Flávio Dino enganou os professores, afirma Hildo Rocha

As falsas promessas de campanha do governador Flávio Dino foram repercutidas pelo deputado federal Hildo Rocha em pronunciamento na tribuna da Câmara. “O governador do Maranhão tem divulgado, nas redes sociais, dizendo que ele cumpre as promessas de campanha. Mas, já no início do último ano de mandato o governador não cumpriu nem 10% daquilo que ele se comprometeu em fazer”, destacou Hildo Rocha.

De acordo com o deputado, Dino enganou os professores da rede pública estadual. “Ele disse que iria fazer uma valorização permanente dos docentes. Mas, o que nós estamos vendo, ao longo desses anos que ele governa o Maranhão, é um grande arrocho salarial contra os professores”, disse o parlamentar.

Reajustes negados

De acordo com o deputado, em três anos os salários dos professores já acumulam uma defasagem de 1/3 (um terço). Em 2016 o governador deveria ter repassado 11.36%; 7.64% em 2017 e 6.8% já no início de 2018. Mas o governador não fez os reajustes e nem fala em fazer. Portanto, essa é mais uma promessa de campanha que o governador Flávio Dino não cumpriu, ressaltou Hildo Rocha.

Vampirão da Tuiuti amarela, abandona a faixa e deixa esquerda revoltada

O Vampirão da Paraíso do Tuiuti, aquela escola de samba que fez a alegria de representantes da esquerda como o governador Flávio Dino (PCdoB), amarelou. Constrangido, o professor de História Léo Moraes, de 40 anos, que interpretou o personagem que fazia uma alusão ao presidente Michel Temer, desfilou neste sábado sem a faixa da  Presidência da República.

Ele (o vampiro) representa um sistema – arregou o professor de história – Isso que está acontecendo no Rio de Janeiro hoje, para qualquer um que tenha um conhecimento de história, é preocupante – disse em referência à intervenção federal decretada por Temer. A gente fica até com medo de se manifestar,  eu espero que isso não seja um grande retrocesso, disse o professor.

Nos bastidores, setores da esquerda e da própria escola de samba fizeram circular a informação de que representantes do governo ‘aconselharam’ os responsáveis pelo desfile a descartar a faixa presidencial. Segundo O GLOBO,  assessoria de imprensa do Palácio do Planalto negou neste domingo que tenha feito qualquer pedido à escola de samba.

O carnavalesco Jack Vasconcelos ficou bastante embaraçado ao ser questionado sobre o assunto:

Para ser muito sincero eu passei o dia isolado. Acabei de chegar aqui. Não posso confirmar ou negar essa informação, pois seria leviano – disse.

A esquerda agora, restou a narrativa de que o governo proibiu o uso da faixa no desfile das campeãs. Se isso server de consolo…

Hildo Rocha assegura recurso para implantação do Aeroporto Regional de Barra do Corda

A implantação do Aeroporto Regional de Barra do Corda tem sido defendida pelo deputado federal Hildo Rocha desde o início do mandato. Como resultado das ações, o parlamentar conseguiu garantir a inclusão do projeto no Orçamento Geral da União, passo fundamental para a consolidação do pleito.

“Temos boas notícias. As ações que realizamos com o objetivo de assegurar a implantação desse importante empreendimento do governo federal, no nosso Estado, estão ganhando contornos de realidade. Durante audiência que tive com o ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, fui informado que o projeto está apto, ou seja, a nossa proposta reúne todas as condições para a sua consolidação”, afirmou Hildo Rocha.

A inclusão do projeto no Orçamento para este ano aconteceu graças ao trabalho de articulação que o parlamentar realizou como membro da Comissão Mista do Orçamento (CMO), colegiado composto por apenas 30 deputados e 10 senadores que definem as prioridades orçamentárias do governo federal.

Histórico

Em março de 2015, logo no início do mandato parlamentar, Hildo Rocha realizou a primeira ação em busca de melhorias para a aviação regional no Maranhão. Na ocasião, Rocha foi recebido em audiência pelo então ministro da Aviação Civil, Eliseu Padilha.

A pauta incluiu discussão acerca de projetos para melhorar as condições dos aeroportos de: Barra do Corda; Bacabal; Balsas; Barra do Corda; Barreirinhas; Carolina; Caxias; Imperatriz; Governador Nunes Freire; Pinheiro; Santa Inês; e São João dos Patos, municípios maranhenses que aguardam benefícios previstos no Programa de Desenvolvimento da Aviação Regional.

