Maranhão da era Flávio Dino ganha mais um título: a menor renda familiar do Brasil

A renda familiar média per capita no Brasil era de R$ 1.268 em 2017, segundo dados que foram divulgados hoje (28) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A maior renda foi observada no Distrito Federal: R$ 2.548, o dobro da média nacional, enquanto a menor renda foi registrada no Maranhão: R$ 597, menos da metade da média nacional e um quarto da média do Distrito Federal.

Os valores são calculados com base na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua) e enviados ao Tribunal de Contas da União (TCU). A renda familiar per capita é usada para se estabelecer os critérios de rateio do Fundo de Participação dos Estados e do Distrito Federal (FPE).

O preço da traição

A traição como extensão da política é talvez tão antiga quanto o patrimonialismo tupiniquim, esse mesmo que chegou com as caravelas e aqui vingou em solo fértil quando Estado, igreja e a aristocracia selaram um promíscuo casamento com comunhão total de bens.

No Brasil, trai-se com naturalidade espantosa, e nenhum adversário terá coragem de atirar a primeira pedra quando o assunto é apunhalar o outro pelas costas. Na esteira da Lava Jato, por exemplo, as traições pululam: de Funaro a Cunha, Delcício a Lula, Sergio Machado a toda uma banda do MDB.

No Maranhão, então, o cenário não é muito diferente. Aqui, os políticos têm se notabilizado por contrariarem o que disseram há não muito tempo. Caso de Zé Reinaldo em 2006, quando aplicou uma rasteira em Roseana (MDB), então candidata ao governo, a ponto da emedebista, experiente na política, ser derrotada por Jackson Lago (PDT) apoiado pelo Zé.

Hoje deputado federal o ex-governador do Estado ameaça candidatar-se ao senado, mesmo sem o apoio da sua cria, o governador Flávio Dino. O movimento, já confirmado, tem despertado ressentimento em Zé Reinaldo, que vê traição de Flávio Dino.

Os tempos, porém, são mais que propícios a esse tipo de gincana, que faz lembrar um poema de Drummond. Mal adaptado à realidade local, ficaria assim: Zé que amava Dino que amava Weverton que amava Eliziane que amava Waldir que não morria de amores por Bira. Dino rompeu com Zé, que se aliou a Eduardo, que perdeu de Holanda, que flerta com Hilton e Madeira ao mesmo tempo.

No final das contas, é possível que, depois de tantas traições de parte a parte, ninguém tenha condições de levantar o dedo e apontar, com espanto: até tu, Brutus!

 

Proposta que beneficia mototaxistas avança com auxílio do deputado Hildo Rocha

O deputado federal Hildo Rocha realizou nova ação em defesa da proposta que poderá abrir linha de crédito especial do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para financiar a compra de motocicletas, conforme reivindica a Federação Nacional dos Mototaxistas (Fenamoto). “Ao longo dos anos, o BNDES financia grandes grupos empresariais e até projetos fora do nosso país. Então por que não conceder financiamentos aos trabalhadores que exercem a profissão de mototaxistas e motoboys?”, argumentou Hildo Rocha.

A ideia vem ganhando corpo rapidamente. Há poucos dias Rocha se reuniu com o Ministro-Chefe da Secretaria de Governo da Presidência da República, Carlos Marun, para tratar do assunto. Agora o deputado voltou a discutir o tema em reunião, solicitada pelo parlamentar, que aconteceu no Palácio do Planalto.

Desta vez, além do ministro Marun, estavam presentes o presidente do BNDES, Paulo Rabelo de Castro; o deputado mineiro Leonardo Quintão; o presidente da Fenamoto, Nonato Alves e o vice-presidente da entidade, Marco Silva, que também responde pela Associação dos Mototaxistas de Açailândia.

De acordo com Hildo Rocha, milhares de trabalhadores e trabalhadoras que exercem a atividade de mototaxistas e motoboy terão mais condições de adquirir novos veículos a custos bem menores. “A compra de motos financiadas por instituições privadas eleva o preço em quase três vezes o valor da compra à vista. A abertura de linha de crédito especial para os mototaxistas e motoboys é apenas uma questão de justiça com uma categoria que trabalha com dificuldades, tem margem de lucro pequena e ainda tem que enfrentar diariamente os perigos do trânsito e outras situações arriscadas”, destacou Hildo Rocha.

