Documentos comprovam propaganda antecipada de Flávio Dino em rádios do interior

 

Informações dão conta que está havendo programa/propaganda eleitoral fora de época do governador Flávio Dino (PCdoB) na tentativa de sua reeleição ao governo do Maranhão e, provavelmente, custeada com dinheiro público.

As informações, acompanhadas de farta documentação, mostram que estão sendo contratadas veiculações em emissoras de rádio do interior do estado para enaltecer o comunista e principalmente desconstruir a imagem dos grupos adversários.

A conta desse crime eleitoral já pode ter passado de R$ 20 milhões. Um partido político informou que deverá pedir na Procuradoria Geral Eleitoral que a Polícia Federal investigue o caso e quebre os sigilos bancários dos envolvidos para ver qual é a origem do dinheiro que a agência responsável pelas contratações está utilizando para pagar a propaganda eleitoral fora de época de Flávio Dino.

Segundo os documentos, a autorização de veiculação sai de empresa que, neste caso, age como se fosse uma agenciadora de publicidade. A mídia descrita no documento é um “spot” com diversos títulos e o cliente citado como se fosse o dono do produto propagado é a própria produtora, mas, na realidade, o “spot publicitário” é uma peça publicitária disfarçada de bloco jornalístico e os alvos são a campanha eleitoral fora de época de Flávio Dino (enaltecida) e a oposição (criticada ao extremo).

O programa diário de propaganda antecipada da candidatura de Dino é retransmitido por pelo menos 100 emissoras de rádio, entre estações AM, FM e comunitárias (legalizadas ou não), remuneradas através da empresa responsável, como demonstra o Pedido/Contrato de Veiculação. Serão encaminhados à Justiça registros dessas retransmissões feitas por emissoras de Santa Inês, Grajaú, Buriticupu, Balsas, Imperatriz, Codó, Açailândia, Caxias, Peritoró, Barra do Corda e da região metropolitana de São Luís.

Pagamento

A empresa, nas autorizações de despesa, exige a modalidade “horário determinado”, o que aumenta ainda mais a despesa. Uma pela outra, a despesa mensal tem girado em torno de R$ 10 mil por rádio, e se o cálculo de pelo menos 100 rádios estiver correto, o desembolso mensal feito por meio da agência de publicidade é de R$ 1 milhão, fora a conta da produção dos “programetes”.

A propaganda eleitoral no Brasil em hipótese nenhuma pode ser paga, nem mesmo no período eleitoral, mas os documentos mostram que a campanha antecipada do governador Flávio Dino está pagando ilegalmente e abertamente veículos de comunicação.

Nos documentos, o contato assinado no endereço eletrônico tem o nome de um assessor direto do governador Flávio Dino, para encorajar os donos de rádio a colocarem no ar os “spots publicitários”.

 

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