Em junho de 2015, Hildo Rocha voltou a defender investimentos na infraestrutura aeroportuária do Maranhão durante audiência conjunta das comissões de Turismo e de Integração Nacional, Desenvolvimento Regional e da Amazônia. Na oportunidade, Rocha solicitou a liberação de equipamentos para que o aeroporto de Imperatriz possa operar com neblina e chuva.

Fato incontestável: Hildo Rocha exerce o mandato parlamentar com devoção e eficácia. Isso faz a diferença.

Carnavalesco da Tuiuti admite: “Antes éramos parceiros do poder, hoje somos oposição”

Carnavalesco Jack Vasconcelos, petista de carteirinha

O autor do enredo para a escola de samba Paraíso do Tuiuti, carnavalesco Jack Vasconcelos, assumiu claramente em entrevista para o site Carnavalesco que agiu por interesse político.

No desfile deste ano, a Paraíso do Tuiuti protestou contra as reformas do governo Temer, inclusive fazendo alusões absurdas à escravidão, o que de certo até banaliza o tema. Contudo, ele disse na entrevista o que o motivou a escolher esta abordagem. Quando questionado sobre o carnaval trazer mais enredos críticos, Vasconcelos respondeu:

“Eu acho que é positivo a gente poder se posicionar. Muito disso tem relação com a troca de governo. Hoje somos oposição e antes éramos parceiros do poder e não podíamos arranhar a relação. Enredo mais críticos não eram incentivados. Agora com uma guerra declarada tem essa abertura maior. Os dirigentes nos deixam livres, e temos mais é que fazer”.

 

Basicamente, o carnavalesco admitiu que a atuação da escola de samba foi totalmente política e que teve por trás disso a boa relação que o grupo mantém com o PT. Agora tudo faz sentido.

Quer se libertar? Vá para Tuiuti ou para Nilópolis, no colo de Anísio Abraão David, bicheiro de protesto

Comissão de Frente da Paraíso do Tuiuti: segundo o enredo, a escravidão ainda está por aí, e a reforma trabalhista é uma das suas manifestações. Demagogia barata

Até carnavalesco já aprendeu que é preciso “apelar ao social” e gritar contra a política e os políticos se quiser ter, como diz a blague, aquele “plus a mais” que vai fazer a diferença entre os jurados. Também na avenida, a demagogia triunfa sobre a técnica, a estética e, pois, na rima sem solução, sobre a ética. Curioso: assistimos a um “Carnaval politizado” na terra do “direito carnavalizado”. No país em que juízes não portam a bandeira da Constituição e em que ministros do Supremo manipulam os códigos legais como se fossem alegorias de mão, faz sentido assistir à premiação da discurseira pedestre, com samba no pé…

A escola que venceu o desfile do Rio, o principal do país, foi a Beija-Flor, com o samba-enredo “Monstro É Aquele Que Não Sabe Amar (Os Filhos Abandonados da Pátria Que Os Pariu)”. O trocadilho dispensa tradução. Lá estão estes versos:
“Ganância veste terno e gravata
Onde a esperança sucumbiu
Vejo a liberdade aprisionada
Teu livro eu não sei ler, brasil!
Mas o samba faz essa dor dentro do peito ir embora
Feito um arrastão de alegria e emoção o pranto rola
Meu canto é resistência
No ecoar de um tambor
Vêm ver brilhar
Mais um menino que você abandonou”.

No “terno e gravata”, vai a referência óbvia às ditas elites e aos políticos. É mesmo? Venham cá: nos morros, de onde provêm a maioria das escolas, e nas periferias, de onde vem a Beija-Flor, os, digamos assim, “locais” conseguiram fazer um sistema mais justo do que aqueles que se transformaram em alvos do samba-enredo? O presidente de honra da Beija-Flor é o bicheiro Anísio Abraão David. No dia 7 de junho do ano passado, ele comemorou seus 80 anos numa festa de gala no Museu de Arte Moderna do Rio. Todos os engravatados estavam lá.

Anísio é um veterano de investigações da Polícia Federal — foi protagonista de ao menos três delas. Seu irmão, Farid Abraão David, exerce o terceiro mandato à frente da Prefeitura de Nilópolis. Ricardo Abraão, seu sobrinho, já foi deputado estadual. Simão Sessim, seu primo, exerce o 10º mandato de deputado federal. O filho de Simão, Sérgio, também já foi prefeito da cidade que abriga a escola. Mas, obviamente, a culpa pelas misérias do país — e do Rio — é dos outros engravatados. O júri se deixou comover por uma comissão de frente que simulava vítimas de balas perdidas. Afinal, se nada mais há a fazer, que se carnavalize a tragédia e se ouça: “Deeeeezzzz”.