Prazos e valores

A proposta da Fenamoto, que foi entregue ao presidente do BNDES, prevê um prazo de até 48 meses para o pagamento dos empréstimos, com o crédito individual entre R$ 12 e R$ 14 mil reais. O documento prevê ainda que o cadastramento dos beneficiários seja inspecionado pela Fenamoto, a fim de evitar que a concessão seja utilizada por pessoas que não exercem a atividade de mototaxistas.

“Vou analisar a proposta e posso adiantar que sou totalmente favorável à abertura de créditos para a categoria porque a materialização dessa proposta será um grande incentivo do banco para o desenvolvimento socioeconômico do nosso país,” afirmou Paulo Rabelo, presidente do BNDES.

Flávio Dino pode ter cometido crime por não cumprir meta de gestão fiscal

Flávio Dino aumentou quase cinco vezes o valor do superávit primário previsto na lei orçamentária

O relatório de gestão fiscal de 2017 do Governo do Esta do mostra que o governador Flávio Dino (PCdoB) pode ter cometido crime de responsabilidade fiscal por não ter interferido para evitar que a meta de déficit primário não fosse alcançada. Segundo os dados, essa meta de endividamento do estado era de cerca de R$ 277 milhões. No entanto, no fim do sexto bimestre do ano passado o déficit chegou a mais de R$ 1 bilhão.

Segundo prevê a Lei de Crimes Fiscais (nº 10.028/2000) no artigo 5º e inciso III, um gestor, quando percebe que a meta fiscal não será atingida, deve encaminhar projeto de lei à Assembleia Legislativa para mudar essa meta.

Caso não seja essa a opção, a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) dá outra alternativa, que é o de corte das despesas, para garantir que a meta seja alcançada. “Se verificado, ao final de um bimestre, que a realização da receita poderá não comportar o cumprimento das metas de resultado primário ou nominal estabelecidas no anexo de Metas Fiscais, os Poderes e o Ministério Público promoverão, por ato próprio e nos montantes necessários, nos 30 dias subsequentes, limitação de empenhos e movimentação financeira segundo critérios fixados pela lei de diretrizes orçamentárias”, diz o artigo 9º da LFR.

No caso do governo do Maranhão, não foi escolhida por Flávio Dino qualquer das alternativas, o que levou a gestão comunista a deixar o estado com o déficit primário de R$ 1,12 bilhão em 2017. Esse valor é quase cinco vezes maior do que a meta estabelecida na lei orçamentária aprovada na Assembleia Legislativa, que foi de pouco mais de R$ 277 milhões. Pela distância entre o que está previsto em lei e o que praticou o governador, fica claro que houve crime fiscal por parte do comunista.

Para o deputado estadual Adriano Sarney (PV), que foi quem mostrou os dados na Assembleia Legislativa, o ato do governo se configura crime. “Isso pode se configurar como crime de responsabilidade. Por muito menos do que isso, a ex-presidente Dilma Rousseff sofreu um impeachment. Com a diferença de que a equipe econômica do governo dela chegou a revisar a meta fiscal. No caso do Governo do Maranhão, a meta era de déficit de R$ 277 milhões, não houve nenhuma revisão, e o déficit apurado foi de R$ 1,1 bilhão, quase R$ 850 milhões maior que o previsto”.

Dados

Segundo os dados do relatório de gestão fiscal da Secretaria Estadual de Planejamento (Seplan), que foram publicados no Diário Oficial de 24 de janeiro de 2018, em junho, o déficit primário já era de R$ 166 milhões negativos – valor próximo da meta estabelecida em lei.

No bimestre seguinte – contrariando o que prevê a lei de crimes fiscais –, o governador Flávio Dino decidiu não mudar a meta e também não limitou os empenhos para garantir que a meta fosse alcançada. Ao contrário, mais que dobrou o valor do déficit primário, que ficou em torno de R$ 590 milhões, valor que ultrapassou quase duas vezes a meta prevista. E mesmo com a meta já superada com valores dobrados, o governo manteve o ritmo de gastos deixando o déficitt no quinto bimestre em torno de R$ 1,18 bilhão, valor quase cinco vezes maior do que a meta.

Somente no sexto bimestre que o governo chegou a colocar o pé no freio e reduziu o déficit um pouco ficando o valor em torno de R$ 1,12 bilhão. Esse valor final do déficit é oriundo de dívidas a serem pagas pelo governo, que, mesmo tendo em caixa R$ 1,4 bilhão, passou o ano com obrigações financeiras em torno de R$ 1,6 bilhão oriundos de restos a pagar liquidados e não pagos que somam R$ 637,9 milhões e demais obrigações financeiras que somam mais de R$ 1 bilhão.

