta saber para quem.

Chamar a forma que o dinheiro publico foi desviado de “sofisticação”, como foi dita pelo secretário Carlos Lula, é uma grande piada de mal gosto.Não tem nada de sofisticado, tem muita é incompetência ou má-fé pra permitir desviar o dinheiro da saúde e deixar nosso povo sofrendo em filas e corredores de hospitais.

Por isso, entendo como dissimulada a declaração do Secretário de Saúde do Estado do governo Flavio Dino.

 

 

CPI é chance do governo Flávio Dino provar que não desviou verba da Saúde

O governo Flávio Dino (PCdoB) sustenta, desde a deflagração da Operação Rêmora, que não tem qualquer envolvimento com os desvios de recursos da Saúde promovidos pelo IDAC.

Agora o deputado Wellington do Curso (PP) propõe uma CPI para apurar corrupção na saúde do Maranhão (saiba mais).

O governo, como se sabe, tem maioria na Assembleia Legislativa e basta um “Ok!” do Palácio dos Leões para que se consigam as assinaturas necessárias para a instalação da comissão de inquérito.

É a chance perfeita de os comunistas provarem que não têm qualquer ligação com os esquemas.

A questão é: o governo quer uma CPI para apurar a corrupção na Saúde?

 

Do blog do Gilberto Léda

PF mostra em relatório que governo Flávio Dino dobrou valores dos contratos com IDAC

Segundo a Polícia Federal, os contratos do instituto com o governo estadual em 2014 chegaram a R$ 100 milhões; na atual gestão comunista os contratos ultrapassaram R$ 240 milhões

Secretário de Saúde, Carlos Lula, declarou que contratos com o IDAC foram mantidos porque não havia nada que desabonasse o instituto.

Relatório da Polícia Federal mostra que o Instituto de Desenvolvimento e Apoio a cidadania (IDAC) obteve mais contratos e recebeu valores maiores no governo de Flávio Dino (PCdoB). O instituto recebeu o mais que o dobro em verba na atual gestão e comparada com a anterior.

Quando comandava a Secretaria Estadual de Saúde (SES), Ricardo Murad, fez contratos na ordem de R$ 100 milhões com o IDAC para gestão de unidades hospitalares no Maranhão.

Segundo relatório da PF, contratos maiores foram firmados entre o governo Flávio Dino e o IDAC. No total, ainda segundo a polícia, o instituto foi beneficiado com contratos que chegaram a R$ 240 milhões.

Isso ocorreu, ainda de acordo com a PF, porque após a Operação Sermão dos Peixes o governo estadual rompeu contrato com outras duas Oscips que prestavam serviço a administração estadual. Com isso, o IDAC cresceu na gestão comunista.

“Depois da deflagração da Operação Sermão aos Peixes, […] o IDAC ocupou o espaço deixado [por ICN e Bem-Viver] e se tornou, atualmente, uma das principais entidades do terceiro setor na administração das unidades hospitalares estaduais”, diz o relatório da PF.

O relatório da Polícia Federal acaba com o argumento do governo estadual de que os contratos com o IDAC foram firmados na gestão anterior. Tanto os secretários Marcos Pacheco quanto o atual gestor da SES, Carlos Lula, assinaram contratos com o instituto.

Operação

A Polícia Federal deflagrou na semana passada a Operação Rêmora e prendeu o presidente do IDAC, Antônio Aragão. Segundo a PF, há indícios de desvios de recursos públicos federais destinados ao sistema de saúde do Estado do Maranhão geridos pelo instituto.

O contrato com o IDAC já foi rompido pela SES e o secretário Carlos Lula justificou a recontratação do instituto dizendo que não havia nada que “desabonasse” o IDAC.

No entanto, em relatório em fevereiro de 2015, a Secretaria Estadual de Transparência divulgou nota afirmando que havia a prática de ágil de 30% feita pelas Oscips que prestavam serviço para o estado até 2014. Entre as organizações citadas estava o IDAC.

Sobre as informações prestadas em 2015 pela Secretaria de Transparência, O Estado entrou em contato com o secretário de Comunicação, Márcio Jerry, que afirmou ter repassado a demanda para o titular da Transparência, Rodrigo Lago, para que todos os esclarecimento fossem dados.

Entretanto, nem Jerry e nem Lago chegaram a enviar qualquer informação.

 

O Estado do Maranhão

CARLA LIMA SUBEDITORA DE POLÍTICA