Abraão David agora é também da ala das vítimas.

Por um décimo
Por um décimo, a Paraíso do Tuiuti não empatou em pontos com a Beija-Flor. Seu samba-enredo: “Meu Deus, meu Deus, Está extinta a escravidão?” A letra do dito-cujo, obviamente, conclui que não.

Lá está esta maravilha:
“Meu Deus! Meu Deus!
Se eu chorar não leve a mal
Pela luz do candeeiro
Liberte o cativeiro social

Não sou escravo de nenhum senhor
Meu Paraíso é meu bastião
Meu Tuiuti, o quilombo da favela,
É sentinela da libertação”

Uma das alas da escola protestava contra a reforma trabalhista, associada, ora vejam, ao trabalho escravo. Não é coisa do morro, mas de algum subintelectual esquerdista e pé-de-chinelo por lá infiltrado. Afinal, a dita reforma vai servir para garantir direitos a milhões de trabalhadores informais. Portanto, terá um efeito contrário ao anunciado pela escola.

A demagogia e o populismo também levaram para a avenida boneco do presidente Michel Temer, caracterizado como vampiro. Nas redes, as esquerdas babavam de satisfação. E lá se ouvia o samba-enredo: “Pela luz do candeeiro, liberte o cativeiro social”. Candeeiro? Temer é o presidente que reestruturou o setor elétrico, que Dilma Rousseff havia quebrado, o que nos livrou de um apagão, aí não for falta de água da chuva. A luz está garantida. Seja a regular, sejam os tais “gatos”, muito comuns nos morros do Rio.

O autor do samba-enredo da Tuiuti não aprendeu nada. Na década de 60, uma música de protesto chamada “Morro (Feio não é bonito)” cantava:
“Feio, não é bonito
O morro existe
Mas pede pra se acabar”.

A música é de Carlos Lyra, e a letra, de Gianfrancesco Guarnieri.

Segundo os sábios do Tuiuti, o feio não é apenas bonito: a favela, agora, é sentinela da libertação. Todos amarrados, claro!, ao tronco da CLT, já que os valentes são contra a reforma trabalhista.

Mas os jurados acharam aquilo tudo uma lindeza, e os esquerdistas deram plantão do Twitter. Convenham: nada é tão doce, tão fácil e tão politicamente correto como resolver as misérias do Brasil com um sambinha, não é mesmo?

Que tempos estes! Juízes do Supremo se comportam como carnavalescos, e carnavalescos, como juízes do Supremo. Inclusive do Supremo Saber.

Você quer se libertar, amigo? Corra para o Morro do Tuiuti.

Por Reinaldo Azevedo

Coisas que você só aprende quando está do outro lado, no poder

O inconformismo da sociedade com a classe política é fruto de um conflito milenar alimentado por condicionantes inerentes à relação entre estas duas partes. A política é a arte de mentir e enganar. Os políticos mentem ao povo, que acaba cultivando um ideal completamente distorcido do que é o Estado.

Para chegar ao poder, os políticos precisam mentir e atacar seus rivais, passando a impressão que estão do lado do povo. É uma técnica bastante antiga, mas funciona por um simples motivo: o povo é burro e se nega a enxergar a realidade.

Ainda que surgisse um político que ousasse dizer a verdade, ele seria repudiado pelo povo, que apesar da experiência e da vivência, prefere acreditar em mentiras, feito uma criança. Entre falar a verdade, mandar a real, ser contestado e não ganhar nada, o político prefere mentir, pois sabe que o eleitor, de modo geral, é estúpido.

Os políticos são membros de uma seita milenar, que se aperfeiçoou ao longo de mais de 7 mil anos de experiências envolvendo a manipulação das massas e a coerção social. O que se vê no mundo hoje é resultado de trocas de experiências entre chefes de Estado que se encontram anualmente há séculos e séculos a fio. O Estado é na verdade um organismo vivo milenar comandado por escolhidos que se sucedem um após o outro em qualquer lugar do mundo. Uns protegem os outros e muitas vezes até se calam sobre os erros, desmandos e barbaridades perpetradas por seus pares em seus territórios.