Além desses compromissos, segundo os dados do relatório de gestão fiscal do governo, há ainda R$ 610 milhões de despesas do governo empenhadas e não liquidadas (denominados restos a pagar não processados).

Somando o que há no caixa e o que há para ser pago, o governo de Flávio Dino no final de 2017 estava com R$ 1,4 bilhão em caixa, mas as obrigações somavam R$ 2,2 bilhões, ou seja, uma insuficiência de caixa superior a R$ 800 milhões.

Dados da Seplan

Disponibilidade de caixa bruta R$ 1,4 bilhão

Restos a pagar liquidados e não pagos – R$ 637 milhões

Demais obrigações financeiras – R$ 1 bilhão

Disponibilidade de caixa líquida – R$ 234 milhões

Restos a pagar empenhados e não liquidados – R$ 610 milhões

Décifit de caixa com restos a pagar – R$ 844 milhões

Governo confirma números

 A Secretaria de Estado de Planejamento e Orçamento (Seplan) confirma as informações como dados preliminares, uma vez que o balanço geral, assim como nos outros estados, é fechado em definitivo em meados de fevereiro e março do ano seguinte (nesse caso, neste ano de 2018). Reitera ainda, que os números que constam no diário oficial e no site da Seplan não são definitivos. Após o fechamento oficial do balanço geral do estado, os relatórios serão republicados.

Governo pode voltar a aumentar impostos para reverter problema

Os temas econômicos e fiscais de uma gestão pública são sempre encarados com distância pela sociedade. Resta a pergunta: o que um déficit primário poderá influenciar na vida do maranhense? A resposta é simples: se o governo deve e tem que pagar, a conta será paga pelo cidadão. E o governo tem duas forma básicas para fazer isso: ou aumenta impostos ou reduz os gastos em áreas com recursos não vinculados, que são as de Infraestrutura e Segurança, por exemplo.

Se a opção do governo for a de aumentar os impostos, o maranhense não deverá se espantar, já que nos seus mais de três anos de governo Flávio Dino reajustou por duas vezes as alíquotas de impostos pagos por serviços e produtos. Entre os serviços que tiveram aumento de impostos está o de TV por assinatura e também o de internet. Combustível, energia elétrica e também produtos como ração de animais, refrigerantes, cigarros e cerveja também tiveram o valor o ICMS reajustado pelo governo comunista.

Agora, se a opção for cortar gastos, o governo poderá deixar de prestar serviços à sociedade. Ficam de fora dessa alternativa somente as áreas de Saúde, Educação, Assistência e Previdência, cujos recursos são vinculados. As demais áreas, como Infraestrutura, Segurança, Cultura e Saneamento, por exemplo, têm recursos não vinculados e, por isso, podem ter verbas reduzidas. Com isso, serviços poderão deixar de ser oferecidos.

De O Estado do Maranhão/Carla Lima

Flávio Dino enganou os professores, afirma Hildo Rocha

As falsas promessas de campanha do governador Flávio Dino foram repercutidas pelo deputado federal Hildo Rocha em pronunciamento na tribuna da Câmara. “O governador do Maranhão tem divulgado, nas redes sociais, dizendo que ele cumpre as promessas de campanha. Mas, já no início do último ano de mandato o governador não cumpriu nem 10% daquilo que ele se comprometeu em fazer”, destacou Hildo Rocha.

De acordo com o deputado, Dino enganou os professores da rede pública estadual. “Ele disse que iria fazer uma valorização permanente dos docentes. Mas, o que nós estamos vendo, ao longo desses anos que ele governa o Maranhão, é um grande arrocho salarial contra os professores”, disse o parlamentar.

Reajustes negados

De acordo com o deputado, em três anos os salários dos professores já acumulam uma defasagem de 1/3 (um terço). Em 2016 o governador deveria ter repassado 11.36%; 7.64% em 2017 e 6.8% já no início de 2018. Mas o governador não fez os reajustes e nem fala em fazer. Portanto, essa é mais uma promessa de campanha que o governador Flávio Dino não cumpriu, ressaltou Hildo Rocha.

Vampirão da Tuiuti amarela, abandona a faixa e deixa esquerda revoltada

O Vampirão da Paraíso do Tuiuti, aquela escola de samba que fez a alegria de representantes da esquerda como o governador Flávio Dino (PCdoB), amarelou. Constrangido, o professor de História Léo Moraes, de 40 anos, que interpretou o personagem que fazia uma alusão ao presidente Michel Temer, desfilou neste sábado sem a faixa da  Presidência da República.

Ele (o vampiro) representa um sistema – arregou o professor de história – Isso que está acontecendo no Rio de Janeiro hoje, para qualquer um que tenha um conhecimento de história, é preocupante – disse em referência à intervenção federal decretada por Temer. A gente fica até com medo de se manifestar,  eu espero que isso não seja um grande retrocesso, disse o professor.

Nos bastidores, setores da esquerda e da própria escola de samba fizeram circular a informação de que representantes do governo ‘aconselharam’ os responsáveis pelo desfile a descartar a faixa presidencial. Segundo O GLOBO,  assessoria de imprensa do Palácio do Planalto negou neste domingo que tenha feito qualquer pedido à escola de samba.

O carnavalesco Jack Vasconcelos ficou bastante embaraçado ao ser questionado sobre o assunto:

Para ser muito sincero eu passei o dia isolado. Acabei de chegar aqui. Não posso confirmar ou negar essa informação, pois seria leviano – disse.

A esquerda agora, restou a narrativa de que o governo proibiu o uso da faixa no desfile das campeãs. Se isso server de consolo…

Hildo Rocha assegura recurso para implantação do Aeroporto Regional de Barra do Corda

A implantação do Aeroporto Regional de Barra do Corda tem sido defendida pelo deputado federal Hildo Rocha desde o início do mandato. Como resultado das ações, o parlamentar conseguiu garantir a inclusão do projeto no Orçamento Geral da União, passo fundamental para a consolidação do pleito.

“Temos boas notícias. As ações que realizamos com o objetivo de assegurar a implantação desse importante empreendimento do governo federal, no nosso Estado, estão ganhando contornos de realidade. Durante audiência que tive com o ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, fui informado que o projeto está apto, ou seja, a nossa proposta reúne todas as condições para a sua consolidação”, afirmou Hildo Rocha.

A inclusão do projeto no Orçamento para este ano aconteceu graças ao trabalho de articulação que o parlamentar realizou como membro da Comissão Mista do Orçamento (CMO), colegiado composto por apenas 30 deputados e 10 senadores que definem as prioridades orçamentárias do governo federal.

Histórico

Em março de 2015, logo no início do mandato parlamentar, Hildo Rocha realizou a primeira ação em busca de melhorias para a aviação regional no Maranhão. Na ocasião, Rocha foi recebido em audiência pelo então ministro da Aviação Civil, Eliseu Padilha.

A pauta incluiu discussão acerca de projetos para melhorar as condições dos aeroportos de: Barra do Corda; Bacabal; Balsas; Barra do Corda; Barreirinhas; Carolina; Caxias; Imperatriz; Governador Nunes Freire; Pinheiro; Santa Inês; e São João dos Patos, municípios maranhenses que aguardam benefícios previstos no Programa de Desenvolvimento da Aviação Regional.

Em junho de 2015, Hildo Rocha voltou a defender investimentos na infraestrutura aeroportuária do Maranhão durante audiência conjunta das comissões de Turismo e de Integração Nacional, Desenvolvimento Regional e da Amazônia. Na oportunidade, Rocha solicitou a liberação de equipamentos para que o aeroporto de Imperatriz possa operar com neblina e chuva.

Fato incontestável: Hildo Rocha exerce o mandato parlamentar com devoção e eficácia. Isso faz a diferença.

Carnavalesco da Tuiuti admite: “Antes éramos parceiros do poder, hoje somos oposição”

Carnavalesco Jack Vasconcelos, petista de carteirinha

O autor do enredo para a escola de samba Paraíso do Tuiuti, carnavalesco Jack Vasconcelos, assumiu claramente em entrevista para o site Carnavalesco que agiu por interesse político.

No desfile deste ano, a Paraíso do Tuiuti protestou contra as reformas do governo Temer, inclusive fazendo alusões absurdas à escravidão, o que de certo até banaliza o tema. Contudo, ele disse na entrevista o que o motivou a escolher esta abordagem. Quando questionado sobre o carnaval trazer mais enredos críticos, Vasconcelos respondeu:

“Eu acho que é positivo a gente poder se posicionar. Muito disso tem relação com a troca de governo. Hoje somos oposição e antes éramos parceiros do poder e não podíamos arranhar a relação. Enredo mais críticos não eram incentivados. Agora com uma guerra declarada tem essa abertura maior. Os dirigentes nos deixam livres, e temos mais é que fazer”.