Coisas com as quais os políticos estão bastante familiarizados, mas que as pessoas se recusam a aceitar:

Lição Nº 01 – Pessoas morrem.

Os políticos prometem salvar vidas, mas não são deuses. As pessoas morrem e vão continuar morrendo em consequência de uma série de fatores, a maioria relacionados à própria estupidez humana, como a violência a imprudência. Não há como salvar todo mundo que se aventura embriagado em alta velocidade, que leva uma vida sedentária enchendo o bucho de doces, gorduras e outros venenos em excesso. Também não há como evitar alguns indivíduos optem pelo caminho mais curto até o dinheiro. A criminalidade, em qualquer país pobre, é uma realidade, pensam os políticos. Entre combater a raiz do problema e fazer teatro, os políticos preferem a segunda alternativa, que é bem mais barata. Por outro lado, a população também gosta desta brincadeira de gato e rato protagonizada pela polícia e os bandidos. O problema é que sem atacar a raiz do problema, os ratos se proliferam e a brincadeira nunca acaba. Para o político, isso é bom. Afinal, como ele vai prometer acabar com a violência na próxima eleição?

Lição Nº 02 – Pessoas são burras.

Há uma falsa expectativa de que é possível promover uma grande revolução do Brasil através da educação. Em parte, isso é verdade, mas nem tanto. Os políticos sabem que a inteligência é um evento raro entre populações multi miscigenadas. Nos trópicos, a natureza genética fala mais alto e a maioria absoluta da população tem mais apreço pela diversão do que pela educação. Não é por acaso que os Estados Unidos produziram 369 Prêmios Nobel, 8 apenas em 2017, e o Brasil zero em mais de um século. É claro que os investimentos em educação nas duas nações foram desproporcionais ao longo de 5 séculos de história das duas nações. Mas as populações de origem ibéricas padecem de uma série de letargias que as pessoas se recusam a reconhecer. A limitação intelectual está relacionada à organização moral, falta de ímpeto, comodismo e a falta de organização desta ramificação de povos. A índole pacífica dos povos latinos, marcada por seu temperamento, seu caráter e humor tem origem em seu intelecto, mais voltado para artes, literatura e outros talentos mais prosaicos. A população do continente Sul Americano é uma convergência entre os nada geniais portugueses e espanhóis, os habilidosos negros e índios preguiçosos. Não é por acaso que o Brasil é o país da libido, do futebol e do Carnaval. Embora toda regra seja permeada por exceções, as limitações impostas por combinações trágicas do passado tendem a prevalecer na cultura e no comportamento da sociedade como um todo.

Embora investimentos maciços em educação possam ajudar a minimizar estas deficiências inegáveis, seria preciso pelo menos um século de esforço contínuo. Não basta construir escolas e laboratórios. Seria preciso formar uma nova geração de professores ultra qualificados, menos piadistas, menos acomodados e menos burros que os atuais. Mesmo cientes de todos estes desafios colossais, os políticos preferem empurrar o problema com a barriga. Afinal, como vão prometer resolver os problemas da educação nas próximas eleições?

Lição Nº 03 – Pessoas são corruptas

A Operação Lava Jato inspirou milhões de brasileiros e ressuscitou a fé no combate à corrupção endêmica no país. O problema é que a maior parte das pessoas veem a Lava Jato não como uma nova cultura no combate à corrupção e a desonestidade, mas como uma oportunidade revanchista, uma chance de vingança contra criminosos poderosos que permanecem impunes há décadas. Mas as frases de porta de banheiro vendidas à exaustão pelos procuradores da República no Facebook não combinam com o verdadeiro espírito dos brasileiros. Os próprios procuradores são beneficiários de privilégios indecentes que não condizem nada com a ética e a moral. Isso sem contar o conflito ideológico de quem defende a Lava Jato, mas compra drogas e financia o crime organizado, responsável pela escalada da violência no país. De modo geral, os detentores do poder do Estado sabem que a população é corrupta, desordeira e até criminosa. Não fosse isso, não haveria necessidade de investir cada vez mais e mais em forças policiais, estabelecer multas, criar órgãos fiscalizadores e contratar milhares de fiscais para tentar identificar ao menos 5% de todas as falcatruas cometidas pelos cidadãos.