 

Basicamente, o carnavalesco admitiu que a atuação da escola de samba foi totalmente política e que teve por trás disso a boa relação que o grupo mantém com o PT. Agora tudo faz sentido.

Quer se libertar? Vá para Tuiuti ou para Nilópolis, no colo de Anísio Abraão David, bicheiro de protesto

Comissão de Frente da Paraíso do Tuiuti: segundo o enredo, a escravidão ainda está por aí, e a reforma trabalhista é uma das suas manifestações. Demagogia barata

Até carnavalesco já aprendeu que é preciso “apelar ao social” e gritar contra a política e os políticos se quiser ter, como diz a blague, aquele “plus a mais” que vai fazer a diferença entre os jurados. Também na avenida, a demagogia triunfa sobre a técnica, a estética e, pois, na rima sem solução, sobre a ética. Curioso: assistimos a um “Carnaval politizado” na terra do “direito carnavalizado”. No país em que juízes não portam a bandeira da Constituição e em que ministros do Supremo manipulam os códigos legais como se fossem alegorias de mão, faz sentido assistir à premiação da discurseira pedestre, com samba no pé…

A escola que venceu o desfile do Rio, o principal do país, foi a Beija-Flor, com o samba-enredo “Monstro É Aquele Que Não Sabe Amar (Os Filhos Abandonados da Pátria Que Os Pariu)”. O trocadilho dispensa tradução. Lá estão estes versos:
“Ganância veste terno e gravata
Onde a esperança sucumbiu
Vejo a liberdade aprisionada
Teu livro eu não sei ler, brasil!
Mas o samba faz essa dor dentro do peito ir embora
Feito um arrastão de alegria e emoção o pranto rola
Meu canto é resistência
No ecoar de um tambor
Vêm ver brilhar
Mais um menino que você abandonou”.

No “terno e gravata”, vai a referência óbvia às ditas elites e aos políticos. É mesmo? Venham cá: nos morros, de onde provêm a maioria das escolas, e nas periferias, de onde vem a Beija-Flor, os, digamos assim, “locais” conseguiram fazer um sistema mais justo do que aqueles que se transformaram em alvos do samba-enredo? O presidente de honra da Beija-Flor é o bicheiro Anísio Abraão David. No dia 7 de junho do ano passado, ele comemorou seus 80 anos numa festa de gala no Museu de Arte Moderna do Rio. Todos os engravatados estavam lá.

Anísio é um veterano de investigações da Polícia Federal — foi protagonista de ao menos três delas. Seu irmão, Farid Abraão David, exerce o terceiro mandato à frente da Prefeitura de Nilópolis. Ricardo Abraão, seu sobrinho, já foi deputado estadual. Simão Sessim, seu primo, exerce o 10º mandato de deputado federal. O filho de Simão, Sérgio, também já foi prefeito da cidade que abriga a escola. Mas, obviamente, a culpa pelas misérias do país — e do Rio — é dos outros engravatados. O júri se deixou comover por uma comissão de frente que simulava vítimas de balas perdidas. Afinal, se nada mais há a fazer, que se carnavalize a tragédia e se ouça: “Deeeeezzzz”.

Abraão David agora é também da ala das vítimas.

Por um décimo
Por um décimo, a Paraíso do Tuiuti não empatou em pontos com a Beija-Flor. Seu samba-enredo: “Meu Deus, meu Deus, Está extinta a escravidão?” A letra do dito-cujo, obviamente, conclui que não.

Lá está esta maravilha:
“Meu Deus! Meu Deus!
Se eu chorar não leve a mal
Pela luz do candeeiro
Liberte o cativeiro social

Não sou escravo de nenhum senhor
Meu Paraíso é meu bastião
Meu Tuiuti, o quilombo da favela,
É sentinela da libertação”

Uma das alas da escola protestava contra a reforma trabalhista, associada, ora vejam, ao trabalho escravo. Não é coisa do morro, mas de algum subintelectual esquerdista e pé-de-chinelo por lá infiltrado. Afinal, a dita reforma vai servir para garantir direitos a milhões de trabalhadores informais. Portanto, terá um efeito contrário ao anunciado pela escola.

A demagogia e o populismo também levaram para a avenida boneco do presidente Michel Temer, caracterizado como vampiro. Nas redes, as esquerdas babavam de satisfação. E lá se ouvia o samba-enredo: “Pela luz do candeeiro, liberte o cativeiro social”. Candeeiro? Temer é o presidente que reestruturou o setor elétrico, que Dilma Rousseff havia quebrado, o que nos livrou de um apagão, aí não for falta de água da chuva. A luz está garantida. Seja a regular, sejam os tais “gatos”, muito comuns nos morros do Rio.

O autor do samba-enredo da Tuiuti não aprendeu nada. Na década de 60, uma música de protesto chamada “Morro (Feio não é bonito)” cantava:
“Feio, não é bonito
O morro existe
Mas pede pra se acabar”.

A música é de Carlos Lyra, e a letra, de Gianfrancesco Guarnieri.

Segundo os sábios do Tuiuti, o feio não é apenas bonito: a favela, agora, é sentinela da libertação. Todos amarrados, claro!, ao tronco da CLT, já que os valentes são contra a reforma trabalhista.

Mas os jurados acharam aquilo tudo uma lindeza, e os esquerdistas deram plantão do Twitter. Convenham: nada é tão doce, tão fácil e tão politicamente correto como resolver as misérias do Brasil com um sambinha, não é mesmo?

Que tempos estes! Juízes do Supremo se comportam como carnavalescos, e carnavalescos, como juízes do Supremo. Inclusive do Supremo Saber.

Você quer se libertar, amigo? Corra para o Morro do Tuiuti.

Por Reinaldo Azevedo

Coisas que você só aprende quando está do outro lado, no poder

O inconformismo da sociedade com a classe política é fruto de um conflito milenar alimentado por condicionantes inerentes à relação entre estas duas partes. A política é a arte de mentir e enganar. Os políticos mentem ao povo, que acaba cultivando um ideal completamente distorcido do que é o Estado.

Para chegar ao poder, os políticos precisam mentir e atacar seus rivais, passando a impressão que estão do lado do povo. É uma técnica bastante antiga, mas funciona por um simples motivo: o povo é burro e se nega a enxergar a realidade.

Ainda que surgisse um político que ousasse dizer a verdade, ele seria repudiado pelo povo, que apesar da experiência e da vivência, prefere acreditar em mentiras, feito uma criança. Entre falar a verdade, mandar a real, ser contestado e não ganhar nada, o político prefere mentir, pois sabe que o eleitor, de modo geral, é estúpido.

Os políticos são membros de uma seita milenar, que se aperfeiçoou ao longo de mais de 7 mil anos de experiências envolvendo a manipulação das massas e a coerção social. O que se vê no mundo hoje é resultado de trocas de experiências entre chefes de Estado que se encontram anualmente há séculos e séculos a fio. O Estado é na verdade um organismo vivo milenar comandado por escolhidos que se sucedem um após o outro em qualquer lugar do mundo. Uns protegem os outros e muitas vezes até se calam sobre os erros, desmandos e barbaridades perpetradas por seus pares em seus territórios.

Coisas com as quais os políticos estão bastante familiarizados, mas que as pessoas se recusam a aceitar:

Lição Nº 01 – Pessoas morrem.

Os políticos prometem salvar vidas, mas não são deuses. As pessoas morrem e vão continuar morrendo em consequência de uma série de fatores, a maioria relacionados à própria estupidez humana, como a violência a imprudência. Não há como salvar todo mundo que se aventura embriagado em alta velocidade, que leva uma vida sedentária enchendo o bucho de doces, gorduras e outros venenos em excesso. Também não há como evitar alguns indivíduos optem pelo caminho mais curto até o dinheiro. A criminalidade, em qualquer país pobre, é uma realidade, pensam os políticos. Entre combater a raiz do problema e fazer teatro, os políticos preferem a segunda alternativa, que é bem mais barata. Por outro lado, a população também gosta desta brincadeira de gato e rato protagonizada pela polícia e os bandidos. O problema é que sem atacar a raiz do problema, os ratos se proliferam e a brincadeira nunca acaba. Para o político, isso é bom. Afinal, como ele vai prometer acabar com a violência na próxima eleição?

Lição Nº 02 – Pessoas são burras.