Um exemplo claro sobre este comportamento de parte da sociedade pôde ser observado em situações recentes em que a polícia militar se aquartelou, como na Bahia e Espírito Santo. Centenas de lojas foram saqueadas, os shoppings e comerciantes em geral precisaram contratar seguranças fortemente armados, atentos aos carros e caminhonetes de luxo que rondavam os estabelecimentos fechados. Nos dois casos, ocorreram paralisações parciais. Parte da Polícia Militar e toda a Polícia Civil impediram que a situação chegasse ao caos e à barbárie. Caso todas as forças de segurança se recolhessem em cidades como Rio, São Paulo, milhares de cidadãos acima de qualquer suspeita infestariam as ruas para se aproveitarem do caos e da ausência do Estado. A realidade é que os políticos fingem que acreditam que a sociedade é honesta, mas precisam ficar permanentemente atentos aos espertinhos. Para garantir a ordem mínima e assegurar ao menos parte da arrecadação, o Estado precisa investir bilhões em forças policiais e órgãos fiscalizadores. Embora 90% das forças policias do Brasil atuem basicamente como fiscais arrecadadores, o Estado sempre pode realocá-los para colocar ordem na casa. O roubo de energia no Brasil alcançou a cifra de R$ 12 bilhões ao ano com ligações clandestinas e fraudes em equipamentos de leitura. A energia roubada daria para abastecer Brasília por 4 anos. No caso do Rio de Janeiro, o fim do furto de energia poderia significar uma redução de até 16% nas contas de todos os consumidores. As ligações clandestinas ocorrem tanto em comunidades carentes quanto em em bairros de classe média e classe média alta, informa a associação dos distribuidores de energia.

Esta semana de carnaval, mesmo com a polícia nas ruas, moradores de comunidades do Leblon, no Rio de Janeiro, saquearam uma loja do supermercado Pão de Açécar, que fica a cerca de 1 quilômetro de um batalhão da PM.

Lição Nº 04 – Não tem dinheiro

Há poucos meses, o  mundo acompanhou o drama de refugiados sírios para a Europa. A crise humanitária colocou chefes de nações poderosas como Alemanha, Inglaterra e França em uma verdadeira saia justa. As pessoas se perguntavam como era possível que um país tão rico como a Inglaterra se recusasse e receber 10 mil refugiados. Muitos recorreram ao argumento de que poderia haver terroristas infiltrados entre os refugiados, mas o problema real era outro. A infraestrutura destas cidades está dimensionada para atender as necessidades de suas populações em áreas como saúde, educação, moradia e geração de empregos. Por mais poderosas economicamente que sejam, 10 mil pessoas são suficientes para colapsar os serviços públicos, os órgãos de atendimentos sociais, baixar os salários de trabalhadores locais e elevar os índices de criminalidade.

Com se vê, 10 mil pessoas podem causar uma série de transtornos ao Estado, por mais rico que seja. O que ninguém se dá conta é que o Brasil foi o centro do maior processo migratório da história da humanidade. Cerca de 50 milhões de refugiados migraram de regiões pobres do país rumo aos grandes centros urbanos, como São Paulo e Rio de Janeiro. Para se ter uma ideia, mais de 50% dos moradores de favelas e comunidades carentes são de origem nordestina.

Se países de primeiro mundo como Estados Unidos, Inglaterra e França passam aperto para receber meia dúzia de gatos pingados (10 mil refugiados), o que dizer de cidades como Rio e São Paulo, que receberam e ainda recebem todos os anos milhões de refugiados nordestinos? A verdade é que o país levará mais de 100 anos para equacionar os desafios impostos pelo maior fluxo migratório da história da humanidade. Os governos estaduais vão precisar investir trilhões na infraestrutura urbana, criação de novos bairros, financiamento de casa decentes para acabar com as favelas e comunidades desassistidas ao longo de décadas a fio, de modo a garantir uma vida digna para os cidadãos. Mas os políticos não dizem isso. Eles preferem prometer que vão resolver todos os problemas amanhã.

Não é por acaso que o cidadão se sente um trouxa quando anda por certas regiões das cidades e constata que nada mudou nos últimos 10, 20 anos. Quando se lembra de ter ouvido da boca de dezenas de políticos promessas mirabolantes e percebe que a escola da esquina de trinta anos atrás está agora em ruínas, que as casas, ruas e prédios estão cada vez mais decrépitos, que jovens sonhadores se tornaram velhos desiludidos sentados nas calçadas.

Lição Nº 05 – Tá tudo dominado.

Por mais que o cidadão comum se sinta indignado com toda esta realidade, o fato é que os políticos criaram um sistema sofisticado que lhes assegura o privilégio de comandar o Estado. Além de ter que pertencer à classe política, o sujeito só é credenciado a participar do jogo por meio de um partido e de alianças com outros políticos. Obviamente, todos os candidatos precisam atender alguns requisitos básicos, como uma boa conexão com banqueiros, grupos coesos como servidores, ruralistas, militares, sindicalistas, associações, igrejas, etc.

Trata-se de uma máfia fechada onde a maioria dos acordos ocorrem nos bastidores, de forma discreta, bem longe dos ouvidos do eleitor. Em épocas de eleição, até as agressões e rixas são combinadas. Quem pensa que está votando em um  por que não gosta do outro acaba enganado. Nesta tática, os meios de comunicação são parceiros coadjuvantes e experientes na arte de embaralhar a cabeça do eleitor. Enquanto fingem que batem em alguns apenas para manter o político em evidência, com argumentos contestáveis, fingem defender outros que estão no jogo apenas para fragmentar a escolha do eleitor. Todos fazem parte do mesmo clube e é depois das eleições que voltam a tratar dos assuntos de seus interesses.

O problema é que ainda não inventaram uma fórmula mágica para livrar o povo dos políticos nem de proteger o Estado da sociedade. Infelizmente, é assim que as coisas funcionam. Ao menos se mentissem menos…

Apesar de tudo isso, boa parte da sociedade ainda prefere viver de ilusões, acreditando em contos de fada , nos políticos em suas promessas mirabolantes. Alguns ainda brigam para defendê-los, vestem camisetas e não adianta nada dizer o quanto estão parecendo ridículos.

Por Imprensaviva

Documentos comprovam propaganda antecipada de Flávio Dino em rádios do interior

 

Informações dão conta que está havendo programa/propaganda eleitoral fora de época do governador Flávio Dino (PCdoB) na tentativa de sua reeleição ao governo do Maranhão e, provavelmente, custeada com dinheiro público.

As informações, acompanhadas de farta documentação, mostram que estão sendo contratadas veiculações em emissoras de rádio do interior do estado para enaltecer o comunista e principalmente desconstruir a imagem dos grupos adversários.

A conta desse crime eleitoral já pode ter passado de R$ 20 milhões. Um partido político informou que deverá pedir na Procuradoria Geral Eleitoral que a Polícia Federal investigue o caso e quebre os sigilos bancários dos envolvidos para ver qual é a origem do dinheiro que a agência responsável pelas contratações está utilizando para pagar a propaganda eleitoral fora de época de Flávio Dino.

Segundo os documentos, a autorização de veiculação sai de empresa que, neste caso, age como se fosse uma agenciadora de publicidade. A mídia descrita no documento é um “spot” com diversos títulos e o cliente citado como se fosse o dono do produto propagado é a própria produtora, mas, na realidade, o “spot publicitário” é uma peça publicitária disfarçada de bloco jornalístico e os alvos são a campanha eleitoral fora de época de Flávio Dino (enaltecida) e a oposição (criticada ao extremo).

O programa diário de propaganda antecipada da candidatura de Dino é retransmitido por pelo menos 100 emissoras de rádio, entre estações AM, FM e comunitárias (legalizadas ou não), remuneradas através da empresa responsável, como demonstra o Pedido/Contrato de Veiculação. Serão encaminhados à Justiça registros dessas retransmissões feitas por emissoras de Santa Inês, Grajaú, Buriticupu, Balsas, Imperatriz, Codó, Açailândia, Caxias, Peritoró, Barra do Corda e da região metropolitana de São Luís.

Pagamento

A empresa, nas autorizações de despesa, exige a modalidade “horário determinado”, o que aumenta ainda mais a despesa. Uma pela outra, a despesa mensal tem girado em torno de R$ 10 mil por rádio, e se o cálculo de pelo menos 100 rádios estiver correto, o desembolso mensal feito por meio da agência de publicidade é de R$ 1 milhão, fora a conta da produção dos “programetes”.

A propaganda eleitoral no Brasil em hipótese nenhuma pode ser paga, nem mesmo no período eleitoral, mas os documentos mostram que a campanha antecipada do governador Flávio Dino está pagando ilegalmente e abertamente veículos de comunicação.

Nos documentos, o contato assinado no endereço eletrônico tem o nome de um assessor direto do governador Flávio Dino, para encorajar os donos de rádio a colocarem no ar os “spots publicitários”.

 

Não colou

O governo Flávio Dino (PCdoB) não poupa nem aliados em sua sanha propagandista, já de olho nas eleições de 2018.