Há uma falsa expectativa de que é possível promover uma grande revolução do Brasil através da educação. Em parte, isso é verdade, mas nem tanto. Os políticos sabem que a inteligência é um evento raro entre populações multi miscigenadas. Nos trópicos, a natureza genética fala mais alto e a maioria absoluta da população tem mais apreço pela diversão do que pela educação. Não é por acaso que os Estados Unidos produziram 369 Prêmios Nobel, 8 apenas em 2017, e o Brasil zero em mais de um século. É claro que os investimentos em educação nas duas nações foram desproporcionais ao longo de 5 séculos de história das duas nações. Mas as populações de origem ibéricas padecem de uma série de letargias que as pessoas se recusam a reconhecer. A limitação intelectual está relacionada à organização moral, falta de ímpeto, comodismo e a falta de organização desta ramificação de povos. A índole pacífica dos povos latinos, marcada por seu temperamento, seu caráter e humor tem origem em seu intelecto, mais voltado para artes, literatura e outros talentos mais prosaicos. A população do continente Sul Americano é uma convergência entre os nada geniais portugueses e espanhóis, os habilidosos negros e índios preguiçosos. Não é por acaso que o Brasil é o país da libido, do futebol e do Carnaval. Embora toda regra seja permeada por exceções, as limitações impostas por combinações trágicas do passado tendem a prevalecer na cultura e no comportamento da sociedade como um todo.

Embora investimentos maciços em educação possam ajudar a minimizar estas deficiências inegáveis, seria preciso pelo menos um século de esforço contínuo. Não basta construir escolas e laboratórios. Seria preciso formar uma nova geração de professores ultra qualificados, menos piadistas, menos acomodados e menos burros que os atuais. Mesmo cientes de todos estes desafios colossais, os políticos preferem empurrar o problema com a barriga. Afinal, como vão prometer resolver os problemas da educação nas próximas eleições?

Lição Nº 03 – Pessoas são corruptas

A Operação Lava Jato inspirou milhões de brasileiros e ressuscitou a fé no combate à corrupção endêmica no país. O problema é que a maior parte das pessoas veem a Lava Jato não como uma nova cultura no combate à corrupção e a desonestidade, mas como uma oportunidade revanchista, uma chance de vingança contra criminosos poderosos que permanecem impunes há décadas. Mas as frases de porta de banheiro vendidas à exaustão pelos procuradores da República no Facebook não combinam com o verdadeiro espírito dos brasileiros. Os próprios procuradores são beneficiários de privilégios indecentes que não condizem nada com a ética e a moral. Isso sem contar o conflito ideológico de quem defende a Lava Jato, mas compra drogas e financia o crime organizado, responsável pela escalada da violência no país. De modo geral, os detentores do poder do Estado sabem que a população é corrupta, desordeira e até criminosa. Não fosse isso, não haveria necessidade de investir cada vez mais e mais em forças policiais, estabelecer multas, criar órgãos fiscalizadores e contratar milhares de fiscais para tentar identificar ao menos 5% de todas as falcatruas cometidas pelos cidadãos.

Um exemplo claro sobre este comportamento de parte da sociedade pôde ser observado em situações recentes em que a polícia militar se aquartelou, como na Bahia e Espírito Santo. Centenas de lojas foram saqueadas, os shoppings e comerciantes em geral precisaram contratar seguranças fortemente armados, atentos aos carros e caminhonetes de luxo que rondavam os estabelecimentos fechados. Nos dois casos, ocorreram paralisações parciais. Parte da Polícia Militar e toda a Polícia Civil impediram que a situação chegasse ao caos e à barbárie. Caso todas as forças de segurança se recolhessem em cidades como Rio, São Paulo, milhares de cidadãos acima de qualquer suspeita infestariam as ruas para se aproveitarem do caos e da ausência do Estado. A realidade é que os políticos fingem que acreditam que a sociedade é honesta, mas precisam ficar permanentemente atentos aos espertinhos. Para garantir a ordem mínima e assegurar ao menos parte da arrecadação, o Estado precisa investir bilhões em forças policiais e órgãos fiscalizadores. Embora 90% das forças policias do Brasil atuem basicamente como fiscais arrecadadores, o Estado sempre pode realocá-los para colocar ordem na casa. O roubo de energia no Brasil alcançou a cifra de R$ 12 bilhões ao ano com ligações clandestinas e fraudes em equipamentos de leitura. A energia roubada daria para abastecer Brasília por 4 anos. No caso do Rio de Janeiro, o fim do furto de energia poderia significar uma redução de até 16% nas contas de todos os consumidores. As ligações clandestinas ocorrem tanto em comunidades carentes quanto em em bairros de classe média e classe média alta, informa a associação dos distribuidores de energia.

Esta semana de carnaval, mesmo com a polícia nas ruas, moradores de comunidades do Leblon, no Rio de Janeiro, saquearam uma loja do supermercado Pão de Açécar, que fica a cerca de 1 quilômetro de um batalhão da PM.