Acostumado a fazer caridade com o chapéu alheio e a faturar com obras e ações dos outros, os comunistas tentaram, mais uma vez, repetir a dose no caso da reforma das praças Joãosinho Trinta e Gomes de Sousa, próximo à antiga RFFSA, na Beira-Mar.

Anunciou aos quatro cantos que a obra era sua – relegando a um segundo plano o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e até mesmo a Prefeitura de São Luís, administrada pelo aliado Edivaldo Holanda Júnior (PDT).

Ocorre que em tempos de informação digital, os dados oficiais normalmente são facilmente acessados.

E, assim, logo descobriu-se que a obra teve projeto executivo todo confeccionado pelo Iphan, com recursos do PAC Cidades Históricas, e que a iluminação e o paisagismo ficaram a cargo da Prefeitura. Ao governo coube, basicamente, colocar uma placa de inauguração.

Dessa vez, a estratégia não colou.

O Estado/Estado Maior

Epitácio Cafeteira e os bailes de máscaras

Estamos na reta final do Carnaval, portanto, nada mais apropriado para abordar um assunto recorrente em São Luís: os bailes de máscaras que as novas gerações maranhenses não conhecem, mas ouvem falar pelo marcante sucesso que fizeram nesta cidade, que desapareceram, deixaram saudades e ainda são evocados pela maneira como eram realizados e pela atração exercida sobre os foliões.

Os bailes de máscaras eram festas essencialmente populares, promovidas em casas localizadas no centro da cidade, que se iniciavam no Réveillon e prolongavam-se até o tríduo de Momo. Nas festas, as mulheres usavam máscaras, que serviam para encobrir o rosto, causavam mistérios e funcionavam como fetiches. Em sua grande maioria, eram recrutadas nos bairros da cidade, portanto, pertenciam aos estratos pobres. Mas um bom contingente delas provinha das classes médias e altas e radicadas no centro urbano, pontificando as mal casadas, balzaquianas, solteiras, prostitutas e os qualhiras disfarçados.

As mulheres não pagavam para entrar nos bailes. Este ônus recaia sobre os homens, que para ali se dirigiam, alguns, em busca de diversão e passa tempo, outros, a maioria, para arrebanharem as mascaradas e com elas combinarem encontros amorosos ou programas sexuais.

Diante de uma realidade carnavalesca tão própria, que não encontrava similar em nenhuma parte do país, uma pergunta se impõe: por que os bailes de máscaras, que se constituíam em atrações e galvanizam as atenções de homens e mulheres do Maranhão, sumiram ou deixaram de acontecer na vida mundana da cidade?

Vamos aos fatos. Nas eleições de outubro de 1965, o povo de São Luís, depois de muitos anos sem eleger o seu prefeito, voltou a ter o direito de escolhê-lo graças à iniciativa do deputado federal Epitácio Cafeteira, que se beneficiou da situação, elegendo-se para a prefeitura da capital maranhense.

Sem que a população imaginasse ou adivinhasse, Cafeteira, nos primeiros dias de janeiro de 1966, anuncia pelos jornais a assinatura de um decreto, aliás, inesperado e impensado, proibindo taxativamente a realização dos bailes de máscaras, sob a justificativa de que os mesmos “ocorrem em ambientes que não possuem associados legalmente, razão pela qual é preciso o poder público agir em defesa dos costumes e da moralidade da comunidade”.

O decreto de cunho demagógico e de falso moralismo explodiu como bomba na cidade, causando imediata discussão e polêmica, especialmente porque nenhum gestor, nessa matéria, nomeado ou eleito, havia ousado tanto.

Em torno do assunto, setores da imprensa, do clero e da sociedade se posicionaram. Uns, contrários, (O Imparcial), outros, a favor (Jornal Pequeno). Monsenhor Ladislau Papp e o Movimento Familiar Cristão, em nome dos segmentos católicos, entraram firme no caso em apoio a Cafeteira.

Diante do implacável decreto, os promotores dos bailes, apavorados com os iminentes prejuízos, contrataram advogados e pleitearam na Justiça a revogação da medida do prefeito.

Pressionado pelos políticos e pela mídia, o secretário de Segurança, coronel Antônio Medeiros, decidiu assinar Portaria, avocando a competência para disciplinar o funcionamento das festas populares, assegurando aos promotores dos bailes de máscaras o direito de realizá-los. O deputado Clodomir Millet e o vice-governador Antônio Dino usaram a televisão e as emissoras de rádio, através das quais desfecharam combate ao esdrúxulo ato do prefeito.

A decisão do coronel Medeiros foi repelida pelo prefeito, que, imediatamente, interpôs recurso na Justiça, no pressuposto de que era da Prefeitura e não da Secretaria de Segurança a competência de zelar pelos costumes e fiscalizar as diversões públicas.

Enquanto a polêmica dominava a cidade e a Justiça, como sempre morosa e hesitante, ganhava tempo, Cafeteira, do alto de sua esperteza, coloca nas ruas os blocos e escolas de samba, financiados pela municipalidade, para expressarem o descontentamento contra a Secretaria de Segurança e manifestarem apoio ao seu decreto.

Foi o bastante para o governador José Sarney entrar de cabeça no episódio, no entendimento de que a passeata, preparada sob os auspícios da Prefeitura, era provocativa e procurava jogar a opinião pública contra as autoridades constituídas. Por isso, solicitou ao comandante do 24º Batalhão de Caçadores, coronel Alberto Braga, a instauração o inquérito policial-militar para apuração do fato, que visava à desobediência coletiva ao cumprimento da Portaria da Secretaria de Segurança.

Passaram-se os dias e a temporada carnavalesca exauriu-se sem que a Justiça julgasse e o IPM concluísse as investigações. Resultado: os bailes de máscaras, embora garantidos pela Portaria da Secretaria de Segurança, funcionaram apaticamente e sem o brilho e a animação dos anos anteriores, fatos que resultaram na eutanásia daquelas festas, levando-as, daí por diante, ao desaparecimento definitivo da cena e da folia maranhense.

Em tempo: foram os bailes de máscaras que determinaram o rompimento pessoal do governador José Sarney com o prefeito Epitácio Cafeteira. Os dois só vieram apertar as mãos em 1985, quando da formação da Aliança Democrática.

Por Benedito Buzar (professor e escritor membro da Academia Maranhense de Letras)

 

Gestão de Flávio Dino na Embratur é alvo de três processos no TCU

O Tribunal de Contas da União (TCU) investiga três contratos firmados na gestão do comunista Flávio Dino na presidência da Embratur (Instituto Brasileiro de Turismo). Em dois dos processos, o TCU decidiu pela instauração da Tomada de Contas Especial. O governador presidiu a autarquia de junho de 2011 a março de 2014.

As três investigações abertas pelo TCU apuram possíveis irregularidades na execução dos contratos firmados por Flávio Dino. A Controladoria Geral da União (CGU) já havia apontado numa auditoria em 2012 que o ex-presidente da Embratur “causou prejuízo ao erário” ao aditivar um contrato de serviços de informática.

Na época, a CGU recomendou que o pré-candidato ao governo estadual devolvesse aos cofres públicos o que ele pagou acima do valor de mercado para uma estrutura superdimensionada de tecnologia de informação. De acordo com a controladoria, Flávio Dino foi o responsável direto pelos danos causados à União ao assinar termo aditivo que prorrogou um contrato “desvantajoso” com a empresa CPM Braxis.

Os três contratos investigados pelo TCU são: a contratação de uma consultoria de relações públicas e assessoria de imprensa para divulgar o país no exterior; a execução do projeto Arte e Renda, e o contrato de serviços de comunicação e eventos. Nos dois últimos a corte de contas decidiu pela instauração da Tomada de Contas Especial.

Contratos

O processo que investiga a contratação da assessoria de imprensa o TCU constatou “inconsistências na forma de execução e remuneração dos contratos, gerando dificuldades para proporcionar um efetivo gerenciamento e acompanhamento dos serviços efetivamente realizados, levando à necessidade de realização de nova licitação, escoimada dessas fragilidades”. A Embratur solicitou um reexame da apuração do TCU.

Na execução do projeto Arte e Renda, a investigação do TCU constatou a aplicação irregular de R$ 1.269.313,38. Os recursos foram destinados a uma fundação do estado do Pernambuco, à época governado por Eduardo Campos (PSB), ex-candidato a presidente pelo PSB. O processo nº 028.267/2013-3 foi instaurado em outubro de 2013 e é de acesso restrito no Tribunal.

A investigação do TCU no contrato de serviços de comunicação e eventos firmado pela Embratur com a empresa Dialog levou a 2ª Câmara do Tribunal a determinar a conversão do processo em Tomada de Contas Especial. A decisão foi proferida em março de 2015.