Lição Nº 04 – Não tem dinheiro

Há poucos meses, o  mundo acompanhou o drama de refugiados sírios para a Europa. A crise humanitária colocou chefes de nações poderosas como Alemanha, Inglaterra e França em uma verdadeira saia justa. As pessoas se perguntavam como era possível que um país tão rico como a Inglaterra se recusasse e receber 10 mil refugiados. Muitos recorreram ao argumento de que poderia haver terroristas infiltrados entre os refugiados, mas o problema real era outro. A infraestrutura destas cidades está dimensionada para atender as necessidades de suas populações em áreas como saúde, educação, moradia e geração de empregos. Por mais poderosas economicamente que sejam, 10 mil pessoas são suficientes para colapsar os serviços públicos, os órgãos de atendimentos sociais, baixar os salários de trabalhadores locais e elevar os índices de criminalidade.

Com se vê, 10 mil pessoas podem causar uma série de transtornos ao Estado, por mais rico que seja. O que ninguém se dá conta é que o Brasil foi o centro do maior processo migratório da história da humanidade. Cerca de 50 milhões de refugiados migraram de regiões pobres do país rumo aos grandes centros urbanos, como São Paulo e Rio de Janeiro. Para se ter uma ideia, mais de 50% dos moradores de favelas e comunidades carentes são de origem nordestina.

Se países de primeiro mundo como Estados Unidos, Inglaterra e França passam aperto para receber meia dúzia de gatos pingados (10 mil refugiados), o que dizer de cidades como Rio e São Paulo, que receberam e ainda recebem todos os anos milhões de refugiados nordestinos? A verdade é que o país levará mais de 100 anos para equacionar os desafios impostos pelo maior fluxo migratório da história da humanidade. Os governos estaduais vão precisar investir trilhões na infraestrutura urbana, criação de novos bairros, financiamento de casa decentes para acabar com as favelas e comunidades desassistidas ao longo de décadas a fio, de modo a garantir uma vida digna para os cidadãos. Mas os políticos não dizem isso. Eles preferem prometer que vão resolver todos os problemas amanhã.

Não é por acaso que o cidadão se sente um trouxa quando anda por certas regiões das cidades e constata que nada mudou nos últimos 10, 20 anos. Quando se lembra de ter ouvido da boca de dezenas de políticos promessas mirabolantes e percebe que a escola da esquina de trinta anos atrás está agora em ruínas, que as casas, ruas e prédios estão cada vez mais decrépitos, que jovens sonhadores se tornaram velhos desiludidos sentados nas calçadas.

Lição Nº 05 – Tá tudo dominado.

Por mais que o cidadão comum se sinta indignado com toda esta realidade, o fato é que os políticos criaram um sistema sofisticado que lhes assegura o privilégio de comandar o Estado. Além de ter que pertencer à classe política, o sujeito só é credenciado a participar do jogo por meio de um partido e de alianças com outros políticos. Obviamente, todos os candidatos precisam atender alguns requisitos básicos, como uma boa conexão com banqueiros, grupos coesos como servidores, ruralistas, militares, sindicalistas, associações, igrejas, etc.

Trata-se de uma máfia fechada onde a maioria dos acordos ocorrem nos bastidores, de forma discreta, bem longe dos ouvidos do eleitor. Em épocas de eleição, até as agressões e rixas são combinadas. Quem pensa que está votando em um  por que não gosta do outro acaba enganado. Nesta tática, os meios de comunicação são parceiros coadjuvantes e experientes na arte de embaralhar a cabeça do eleitor. Enquanto fingem que batem em alguns apenas para manter o político em evidência, com argumentos contestáveis, fingem defender outros que estão no jogo apenas para fragmentar a escolha do eleitor. Todos fazem parte do mesmo clube e é depois das eleições que voltam a tratar dos assuntos de seus interesses.

O problema é que ainda não inventaram uma fórmula mágica para livrar o povo dos políticos nem de proteger o Estado da sociedade. Infelizmente, é assim que as coisas funcionam. Ao menos se mentissem menos…

Apesar de tudo isso, boa parte da sociedade ainda prefere viver de ilusões, acreditando em contos de fada , nos políticos em suas promessas mirabolantes. Alguns ainda brigam para defendê-los, vestem camisetas e não adianta nada dizer o quanto estão parecendo ridículos.

Por Imprensaviva